quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
O BRINQUINHO - ILHA DA MADEIRA.
sábado, 4 de janeiro de 2014
O PASTOR - ARRIMAL , PORTO DE MÓS
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
SÃO JOÃO DE BRAGA
O São João de Braga é uma festa popular, que tem lugar no mês de Junho em Braga, Portugal, que celebra o nascimento de São João Batista. O culminar da festa é na noite de 23 para 24 de Junho.
Um dos pontos centrais é em torno da Capela de S. João da Ponte, edificada no século XVI a mando de D. Diogo de Sousa. Apesar dos mais antigos documentos datarem do século XIV é provável que estes festejos tenham origem prévia.
A cidade é extensamente decorada, desde as mais importantes ruas do centro histórico, passando pela principal artéria da cidade, a Avenida da Liberdade, e culminando no parque da Ponte.
Na noite de S. João milhares de pessoas ocupam as ruas da cidade com martelinhos e o alho porro. O rio Este, quando cruzado pela Avenida da Liberdade, serve de palco a tradicionais quadros bíblicos referentes a São João Batista. De um dos lados da ponte está representado o batismo de Cristo e do outro lado S. Cristóvão, com o menino Jesus aos ombros, sobre as águas do Este.
Na cultura popular abundam cânticos referentes ao festejo:
Ó meu S.João da Ponte
A vossa Capela cheira
Cheira a cravo, cheira à rosa
Cheira à flor da Laranjeira
S.João vem cá abaixo
Que tu chegas cá num ai
No céu nem fazes ideia
Do que cá por Braga vai
terça-feira, 4 de junho de 2013
CIDADE DE SANTOS COMEMORA O DIA DE PORTUGAL
A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, recebe no próximo domingo (9) a 4ª edição do Dia de Portugal. O evento é considerado a maior festa da comunidade portuguesa na região. No encontro haverá música, dança, artesanato e doces típicos portugueses.
O evento acontece na Praça Mauá, no Centro, a partir das 9h. Objetivo é resgatar a cultura portuguesa na Baixada Santista e valorizar a forte influência lusitana na formação do povo e da cultura santista. A festa é uma celebração ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A solenidade de abertura do evento contará com a presença do cônsul honorário de Portugal em Santos Armênio Mendes, e de autoridades locais e representantes de entidades da comunidade.
Para saber um pouco mais da história das bordadeiras do Morro do São Bento, os participantes poderão visitar a tenda das artesãs que integram a União das Bordadeiras do Morro do São Bento. No local, serão vendidos alguns dos bordados produzidos por elas. Também serão comercializados doces conventuais portugueses, como os famosos pastéis de Santa Clara e de Belém. Toda renda obtida na venda desses doces será destinada à Escola Portuguesa, que atende crianças carentes. Quem quiser ajudar os mais carentes pode ainda levar um quilo de alimento não perecível. As doações serão encaminhadas ao Fundo Social de Solidariedade de Santos.
Confira a programação completa do evento:
9h às 9h50 - Orfeão do Centro Cultural Português
10h às 10h20 - Solenidade de Abertura
10h30 às 10h50 - Rancho Folclórico Vasco da Gama
11h às 11h20 - Grupo Folclórico Cruz de Malta
11h30 às 11h50 - Banda Filhos da Tradição
12h às 12h20 - Rancho Folclórico da A. A. Portuguesa
12h30 às 12h50 - Rancho Folclórico Veteranos Apaixonados pelo Folclore
13h às 13h20 - Rancho Folclórico Verde Gaio
13h30 às 13h50 - Poetas Vivos
14h às 14h20 - Rancho Folclórico Típico Madeirense
14h30 às 14h50 - Vira Livre
15h às 15h20 - Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra
15h30 às 15h50 - Grupo Fado por Acaso
16h às 16h20 - Rancho Folclórico da Casa de Portugal de Praia Grande
16h30 às 17h - Grupo Folclórico da Eira (de Newark - USA)
17h10 às 18h10 - Marly Gonçalves, Ricardo Araújo e Renato Araújo
sábado, 11 de maio de 2013
ATIVAÇÃO FOLCLÓRICA EM SANTOS/SP - BRASIL.
sábado, 27 de abril de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
COMPASSO PASCAL
O Compasso Pascal é uma tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.
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| Compasso Pascal no Minho |
segunda-feira, 18 de março de 2013
TRAJES DE ROMARIA - SÃO TIAGO DE SILVALDE - ESPINHO

Homem - Calça e colete de surrobeco, camisa branca de linho, faixa preta, lenço tabaqueiro à cinta ou no bolso, chapéu fitado e botas pretas.
