Frases para Orkut

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sábado, 4 de janeiro de 2014

O PASTOR - ARRIMAL , PORTO DE MÓS


Este usava calça e colete de cotim, camisa de riscado e cinta enrolada à cintura por causa dos esforços no campo. Na cabeça usava barrete preto e, ao pescoço, lenço de tabaqueiro, usava consigo uma capa comprida de fazenda de lã. Calçava botas castanhas de sola com tacão de prateleira.Levava consigo uma saca de retalhos com o farnel, e uma cabaça com água presa à cintura. Na mão um cajado para o ajudar a voltar o rebanho e o proteger dos animais selvagens.

segunda-feira, 18 de março de 2013

TRAJES DE ROMARIA - SÃO TIAGO DE SILVALDE - ESPINHO


Homem - Calça e colete de surrobeco, camisa branca de linho, faixa preta, lenço tabaqueiro à cinta ou no bolso, chapéu fitado e botas pretas.

Mulher - Blusa e saia de algodão às flores ou riscas de várias cores, faixa preta ou vermelha, lenço de merino pelas costas. Na cabeça pode pôr lenço de cachené, chapéu ou rodilha (quando está só de cabelo com pucho) para servir de apoio à condessa (cesta de merenda). Nos pés chinelos e sem meias.

Fonte: R.F. São Tiago de Silvalde.

terça-feira, 5 de junho de 2012

X EXPOSIÇÃO NACIONAL DE TRAJOS AO VIVO EM ÁGUEDA

Vale a pena conferir estes vídeos sobre o desfile de trajos regionais portugueses realizado alguns anos atrás em Águeda.
Riqueza e diversidade dos trajes e etnografia portuguesa.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

DESFILE DO TRAJO POPULAR NACIONAL EM GUIMARÃES

domingo, 16 de outubro de 2011

ARRUFADEIRA - COIMBRA









Com seu trajo mais airoso, andava graciosa, passeando-se pelas ruas da Baixa de Coimbra, principalmente junto à Estação Velha, sobretudo aos domingos à tarde, chamando pelas freguesas numa voz aguda e melodiosa: Arrufadas de Coimbra!







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ARRUFADAS DE COIMBRA


Arrufada é um doce tradicional da região de Coimbra.

Estas pequenas bolas de massa lêveda, muito fofas, são uma das especialidades da doçaria de Coimbra e a sua origem está associada ao convento de Santa Ana,mas também é referida nos livros de receita e despesa do Convento de Santa Clara-a-Velha. Antes era possível encontrá-las com duas formas: redondas, como são hoje mais comuns, ou em feitio de ferradura. Na Páscoa, e em ambos os casos, eram enfeitadas com açúcar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

TRAJE DE MONTE - PERRE - VIANA DO CASTELO





Nas tarefas do monte, como cortar mato, vestia-se assim na freguesia de Perre:

Homem:

Traje de trabalho, muito simples, em que: as calças são de fraldilha , em tons de castanho, com abertura e bolsos na frente. A camisa é branca, de estopa e, sobre ela veste o colete de fazenda preta que aperta à frente com botões.

Usa, ainda, uma faixa preta à cinta, tamancos e carapuço de lã ou chapéu de feltro preto.

Pode ainda usar, facultativamente, polainas de saragoça, e vara com a cabaça do vinho.

Mulher:

No traje do monte, a saia, pelo meio da perna, alterna o castanho - que domina - com listas pretas. O “forro” é prelo e sem bordados. O avental, com riscas próprias, é em tons escuros, tal como o colete que tem o rigor preto aperta à frente com cordões.

A camisa é branca, em estopa, ou linho grosso pelo meio do braço, terminando com renda ou “bico” em croché. O traje é completado por dois lenços: um na cabeça e outro no pescoço; uma algibeira muito simples, ornamentada com fitas; socos e polainas de saragoça; na mão uma luva, de saragoça, sem dedos, para ajudar a carregar o mato. E apesar deste ser um traje de trabalho, a mulher não descurava o uso do ouro usando brincos (chapólas) e colar de contas, por vezes com uma borboleta.




