Frases para Orkut

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

G.F. DE SÃO TORCATO - GUIMARÃES

sexta-feira, 23 de maio de 2014

GRUPO FOLCLÓRICO DE SOUTO - GUIMARÃES

Fundado em 17 de Maio de 1959, este grupo tem sido o intérprete das tradições das gentes da margem esquerda do rio Ave, preservando com rigor e fidelidade os seus usos e costumes. Trajam e dançam como outrora o faziam as gentes da região, defendendo o património cultural do Baixo Minho. O Souto é uma terra com particular incidência na agricultura, atualmente mais virada para a indústria de vestuário e bordados. Esta localidade orgulha-se de possuir na sua área geográfica o Mosteiro do qual a primeira referência documental remonta a Julho do ano 950. O Grupo Folclórico de Souto tem participado em festivais folclóricos nacionais do Minho ao Algarve e Internacionais. É membro efetivo da Federação de Folclore Português e do INATEL.


quinta-feira, 28 de março de 2013

COMPASSO PASCAL


O Compasso Pascal é uma tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.


Compasso Pascal no Minho

http://folcloredeportugal.blogspot.com.br/2010/03/compasso-pascal-no-minho.html

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ROMARIA DE SÃO BARTOLOMEU - PONTE DA BARCA


Muito folclore, concertinas, rusgas e etnografia. Eis os principais ingredientes que fazem da Romaria de São Bartolomeu, em Ponte da Barca, “uma das maiores e mais tradicionais romarias minhotas”. A festa decorre entre 19 e 24 de Agosto.



terça-feira, 14 de junho de 2011

FESTA DO CORPO DE DEUS - A COCA DE MONÇÃO



Pela liturgia, a igreja celebra todos os anos na quinta-feira depois da Oitava do Pentecostes uma festa em honra do mistério da eucaristia. Denominada Corpus Christi, a festa viria a ser universalmente aceite, pensando-se que, em Portugal, teve lugar no reinado de D. Afonso III, ainda sem procissão. Esta viria a incorporar-se no tempo de D. João I, já com a presença de um cavaleiro personificando o Padroeiro do Reino - S. Jorge. A procissão, que se mantém até aos dias de hoje, representava um acontecimento em todo o território nacional, sendo uma solenidade muito respeitada e participada, onde as figuras mais representativas estavam presentes. Na capital do pais, cabia ao Rei e aos Príncipes segurar as varas do Pálio debaixo do qual o Patriarca conduzia a custódia.Monção acompanhou a celebração do Corpo de Deus ao longo dos séculos, mantendo todo o esplendor religioso próprio de uma grande festa. Na procissão, tomam parte todas as Cruzes e Pendões das paróquias que formam o arciprestado de Monção, com as respectivas irmandades a distinguirem-se pelo colorido das opas. Dado o apego à terra da população local, o nosso concelho não dispensa também a presença do chamado Boi Bento, animal enfeitado e bem tratado, que vai na procissão, homenageando o grande 'companheiro' das lides da lavoura que, durante séculos, ocupou grande parte da população da região minhota.Após o percurso pelos lugares do costume, a procissão recolhe à Igreja Matriz e o povo desloca-se em massa para o anfiteatro do Souto, onde terá lugar o torneio entre as forças do bem e do mal (da virtude e do