Fonte: R.F. São Tiago de Silvalde.
sábado, 16 de março de 2013
O falar e o cantar de antigamente na Glória do Ribatejo
Assim que se deve fazer recolhas, entrevistando os mais antigos. Aqui uma entrevista em 1987 na Glória do Ribatejo.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
FESTA DAS FOGACEIRAS 2013- SANTA MARIA DA FEIRA.
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| Festa das Fogaceiras 2013 |
S. Sebastião, que segundo a lenda padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se, assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira.
No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo. Assim nasceu a Festa das Fogaceiras.
Cumprida em cada dia 20 de Janeiro, esta promessa constitui uma referência histórica e cultural para as Terras de Santa Maria.
sábado, 5 de janeiro de 2013
AS JANEIRAS E O CANTAR DOS REIS
Ocorrem em Janeiro, começando no dia 1 e estendendo-se até dia 6, Dia de Reis ou Epifania. Hoje em dia, muitos grupos (especialmente os Grupos Folclóricos com a finalidade de arranjar dinheiro para as suas despesas) prolongam o cantar de Janeiras ou reis durante todo o mês.
A tradição geral e mais acentuada, é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, agasalhados com roupas quentes para fazer frente ao frio da época e com ou sem instrumentos (no caso de os haver são mais comuns os folclóricos: Acordéon ou concertina, bombo, ferrinhos flauta, viola, etc.). Depois do grupo feito, e de distribuídas as letras e os instrumentos, vão cantar de porta em porta pela vizinhança.
Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras ou os reis (presunto ou salpicão, nozes, ou doces e claro uma pinga de vinho, etc. Por comodidade, é hoje costume dar-se dinheiro, embora não seja essa a tradição).
No fim da caminhada, o grupo reúne-se para ver o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.
As músicas utilizadas, são por norma já conhecidas, embora a letra seja diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os moradores que contribuíram. Tipicamente havia também algumas quadras insultuosas reservadas para os moradores que não davam as janeiras ou reis.
Eis algumas quadradas das janeiras ou reis;
Ó da casa nobre gente
que escuteis e ouvireis
recordai do vosso sono
e vinde ouvir o santo reis
Vimos cantar as Janeiras ( ou reis)
Boas festas desejar
Que tenha muita saúde
No ano qu'está a entrar.
Viva lá sr João
os anos que Deus quiser
viva também uma rosa
que Deus lhe deu pra mulher
Com amizade
Agradecemos
E para o ano
cá voltaremos.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
RANCHO FOLCLÓRICO DE ZEBREIROS - GONDOMAR - DOURO LITORAL
O Rancho Folclórico de Zebreiros (Gondomar), foi fundado em Maio de 1959, é sócio da Federação do Folclore Português e da Federação das colectividades de Gondomar.
É constituído por um grupo de pessoas de boa vontade, animadas a preservarem e a divulgarem os usos e costumes dos seus antepassados, especialmente no sector das danças e cantares tradicionais populares, onde, o amanho da terra e as lides do rio constituíam modo de viver para a sua maioria, motivando uma mistura de trajes de lavrador com os de pescador, o que dava a Zebreiros um ambiente de rara beleza.
Enquanto a maioria das lavradeiras exibiam trajes remediados e ricos, ornados com muito ouro, as mulheres que trabalhavam no rio, apresentavam-se de aspecto mais pobre.
O Rancho Folclórico de Zebreiros, tem atuado em muitas terras do nosso país e no estrangeiro nomeadamente Brasil, França e Espanha e organiza anualmente o seu Festival de Folclore, sendo de destacar o de 1997, o qual teve transmissão em directo da missa dominical pela T.V.I.
A sua ação continua bem viva, para bem das raízes do povo da terra e da cultura tradicional do nosso país.
http://www.rfzebreiros.pt.vu/*****************
terça-feira, 11 de setembro de 2012
LENDA DA NAZARÉ E FESTAS 2012
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| Lenda da Nazaré |
| Ermida da memória |
A divulgação da narrativa do milagre trouxe um aumento de peregrinos ao pequeno templo do Sítio, contribuindo para o crescimento do povoado e para a multiplicação do número de milagres atribuídos à Virgem da Nazaré, com o consequente acréscimo da quantidade de oferendas dos fiéis. Por outro lado, esteve na origem de novas práticas devocionais, pois cada vez mais romeiros procuravam ver a marca da pata do cavalo gravada na rocha do promontório. Outros levavam consigo pedaços de terra da gruta onde a imagem da Senhora estivera escondida durante séculos.