Fonte: Grupo de Danças e Cantares de Perre

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

VENDEDEIRA DE FOGAÇA - SANTA MARIA DA FEIRA



Usava chinelos ou tamancos (conforme íam vender para as zonas mais urbanas e praias da região, ou para as feiras, mercados e pelas portas). Saia de estopa e avental de algodão, blusa de meio linho e lenço de lã ou algodão na cabeça. Tudo de côr branca. Cinta de pano de linho branco ou de lã preto, conforme as circunstâncias, algibeira em tecido grosseiro para guardar o dinheiro e objectos pessoais. À cabeça transportava o assafate cheio de fogaças, cobertas por uma toalha em linho com franjas.
Este trajo foi uma réplica do trajo usado pela última vendedeira de fogaça na Vila da Feira, que o guardava religiosamente até à sua morte, que ocorreu há uma década.
Créditos:Associação Grupo de Danças e Cantares Regionais da Feira

domingo, 28 de novembro de 2010

TRAJES DE DOMINGAR E DE FESTA DE CAMPONESES ABASTADOS - SÃO MIGUEL - AÇORES


Mulher: Tradicional saia rica de estamenha tecida no tear manual com barra bordada, bordado esse muito trabalhado, cobrindo grande parte inferior da saia, o seu avental também tecido no tear com o mesmo tecido, é como a saia bastante bordado em contraste com a saia, as cores e do avental são sempre garridas, passando pelo azul e rosa, suspiro, azul, preto e vermelho, ou ainda rosa e azul, a camisa ou roupão, sempre de linho branco com refegos, ornada com rendas e entremeios, neste traje vê-se rendas e entremeios muito ricos, e em grande quantidade, o lenço geralmente da cor do bordado da saia, muitas vezes bordado da cor do fundo da saia, e às vezes com quadras de amor, as galochas que neste traje são de madeira com pano bordado, com as cores da saia e avental, as meias de renda e na roupa interior o saiote e o calção, bastante ornamentados com rendas e entremeios brancos.


Homem: Tradicional fato de estamenha tecida no tear manual, composto por calças, casaco e jaleco, o casaco leva na beira um arremate preto, e nos braços uns botões de cores vivas, chapéu de feltro azul escuro por fora e vermelho por dentro, com abas compridas sobre os ombros, as típicas botas de couro preto, com bordo vermelho na parte superior do cano, a camisa de linho branco bordada a azul, com refegos, na qual a mulher disponha todo o seu esmero artístico, pois tinha orgulho no bordado da camisa que o marido usava. Este é um traje usado pelos camponeses abastados do campo e não por nobres ou burgueses, também podia ser de lã preta pura.



Fonte: Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva

sábado, 2 de outubro de 2010

TRAJE DE RAPÃO - PERRE - VIANA DO CASTELO


Os rapões eram homens que iam à cidade (Viana) para rapar os restos, de peixe e sargaço, dos barcos que chegavam da faina. Rapavam também as fossas das casas da cidade. Os materiais recolhidos eram utilizados como fertilizante nas suas terras. O Traje é composto por: calça de linho, ou estopa, branca. Não tem bolsos nem abertura e aperta com elástico na cintura. A camisa é branca, em linho ou estopa, e sobre ela veste um colete preto, de fazenda à frente e de um tecido inferior atrás, que aperta com botões à frente. Na cabeça usa um carapuço preto ou um chapéu de feltro preto. Protege as pernas com polainas de saragoça e calça tamancos. Nas mãos transporta os utensílios do seu trabalho: pau e gadanho.


Fonte: Grupo de Danças e Cantares de Perre - Viana do Castelo.

sábado, 5 de junho de 2010

Trajes de Trabalho - Freguesia da Fajarda , Concelho de Coruche - Ribatejo.


