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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

GRUPO FOLCLÓRICO E CULTURAL DA BOA VISTA - ALENTEJO.


Fundado em 1967, o Grupo Folclórico e Cultural apareceu como uma necessidade absoluta de salvaguarda e divulgação dos usos e costumes e tradições das gentes serranas de São Mamede.

A sua acção vem sendo no sentido de não deixar perder a identidade cultural do Povo Alentejano, especialmente do concelho de Portalegre.
Da pesquisa que vem efectuando, possui no seu repositório preciosos exemplares do modo de trajar, de cantar, de tocar e de balhar no início do século XX, tais como:
Pastor, Semeador, Tirador de Cortiça; Trajos Domingueiros e de Festa de Alagoa, Alegrete, Fortios, Reguengo, Ribeira Nisa, São Julião, Urra, e da própria Cidade de Portalegre, Lavrador, casamento, e a incomparável Côca de Portalegre.
As modas de saias, Balhos de Saias, Balhos de Terreiro ou Campaniços, Viras ou Modas Viradas, Balhações de Inspiração Palaciana, marcações em roda, coluna e Quadrilha.
Já gravou 3 discos, cassete áudio e cassete vídeo, estando a preparar-se para gravar um cd; participou em 16 programas de rádio e televisão nacionais. Obteve diversos prémios em Festivais, nomeadamente:
1º Classificado no I concurso de Danças e Cantares do Alentejo
2º Prémio no VII Festival Nacional de Folclóre de Lisboa.

Galardoado, com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, pela Câmara Municipal de Portalegre. É membro da Federação Nacional de Folclore Português, do INATEL, da federação das Colectividades de Cultura e Recreio e da Associação dos Folcloristas do Alto Alentejo.
Além fronteiras esteve nas Espanha, no Canadá, na Geórgia, nas Rússia, na Polónia, França, Alemanha, Áustria, Marrocos e Itália.
Realiza anualmente:
1 Festival de Folclóre com Grupos Infantis e Juvenis em Maio
1 Festival de Folclóre de Grupos Adultos nas Monforfeira, em Monforte
1 Festival de Folclóre de Grupos Adultos no último fim-de-semana de Julho,
contando actualmente com 95 membros, incluindo Grupo Adulto e Infantil/Juvenil.

Localização:

Portalegre, capital de distrito do mesmo nome, com uma área de 6132km, fica situada numa das mais belas províncias de Portugal, o Alto Alentejo.Construída num planalto da Serra de São Mamede, tem simultaneamente características montanhosas e de planície alentejana que se conjugam num harmonioso e variado conjunto paisagistico.A Sé de Portalegre é o seu principal monumento(séc. XVI e restaurada no fim de séc. XVIII), onde, além de paramentos valiosos e alguns únicos no país, avultam os riquissimos "arcazes" de estilo D. João V. Outros monumentos dignos de visita atenta são os antigos conventos de S. Bernardo (príncipio do séc. XVI, com um dos mais belos pórticos barrocos da cidade e o túmulo do seu fundador, D. Jorge de Melo, obra sumptuosa de mármore primorosamente lavrado), de santa clara (séc. XIV) e de S. Francisco (séc. XIII e restaurado no príncipio do séc. XVIII).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

TRAJES DO ALENTEJO - CÔCA DE PORTALEGRE E AZEITONEIRA.

Dois trajes muito interessantes do Alentejo , e que são apresentados pelo Grupo Folclórico e Cultural da Boavista - Portalegre.

O primeiro Traje é a Côca de Portalegre:

Trata-se de um trajo de mulher, todo de cor preta, que no início do século XIX era utilizado no dia do casamento, no início do século XX e com a introdução de cores claras nos trajos de casamento, a côca passou a ser fato de viúva, de se ir confessar na semana santa, de ir à missa, ou para efectuar visitas ou encontros clandestinos/proibidos. Este trajo deixou de se ver na cidade de Portalegre por volta dos anos 30 do século XX.Era confeccionado em tecido de algodão, em brocado de seda, e em merino de lã sedoso de acordo com as posses de cada pessoa e condição social.


O trajo é composto por:

Blusa: com franzido nos punhos e na cintura, finge uma blusa sob uma casaquinha com colarete, abotoa de lado ao pescoço,descendo depois ao meio do peito à cintura.Saia: franzida na cintura e comprida até aos pés.
Manto: colocado sobre a cabeça, tapando o corpo da mulher até à cintura ou até à anca de acordo com o nível social de quem o veste (até à cintura para as mulheres abastadas e pela anca para as mulheres da classe média) sendo na parte da frente pendurada, a cair sobre o rosto, uma renda (espessa de forma a que a pessoa não possa ser reconhecida.Meias: pretas ou cinza feitas à mão de cordãozinho.
Sapatos: pretos, tipo chinelo com um botão de lado ou cordão atado no peito do pé, de fivela ou de atanado.Nota: a roupa interior usada era semelhante à das outras mulheres variando apenas a qualidade do plano utilizado na sua confecção, em vez de pano cru era utilizado pano branco (conhecido por "casquinha de ovo" mais fino do que o pano cru ou linho.

O segundo Traje é de trabalho - Azeitoneira:

Azeitoneira é a mulher que ripa e apanha a azeitona. Porque se tratava de um trabalho efectuado no Inverno, os tecidos utilizados eram de algodão com pêlo por dentro ou de flanela.