FESTAS DA NAZARÉDecorrem até 16 de Setembro de 2012 as tradicionais festas em Honra de Nossa Senhora da Nazaré. Celebrações religiosas e um programa paralelo de animação conciliam o sagrado e o profano naquele que é o mais antigo culto mariano em Portugal.
De 7 a 16 de Setembro, a “Nazaré em Festa”, que decorrerá no Parque Atlântico, proporcionará um vasto leque de possibilidades de diversão, desde os imprescindíveis carrosséis à gastronomia das Tasquinhas, e, claro, muita música. Do programa de espetáculos deste ano, destaque para os concertos do tenor italiano Giovanni D’Amore, no Teatro Chaby Pinheiro, dia 14, às 22h00; e de Quim Barreiros, no recinto das Festas, no Parque Atlântico, no dia 15, às 22h00. A animação completa-se com espetáculos de bandas e artistas locais, folclore e fogo de artifício.
As corridas de touros, uma presença constante nas celebrações em honra de N. Sra. da Nazaré, integram também o programa do “Nazaré em Festa”, nos dias 7 e 8 de Setembro, às 22h15, na Praça de Touros, do Sítio.
O ponto alto das festividades decorre já no sábado, 8 de setembro, Dia de N. Sra. da Nazaré e Feriado Municipal. Pelas 10h30 horas, realiza-se missa em honra da Padroeira, seguida de procissão e da Bênção do Mar, esta junto do Bico da Memória.
O programa religioso das festividades contempla ainda o XII Festival de Folclore em Honra de N. Sra. da Nazaré, promovido pelo Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré, dia 15, a partir das 15h30.
As festas em Honra de N. Sra. da Nazaré e o evento “Nazaré em Festa” são uma organização da Câmara Municipal da Nazaré, Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, Nazaré Qualifica e Serviços Municipalizados.
(Fonte: Câmara Municipal da Nazaré)
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
A RABECA CHULEIRA
A rabeca chuleira é um violino popular especialmente utilizado no Douro Litoral e Minho. A sua utilização está muito ligada a uma forma musical chamada chula que é típica dessas regiões. A rabeca tem quatro cordas friccionadas por um arco e o seu braço é mais curto que o do violino.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
FOLCLORISTAS DA COMUNIDADE PORTUGUESA DE SÃO PAULO (BRASIL) REALIZAM ATIVAÇÃO FOLCLÓRICA NA AVENIDA PAULISTA
O Conselho da Comunidade Luso-Brasileira promoveu o primeiro flash mob no Dia Internacional do Folclore. Nesta ativação folclórica, integrantes da comunidade e grupos folclóricos promoveram o folclore na Avenida Paulista, centro empresarial de São Paulo, na noite de 22 de agosto.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
ROMARIA DE SÃO BARTOLOMEU - PONTE DA BARCA
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
X EXPOSIÇÃO NACIONAL DE TRAJOS AO VIVO EM ÁGUEDA
Vale a pena conferir estes vídeos sobre o desfile de trajos regionais portugueses realizado alguns anos atrás em Águeda.
Riqueza e diversidade dos trajes e etnografia portuguesa.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
GRUPO ETNOGRÁFICO TERRAS DE CAMBRA
terça-feira, 3 de abril de 2012
LENDA DO FOLAR DE PÁSCOA
Esta é uma das várias lendas que a tradição guarda ciosamente sobre o folar da Páscoa. É simples como a alma do povo, pois do povo ela vem. Diz-se que é muito antiga. Todavia, não se sabe ao certo a data em que começou a circular de boca em boca.
Numa aldeia que a tradição não menciona, uma linda rapariga, pobre mas bela, tinha uma única ambição na vida: casar cedo. Diz a lenda que ela fiava sentada à porta de casa e orava no seu íntimo a oração que já vinha de avós para mães e de mães para filhas: Minha roquinha esfiada,
Minha sogra enterrada,
Meu marido por nascer.
Minha Santa Catarina,
Com devoção e carinho
Tomai-vos minha madrinha,
Arranjai-me um maridinho.
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte.Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.
Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada,porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido idéia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.
Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa,oferece-lhe em retribuição um folar. O folar é tradicionalmente o pão da Páscoa em Portugal, confeccionado na base da água, sal, ovos e farinha de trigo.
A forma, o conteúdo e a confecção varia conforme as regiões de Portugal e vai desde o salgado ao doce, nas mais diversas formas. Nalgumas receitas é encimado por um ovo cozido com casca.
sábado, 31 de março de 2012
BORDADO MADEIRA
tornou evidente o potencial económico do produto.