pecado). O povo dispõe-se em redondel enquanto o cavaleiro S. Jorge, representando o bem, e a horrenda figura de um dragão conhecido por Coca, representando o mal, tomam posições. O dragão, construído em tela sobre armação de madeira e com rodas disfarçadas sob as patas pintadas como garras de unhas aguçadas, é exteriormente empurrado por 4 a 6 valentes, também estes com um ou outro aperto ao longo do torneio, a provocarem a risota no público. O bicho está pintado de verde e tem a cabeça móvel com goelas abertas e gulosas, sendo a mobilidade conseguida por outro valente que é transportado no interior do monstro. As cores berrantes e o tamanho provocam no cavalo que S. Jorge cavalga certos temores que impedem ou dificultam a aproximação suficiente para o guerreiro desferir os golpes castigadores do mal. Entretanto, o público toma partido: pela Coca que este ano está a ser bem empurrada ou pelo Padroeiro do Reino que, fruto da experiência, consegue domar o cavalo perante os avanços do monstro. Com o decorrer dos minutos, o “combate” provoca a boa disposição na assistência que premeia com palmas as boas provas de um e de outro num claro sinal de independência.O torneio demora o tempo que leve ao cansaço dos participantes activos ou vença a habilidade de S. Jorge concretizado na certeza dos golpes desferidos na "pobre" Coca que todos os anos, por uma ou outra razão, tem de ser restaurada pois lhe faltará a língua ou as orelhas. Conta a história que, caso vença S. Jorge, haverá um bom ano agrícola. Se a vitória sorrir à Coca, aproximam-se tempos de fome e miséria. E sendo um torneio entre um dragão (mais ou menos estilizado ao gosto do artesão) e um cavaleiro, porquê o nome de Festa da Coca? Em etnografia há situações que, hoje, por falta de apontamentos da época, são apenas explicáveis por intuição ou por analogia. É o que poderá acontecer com o termo Coca. Pode tal festa ser identificada com o nome de Coca por ser entre o bem e o mal e, no Minho, é vulgar ouvir-se a palavra Coca como sinónimo de raiva ou ódio. Festa da Coca seria assim a festa da raiva à maldade. Coca é ainda uma máscara que se faz com a casca de uma abóbora (no Minho designada por coco), abrindo-se nela à imitação dos olhos e da boca. Por analogia da mascarada, em que uma figura local com vestes a propósito e a cavalo assume a figura de S. Jorge, pode ser que o povo à falta de melhor rótulo passasse a denominar o torneio como Festa da Coca.O que se sabe e se verifica todos os anos é que os forasteiros e a população local ruma à sede do concelho em grande número na aludida quinta-feira do Corpo de Deus e se incorpora com recolhimento na parte religiosa para, no final, vibrar com o paganismo do torneio, fazendo promessas de voltar no ano seguinte. Como episódio curioso, mas verídico, num ano em que a presença de espanhóis foi notória, uma "nuestra hermana" que veio a Monção para viver a solenidade, ficou de tal modo embasbacada frente à Coca que não atendeu ao repique dos sinos, chamando os crentes à missa, que antecede a saída da procissão. Quando de tal se apercebeu, exclamou pesarosa, mas convicta: "por causa de santa Coca perdi o demo da missa".

