Obrigado pela visita!!!

domingo, 20 de julho de 2014

COMUNIDADE PORTUGUESA FAZ A FESTA EM HOMENAGEM A PORTUGAL

A Comunidade portuguesa de Santos e região faz a festa domingo dia 27 de julho de 2014  em homenagem ao dia de Portugal de camões a das comunidades portuguesas comemorado em 10 de junho , mas devido ao mundial de futebol e a cidade de Santos estar sediando duas seleções (México e Costa Rica) a festa foi transferida para este domingo 27/07.
Um dia inteiro dedicado a cultura de Portugal .

Programação do evento:
09h00 Orfeão do Centro Cultural Português
10h00 Solenidade de Abertura
10h30 Rancho Veteranos Apaixonados pelo Folclore
11h00 Rancho Folclórico da Casa de Portugal de Praia Grande
11h30 Banda Filhos da Tradição
12h00 Rancho Folclórico Vasco da Gama
12h30 Rancho Folclórico Verde Gaio
13h00 Vira Livre
13h30 Poetas Vivos
14h00 Grupo Folclórico Cruz de Malta
14h30 Rancho Folclórico Típico Madeirense
15h00 Grupo Fado por Acaso
15h30 Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra
16h00 Rancho Folclórico da A.A. Portuguesa
16h30 Ricardo Araujo & Renato Araujo – Música Instrumenta
17h00 Ciça Marinho
17h30 Marly Gonçalves

segunda-feira, 7 de julho de 2014

ARRANCADA DO LINHO EM SÃO PEDRO DE RATES - PÓVOA DE VARZIM

Vale a pena assistir este documentário sobre o linho...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

G.F. DE SÃO TORCATO - GUIMARÃES

sexta-feira, 23 de maio de 2014

GRUPO FOLCLÓRICO DE SOUTO - GUIMARÃES

Fundado em 17 de Maio de 1959, este grupo tem sido o intérprete das tradições das gentes da margem esquerda do rio Ave, preservando com rigor e fidelidade os seus usos e costumes. Trajam e dançam como outrora o faziam as gentes da região, defendendo o património cultural do Baixo Minho. O Souto é uma terra com particular incidência na agricultura, atualmente mais virada para a indústria de vestuário e bordados. Esta localidade orgulha-se de possuir na sua área geográfica o Mosteiro do qual a primeira referência documental remonta a Julho do ano 950. O Grupo Folclórico de Souto tem participado em festivais folclóricos nacionais do Minho ao Algarve e Internacionais. É membro efetivo da Federação de Folclore Português e do INATEL.


terça-feira, 20 de maio de 2014

RANCHO FOLCLÓRICO DAS LAVRADEIRAS DA TROFA - DOURO LITORAL.




O Rancho das Lavradeiras da Trofa, surge pela mão de Maria Augusta Oliveira Reis, a 2 de Março de 1961, como consequência de um trabalho iniciado em 1946, de pesquisa, recolha, e preservação dos usos e costumes da região que representa.
A Trofa, situada no topo do Douro Litoral (onde o Minho acaba e o Douro começa), estende-se pelo alongado vale de Bougado, onde corre o rio Ave.
Recebe a brisa marinha das praias de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, que ficam a cerca de 18 Km. Tem rápidos acessos ao Porto de onde dista cerca de 20 Km. Outrora terra essencialmente agrícola, a Trofa de hoje é um centro comercial, industrial e de serviços, considerável.
O Rancho das Lavradeiras da Trofa, é portador de uma vasta colecção de trajos, representando extractos sociais e profissões, de uma época situada entre o séc. XIX e início do séc. XX.

Podem ver-se Trajos de Festa de Lavradores ricos e de condição mais modesta, e de trabalho do campo ou outro; trajos que aparecem conforme a sua representação.
Além de ter percorrido o País de norte a sul, participando em festivais e romarias, hotéis e festas particulares, esteve presente em: Espanha - Santiago de Compostela, Caldas dei Rey, Oviedo, Avilez e Ourense Itália - Gorízia; Açores - ilhas Terceira, Pico e S. Jorge; França - Lê Puy en Velay e Niort; Brasil - Gravataí, Rio Grande do Sul e Ilha da Madeira. A sua actividade assenta, em recolhas efectuadas, por pessoas de gerações muito anteriores às do actual Rancho. Baseando-se nestas e em obras de Alcino Rodrigues e de Alberto Pimentel, vem apresentando quadros de Festa, Lazer e Trabalho, com o objectivo de mostrar a vivência das gentes de outrora, tentando reproduzir momentos que se perderam, que jamais se reviverão e que ficaram apenas na memória de alguns.
Está filiado no INATEL, é membro da Federação do Folclore Português desde a sua fundação, é sócio da Academia das Colectividades do Distrito do Porto e da Federação de Apoio a Festivais Internacionais de Folclore (FAFIF). Pela apresentação dos seus trajos e na interpretação das suas danças e cantares bem como na representação de quadros tradicionais, pretende assim, o Rancho das Lavradeiras da Trofa, ser um autêntico museu vivo, da sua região.




quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O BRINQUINHO - ILHA DA MADEIRA.

É um instrumento de percussão muito vulgar e popular na Região Autónoma da Madeira e um dos mais queridos, senão o mais querido do povo e dos turistas que  visitam a Madeira. Este conjunto de sete bonecos de pano tem, no seu interior, na maior parte dos casos, serradura e são revestidos com trajes típicos do nosso arquipélago, portadores de castanholas, situadas vulgarmente nas costas dos bonecos, dispostos em roda de dois arcos circulares, construídos em arame grosso. Toda esta engrenagem assenta numa cana vieira, possuindo na parte inferior um cabo em madeira (onde o tocador pega, normalmente, com a mão direita), preso a uma verga de arame centralizado no interior da mesma que, por sua vez, é ligado aos arcos circulares, acima descritos, ficando a mão esquerda fixa na cana que suporta todo o este esquema. Toca-se num movimento de acima e abaixo, de modo a ser possível percutir as castanholas. O brinquinho (em algumas zonas também chamado de bailinho), não teve a sua origem nesta ilha, dizendo-se que talvez seja de origem minhota, onde é conhecido por zuca-truca. Há quem defenda também ser de origem africana, o que não nos parece muito impossível, pois, observou-se em  Luanda, capital de Angola ex-colónia Portuguesa,  alguns instrumentos afins, com as castanholas construídas com formas de cabeças de animais. O brinco era o termo vulgarmente usado para definir outrora, um conjunto de romeiros a tocar e a cantar a caminho e nos arraiais, muito característicos na nossa ilha. É um marcador de ritmo, por excelência, na maioria dos grupos folclóricos existentes nesta ilha. Apesar de não ser de origem madeirense é, no entanto, um dos souvenirs mais apreciados e adquiridos como ex-libris do folclore desta ilha.

sábado, 4 de janeiro de 2014

O PASTOR - ARRIMAL , PORTO DE MÓS


Este usava calça e colete de cotim, camisa de riscado e cinta enrolada à cintura por causa dos esforços no campo. Na cabeça usava barrete preto e, ao pescoço, lenço de tabaqueiro, usava consigo uma capa comprida de fazenda de lã. Calçava botas castanhas de sola com tacão de prateleira.Levava consigo uma saca de retalhos com o farnel, e uma cabaça com água presa à cintura. Na mão um cajado para o ajudar a voltar o rebanho e o proteger dos animais selvagens.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

CHINELAS DE VIANA DO CASTELO

domingo, 23 de junho de 2013

SÃO JOÃO DE BRAGA

O São João de Braga é uma festa popular, que tem lugar no mês de Junho em Braga, Portugal, que celebra o nascimento de São João Batista. O culminar da festa é na noite de 23 para 24 de Junho.
Um dos pontos centrais é em torno da Capela de S. João da Ponte, edificada no século XVI a mando de D. Diogo de Sousa. Apesar dos mais antigos documentos datarem do século XIV é provável que estes festejos tenham origem prévia.
A cidade é extensamente decorada, desde as mais importantes ruas do centro histórico, passando pela principal artéria da cidade, a Avenida da Liberdade, e culminando no parque da Ponte.
Na noite de S. João milhares de pessoas ocupam as ruas da cidade com martelinhos e o alho porro. O rio Este, quando cruzado pela Avenida da Liberdade, serve de palco a tradicionais quadros bíblicos referentes a São João Batista. De um dos lados da ponte está representado o batismo de Cristo e do outro lado S. Cristóvão, com o menino Jesus aos ombros, sobre as águas do Este.
Na cultura popular abundam cânticos referentes ao festejo:
Ó meu S.João da Ponte
A vossa Capela cheira
Cheira a cravo, cheira à rosa
Cheira à flor da Laranjeira
S.João vem cá abaixo
Que tu chegas cá num ai
No céu nem fazes ideia
Do que cá por Braga vai

terça-feira, 4 de junho de 2013

CIDADE DE SANTOS COMEMORA O DIA DE PORTUGAL




A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, recebe no próximo domingo (9) a 4ª edição do Dia de Portugal. O evento é considerado a maior festa da comunidade portuguesa na região. No encontro haverá música, dança, artesanato e doces típicos portugueses.


