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terça-feira, 20 de maio de 2014

RANCHO FOLCLÓRICO DAS LAVRADEIRAS DA TROFA - DOURO LITORAL.




O Rancho das Lavradeiras da Trofa, surge pela mão de Maria Augusta Oliveira Reis, a 2 de Março de 1961, como consequência de um trabalho iniciado em 1946, de pesquisa, recolha, e preservação dos usos e costumes da região que representa.
A Trofa, situada no topo do Douro Litoral (onde o Minho acaba e o Douro começa), estende-se pelo alongado vale de Bougado, onde corre o rio Ave.
Recebe a brisa marinha das praias de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, que ficam a cerca de 18 Km. Tem rápidos acessos ao Porto de onde dista cerca de 20 Km. Outrora terra essencialmente agrícola, a Trofa de hoje é um centro comercial, industrial e de serviços, considerável.
O Rancho das Lavradeiras da Trofa, é portador de uma vasta colecção de trajos, representando extractos sociais e profissões, de uma época situada entre o séc. XIX e início do séc. XX.

Podem ver-se Trajos de Festa de Lavradores ricos e de condição mais modesta, e de trabalho do campo ou outro; trajos que aparecem conforme a sua representação.
Além de ter percorrido o País de norte a sul, participando em festivais e romarias, hotéis e festas particulares, esteve presente em: Espanha - Santiago de Compostela, Caldas dei Rey, Oviedo, Avilez e Ourense Itália - Gorízia; Açores - ilhas Terceira, Pico e S. Jorge; França - Lê Puy en Velay e Niort; Brasil - Gravataí, Rio Grande do Sul e Ilha da Madeira. A sua actividade assenta, em recolhas efectuadas, por pessoas de gerações muito anteriores às do actual Rancho. Baseando-se nestas e em obras de Alcino Rodrigues e de Alberto Pimentel, vem apresentando quadros de Festa, Lazer e Trabalho, com o objectivo de mostrar a vivência das gentes de outrora, tentando reproduzir momentos que se perderam, que jamais se reviverão e que ficaram apenas na memória de alguns.
Está filiado no INATEL, é membro da Federação do Folclore Português desde a sua fundação, é sócio da Academia das Colectividades do Distrito do Porto e da Federação de Apoio a Festivais Internacionais de Folclore (FAFIF). Pela apresentação dos seus trajos e na interpretação das suas danças e cantares bem como na representação de quadros tradicionais, pretende assim, o Rancho das Lavradeiras da Trofa, ser um autêntico museu vivo, da sua região.




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

RANCHO FOLCLÓRICO DE ZEBREIROS - GONDOMAR - DOURO LITORAL




O Rancho Folclórico de Zebreiros (Gondomar), foi fundado em Maio de 1959, é sócio da Federação do Folclore Português e da Federação das colectividades de Gondomar.

É constituído por um grupo de pessoas de boa vontade, animadas a preservarem e a divulgarem os usos e costumes dos seus antepassados, especialmente no sector das danças e cantares tradicionais populares, onde, o amanho da terra e as lides do rio constituíam modo de viver para a sua maioria, motivando uma mistura de trajes de lavrador com os de pescador, o que dava a Zebreiros um ambiente de rara beleza.

Enquanto a maioria das lavradeiras exibiam trajes remediados e ricos, ornados com muito ouro, as mulheres que trabalhavam no rio, apresentavam-se de aspecto mais pobre.

O Rancho Folclórico de Zebreiros, tem atuado em muitas terras do nosso país e no estrangeiro nomeadamente Brasil, França e Espanha e organiza anualmente o seu Festival de Folclore, sendo de destacar o de 1997, o qual teve transmissão em directo da missa dominical pela T.V.I.

A sua ação continua bem viva, para bem das raízes do povo da terra e da cultura tradicional do nosso país.

http://www.rfzebreiros.pt.vu/*****************

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

GRUPO FOLCLÓRICO DE DANÇAS E CANTARES DE MAFAMUDE - VILA NOVA DE GAIA.


O ano de 1982 viu nascer em Vila Nova de Gaia o Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude.

Não obstante o grupo estar sediado numa zona citadina, os seus componentes não esmoreceram, desenvolvendo um trabalho idóneo que lhes permitiu um conhecimento mais amplo e profundo de Gaia e das suas gentes, nos finais do século XIX e princípios do século XX.

O Grupo Folclórico de Danças e Cantares é um harmonioso conjunto de lavradeiras e lavradores que envergam trajes que eram usados em solenidades religiosas, em romarias e no trabalho diário; uns mais ricos do que outros mas todos eles espelham o inegável gosto e brio das gentes de Gaia. A mulher que cozia o pão, transportando a escudela; a leiteira com os canados; a mulher que à soleira da porta fiava o linho, com a roca e o fuso; o homem da palhoça e a alegre e vistosa romeira, são algumas das figuras que em tempos idos se viam em Mafamude e que são agora saudosamente recordados pelo Grupo Folclórico de Danças e Cantares.