Fonte:Câmara Municipal de Monção

sábado, 5 de fevereiro de 2011

GRUPO FOLCLÓRICO DE TREGOSA - BARCELOS


O Grupo Folclórico de Tregosa foi fundado em 1984, está filiado no INATEL de Braga e é membro da Federação de folclore português.
O seu principal objectivo é pesquisar e salvaguardar os usos e costumes da sua terra Tregosa, O seu nome Tregosa vem de uma raízes ou plantas conhecidas por Torgas e que abundavam nesse local. O primeiro registo aparece como um povoado anterior ao século XII, mas só é registada como paróquia por volta do Ano de 1220, com o nome de Santa Maria de Tregosa.
Sendo uma pitoresca aldeia a norte do concelho de Barcelos, pertence à região etnográfica do Baixo – Minho, situada entre duas cidades ricas de tradições de folclore, Barcelos e Viana do Castelo.
Tregosa pertence a uma região com características bem peculiares, o vale do Neiva, como se pode constatar nos trajes

cantares e danças deste grupo de folclore.
Os trajes, património do grupo, fruto de uma recolha feita no vale do Neiva, são na sua maioria reproduções criadas a partir de trajes antigos, testemunhos e fotografias. São trajes humildes e de cores sóbrias, representam trajes denominados de “trabalho”, de “feira e romaria” e de “luxo”.
As músicas tal como os trajes surgem de uma recolha junto de pessoas idosas e/ou ligadas às tradições relacionadas com as danças e cantares usuais na freguesia, estas referem-se igualmente a actividades do meio rural.
Na sua tocata, o grupo integra instrumentos típicos da região, nomeadamente, as concertinas, os cavaquinhos, as violas, o bombo e os ferrinhos.
Actualmente é constituído por cerca de 60 elementos e desenvolve uma actividade dinâmica pesquisando e ensinando os mais novos.
Tem participado em vários festivais nacionais e internacionais, manifestações culturais e programas radiofónicos.
Tenta recuperar e divulgar eventos passados, como por exemplo no “Autos de São João, os arredas e a contradança; Jogos tradicionais, o cantar dos reis, as feiras tradicionais, a matança do porco, o encher das chouriças …
Nos finais do mês de Julho promove anualmente o seu festival de folclore denominado “Águas do Neiva” que conta com a participação de diversos grupos de várias regiões do país e estrangeiro. Este festival tem como particularidade o facto do palco estar colocado sob as límpidas águas do rio Neiva.
Danças Tradicionais: O Vira da Lealdade, A Margarida Moleira, A Aninhas, O Passeio, O Peneiras, A Viuvinha, O Vira de Aréfe, O Velho de Tregosa, A Rosinha, Vira de Tregosa, Vira do Minho, As Saias Brancas (cantada) e O São João de Tregosa (cantada).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

GRUPO FOLCLÓRICO DE SANTA MARTA DE PORTUZELO - VIANA DO CASTELO


O Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo foi fundado em 28 de Maio de 1940 na freguesia de Portuzelo, no concelho de Viana do Castelo, no Norte de Portugal.Fez a sua primeira actuação em público na cidade de Guimarães, durante o terceiro centenário da Independência de Portugal. Desde então, tem sido solicitado para participar em diversos festivais e romarias, quer em Portugal, quer no estrangeiro. Este foi o primeiro Grupo Folclórico a estar presente no estrangeiro, a maior parte das vezes em representação oficial. Fez diversas digressões a Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Itália, Senegal, Finlândia, Brasil, Suécia, Dinamarca, Canadá e Estados Unidos da América. É considerado Instituição de Utilidade Pública e está filiado no Inatel (CCD nº 3275). Foi membro fundador da Federação do Folclore Português e da Associação dos Grupos Folclóricos do Alto Minho.
O Grupo é normalmente constituído por 50 elementos: 30 mulheres e 20 homens. Os membros do grupo demonstram grande preocupação em recolher, preservar, e divulgar os usos e costumes dos seus antepassados


Visite:http://gfsmartaportuzelo.web.simplesnet.pt/





sábado, 2 de outubro de 2010

TRAJE DE RAPÃO - PERRE - VIANA DO CASTELO


Os rapões eram homens que iam à cidade (Viana) para rapar os restos, de peixe e sargaço, dos barcos que chegavam da faina. Rapavam também as fossas das casas da cidade. Os materiais recolhidos eram utilizados como fertilizante nas suas terras. O Traje é composto por: calça de linho, ou estopa, branca. Não tem bolsos nem abertura e aperta com elástico na cintura. A camisa é branca, em linho ou estopa, e sobre ela veste um colete preto, de fazenda à frente e de um tecido inferior atrás, que aperta com botões à frente. Na cabeça usa um carapuço preto ou um chapéu de feltro preto. Protege as pernas com polainas de saragoça e calça tamancos. Nas mãos transporta os utensílios do seu trabalho: pau e gadanho.


Fonte: Grupo de Danças e Cantares de Perre - Viana do Castelo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE FOLCLORE DE PAÇOS - FAFE


