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segunda-feira, 7 de julho de 2014

ARRANCADA DO LINHO EM SÃO PEDRO DE RATES - PÓVOA DE VARZIM

Vale a pena assistir este documentário sobre o linho...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

GRUPO FOLCLÓRICO OS CAMPONESES DE NAVAIS - PÓVOA DE VARZIM.


O Grupo Folclórico os Camponeses de Navais nasceu em 1983 e desde a sua fundação tem desenvolvido essa actividade cultural respeitando com grande rigor os usos e costumes da Freguesia de Navais e do Concelho da Povoa de Varzim. Um dedicado trabalho de pesquisa etnográfica trouxe ao grupo trajes característicos de diversas fainas agrícolas ligadas ao campo e a festa. As danças e as cantigas essas nasceram da terra, como as modas de terreiro, e os cantares de trabalho que são parte importante do reportório do Grupo Folclórico os Camponeses de Navais. O Grupo folclórico os Camponeses de Navais tem participado em vários festivais de folclore de norte a sul de Portugal Nacionais e Internacionais e também tem participado em alguns Países nomeadamente em França Espanha e na Ilha da Madeira. O Grupo Folclórico os Camponeses de Navais está filiado no INATEL e é membro efectivo da Federação do Folclore. Português .
Visite:http://www.gfcamponesesnavais.com/

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O CATALÃO - PÓVOA DE VARZIM.

Nos referimos anteriormente sobre o barrete tradicional. Hoje trago o catalão, uma espécie de barrete usado no traje de pescador da Póvoa de Varzim.

O catalão, feito de tecido de flanela vermelha com forro branco.

Enfia - se na cabeça com uma dobra de cerca de dois dedos de largura.

Sem costura no fundo, o catalão não tem borla nem qualquer outro apêndice. Esta espécie de barrete usado antigamente pelos pescadores da Póvoa de Varzim era importado por contrabando nas arribadas dos barcos às praias galegas. Havia sido levado para ali por imigrantes da Catalunha que iam trabalhar nos barcos de pesca da Galiza. Daí ser designado "catalão".

sexta-feira, 23 de maio de 2008

CAMISOLA POVEIRA - PÓVOA DE VARZIM.

Camisolas de lã branca, bordadas em ponto de cruz com motivos em preto e vermelho(escudo nacional, com coroa real,siglas, remos cruzados etc.) produzidas por dezenas de artesãs poveiras que destinam a sua produção às casas de artigos regionais.


"A camisola poveira era inicialmente(primeira metade do século XIX) feita em Azurara e Vila do Conde e bordada na Póvoa pelos velhos pescadores.

Em evolução, passou a ser bordada pelas mães , esposas e noivas dos pescadores , e , depois feita e bordada na Póvoa" .

Esta peça integrava o traje masculino de romaria e festa do pescador poveiro, cuja origem remonta ao primeiro quartel do século XIX.

Este traje branco ou de branqueta ( tecido manual) foi o que mais perdurou , mantendo - se até finais do século passado, sendo sempre o traje escolhido aquando da presença de elementos da comunidade junto das mais altas individualidades políticas.

Com a grande tragédia marítima de 27 de fevereiro de 1892, o luto decretou a sentença de morte deste traje branco, assim como de outros trajes garridos.

A camisola poveira,sobreviveu,
ainda , pela primeira metade do século XX, mantendo - se como peça de luxo de velhos e novos.

A recuperação do vistoso traje branco deveu - se a Santos Graça que, ao organizar o Grupo Folclórico Poveiro,em 1936, o ressuscitou e divulgou.

"hoje a classe piscatória já não se vislumbra qualquer vestígio do modo de trajar antigo. Nem mesmo essas camisolas poveiras(...)traduzem uma realidade atual".


Fonte: Câmara municipal da Póvoa de Varzim.

terça-feira, 25 de março de 2008

TRAJES DE IR À FEIRA - (BOEIROS) - S. PEDRO DE RATES - DOURO LITORAL.