Traje Feminino:

- Chapéu - Lenço - Blusa - Manguitos - Avental - Saia de chita - Saia de ganga - Uma ou duas saias de baixo - Canos

- Chapéu preto de feltro, com uma fita em volta do mesmo, feito com o resto do avental, blusa, ou saia, muitas vezes com o nome do namorado escrito a ponto cruz, enfeitado com terços, botões etc., se era solteira do lado esquerdo ao alto penas de pavão, caracóis de pato, etc.
- Lenço da cabeça de lã, cores claras atado abaixo e atrás.Blusa de popeline, gregorina, chita ou riscado, de cor garrida enfeitada a ponto de cruz.
- Avental de riscado, de cores vivas e variadas, com desenhos a ponto cruz.
- Saia de chita arregaçada junto ao avental.
- Uma ou duas saias, cor clara, enfeitadas com bicos, feitos em linha, trabalhados à mão e uma saia de ganga com barra vermelha, abotoadas com alfinetes, justas à perna, a fazer de ceroula.
- Manguitos nos braços e canos nas pernas, para se protegerem das folhas aguçadas do arroz, feitos de meias com o pé cortado.

Não se usava qualquer calçado, nem no trabalho, nem deste para casa, pelo que a mulher andava sempre descalça, exceptuando a ida á vila, ou em dias de festa.

Este trajo era só usado pela mulher da Fajarda, pelo que a mesma era reconhecida em qualquer lugar, nas aldeias mais próximas, como a Glória do Ribatejo ou Foros de Coruche, tinham trajar diferente.

A descrição apresentada refere-se à rapariga solteira.

A chita utilizada nas saias, fundo azul ás bolinhas brancas era norma em todo o Vale do Sorraia, talvez por isso conhecida por chita de Coruche. A diferença existia somente na saia a fazer de ceroula.
Os enfeites no chapéu, as cores variadas e vivas da blusa e avental, variavam consoante a idade da mulher, o seu estado de solteira ou casada, ou algum familiar próximo doente ou falecido.A mulher casada, não usava penas ao alto a enfeitar o chapéu, as cores da blusa iam escurecendo conforme a idade.O lenço da cabeça atado acima indicava que a mulher tinha algum familiar próximo no hospital, lenço preto atado a cima indicava falecimento de pessoa próxima.

Traje Masculino:

- Barrete ou chapéu - Camisa interior de cor escura - Camisa de riscado - Colete de cotim ou ganga - Cinta preta - Celoula de ganga - Calça de cotim ou ganga - Lenço - Tamancos - Saca
- O homem do campo usava barrete ou chapéu consoante a estação do ano, no inverno barrete, no verão chapéu, nem todos seguiam esta linha pois alguns só usavam uma peça todo o ano. - Uma camisa de algodão escura para não se notar o pó e o sujo, por cima uma camisa de riscado e um colete. - Ceroula atada em baixo e calças por cima arregaçadas, quando o trabalho era mais agreste despia-se as calças e ficava-se só com as ceroulas. - Os tamancos serviam só para as deslocações para o trabalho e deste para casa, mas a maioria andava desçalça todo o ano, à excepção quando iam à vila. - O homem do campo andava sempre com a roupa e aconchegos preparados para as adversidades do trabalho ou do tempo, ora vejamos; o lenço de assoar grande e de cor vermelho, servia também para pôr em redor do pescoço para não entrar pó, ou tapar o nariz e a boca, quando andavam nas eiras. - A saca e muitas vezes uma manta lobeira serviam para o homem se resguardar das intenpéries, frio, chuva, etc.
Rancho Folclórico da Fajarda: http://www.rf-fajarda.pt/