A Associação Cultural e Recreativa de Folclore de Paços (ACRFP) - Fafe foi fundada em 13 de Dezembro de 1991, tendo como objectivo dar continuidade às tradições e reviver os cantares e dançares do Baixo Minho, levando sempre consigo a alegria e o bom folclore.
Esta Associação tem um enorme leque de participações em Festas e Romaria da região, tendo também participado em diversos Festivais Folcloricos, e contando já com uma participação em França em 2002. Esta Colectividade tem cerca de 50 associados e neste momento etá sediada no Antigo Edificio da Pré-Escola desta Freguesia.
Lançaram o seu prmeiro trabalho discografico em Julho de 2008, e encontra-se ao dispôr de quem o queira adquirir. No seu reportorio constam músicas como: Cana Verde Nova, Vira da Nossa Terra, Cana Verde Velha, Ó meu Amorzinho, Chula, Ai Morena, Siga a Rusga, A Desfolhada, Roubada, Vira de Saida, Cana Verde Picada, Aí sim Amanhã Vou-me embora, Velho, Vira vai de Roda, Rosinha, Ramona, Bate Bate Mariquinhas, Pai da Ritinha, Vira de Cruz, sendo que 15 destas músicas encontram-se disponiveis no CD.
Destaca-se esta Associação pelos seus diversos, ricos e trabalhados trages, onde se destacam o de Ceifeira, Chamadeira de Gado, Domingueiros, Festa, Lavradeira, Noivos, e entre outros.
ACRFP, encontra-se aberta acolher novos associados, tanto para Dançar, como para o Coro. Ainda é de frisar que se encontram disponiveis para actuações.´ Contactos para actuações ou para conhecer melhor esta associação:


Telefone: 253506815

Páginas na Internet: acrfp.blogspot.com; ranchopacos.blogspot.com


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

CANTO DAS SANTAS CRUZES - SOAJO - ARCOS DE VALDEVEZ.

Uma das tradições mais antigas de Soajo , é a comemoração da Paixão de Cristo vulgarmente conhecida pelo canto das Santas Cruzes. Celebra-se todos os anos com início na Quarta Feira de Cinzas e dura até as endoenças da Quinta Feira Santa . Os homens reunem - se ao toque do sino depois da ceia , no Adro da Igreja e dividem - se em dois grupos . Cada grupo integra um rapazinho para fazer o desdobramento com a sua vóz aguda .
Sobre o ponto de vista musical as Santas Cruzes constituem uma espécie de salmodia tripartida, Como eram aliás as antigas salmodias.
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Vídeo gravado para o programa POVO QUE CANTA, RTP 1970.

quinta-feira, 26 de março de 2009

TRAJE DE LAVRADEIRA DE AFIFE

Camisa de linho branco de corte tradicional sem bordados nos ombros ou nas mangas. Colete de tecido de lã vermelha e barra de tecido preto, decorado com bordado aplicado de vidrilhos e galão.

Saia de tecido Manual vermelho, com listas pretas estreitas ladeando lista branca; na cintura emenda pregueada e na orla forro de tecido azul-marinho. Na frente, avental simples de tecido manual vermelho listado a preto, decorado a meia altura com duas fiadas de topes (o mesmo que mosca ou puxado), terminando na orla com fita vermelha trabalhada.

Presa na cintura, entre a saia e o avental , espreita a algibeira em forma de coração estilizado, de tecidos vermelho e preto, bordados com abertura a meio, dexando ver o lenço branco rendado.

Cruzado sobre o peito, lenço cor de laranja estampado e franjado, contornando o decote e escondendo as pontas na cintura.



Na cabeça, lenço de fundo amarelo-canário estampado e franjado, com as pontas cruzadas na nuca e atadas no alto. Calça meias brancas e chinelas pretas sem bordados.

Adorna - se com brincos à rainha , e no pescoço, colar de contas com coração, fio e afagador.

Como características deste trajo, apontam - se em primeiro lugar uma certa sobriedade nas cores dos tecidos da saia e do avental, onde predomina o vermelho a contrastar com o preto, o branco e o azul-escuro do forro, sem qualquer decoração.

Também aqui estão ausentes os bordados na camisa, contrariamente ao mais frequnte nos trajos de lavradeira, embora apareçam de forma discreta no colete e na algibeira.

Quanto aos lenços, o de cor amarela predomina na cabeça, enquanto que o cor laranja é preferido para cruzar no peito, sempre estampados e com franjas.



Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.





sábado, 21 de fevereiro de 2009

TRAJE DE IR À FONTE - CORRELHÃ - PONTE DE LIMA


Traje usado pelas raparigas para irem buscar água à fonte.
Simples e funcional,compoem - se de: Saia de xadrez vermelho e preto. Duas saias brancas, sendo uma pelo joelho e outra do comprimento da saia de fora. Avental de cetim (o mais antigo) e de veludo o mais recente, com uma renda à volta se for arredondado ou só na parte inferior se for quadrado.Blusa de chita com folhinhos nos punhos e na cinta. Lenço da cabeça (cochiné), liso.Calçam Socas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

TRAJE DE CAMPO - SANTA MARTA DE PORTUZELO - FINAL DO SÉCULO XIX


Camisa , saia e colete
Acessórios:Lenço de peito , lenço de cabeça , avental chapéu de palha e socos.