O interesse britânico por esta exposição foi tão grande que a Madeira recebe um convite para estar em Londres na Exposição Universal, que decorre no ano seguinte em 1851. Esta participação revelou-se um grande sucesso onde as peças apresentadas foram elogiadas pela sua pureza e perfeição artística.
Reconhecidas internacionalmente, as peças de Bordado Madeira têm uma história e tradição ligadas ao segmento de luxo e muitas foram e são as mesas da aristocracia europeia cobertas com peças de Bordado Madeira.
Com cerca de 150 anos de história o processo de produção do Bordado Madeira continua com a mesma autenticidade desde o seu início – totalmente artesanal.A indústria deste Bordado fez uma opção muito clara em manter e valorizar a genuinidade de um trabalho desenvolvido com perfeição e rigor pelas mãos dasbordadeiras madeirenses.O Bordado Madeira é um processo em que cada um sabe o seu papel, salientando a bordadeira que desempenha uma função chave neste Bordado único no mundo.
Nenhuma peça de Bordado Madeira é igual a outra. Cada trabalho tem o cunho pessoal das mãos da bordadeira que durante muitas horas a ele se dedicou, num trabalho perfeccionista e minucioso.

quarta-feira, 21 de março de 2012
ZAQUELITRAQUES OU TRIQUELITRAQUES
Os zaquelitraques, também conhecidos por triquelitraques, são idiofones usados na Quaresma, no Carnaval, Serrações da Velha...São matracas de martelo que constam de uma tábua (+- 40 cm de comprimento) na qual estão aplicados pequenos martelos de madeira, cujo cabo gira num eixo passado entre dois suportes fixos à tábua.
Em Afife e Montedor, os zaclitracs têm várias séries de martelos, dispostos quatro a quatro ou cinco a cinco em duas e às vezes três linhas, e com a ponta do cabo enfiado num eixo de arame.
Os zaclitracs seguram-se com uma mão no alto e outra em baixo e sacodem-se fortemente e em cadência certa, de modo que os martelos batam na tábua todos ao mesmo tempo e num ritmo variado e regular, o que é por vezes um pouco difícil de realizar com perfeição.
Tocam-se em conjunto, por muitos rapazes, ao mesmo tempo.

SERRADA DA VELHA (OU SERRAÇÃO DA VELHA) - TRADIÇÃO DA QUARESMA.
um costume que se realiza a meio da Quaresma e é conhecido pelo nome de "Serra da Velha"(ou serração da velha).
"A Serra da Velha" é uma das tradições mais antigas. Durante a noite juntam-se os rapazes em grupos e por volta da meia noite começa a grande algazarra.
Isto é realizado numa quarta-feira da Quaresma e serram-se aquelas mulheres de idade relativamente avançadas e solteiras, e atribuem-se-lhes os respectivos "dotes".
A tradição consiste em percorrer a aldeia em cortejo, parando à porta das "velhas a serrar". Chegando aí cantam em tom fúnebre, através de um embude, uma espécie de funil em tamanho grande e dizem:
- ESTA NOITE SERRA-SE A VELHA
- TU QUE DIZES RAPAZ, DIABO?
- SERRA-SE A VELHA ESTA NOITE .......
- ENTÃO, QUEM HAVEMOS DE SERRAR?
- HAVEMOS DE SERRAR .......... HAVEMOS DE SERRAR ......... A MARIA ALICE
- QUEM LHE HAVEMOS DE DAR?
- HAVEMOS DE LHE DAR ...... HAVEMOS DE LHE DAR ...... O FRANCISCO FREITAS
- E ELA QUERÊ-LO-Á?
- ELA QUERO-O, PORQUE TEM UMA BURRA BRANCA PARA A LEVAR À MISSA
- ENTÃO SERRAI-A ....... SERRAI-A .... SERRAI-A
E segue-se a animadíssima "algazarra" pelas ruas da aldeia para casa de outra "velha".
O Abade Baçal na obra Memórias Arqueológico-historicas refere-se à "Serra da Velha" do seguinte modo:
" Estamos no meio da Quaresma já a páscoa vai chegando uns dizem serra-se a velha os outros a velha seja serrada"
Também encontramos uma pequena descrição da "Serra da Velha" no livro" Raízes da nossa terra - Cancioneiro transmontano" editado pela delegação da Junta Central das Casas do Povo de Bragança.