O evento acontece na Praça Mauá, no Centro, a partir das 9h. Objetivo é resgatar a cultura portuguesa na Baixada Santista e valorizar a forte influência lusitana na formação do povo e da cultura santista. A festa é uma celebração ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A solenidade de abertura do evento contará com a presença do cônsul honorário de Portugal em Santos Armênio Mendes, e de autoridades locais e representantes de entidades da comunidade.

Para saber um pouco mais da história das bordadeiras do Morro do São Bento, os participantes poderão visitar a tenda das artesãs que integram a União das Bordadeiras do Morro do São Bento. No local, serão vendidos alguns dos bordados produzidos por elas. Também serão comercializados doces conventuais portugueses, como os famosos pastéis de Santa Clara e de Belém. Toda renda obtida na venda desses doces será destinada à Escola Portuguesa, que atende crianças carentes. Quem quiser ajudar os mais carentes pode ainda levar um quilo de alimento não perecível. As doações serão encaminhadas ao Fundo Social de Solidariedade de Santos.


Confira a programação completa do evento:

9h às 9h50 - Orfeão do Centro Cultural Português

10h às 10h20 - Solenidade de Abertura

10h30 às 10h50 - Rancho Folclórico Vasco da Gama

11h às 11h20 - Grupo Folclórico Cruz de Malta

11h30 às 11h50 - Banda Filhos da Tradição

12h às 12h20 - Rancho Folclórico da A. A. Portuguesa

12h30 às 12h50 - Rancho Folclórico Veteranos Apaixonados pelo Folclore

13h às 13h20 - Rancho Folclórico Verde Gaio

13h30 às 13h50 - Poetas Vivos

14h às 14h20 - Rancho Folclórico Típico Madeirense

14h30 às 14h50 - Vira Livre

15h às 15h20 - Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra

15h30 às 15h50 - Grupo Fado por Acaso

16h às 16h20 - Rancho Folclórico da Casa de Portugal de Praia Grande

16h30 às 17h - Grupo Folclórico da Eira (de Newark - USA)

17h10 às 18h10 - Marly Gonçalves, Ricardo Araújo e Renato Araújo


sábado, 11 de maio de 2013

ATIVAÇÃO FOLCLÓRICA EM SANTOS/SP - BRASIL.

Componentes e admiradores de diversos Grupos Folclóricos da comunidade portuguesa de Santos com o apoio do conselho da comunidade Luso Brasileira, realizaram no passado dia 20 de abril de 2013 uma ativação folclórica(flash mob) em pleno coração do Gonzaga(bairro tradicional de Santos) . Os Componentes chamaram a atenção do público cantando e dançando pelas ruas , em frente as lojas e shoppings  da região as modas do Folclore Português.
Parabéns pela iniciativa!  





sábado, 27 de abril de 2013

FESTA DAS CRUZES - BARCELOS 2013

De 28 de Abril a 05 de Maio de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

COMPASSO PASCAL


O Compasso Pascal é uma tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.


Compasso Pascal no Minho

http://folcloredeportugal.blogspot.com.br/2010/03/compasso-pascal-no-minho.html

segunda-feira, 18 de março de 2013

TRAJES DE ROMARIA - SÃO TIAGO DE SILVALDE - ESPINHO


Homem - Calça e colete de surrobeco, camisa branca de linho, faixa preta, lenço tabaqueiro à cinta ou no bolso, chapéu fitado e botas pretas.

Mulher - Blusa e saia de algodão às flores ou riscas de várias cores, faixa preta ou vermelha, lenço de merino pelas costas. Na cabeça pode pôr lenço de cachené, chapéu ou rodilha (quando está só de cabelo com pucho) para servir de apoio à condessa (cesta de merenda). Nos pés chinelos e sem meias.