Cesto merendeiro e toalha.
De um modo geral , o trajo de campo caracteriza - se por uma maior simplicidade dos tecidos , da decoração e das cores sóbrias. As camisas são talhadas no linho mais grosso , a estopa , quase sem decoração .

As saias , com menos pano, às riscas(designação proveniente da decoração produzida pela lã vermelha , castanha , preta e azul), têm barra lisa sem bordados . Os aventais , de tecido de riscos , têm decoração modesta feita com topes.

Os coletes, de chita e flanela , são decorados com simplicidade , mas indispensáveis para o amparo do peito.

Os lenços quer o da cabeça , quer os do peito , são de algodão sem franja e de decoração estampada simples. Grandes chapéus de palha protegem a cabeça do sol.

As pernas nuas calçam unicamente socos grosseiros. Também as peças de ouro são reduzidas ao essencial , os brincos e o fio de contas.

Neste conjunto , merecem ainda destaque as toalhas que cobrem os cestos , tecidas em linho e decoradas com motivos florais e legendas , produzidas por topes ou guarnecidas com rendas , executadas pelas raparigas e que se incluíam no seu enxoval.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

LENÇO DOS NAMORADOS.

O lenço dos namorados é um lenço fabricado a partir de um pano de linho fino ou de lenço de algodão , bordado com motivos variados. É uma peça de artesanato e vestuário típico do Minho, sendo usado por mulheres com idade de casar.
Era hábito a rapariga apaixonada bordar o seu lenço e entregá-lo ao seu amado quando este se fosse ausentar. Nos lenços poderiam ter bordados versos, para além de vários desenhos, alguns padronizados, tendo simbologias próprias: Rosa quer dizer mulher, coração é amor, lírios simbolizam a virgindade, cravos vermelhos são sinónimo de provocação, e os pombinhos significam os namorados como não podia deixar de ser. Isto, só para fazermos uma breve idéia destes sinais de amor, pois há muitos mais.
Se bordava com erros ortográficos, isso era pormenor insignificante, o que contava - e conta - são os sentimentos:

"Bai carta feliz buando nas asas dum passarinho , cuando bires o meu amor dále um abraço e um veijinho"

'Meu Manél bai pró Brasil ,eu tamem bou no bapor , gardada no coração ,daquele qué meu amor".

Era usado como ritual de conquista. Depois de confeccionado, o lenço acabaria por chegar à posse do homem amado, que o passaria a usar em público como modo de mostrar que tinha dado início a uma relação. Se o namorado (também chamado de conversado) não usasse o lenço publicamente era sinal que tinha decidido não dar início a ligação amorosa.
É provável que a origem dos "Lenços de Namorados", também conhecidos por "Lenços de Pedidos" esteja intimamente ligada aos lenços senhoris dos séculos XVII - XVIII, que posteriormente foram adaptados pelas mulheres do povo, adquirindo os mesmos, consequentemente, um aspecto mais popular.
Existe actualmente uma comissão técnica que funciona como órgão avaliador e de certificação deste tipo de artesanato regional.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

TRAJE DE NOIVA - MINHO.