Também as danças e os cantares são objecto de divulgação do Grupo, pois muito se dançava e cantava na nossa Terra. Os viras, a cana verde, o velho e a velha, o malhão, o verdegar e a tirana, entre muitas outras; sem esquecer as melodiosas e dolentes cantigas que ecoavam nas noites luarentas em tempo de desfolhadas e os alegres, por vezes brejeiros, cantares ao desafio, sempre do agrado de quem cantava e de quem ouvia.

O Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude possui também uma sonante tocata onde não faltam a viola braguesa, o violão, os cavaquinhos, o bombo, os ferrinhos, o reco-reco e os acordeões.

Com o objectivo de difundir as tradições populares da sua Freguesia, O grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude tem participado em festivais de folclore, em festas e romarias populares. A sua presença em lares da terceira idade, tem também sido enriquecedor e compensador para o grupo. De referir ainda as actuações em Caves de Vinhos do Porto e em Hotéis, destinadas a presentear, com a beleza do nosso folclore, os turistas que visitam o nosso País e que têm sido um êxito. Teve como ponto mais alto das suas inúmeras deslocações a participação nas monumentais Festas de Gràcia - Barcelona, em 15 de Agosto de 2008.

São muitas e diversificadas as actividades deste Grupo. Não poderíamos, contudo, deixar de fazer referência à "Esfolhada do Resto" que o Grupo organiza anualmente e ainda à participação brilhante na romaria do Senhor da Pedra (de grandes tradições em Vila Nova de Gaia) com a sua jovem e animada rusga.

Desde sempre ao serviço do folclore, o Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude vê hoje compensados todos os seus esforços com a obtenção de uma sede própria, sendo relevante o interesse que tem despertado junto dos jovens e da Freguesia.

Preservar e enriquecer o nosso Património Cultural é o lema de todos os jovens componentes deste brioso Grupo Folclórico.

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Grupo Folclórico Danças e Cantares de Mafamude


terça-feira, 25 de março de 2008

TRAJES DE IR À FEIRA - (BOEIROS) - S. PEDRO DE RATES - DOURO LITORAL.

Trajo masculino - camisa, calça e colete.
Acessórios: faixa, chapéu e sapatos.
Camisa de linho, com colarete, aberta sobre o peito com pregas e carcela formando peitilho; manga comprida sem cavas, decorada com preguinhas miúdas na parte superior.
Calças compridas de tecido preto, ajustadas na cintura com faixa preta. Colete de tecido idêntico ao das calças, com bolsos.
Cobre a cabeça com chapéu de feltro preto e calça sapatos da mesma cor.

Trajo feminino - camisa, saia de trezes e colete.
Acessórios: lenço de cabeça, lenço de peito, avental, algibeira, faixa, meias, chinelas, chapéu de pano e outros.
Camisa de linho branca, decote guarnecido com duplo folho bordado a branco, aberta no peito; manga comprida, bordado a branco no cimo e refegos junto ao pulso, terminando com folho.
Saia de tecido misto caseiro, trezes (tecido misto usado nas saias, na região de S. Pedro de Rates.) de linho, lã e algodão com preguinhas junto à cintura e barra azul. Avental do mesmo tecido manual, franzido na cinta. Faixa preta sobre as ancas, arregaçando a saia e o avental.
Espreitando junto à cintura, algibeira de tecido azul decorada com pespontos. Cruzado sobre o peito, lenço de lã estampado com motivos florais, poligromos, terminando com franja vermelha. Na cabeça, lenço atado atrás sobreposto por chapéu de pano de copa baixa e aba larga.
Sobre o peito pendem cordões e corações; pequenas argolas nas orelhas.
Neste conjunto merece destaque no trajo da rapariga o tecido caseiro da saia e do avental, localmente conhecido por trezes. Esta designação ficou a dever - se às três fibras usadas na tecelagem, lã, linho e algodão e também devido aos três pedais ou peanhas pertencentes ao tear onde era produzido. Quanto ao chapéu de pano, como era conhecido, embora sendo de feltro castanho ou preto, comprava - se na Póvoa de Varzim, na chapelaria da moda hoje desaparecida.

(Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

TRAJE DE FESTA DE LAVRADEIRAS RICAS - ARGONCILHE - DOURO LITORAL.


Conjunto de trajos muito idênticos na sua composição: Casaquinhas e saias compridas pretas.
acessórios: chapéus de feltro ou de palhinha, sombrinhas, meias, chinelas e ouros.
Mais uma vez o preto é eleito por estas lavradeiras em trajo de festa.
podemos no intanto distinguir dois trajos mais antigos, relativamente aos restantes.Assim, a primeira e a terceira vestem uma casaquinha de corte mais tradicional e uma delas coloca sobre os ombros uma capa comprida de merino; as suas companheiras optaram por um figurino mais citadino, datável da primeira década do século xx.Todavia,todas elas permanecem muito próximo dos padrões tradicionais na escolha dos chapéus, nos ouros que exibem e na forma como se calçam.