Fonte: R.F. São Tiago de Silvalde.

sábado, 16 de março de 2013

O falar e o cantar de antigamente na Glória do Ribatejo

Assim que se deve fazer recolhas, entrevistando os mais antigos. Aqui uma entrevista em 1987 na Glória do Ribatejo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

FESTA DAS FOGACEIRAS 2013- SANTA MARIA DA FEIRA.

Festa das Fogaceiras 2013

A Festa das Fogaceiras teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado fogaça.
S. Sebastião, que segundo a lenda padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se, assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira.

No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo. Assim nasceu a Festa das Fogaceiras.

Cumprida em cada dia 20 de Janeiro, esta promessa constitui uma referência histórica e cultural para as Terras de Santa Maria.

sábado, 5 de janeiro de 2013

AS JANEIRAS E O CANTAR DOS REIS



Cantar as Janeiras ou reis (esta designação varia de região para região) é uma tradição em Portugal que consiste no cantar de músicas pelas ruas e casas por grupos de pessoas (hoje em dia as janeiras ou reis são praticamente mais cantadas por grupos folclóricos, já poucos grupos populares as cantam) anunciando o nascimento de Jesus, desejando um feliz ano novo. Esses grupos vão de porta em porta, pedindo aos residentes as sobras das festas natalícias. Hoje em dia, essas 'sobras' traduzem-se muitas vezes em dinheiro.


Ocorrem em Janeiro, começando no dia 1 e estendendo-se até dia 6, Dia de Reis ou Epifania. Hoje em dia, muitos grupos (especialmente os Grupos Folclóricos com a finalidade de arranjar dinheiro para as suas despesas) prolongam o cantar de Janeiras ou reis durante todo o mês.


A tradição geral e mais acentuada, é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, agasalhados com roupas quentes para fazer frente ao frio da época e com ou sem instrumentos (no caso de os haver são mais comuns os folclóricos: Acordéon ou concertina, bombo, ferrinhos flauta, viola, etc.). Depois do grupo feito, e de distribuídas as letras e os instrumentos, vão cantar de porta em porta pela vizinhança.
Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras ou os reis (presunto ou salpicão, nozes, ou doces e claro uma pinga de vinho, etc. Por comodidade, é hoje costume dar-se dinheiro, embora não seja essa a tradição).
No fim da caminhada, o grupo reúne-se para ver o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.
As músicas utilizadas, são por norma já conhecidas, embora a letra seja diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os moradores que contribuíram. Tipicamente havia também algumas quadras insultuosas reservadas para os moradores que não davam as janeiras ou reis.



Eis algumas quadradas das janeiras ou reis;




Ó da casa nobre gente
que escuteis e ouvireis
recordai do vosso sono
e vinde ouvir o santo reis


Vimos cantar as Janeiras ( ou reis)
Boas festas desejar
Que tenha muita saúde
No ano qu'está a entrar.


Viva lá sr João
os anos que Deus quiser
viva também uma rosa
que Deus lhe deu pra mulher



Com amizade
Agradecemos
E para o ano
cá voltaremos.

(http://etnografiaefolclore.blogspot.com.br/)

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

RANCHO FOLCLÓRICO DE ZEBREIROS - GONDOMAR - DOURO LITORAL




O Rancho Folclórico de Zebreiros (Gondomar), foi fundado em Maio de 1959, é sócio da Federação do Folclore Português e da Federação das colectividades de Gondomar.

É constituído por um grupo de pessoas de boa vontade, animadas a preservarem e a divulgarem os usos e costumes dos seus antepassados, especialmente no sector das danças e cantares tradicionais populares, onde, o amanho da terra e as lides do rio constituíam modo de viver para a sua maioria, motivando uma mistura de trajes de lavrador com os de pescador, o que dava a Zebreiros um ambiente de rara beleza.

Enquanto a maioria das lavradeiras exibiam trajes remediados e ricos, ornados com muito ouro, as mulheres que trabalhavam no rio, apresentavam-se de aspecto mais pobre.

O Rancho Folclórico de Zebreiros, tem atuado em muitas terras do nosso país e no estrangeiro nomeadamente Brasil, França e Espanha e organiza anualmente o seu Festival de Folclore, sendo de destacar o de 1997, o qual teve transmissão em directo da missa dominical pela T.V.I.