O traje de noiva é, sem dúvida, um dos mais emblemáticos do trajar no Minho. A escolha do tecido preto confere a todo o traje a solenidade exigida ao próprio ritual do casamento ou às poucas ocasiões, excepcionais, em que ele era usado. Para assinalar esses momentos, a rapariga colocava ao peito todo o ouro que possuía, mostrando, assim, o seu poder econômico. Ambicionado por todas as raparigas casadoiras minhotas, este traje era objeto dos maiores cuidados e desvelos, logo guardado na arca, após as raras aparições em público, para um dia ser doado à filha ou à neta, como se de uma jóia se tratasse. Por vezes, serviria este traje, ainda, uma última vez, como mortalha. Composto por casaca de tecido de seda preta lavrada, ajustada ao corpo, formando uma pequena aba na cintura e contando com decoração em bordados aplicados de vidrilhos, galão, e fita de cetim pregueada, tudo em preto, saia de tecido preto de lã, com barra em veludo ricamente bordada em vidrilhos, decorada na orla com aplicação de fita e tira de cetim pregueada, avental de veludo preto, decorado com bordados em vidrilhos, formando a coroa real no centro, enquadrada por motivos vegetalistas, algibeira entre o avental e a saia, em forma de coração estilizado, bordada com vidrilhos, lenço branco de tule bordado com fio de seda, meias rendadas brancas e chinelas pretas bordadas em branco. No peito, sobre o fundo negro da casaca, sobressaem os ouros tradicionais, e, nas orelhas, usa-se os brincos à rainha. A rapariga leva, ainda, em mãos, com delicado bordado a ponto de cruz com motivos de simbologia amorosa, a segurar o ramo de noiva, um lenço de amor.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

domingo, 13 de julho de 2008

TRAJE DE DOMINGAR - VIANA DO CASTELO.


O traje de domingar é a sequência lógica do traje de trabalho, ou seja, é um traje não tão rico quanto o de luxo, mas, por outro lado não tão simples quanto o de trabalho.
pela sua própria designação, significa o traje dos domingos, desde que esses domingos não fossem os dos Santos Patronos, isto porque, nas festas dos Santos Patronos, o traje utilizado pelas raparigas era o de luxo.

Além de ser usado ao desempenhar as poucas tarefas de domingo, como, por exemplo, alimentar o gado, o traje de domingar era envergado nas demais atividades domingueiras, ou seja, ir à Missa, ao Terço e namorar.

Composição: Saia de linho com pregas miúdas na cintura e barra em lã, avental com motivos variados, algibeira, camisa branca bordada,colete, lenço à cabeça, peúgas brancas , chinelas pretas ou socos.

terça-feira, 8 de abril de 2008

TRAJE FEMININO DE SEQUEIRA - BRAGA.



Camisa, saia e colete.

Acessórios: lenço de cabeça, lenço de mão, avental, algibeira, chapéu, meias, chinelas e ouros.

Camisa de linho de corte tradicional, decote e punhos guarnecidos com folho bordado e bordados a fio vermelho e preto sobre o peito, ombreiras, cimo das mangas e punhos. Saia de tecido preto baetilha com ampla roda, franzida na cintura e aparelhada em baixo com larga barra de veludo, ladeada por bordados a vidrilhos e fita enfavada; termina com folho de cetim pregueado.

Colete preto de rabos ajustado na frente com cordão; costas bordadas com vidrilhos da mesma cor. Avental pequeno de tecido de lã manual, decorado com motivos geométricos executados por tirados poligromos; orla guarnecida com tira de lã preta recortada.

Algibeira oculta pelo lenço bordado. Na cabeça lenço de tule branco bordado, com as pontas soltas, coberto por chapelinho de feltro, guarnecido com fita preta de pontas pendentes atrás, pequeno espelho na frente e pluma ao lado.

Calça meias de algodão branco rendadas e chinelas pretas pespontadas a branco. Sobre o peito, as tradicionais peças de ouro, fio de contas, cordões, cruzes, medalhas e borboletas, não esquecendo os brincos à rainha.

Considerado pelos especialistas como uma variante do traje de Valdeste, a designação deste trajo provém da localidade de Sequeira, onde as tecedeiras imprimiram um cunho muito particular nos tecidos dos aventais.

São também muito singulares os chapéus com fitas, penas e o espelinho, usado pelas raparigas desde as terras do Rio Este, até perto de Vila do Conde.


(Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

terça-feira, 1 de abril de 2008

TRAJE DE BARCELOS.




Com o seu traje próprio, embora possuindo características comuns à região minhota, Barcelos apresenta um leque bem rico de trajes.
Após demorado estudo, conseguiu - se reunir o conjunto puramente característico da região barcelense, sem confusão possível com qualquer dos trajes da região de Viana, que são os mais conhecidos.
O traje apresentado é o traje regional de Barcelos , cuja a saia, como o avental, são fabricados em cobinações de várias cores, sempre dentro da tonalidade suave.