Trajo masculino - camisa, calça e colete.
Acessórios: faixa, chapéu e sapatos.
Camisa de linho, com colarete, aberta sobre o peito com pregas e carcela formando peitilho; manga comprida sem cavas, decorada com preguinhas miúdas na parte superior.
Calças compridas de tecido preto, ajustadas na cintura com faixa preta. Colete de tecido idêntico ao das calças, com bolsos.
Cobre a cabeça com chapéu de feltro preto e calça sapatos da mesma cor.

Trajo feminino - camisa, saia de trezes e colete.
Acessórios: lenço de cabeça, lenço de peito, avental, algibeira, faixa, meias, chinelas, chapéu de pano e outros.
Camisa de linho branca, decote guarnecido com duplo folho bordado a branco, aberta no peito; manga comprida, bordado a branco no cimo e refegos junto ao pulso, terminando com folho.
Saia de tecido misto caseiro, trezes (tecido misto usado nas saias, na região de S. Pedro de Rates.) de linho, lã e algodão com preguinhas junto à cintura e barra azul. Avental do mesmo tecido manual, franzido na cinta. Faixa preta sobre as ancas, arregaçando a saia e o avental.
Espreitando junto à cintura, algibeira de tecido azul decorada com pespontos. Cruzado sobre o peito, lenço de lã estampado com motivos florais, poligromos, terminando com franja vermelha. Na cabeça, lenço atado atrás sobreposto por chapéu de pano de copa baixa e aba larga.
Sobre o peito pendem cordões e corações; pequenas argolas nas orelhas.
Neste conjunto merece destaque no trajo da rapariga o tecido caseiro da saia e do avental, localmente conhecido por trezes. Esta designação ficou a dever - se às três fibras usadas na tecelagem, lã, linho e algodão e também devido aos três pedais ou peanhas pertencentes ao tear onde era produzido. Quanto ao chapéu de pano, como era conhecido, embora sendo de feltro castanho ou preto, comprava - se na Póvoa de Varzim, na chapelaria da moda hoje desaparecida.

(Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

quinta-feira, 20 de março de 2008

PASSEIO DOS BOIS DA PÁSCOA - PÓVOA DE VARZIM.


O "passeio dos bois da páscoa"cumpria uma tradição cuja origem se desconhece e que nas últimas décadas foi caindo em desuso.

Realizava - se na Quinta Feira Santa e tinha por fim mostrar as gordas e luzidias rezes destinadas a abate para consumo na quadra da páscoa.

O gado carregava vistosas cangas em madeira lavrada ou pintada era enfeitado com garridos ramos de flores e fitas vermelhas, e arreados com típicos chocalhos que produziam o seu característco e festivo tilintar. Raparigas escolhidas pelo seu garbo e beleza, vestiam lindos trajes regionais em que sobressaiam arrecadas e grossos cordões de ouro com corações de filigrana e amuletos, o que emprestava cor e vida ao desfile, trasformando o passeio dos bois num interessante e colorido cortejo etnográfico. A "chamadeira", de fueiro em riste, seguia na frente, e tinha a seu lado o "marchante", proprietário do gado, com o seu melhor fato, e cajado na mão. As moças de soga conduziam o gado e os tangedores espicaçavam - no para lhe estimular o andar.

O luzido cortejo percorria assim as ruas da Póvoa de Varzim perante o olhar interessado da multidão entre a qual se encontravam criadores e marchantes de toda a região. De quando em quando o cortejo parava para que os marchantes oferecessem às suas comitivas refrescante vinho em canecas de barro, depois do que prosseguia até à praça do Almada.

Ali, frente ao edifício da câmara , esperavam - no as autoridades mais representativas do concelho que assistiam à passagem das rezes e classificavam as melhores, atribuindo prêmios e medalhas comemorativas aos respectivos proprietários e as "chamadeiras".