A sua ação continua bem viva, para bem das raízes do povo da terra e da cultura tradicional do nosso país.

http://www.rfzebreiros.pt.vu/*****************

terça-feira, 11 de setembro de 2012

LENDA DA NAZARÉ E FESTAS 2012

Lenda da Nazaré
Uma curiosa lenda atribui o topónimo Nazaré a uma imagem da Virgem oriunda de Nazareth, na Palestina, que um monge grego teria trazido até ao Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, no século IV. No século VIII teria chegado ao Mosteiro o fugitivo Rei D. Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, depois da sua derrota, frente aos Mouros, em Guadalete. Aí teria encontrado Frei Romano que o acompanhou na sua fuga, trazendo com ele a imagem da Virgem e uma caixa com as relíquias de S. Brás e de S. Bartolomeu. Antes de morrer, Frei Romano teria escondido a imagem numa lapa, no Sítio, onde ficou guardada durante quatro séculos, sendo então descoberta por pastores, que a passaram a venerar. D. Fuas Roupinho, alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, tinha por hábito caçar nesta região. Conta a lenda que também ele descobriu a imagem e a venerou. Algum tempo passado, uma manhã de nevoeiro, a 14 de Setembro de 1182, perseguia D. Fuas um belo veado quando o viu desaparecer no precipício. Alarmado pelo perigo, D. Fuas pediu auxilio à Virgem e logo o cavalo estacou salvan
Ermida da memória
do a vida ao cavaleiro. Em acção de graças, mandou D. Fuas Roupinho construir a Ermida da Memória. Venerada desde então, a imagem teria dado origem ao nome do lugar – Sítio de Nossa Senhora de Nazareth.

A divulgação da narrativa do milagre trouxe um aumento de peregrinos ao pequeno templo do Sítio, contribuindo para o crescimento do povoado e para a multiplicação do número de milagres atribuídos à Virgem da Nazaré, com o consequente acréscimo da quantidade de oferendas dos fiéis. Por outro lado, esteve na origem de novas práticas devocionais, pois cada vez mais romeiros procuravam ver a marca da pata do cavalo gravada na rocha do promontório. Outros levavam consigo pedaços de terra da gruta onde a imagem da Senhora estivera escondida durante séculos.

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FESTAS DA NAZARÉ
Decorrem até 16 de Setembro de 2012 as tradicionais festas em Honra de Nossa Senhora da Nazaré. Celebrações religiosas e um programa paralelo de animação conciliam o sagrado e o profano naquele que é o mais antigo culto mariano em Portugal.


De 7 a 16 de Setembro, a “Nazaré em Festa”, que decorrerá no Parque Atlântico, proporcionará um vasto leque de possibilidades de diversão, desde os imprescindíveis carrosséis à gastronomia das Tasquinhas, e, claro, muita música. Do programa de espetáculos deste ano, destaque para os concertos do tenor italiano Giovanni D’Amore, no Teatro Chaby Pinheiro, dia 14, às 22h00; e de Quim Barreiros, no recinto das Festas, no Parque Atlântico, no dia 15, às 22h00. A animação completa-se com espetáculos de bandas e artistas locais, folclore e fogo de artifício.

As corridas de touros, uma presença constante nas celebrações em honra de N. Sra. da Nazaré, integram também o programa do “Nazaré em Festa”, nos dias 7 e 8 de Setembro, às 22h15, na Praça de Touros, do Sítio.

O ponto alto das festividades decorre já no sábado, 8 de setembro, Dia de N. Sra. da Nazaré e Feriado Municipal. Pelas 10h30 horas, realiza-se missa em honra da Padroeira, seguida de procissão e da Bênção do Mar, esta junto do Bico da Memória.


O programa religioso das festividades contempla ainda o XII Festival de Folclore em Honra de N. Sra. da Nazaré, promovido pelo Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré, dia 15, a partir das 15h30.

As festas em Honra de N. Sra. da Nazaré e o evento “Nazaré em Festa” são uma organização da Câmara Municipal da Nazaré, Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, Nazaré Qualifica e Serviços Municipalizados.
(Fonte: Câmara Municipal da Nazaré)  

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A RABECA CHULEIRA

A rabeca chuleira é um violino popular especialmente utilizado no Douro Litoral e Minho. A sua utilização está muito ligada a uma forma musical chamada chula que é típica dessas regiões. A rabeca tem quatro cordas friccionadas por um arco e o seu braço é mais curto que o do violino.