Aí se diz: " no carnaval era hábito também serrar as velhas, com uma serra e um cortiço à porta das senhoras mais idosas e diziam:
"Serramos a tia Emilia por já ser muito velhinha a madeira que ela dá só serve para uma aduela"
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Quadras da serrada da velha em Paredes de Coura:
Nós vamos serrar a velha
Na noite que nos é dado
Serra-se a velha, serra-se a nova
Serra-se a velha, a velha, a velha
Serra-se a velha para o forro
E a nova para o tabuado
Serra-se a velha, serra-se a nova
Serra-se a velha, a velha, a velha
Minha mãe tem um pandeiro
E não sabe tocar
Serra-se a velha, serra-se a nova
Serra-se a velha, a velha, a velha
Só toca a minha tia
Ou toca a minha avó
Serra-se a velha, serra-se a nova
Serra-se a velha, a velha, a velha
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Reportagem sobre a serrada da velha em Tourém - Montalegre:
sábado, 14 de janeiro de 2012
DIA DE SANTO AMARO , VARRER OS ARMÁRIOS - ILHA DA MADEIRA
Trata-se de uma tradição popular que dita o fim das festas natalícias na Madeira, data em que as famílias desmontam os presépios e todas as decorações natalícias, partilhando e saboreando as últimas iguarias.O concelho de Santa Cruz assinala esta efeméride, em homenagem ao seu padroeiro, através da realização de uma animada festa popular madeirense – “arraial” – naquela cidade.
Vamos varrer a lapinha,
Deixai-nos entrar, Senhora,
Trazemos connosco a pá
E também uma vassoura.
Viemos de lá tão longe,
Do pé da terra dos alhos,
Trouxemos a vassourinha
Para varrer os armários.
Santo Amaro é bonito
É bonito não se o deixa
Para provarmos o vinho
Com cebolas de «escabecha».
Trazemos também connosco
Uma saca e uma pá.
Abra-nos a porta, Senhora,
Que queremos varrer já.
domingo, 16 de outubro de 2011
ARRUFADEIRA - COIMBRA

Com seu trajo mais airoso, andava graciosa, passeando-se pelas ruas da Baixa de Coimbra, principalmente junto à Estação Velha, sobretudo aos domingos à tarde, chamando pelas freguesas numa voz aguda e melodiosa: Arrufadas de Coimbra!
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ARRUFADAS DE COIMBRA
Arrufada é um doce tradicional da região de Coimbra.
Estas pequenas bolas de massa lêveda, muito fofas, são uma das especialidades da doçaria de Coimbra e a sua origem está associada ao convento de Santa Ana,mas também é referida nos livros de receita e despesa do Convento de Santa Clara-a-Velha. Antes era possível encontrá-las com duas formas: redondas, como são hoje mais comuns, ou em feitio de ferradura. Na Páscoa, e em ambos os casos, eram enfeitadas com açúcar.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
TRAJE DE MONTE - PERRE - VIANA DO CASTELO
Homem:
Traje de trabalho, muito simples, em que: as calças são de fraldilha , em tons de castanho, com abertura e bolsos na frente. A camisa é branca, de estopa e, sobre ela veste o colete de fazenda preta que aperta à frente com botões.
Usa, ainda, uma faixa preta à cinta, tamancos e carapuço de lã ou chapéu de feltro preto.
Pode ainda usar, facultativamente, polainas de saragoça, e vara com a cabaça do vinho.
Mulher:
No traje do monte, a saia, pelo meio da perna, alterna o castanho - que domina - com listas pretas. O “forro” é prelo e sem bordados. O avental, com riscas próprias, é em tons escuros, tal como o colete que tem o rigor preto aperta à frente com cordões.
A camisa é branca, em estopa, ou linho grosso pelo meio do braço, terminando com renda ou “bico” em croché. O traje é completado por dois lenços: um na cabeça e outro no pescoço; uma algibeira muito simples, ornamentada com fitas; socos e polainas de saragoça; na mão uma luva, de saragoça, sem dedos, para ajudar a carregar o mato. E apesar deste ser um traje de trabalho, a mulher não descurava o uso do ouro usando brincos (chapólas) e colar de contas, por vezes com uma borboleta.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
ROMARIA DE SANTA MARTA DE PORTUZELO 2011 - VIANA DO CASTELO
Vídeo da apresentação do cartaz da Romaria de Santa Marta de Portuzelo 2011
"Vamos p'ra Romaria" - Pelo Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo
Apresentação - Cristóvão Siano
Parte1:
Parte2:

