O trajo é composto por:

Blusa: era confeccionada em chita ou em lainete quase sempre de cores vivas. Saia: feita de riscado, às riscas ou aos quadrados, ou de gorgorina às flores. Franzida na cintura ou de pregas soltas.Avental: de chita ou de riscado, quase acompanhava o comprimento da saia. Atando atrás na cintura com um laço tendo uma ou duasalgibeiras.Meias: feitas à mão, tecidas com fio de algodão (cordãozinho no dizer do povo).Sapatos ou botas de atanado: tipo de cabedal grosseiro. Usavam-se botas ou sapatos de acordo com as "posses", o poder de compra de cada um.
Lenço: de algodão ramejados, que usava na cabeça.
Chapéu: de feltro, de abas viradas para baixo.
Manguitos: espécie de meias mangas que utilizavam para proteger as mangas da blusa. Camisa: usada como roupa interior. Tipo de vestido sem mangas, com pouca roda e a bater por cima do joelho. Feita de pano cru.
Saiote ou saia de baixo: com franzido na cintura e a acompanhar o comprimento da saia. Era feita de flanela.Corpete ou colete: para aconchegar os seios - substituído nos nossos dias pelo soutien. Feita de pano cru.
Utensílios:Cesta: para ir depositando as azeitonas que ia apanhando.
Cocho de cortiça: por bebiam os trabalhadores.
Xaile de lã: que servia de protecção e agasalho em todas as épocas do ano. Servia também de toalha na hora das refeições.
Tarro de cortiça: para transportar os alimentos. Este recepiente tem qualidades termicas que lhe permitem manter os alimentos à temperatura original durante várias horas..Talega ou bolsa: recipiente confeccionado em tecido onde se transportavam os alimentos sólidos - pão, toucinho, queijo, etc.

domingo, 18 de janeiro de 2009

FESTA DAS FOGACEIRAS - SANTA MARIA DA FEIRA.

A Festa das Fogaceiras é a mais emblemática festividade do concelho de Santa Maria da Feira, contando já 503 anos de história, marcados pela devoção do povo das Terras de Santa Maria.Esta festa teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao Santo a oferta de um pão doce chamado Fogaça.S. Sebastião, que segundo a lenda padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se, assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira.No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes (Castelo) e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as Fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo. Assim nasceu a Festa das Fogaceiras. Cumprida em cada dia 20 de Janeiro, esta promessa constitui uma referência histórica e cultural para as Terras de Santa Maria.A Festa das Fogaceiras chegou até aos nossos dias com dois traços essenciais: a realização da Missa Solene, com sermão, precedida da Bênção das Fogaças, celebrada na Igreja Matriz, e a Procissão, que sai da Igreja Matriz , percorrendo algumas ruas da cidade.Com a proclamação da República, acrescentou-se um novo ritual: a formação de um Cortejo Cívico, desde os Paços do Concelho até à Igreja Matriz, antes da Missa Solene, que integra as meninas “Fogaceiras”, que levam as Fogaças à cabeça, bem como as autoridades políticas, administrativas, judiciais e militares e personalidades de relevo na vida municipal.A Procissão festiva realiza-se a meio da tarde e congrega símbolos religiosos, com destaque para o Mártir S. Sebastião, bem como uma representação civil, com símbolos autárquicos, económicos, sociais e culturais de cada uma das 31 freguesias do concelho, numa curiosa mistura entre o civil e o religioso.


No Cortejo e Procissão as atenções recaem, naturalmente, sobre as Fogaceiras, segundo a tradição “crianças impúberes”, provenientes de todo o concelho, vestidas e calçadas de branco, cintadas com faixas coloridas, que levam à cabeça as fogaças do voto, coroadas de papel de prata de diferentes cores, recortado com perfis do castelo.Inicialmente, as “Fogaças do Voto” eram distribuídas pela população em geral, depois pelos pobres e mais tarde pelos presos, pobres e personalidades concelhias, em fatias chamadas “mandados”. Actualmente, são entregues às autoridades religiosas, políticas e militares que têm jurisdição sobre o município de Santa Maria da Feira.


Símbolo de união:

Tal como outrora, hoje as gentes do concelho da Feira têm a oportunidade de mostrar o culto a S. Sebastião numa festa que é, acima de tudo, símbolo de união e de identidade colectiva. Manda a tradição que, por ocasião da Festa das Fogaceiras, os feirenses enviem Fogaças aos familiares e amigos que se encontrem longe.A Fogaça é um pão doce tradicional de Santa Maria da Feira, cujas primeiras referências conhecidas aparecem nas inquirições de D. Afonso III, no século XIII (1254/1284) e que era usada como pagamento de foros. O seu formato estiliza a torre de menagem do Castelo com os seus quatro coruchéus.A Fogaça é cozida diariamente em várias casas de fabrico do concelho e distingue-se por tradicionais aprestos, quer no preparo, quer na forma como vai ao forno. Os ingredientes base utilizados na confecção desta iguaria são água, fermento, farinha, ovos, manteiga, canela, açúcar e sal.


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Festa das Fogaceiras




Reportagem da RTP sobre a Festa das Fogaceiras 2008


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

TRAJE DE TRABALHO - CARREÇO.


Este fato era utilizado quando o homem ia trabalhar para o campo. Compõe-se de umas calças de fraldilha(pano grosseiro de estopa e lã castanha), camisa de linho ou de estopa, sem bordados, faixa preta com franjas à cinta, chapéu de palha e socos.
Para ir ao monte, o homem usava o mesmo traje. Como calçado, usava umas chancas, sendo este elemento a única diferença com o fato de trabalho no campo.