domingo, 25 de outubro de 2009

TRAJES DE SARGACEIRO E SARGACEIRA - APÚLIA , ESPOSENDE


A longa permanência dentro de água fria provoca, necessariamente, o arrefecimento do corpo.. Pensa-se que tenha sido esta a razão que levou o sargaceiro a adotar a fazenda de pura lã, na sua côr natural, para a confecção da indumentária que usa na faina do mar.
Branqueta é o nome que designa o casaco de abas largas, tipo saio romano, até meio da coxa, cingido ao corpo até à cintura e alargando para baixo, em forma de saiote, de modo a deixar inteiramente livres os movimentos das pernas. É abotoado de alto a baixo por pequenos botões do mesmo tecido, grosseiramente feitos em "boneca" e remata, no pescoço, com gola baixa. As mangas são compridas e justas ao braço. A gola, os punhos e as frentes são debruados com pesponto grosso e largo, geralmente duplo ou triplo, formando barra. Sobre o peito, à esquerda, alguns sargaceiros fazem bordar, sempre com a mesma linha grossa e forte do pesponto, a sua inicial, ou qualquer outra sigla que o identifica. À cintura o sargaceiro usa largo cinto preto, de cabedal.
A branqueta é toda confeccionada à mão, com linha resistente, para suportar o embate das ondas.
Na cabeça o sargaceiro usa o SUESTE , espécie de capacete romano, com copa de quatro gomos reforçados e duas palas: uma, curta, na frente, e outra, mais larga e comprida, atrás. Deste modo é-lhe possível "furar" as ondas alterosas sem que a água lhe molhe a cabeça e o pescoco, e lhe penetre nas costas. Feito do mesmo tecido da branqueta, passa por diversas fases de impermeabilização e é, por fim, pintado com tinta branca. No cimo da copa leva, pintada a vermelho, uma cruz, e dos lados o nome de Apúlia e qualquer outra referência ao gosto do proprietário, habitualmente uma data.
A textura da branqueta que, como já foi dito, é de pura lã, permite ao sargaceiro permanecer várias horas molhado mas conservando a temperatura normal do corpo, enquanto se mantém em atividade.

A mulher sargaceira assume um papel secundário durante a mareada, já que o trabalho árduo e perigoso de enfrentar as ondas é da exclusiva responsabilidade do homem. Por isso a sua indumentária é mais delicada e, normalmente, apenas entra no mar com água até ao joelho, para ajudar o homem a arrastar para terra o galhapão cheio de sargaço arrebatado ao mar. Assim, ela veste saia rodada, do mesmo tecido da branqueta, bem cingida à anca por larga faixa preta, sarjada, e blusa branca, de linho. Um colete adamascado preto, sem mangas, e bordado a linha de seda em cores garridas, envolve-lhe o tronco e protege-lhe o peito. Na cabeça usa lenço de merino.
Quando sai de casa põe, nas costas, um xaile de merino à moda do Minho e, na cabeça, um pequeno chapéu preto, de feltro, de copa baixa, redonda e de abas estreitas, que leva, na frente, uma pequena moldura de prata, habitualmente com um espelho. Mas, sempre que a sargaceira está "comprometida" ou casada, retira o espelho da moldura e, no seu lugar, coloca a fotografia do seu amado; se mantém o espelho no chapéu é sinal de que é livre e "descomprometida".







G.F. Sargaceiros de Apúlia: http://www.sargaceiros.com.pt/

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

TRAJE DE IR AO SARGAÇO OU FATO DE MAR (TRAJE DE TRABALHO) - AFIFE



Saia de "estopa" (linho grosso) de cor branca com "forro de riscado", estreito, aos quadrados azuis e brancos. Colete de pano cuja barra é preta e corpo de "riscado" florido, sem enfeites. Camisa de linho branco sem bordados e bastante decotada. Lenço de peito "franjado" de campo vermelho com ramagens e quadrados. Calçam "alpergatas", acalcanhadas, e sem meias. Este calçado grosseiro de lona, assente sobre corda ou borracha, tem também ps nomes de Alpargata, Alparca e Alparcata. Usam chapéu de palha de aba larga e sobre este uma trouxa de roupa para vestir depois da apanha do sargaço (função). Ao ombro trasportam o redenho (rede para colher sargaço).


terça-feira, 16 de junho de 2009

TRAJE DE DUAS SAIAS - ILHA DE SÃO JORGE - AÇORES


Este Trajo é composto por duas saias de baeta creme , com barra cor de rosa , franzidas na cintura com cós e abertura lateral.

