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| De 28 de Abril a 05 de Maio de 2013 |
sábado, 27 de abril de 2013
terça-feira, 26 de abril de 2011
FESTA DAS CRUZES - BARCELOS
É a primeira grande romaria do Norte, um misto de animação, luz, cor e alegria. É a Festa de Barcelos e do seu concelho, dos Barcelenses e forasteiros.É inegável que as Festas das Cruzes são, entre as festas populares minhotas, as mais famosas e mais conhecidas, sendo por isso uma das romarias mais concorridas e típicas do Minho e um dos mais importantes acontecimentos da Vida de Barcelos.
A Sua origem remonta ao início do século XVI, onde no ano de 1504, sob o reinado de D. Manuel I, numa sexta-feira, dia 20 de Dezembro, por volta das 9 horas da manhã, quando o sapateiro João Pires regressava da missa da Ermida do Salvador, ao passar no campo da Feira, observou na terra, uma cruz de cor preta. Como não quis guardar só para si aquilo que considerou ser um sinal sagrado, alertou o povo que depressa veio ao local.
“A cruz apareceu sob a forma de uma nódoa negra que ia crescendo até se formar uma cruz perfeita em que a cor não ficava só à superfície mas penetrava em profundidade na terra – por mais que se cave, sempre se acha.”
Este facto que recorda a “Cruz do Senhor Jesus”, fez nascer a devoção ao “Senhor da Cruz”. Primeiramente, surgiu um cruzeiro em pedra, logo em seguida uma ermida, para dois séculos mais tarde ser construído um magnífico templo, que hoje é o epicentro da Festa das Cruzes.
Até ao século XIX, as festas tinham essencialmente um cariz religioso; aí acorriam centenas de romeiros, não só da região de Barcelos, mas de todo o país e da vizinha Galiza. No Século XX, à essência religiosa foram-se adicionando elementos de características profanas, bem visíveis no aspecto lúdico: carrocéis, barracas de diversão, corridas de Cavalos, espectáculos de circo, fogo de artifício, cortejos etnográficos, torneios e concursos, entre muitos outros acontecimentos de natureza Popular.
Esta era a ocasião, quase única do ano, em que as pessoas das freguesias rurais se deslocavam à cidade e aproveitavam a Festa das Cruzes como pretexto de encontro para os mais velhos que utilizavam a Feira para fazer negócios. Cumpriam também promessas e divertiam-se. Para os mais novos, estes dias serviam para arranjar “namoricos”, “folgar” e marcar novos encontros que muitas vezes davam em namoros e casamentos.
Tal como no passado, as Festas das Cruzes mantêm grande importância a nível económico, cultural e social, e por isso continua a despertar o interesse e a curiosidade de muitos visitantes, especialmente de espanhóis.
É a importância histórica de Barcelos, a sua herança cultural, o desenvolvimento económico, a proximidade física e/ou afectiva com outras gentes e locais, que fazem com que A FESTA DAS CRUZES continue a ser um momento de identidade e diferenciação do concelho de Barcelos.


sábado, 5 de fevereiro de 2011
GRUPO FOLCLÓRICO DE TREGOSA - BARCELOS
O seu principal objectivo é pesquisar e salvaguardar os usos e costumes da sua terra Tregosa, O seu nome Tregosa vem de uma raízes ou plantas conhecidas por Torgas e que abundavam nesse local. O primeiro registo aparece como um povoado anterior ao século XII, mas só é registada como paróquia por volta do Ano de 1220, com o nome de Santa Maria de Tregosa.
Sendo uma pitoresca aldeia a norte do concelho de Barcelos, pertence à região etnográfica do Baixo – Minho, situada entre duas cidades ricas de tradições de folclore, Barcelos e Viana do Castelo.
Tregosa pertence a uma região com características bem peculiares, o vale do Neiva, como se pode constatar nos trajes
cantares e danças deste grupo de folclore.
Os trajes, património do grupo, fruto de uma recolha feita no vale do Neiva, são na sua maioria reproduções criadas a partir de trajes antigos, testemunhos e fotografias. São trajes humildes e de cores sóbrias, representam trajes denominados de “trabalho”, de “feira e romaria” e de “luxo”.
As músicas tal como os trajes surgem de uma recolha junto de pessoas idosas e/ou ligadas às tradições relacionadas com as danças e cantares usuais na freguesia, estas referem-se igualmente a actividades do meio rural.
Na sua tocata, o grupo integra instrumentos típicos da região, nomeadamente, as concertinas, os cavaquinhos, as violas, o bombo e os ferrinhos.
Actualmente é constituído por cerca de 60 elementos e desenvolve uma actividade dinâmica pesquisando e ensinando os mais novos.
Tem participado em vários festivais nacionais e internacionais, manifestações culturais e programas radiofónicos.
Tenta recuperar e divulgar eventos passados, como por exemplo no “Autos de São João, os arredas e a contradança; Jogos tradicionais, o cantar dos reis, as feiras tradicionais, a matança do porco, o encher das chouriças …
Nos finais do mês de Julho promove anualmente o seu festival de folclore denominado “Águas do Neiva” que conta com a participação de diversos grupos de várias regiões do país e estrangeiro. Este festival tem como particularidade o facto do palco estar colocado sob as límpidas águas do rio Neiva.
Danças Tradicionais: O Vira da Lealdade, A Margarida Moleira, A Aninhas, O Passeio, O Peneiras, A Viuvinha, O Vira de Aréfe, O Velho de Tregosa, A Rosinha, Vira de Tregosa, Vira do Minho, As Saias Brancas (cantada) e O São João de Tregosa (cantada).
terça-feira, 1 de abril de 2008
TRAJE DE BARCELOS.

Com o seu traje próprio, embora possuindo características comuns à região minhota, Barcelos apresenta um leque bem rico de trajes.
Após demorado estudo, conseguiu - se reunir o conjunto puramente característico da região barcelense, sem confusão possível com qualquer dos trajes da região de Viana, que são os mais conhecidos.
O traje apresentado é o traje regional de Barcelos , cuja a saia, como o avental, são fabricados em cobinações de várias cores, sempre dentro da tonalidade suave.
Traje feminino:
A saia de serguilha, como o avental, este mais claro com sua barra de cor preta, são totalmente diferentes das saias e aventais de Viana.
O colete de rabos, preto, com bordado a cores, é também inconfundivelmente barcelense, bem como a camisa de larga gola e ombros bordados a branco, característica original, pois nenhum traje vianês rigoroso tem camisa de gola larga bordada, como a barcelense.
Cruza o peito lenço de ramagens, um de fundo mais escuro, e outro de fundo mais claro, sendo característica inconfundível barcelense a combinação do lenço azul, este quase exclusivamente de uso barcelense.
Meias, chinelas, faixa, lenço de mão tudo obedece a escrupuloso rigor.
É dificil a reprodução das jóias do traje barcelense . Não faz parte dos adornos a filigrana, sendo apenas usada, e não muito, a chamada estrela (espécie de cruz de malta).
Características, as argolas e o coração de chapa, os cordões e a borboleta, assim como a cruz.
Traje masculino:
Vestiam calça de lã castanha, camisa branca de linho com baixo cabeção de renda no pescoço, em vez de colarinho, renda que guarnece a abertura até a cinta.
Chapéu preto de copa baixa e aba larga. Faixa preta de lã.
Calçavam sapatos de atarrado acastanhado, de sola e bico largo.