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Excerto da grande obra de Michel Giacometti onde se pormenoriza sobre um dos mais antigos instrumentos tradicionais de Portugal.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

FOLCLORISTAS DA COMUNIDADE PORTUGUESA DE SÃO PAULO (BRASIL) REALIZAM ATIVAÇÃO FOLCLÓRICA NA AVENIDA PAULISTA

O Conselho da Comunidade Luso-Brasileira promoveu o primeiro flash mob no Dia Internacional do Folclore. Nesta ativação folclórica, integrantes da comunidade e grupos folclóricos promoveram o folclore na Avenida Paulista, centro empresarial de São Paulo, na noite de 22 de agosto.




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ROMARIA DE SÃO BARTOLOMEU - PONTE DA BARCA


Muito folclore, concertinas, rusgas e etnografia. Eis os principais ingredientes que fazem da Romaria de São Bartolomeu, em Ponte da Barca, “uma das maiores e mais tradicionais romarias minhotas”. A festa decorre entre 19 e 24 de Agosto.



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FESTIVAL DE FOLCLORE PORTUGUÊS EM SANTOS/SP - BRASIL

Dia 19 de agosto de 2012 no teatro Guarany em Santos/SP - Brasil.



terça-feira, 5 de junho de 2012

X EXPOSIÇÃO NACIONAL DE TRAJOS AO VIVO EM ÁGUEDA

Vale a pena conferir estes vídeos sobre o desfile de trajos regionais portugueses realizado alguns anos atrás em Águeda.
Riqueza e diversidade dos trajes e etnografia portuguesa.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

DESFILE DO TRAJO POPULAR NACIONAL EM GUIMARÃES

terça-feira, 1 de maio de 2012

GRUPO ETNOGRÁFICO TERRAS DE CAMBRA


Fundado em 1973, este Grupo assume-se como fiel representante das danças, dos cantares, dos usos e costumes das Gentes de Cambra dos finais do Século XIX inícios do Século XX.
Tem a sua sede na Vila de Macieira de Cambra. É sócio fundador da Federação do Folclore Português, está inscrito como CCD no INATEL-Delegação de Aveiro, é sócio fundador da FAJDA-Federação das Associações Juvenis do Distrito de Aveiro, é sócio da FNAJ-Federação Nacional da Associações Juvenis, está inscrito no RNAJ-Registo Nacional das Associações Juvenis.
A nível internacional é membro do Comité do IOV-International Organization of Folk Art e sócio do IPH-International Partnerschaftsing Hartberg.
Ao longo dos anos tem-se empenhado na realização de inúmeras actividades, das quais se destacam: festivais nacionais e internacionais de folclore; cantares das janeiras, matança do porco; desfolhadas; actividades sobre o cultivo e manufactura do linho; jornadas e exposições etnográficas; intercâmbios nacionais e internacionais; etc.
Tem participado em festivais de folclore, por todo o país, destacando-se a participação no XVI Festival Nacional Folclore do Algarve, em 1992 e uma digressão pelo Arquipélago dos Açores, em 1996.
Já participou para o programa televisivo "Portugal Português" da TVI e Praça da Alegria – RTP1.
Editou três cassetes e um CD.
A nível internacional realizou digressões por alguns países e recebeu grupos dos seguintes países: Noruega, Polónia, Ilha de Menorca, Itália e Letónia. Tem participado em conferências internacionais sobre Folclore e Etnografia, realizadas no estrangeiro.
Com o objectivo de sensibilizar as crianças para o gosto e defesa dos valores etnofolclóricos, criou em 1995 uma Secção Infantil. Esta secção tem participado essencialmente em convívios de folclore infantil, em animações nas escolas e em festas de solidariedade social.



terça-feira, 3 de abril de 2012

LENDA DO FOLAR DE PÁSCOA

Esta é uma das várias lendas que a tradição guarda ciosamente sobre o folar da Páscoa. É simples como a alma do povo, pois do povo ela vem. Diz-se que é muito antiga. Todavia, não se sabe ao certo a data em que começou a circular de boca em boca.

Numa aldeia que a tradição não menciona, uma linda rapariga, pobre mas bela, tinha uma única ambição na vida: casar cedo. Diz a lenda que ela fiava sentada à porta de casa e orava no seu íntimo a oração que já vinha de avós para mães e de mães para filhas: Minha roquinha esfiada,

Meu fusinho por encher,
Minha sogra enterrada,
Meu marido por nascer.
Minha Santa Catarina,
Com devoção e carinho
Tomai-vos minha madrinha,
Arranjai-me um maridinho.