Traje feminino:


A saia de serguilha, como o avental, este mais claro com sua barra de cor preta, são totalmente diferentes das saias e aventais de Viana.
O colete de rabos, preto, com bordado a cores, é também inconfundivelmente barcelense, bem como a camisa de larga gola e ombros bordados a branco, característica original, pois nenhum traje vianês rigoroso tem camisa de gola larga bordada, como a barcelense.
Cruza o peito lenço de ramagens, um de fundo mais escuro, e outro de fundo mais claro, sendo característica inconfundível barcelense a combinação do lenço azul, este quase exclusivamente de uso barcelense.
Meias, chinelas, faixa, lenço de mão tudo obedece a escrupuloso rigor.
É dificil a reprodução das jóias do traje barcelense . Não faz parte dos adornos a filigrana, sendo apenas usada, e não muito, a chamada estrela (espécie de cruz de malta).
Características, as argolas e o coração de chapa, os cordões e a borboleta, assim como a cruz.


Traje masculino:


Vestiam calça de lã castanha, camisa branca de linho com baixo cabeção de renda no pescoço, em vez de colarinho, renda que guarnece a abertura até a cinta.
Chapéu preto de copa baixa e aba larga. Faixa preta de lã.
Calçavam sapatos de atarrado acastanhado, de sola e bico largo.


quinta-feira, 27 de março de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO "DAS LAVRADEIRAS DA MEADELA" - VIANA DO CASTELO.

A freguesia da Meadela, incluída desde 1988 no perímetro da cidade de Viana do Castelo, fica situada na margem direita do Rio Lima, província do Minho, no litoral norte de Portugal. Esta região é justamente considerada pela crítica como a "capital" da etnografia e do folclore português.

Nesta freguesia, outrora de características marcadamente rurais, está a origem da fundação do Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela em 1934, sendo um dos grupos folclóricos mais antigos do país. O grupo continua a manter bem vivas as tradições herdadas dos seus antepassados, representando danças, cantares e músicas tradicionais relacionadas com as lides agrárias, como o seu próprio nome "Lavradeiras da Meadela" sugere.

É possuidor de uma vasta e fabulosa colecção de trajes regionais, muito coloridos, variados e ricos, confeccionados artesanalmente com materiais genuínos, sendo também considerados uma riqueza do património nacional. Com os seus trajes, a alegria dos seus cantares e a vivacidade das suas danças obteve inúmeros prémios e distinções em vários países da Europa, Ásia e América, destacando - se as suas representações no festival internacional de danças tradicionais de Szeged na Hungria, cuja eleição lhe mereceu o primeiro prémio (chinela de ouro) e diploma de honra pela indumentária, e ainda o primeiro prémio pela "riqueza, fidelidade filológica e correcta transposição cénica"no vigéssimo sexto festival mundial castello de Gorizia(Itália).

Distingue - se ainda pela sua participação em inúmeros programas de televisão em Portugal, Espanha, Holanda, ex -URSS, Bélgica, Brasil e Itália, e pela colaboração em numerosos documentários sobre a "capital" do folclore, Viana do Castelo.

Participa regularmente em festivais internacionais de folclore no âmbito do CIOFF(Conselho internacional de organizadores de festivais de folclore e das artes populares), sendo considerado um dos grupos mais conhecidos e famosos do folclore português.

É membro efectivo da federação do folclore português e membro fundador da associação de grupos folclóricos do Alto Minho. Está ainda filiado no INATEL e inscrito no comité internacional EUROPEADE.

Galardoado com a medalha de prata de Mérito do município de Viana do Castelo pelos altos serviços que tem prestado na divulgação da região, aquém e além fronteiras.

Em 1995, foi declarado pelo governo português como instituição de Utilidade Pública.

(TEXTO ORIGINAL DO G.F. DAS LAVRADEIRAS DA MEADELA)
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Grupo Folclórico das lavradeiras da Meadela - vira das palmas.