São iguais, cada qual servindo no seu sentido , ou superior ou inferior. É citada por vários escritores como saia de ombros.

Encontram - se registros deste tipo de vestuário na Estremadura , Irlanda, Ribeirinha da Terceira e em Rosais , São Jorge. Por baixo tem uma blusa ampla, tipo matinée, de pano alinhado branco, com duas pregas fundas na frente e nervuras nos lados.

É guarnecida por bordado inglês e franzida nos punhos e em volta do pescoço. Na cabeça, um lenço de lã estampado com flores e barras azuis.

Calça meias de lã, feitas com agulhas e sapatos de sola de correola(fibra vegetal usada nos Açores para fazer solas de sapatos.É fervida, pisada, entrançada e cozida.) e cortes de baeta bordados a ponto pé de flor.


Fonte: O Trajo Regional em Portugal ,de Tomaz Ribas.

sábado, 25 de abril de 2009

TRAJE DE SALINEIRA - ÍLHAVO - AVEIRO - BEIRA LITORAL.


Blusa de tecido de algodão estampado , com cós, espelho contornado com folho e abertura nas costas; manga comprida folgada com punho.

Saia comprida de tecido de algodão aos quadradinhos pretos e brancos, franzida na cintura. Avental de tecido manual de lã castanha (serguilha), decorado com fitas brancas na orla.

Algibeira suspensa na cintura , decorada com bordado . Lenço estampado na cabeça , com uma ponta levantada sobre o chapéu de feltro preto, de copa redonda e abas largas reviradas.

Calça chinelas sem meias e nas mãos sugura uma canastra.

No início do século XX, a blusa, peça de indumentária burguesa de origem francesa , popularizou- se muito. De princípio não substituiu a camisa de uso ancestral, mas escondeu - a assim como o colete , passando ambos a fezer parte do vestuário interior. Também as saias , que as mulheres trabalhadoras arregaçavem ou encilhavam levemente com a ajuda da faixa, ir- se- ão pouco a pouco encurtando e perdendo a roda , a partir do final da primeira Guerra Mundial.

No começo do século e ainda por largos anos , o chapéu era um acessório indispensável , devido ao seu caráter funcional de proteção da cabeça quando esta servia de apoio e suporte no transporte do peixe, do sal ou de qualquer outro carrego.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

TRAJE DE LAVRADEIRA DE AFIFE

Camisa de linho branco de corte tradicional sem bordados nos ombros ou nas mangas. Colete de tecido de lã vermelha e barra de tecido preto, decorado com bordado aplicado de vidrilhos e galão.

Saia de tecido Manual vermelho, com listas pretas estreitas ladeando lista branca; na cintura emenda pregueada e na orla forro de tecido azul-marinho. Na frente, avental simples de tecido manual vermelho listado a preto, decorado a meia altura com duas fiadas de topes (o mesmo que mosca ou puxado), terminando na orla com fita vermelha trabalhada.

Presa na cintura, entre a saia e o avental , espreita a algibeira em forma de coração estilizado, de tecidos vermelho e preto, bordados com abertura a meio, dexando ver o lenço branco rendado.

Cruzado sobre o peito, lenço cor de laranja estampado e franjado, contornando o decote e escondendo as pontas na cintura.



Na cabeça, lenço de fundo amarelo-canário estampado e franjado, com as pontas cruzadas na nuca e atadas no alto. Calça meias brancas e chinelas pretas sem bordados.

Adorna - se com brincos à rainha , e no pescoço, colar de contas com coração, fio e afagador.

Como características deste trajo, apontam - se em primeiro lugar uma certa sobriedade nas cores dos tecidos da saia e do avental, onde predomina o vermelho a contrastar com o preto, o branco e o azul-escuro do forro, sem qualquer decoração.