A jovem chamada Mariana Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre,a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte.Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.
Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada,porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido idéia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.
Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa,oferece-lhe em retribuição um folar. O folar é tradicionalmente o pão da Páscoa em Portugal, confeccionado na base da água, sal, ovos e farinha de trigo.

A forma, o conteúdo e a confecção varia conforme as regiões de Portugal e vai desde o salgado ao doce, nas mais diversas formas. Nalgumas receitas é encimado por um ovo cozido com casca.

sábado, 31 de março de 2012

BORDADO MADEIRA


A ilha da Madeira foi descoberta no séc. XV e julga-se que os bordados começaram desde logo a ser produzidos pelas fidalgas, como necessidade de decoração das roupas do lar bem como do vestuário, e ainda por influência dos trabalhos conventuais.
Até meados do séc. XIX não existem referências à venda ou exportação de Bordado Madeira. O ano de 1850 é um marco para uma nova fase do Bordado Madeira, data em que este produto ganha um cariz comercial. Neste ano foi organizada uma exposição das indústrias madeirenses, realizada no Palácio de S. Lourenço, onde se
tornou evidente o potencial económico do produto.

O interesse britânico por esta exposição foi tão grande que a Madeira recebe um convite para estar em Londres na Exposição Universal, que decorre no ano seguinte em 1851. Esta participação revelou-se um grande sucesso onde as peças apresentadas foram elogiadas pela sua pureza e perfeição artística.

Durante o Séc. XIX as principais exportações destinam-se a Inglaterra e Alemanha. No séculoXX exporta-se Bordado Madeira para todo o mundo. Itália, Estados Unidos, América do Sul e a Austrália tornam-se mercados importantes. França, Singapura, Holanda, Brasil e outros países contribuíram também para a expansão do comércio e da notoriedade do Bordado Madeira.Actualmente os maiores mercados de exportação são EUA, Itália e Inglaterra.
Reconhecidas internacionalmente, as peças de Bordado Madeira têm uma história e tradição ligadas ao segmento de luxo e muitas foram e são as mesas da aristocracia europeia cobertas com peças de Bordado Madeira.
Com cerca de 150 anos de história o processo de produção do Bordado Madeira continua com a mesma autenticidade desde o seu início – totalmente artesanal.A indústria deste Bordado fez uma opção muito clara em manter e valorizar a genuinidade de um trabalho desenvolvido com perfeição e rigor pelas mãos das
bordadeiras madeirenses.O Bordado Madeira é um processo em que cada um sabe o seu papel, salientando a bordadeira que desempenha uma função chave neste Bordado único no mundo.

Na Madeira, bordar não é apenas para enriquecer e embelezar o tecido mas uma forma de personalizar uma peça de linho, seda ou cambraia, tornando-o uma peça de arte a passar de gerações em gerações.As bordadeiras normalmente trabalham no campo com os seus maridos e apreenderam a bordar com as suas mães que por sua vez eram também bordadeiras.Hoje em dia existem cerca de 3000 bordadeiras na Madeira que se dedicam diariamente à arte de Bordar e todas elas têm direito à Segurança Social e pertencem ao Sindicato das Bordadeiras. Trabalhar em casa é opção das bordadeiras.
Nenhuma peça de Bordado Madeira é igual a outra. Cada trabalho tem o cunho pessoal das mãos da bordadeira que durante muitas horas a ele se dedicou, num trabalho perfeccionista e minucioso.




quarta-feira, 21 de março de 2012

ZAQUELITRAQUES OU TRIQUELITRAQUES

Os zaquelitraques, também conhecidos por triquelitraques, são idiofones usados na Quaresma, no Carnaval, Serrações da Velha...

São matracas de martelo que constam de uma tábua (+- 40 cm de comprimento) na qual estão aplicados pequenos martelos de madeira, cujo cabo gira num eixo passado entre dois suportes fixos à tábua.

Em Afife e Montedor, os zaclitracs têm várias séries de martelos, dispostos quatro a quatro ou cinco a cinco em duas e às vezes três linhas, e com a ponta do cabo enfiado num eixo de arame.

Os zaclitracs seguram-se com uma mão no alto e outra em baixo e sacodem-se fortemente e em cadência certa, de modo que os martelos batam na tábua todos ao mesmo tempo e num ritmo variado e regular, o que é por vezes um pouco difícil de realizar com perfeição.

Tocam-se em conjunto, por muitos rapazes, ao mesmo tempo.