Também aqui estão ausentes os bordados na camisa, contrariamente ao mais frequnte nos trajos de lavradeira, embora apareçam de forma discreta no colete e na algibeira.

Quanto aos lenços, o de cor amarela predomina na cabeça, enquanto que o cor laranja é preferido para cruzar no peito, sempre estampados e com franjas.



Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.





sábado, 21 de fevereiro de 2009

TRAJE DE IR À FONTE - CORRELHÃ - PONTE DE LIMA


Traje usado pelas raparigas para irem buscar água à fonte.
Simples e funcional,compoem - se de: Saia de xadrez vermelho e preto. Duas saias brancas, sendo uma pelo joelho e outra do comprimento da saia de fora. Avental de cetim (o mais antigo) e de veludo o mais recente, com uma renda à volta se for arredondado ou só na parte inferior se for quadrado.Blusa de chita com folhinhos nos punhos e na cinta. Lenço da cabeça (cochiné), liso.Calçam Socas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

TRAJE DE CAMPO - SANTA MARTA DE PORTUZELO - FINAL DO SÉCULO XIX


Camisa , saia e colete
Acessórios:Lenço de peito , lenço de cabeça , avental chapéu de palha e socos.

Cesto merendeiro e toalha.
De um modo geral , o trajo de campo caracteriza - se por uma maior simplicidade dos tecidos , da decoração e das cores sóbrias. As camisas são talhadas no linho mais grosso , a estopa , quase sem decoração .

As saias , com menos pano, às riscas(designação proveniente da decoração produzida pela lã vermelha , castanha , preta e azul), têm barra lisa sem bordados . Os aventais , de tecido de riscos , têm decoração modesta feita com topes.

Os coletes, de chita e flanela , são decorados com simplicidade , mas indispensáveis para o amparo do peito.

Os lenços quer o da cabeça , quer os do peito , são de algodão sem franja e de decoração estampada simples. Grandes chapéus de palha protegem a cabeça do sol.

As pernas nuas calçam unicamente socos grosseiros. Também as peças de ouro são reduzidas ao essencial , os brincos e o fio de contas.

Neste conjunto , merecem ainda destaque as toalhas que cobrem os cestos , tecidas em linho e decoradas com motivos florais e legendas , produzidas por topes ou guarnecidas com rendas , executadas pelas raparigas e que se incluíam no seu enxoval.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

TRAJES DE LAVRADORES RICOS - MAFAMUDE - VILA NOVA DE GAIA - DOURO LITORAL.

Entre os belíssimos Trajes apresentados pelo Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude , Destacam - se os Lavradores Ricos.


Homem - Fato preto de fazenda de lã e colete do mesmo fitado com fita de seda, chapéu de feltro preto, camisa de linho branco, botas pretas de elástico ou de cordões com ilhós, com ou sem laço preto, corrente de ouro ou prata (para relógio) que é posto no bolso do colete.
Mulher - Camisa de linho, dois saiotes brancos de linho com rendas feitas à mão, blusa ou paletó e saia (em merino brocado ou seda), lenço de seda ou chapéu, pucho na cabeça, chinelos de tacão em camurça ou verniz e meia rendada branca. Ao pescoço cordões, grilhões, trancelins com medalhas e ainda as famosas filigranas em ouro (tão características do norte de Portugal), cruzes de Malta, corações, relicários, etc... Nas orelhas, brincos de filigrana e gramalheiras de ouro

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

TRAJES DO ALENTEJO - CÔCA DE PORTALEGRE E AZEITONEIRA.

Dois trajes muito interessantes do Alentejo , e que são apresentados pelo Grupo Folclórico e Cultural da Boavista - Portalegre.

O primeiro Traje é a Côca de Portalegre:

Trata-se de um trajo de mulher, todo de cor preta, que no início do século XIX era utilizado no dia do casamento, no início do século XX e com a introdução de cores claras nos trajos de casamento, a côca passou a ser fato de viúva, de se ir confessar na semana santa, de ir à missa, ou para efectuar visitas ou encontros clandestinos/proibidos. Este trajo deixou de se ver na cidade de Portalegre por volta dos anos 30 do século XX.Era confeccionado em tecido de algodão, em brocado de seda, e em merino de lã sedoso de acordo com as posses de cada pessoa e condição social.


O trajo é composto por:

Blusa: com franzido nos punhos e na cintura, finge uma blusa sob uma casaquinha com colarete, abotoa de lado ao pescoço,descendo depois ao meio do peito à cintura.Saia: franzida na cintura e comprida até aos pés.
Manto: colocado sobre a cabeça, tapando o corpo da mulher até à cintura ou até à anca de acordo com o nível social de quem o veste (até à cintura para as mulheres abastadas e pela anca para as mulheres da classe média) sendo na parte da frente pendurada, a cair sobre o rosto, uma renda (espessa de forma a que a pessoa não possa ser reconhecida.Meias: pretas ou cinza feitas à mão de cordãozinho.
Sapatos: pretos, tipo chinelo com um botão de lado ou cordão atado no peito do pé, de fivela ou de atanado.Nota: a roupa interior usada era semelhante à das outras mulheres variando apenas a qualidade do plano utilizado na sua confecção, em vez de pano cru era utilizado pano branco (conhecido por "casquinha de ovo" mais fino do que o pano cru ou linho.

O segundo Traje é de trabalho - Azeitoneira:

Azeitoneira é a mulher que ripa e apanha a azeitona. Porque se tratava de um trabalho efectuado no Inverno, os tecidos utilizados eram de algodão com pêlo por dentro ou de flanela.

O trajo é composto por:

Blusa: era confeccionada em chita ou em lainete quase sempre de cores vivas. Saia: feita de riscado, às riscas ou aos quadrados, ou de gorgorina às flores. Franzida na cintura ou de pregas soltas.Avental: de chita ou de riscado, quase acompanhava o comprimento da saia. Atando atrás na cintura com um laço tendo uma ou duasalgibeiras.Meias: feitas à mão, tecidas com fio de algodão (cordãozinho no dizer do povo).Sapatos ou botas de atanado: tipo de cabedal grosseiro. Usavam-se botas ou sapatos de acordo com as "posses", o poder de compra de cada um.
Lenço: de algodão ramejados, que usava na cabeça.
Chapéu: de feltro, de abas viradas para baixo.
Manguitos: espécie de meias mangas que utilizavam para proteger as mangas da blusa. Camisa: usada como roupa interior. Tipo de vestido sem mangas, com pouca roda e a bater por cima do joelho. Feita de pano cru.
Saiote ou saia de baixo: com franzido na cintura e a acompanhar o comprimento da saia. Era feita de flanela.Corpete ou colete: para aconchegar os seios - substituído nos nossos dias pelo soutien. Feita de pano cru.
Utensílios:Cesta: para ir depositando as azeitonas que ia apanhando.
Cocho de cortiça: por bebiam os trabalhadores.
Xaile de lã: que servia de protecção e agasalho em todas as épocas do ano. Servia também de toalha na hora das refeições.
Tarro de cortiça: para transportar os alimentos. Este recepiente tem qualidades termicas que lhe permitem manter os alimentos à temperatura original durante várias horas..Talega ou bolsa: recipiente confeccionado em tecido onde se transportavam os alimentos sólidos - pão, toucinho, queijo, etc.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

TRAJE DE TRABALHO - CARREÇO.


Este fato era utilizado quando o homem ia trabalhar para o campo. Compõe-se de umas calças de fraldilha(pano grosseiro de estopa e lã castanha), camisa de linho ou de estopa, sem bordados, faixa preta com franjas à cinta, chapéu de palha e socos.
Para ir ao monte, o homem usava o mesmo traje. Como calçado, usava umas chancas, sendo este elemento a única diferença com o fato de trabalho no campo.