Obrigado pela visita!!!

sábado, 27 de abril de 2013

FESTA DAS CRUZES - BARCELOS 2013

De 28 de Abril a 05 de Maio de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

COMPASSO PASCAL


O Compasso Pascal é uma tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.


Compasso Pascal no Minho

http://folcloredeportugal.blogspot.com.br/2010/03/compasso-pascal-no-minho.html

segunda-feira, 18 de março de 2013

TRAJES DE ROMARIA - SÃO TIAGO DE SILVALDE - ESPINHO


Homem - Calça e colete de surrobeco, camisa branca de linho, faixa preta, lenço tabaqueiro à cinta ou no bolso, chapéu fitado e botas pretas.

Mulher - Blusa e saia de algodão às flores ou riscas de várias cores, faixa preta ou vermelha, lenço de merino pelas costas. Na cabeça pode pôr lenço de cachené, chapéu ou rodilha (quando está só de cabelo com pucho) para servir de apoio à condessa (cesta de merenda). Nos pés chinelos e sem meias.

Fonte: R.F. São Tiago de Silvalde.

sábado, 16 de março de 2013

O falar e o cantar de antigamente na Glória do Ribatejo

Assim que se deve fazer recolhas, entrevistando os mais antigos. Aqui uma entrevista em 1987 na Glória do Ribatejo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

FESTA DAS FOGACEIRAS 2013- SANTA MARIA DA FEIRA.

Festa das Fogaceiras 2013

A Festa das Fogaceiras teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado fogaça.
S. Sebastião, que segundo a lenda padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se, assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira.

No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo. Assim nasceu a Festa das Fogaceiras.

Cumprida em cada dia 20 de Janeiro, esta promessa constitui uma referência histórica e cultural para as Terras de Santa Maria.

sábado, 5 de janeiro de 2013

AS JANEIRAS E O CANTAR DOS REIS



Cantar as Janeiras ou reis (esta designação varia de região para região) é uma tradição em Portugal que consiste no cantar de músicas pelas ruas e casas por grupos de pessoas (hoje em dia as janeiras ou reis são praticamente mais cantadas por grupos folclóricos, já poucos grupos populares as cantam) anunciando o nascimento de Jesus, desejando um feliz ano novo. Esses grupos vão de porta em porta, pedindo aos residentes as sobras das festas natalícias. Hoje em dia, essas 'sobras' traduzem-se muitas vezes em dinheiro.


Ocorrem em Janeiro, começando no dia 1 e estendendo-se até dia 6, Dia de Reis ou Epifania. Hoje em dia, muitos grupos (especialmente os Grupos Folclóricos com a finalidade de arranjar dinheiro para as suas despesas) prolongam o cantar de Janeiras ou reis durante todo o mês.


A tradição geral e mais acentuada, é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, agasalhados com roupas quentes para fazer frente ao frio da época e com ou sem instrumentos (no caso de os haver são mais comuns os folclóricos: Acordéon ou concertina, bombo, ferrinhos flauta, viola, etc.). Depois do grupo feito, e de distribuídas as letras e os instrumentos, vão cantar de porta em porta pela vizinhança.
Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras ou os reis (presunto ou salpicão, nozes, ou doces e claro uma pinga de vinho, etc. Por comodidade, é hoje costume dar-se dinheiro, embora não seja essa a tradição).
No fim da caminhada, o grupo reúne-se para ver o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.
As músicas utilizadas, são por norma já conhecidas, embora a letra seja diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os moradores que contribuíram. Tipicamente havia também algumas quadras insultuosas reservadas para os moradores que não davam as janeiras ou reis.



Eis algumas quadradas das janeiras ou reis;




Ó da casa nobre gente
que escuteis e ouvireis
recordai do vosso sono
e vinde ouvir o santo reis


Vimos cantar as Janeiras ( ou reis)
Boas festas desejar
Que tenha muita saúde
No ano qu'está a entrar.


Viva lá sr João
os anos que Deus quiser
viva também uma rosa
que Deus lhe deu pra mulher



Com amizade
Agradecemos
E para o ano
cá voltaremos.

(http://etnografiaefolclore.blogspot.com.br/)

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

RANCHO FOLCLÓRICO DE ZEBREIROS - GONDOMAR - DOURO LITORAL




O Rancho Folclórico de Zebreiros (Gondomar), foi fundado em Maio de 1959, é sócio da Federação do Folclore Português e da Federação das colectividades de Gondomar.

É constituído por um grupo de pessoas de boa vontade, animadas a preservarem e a divulgarem os usos e costumes dos seus antepassados, especialmente no sector das danças e cantares tradicionais populares, onde, o amanho da terra e as lides do rio constituíam modo de viver para a sua maioria, motivando uma mistura de trajes de lavrador com os de pescador, o que dava a Zebreiros um ambiente de rara beleza.

Enquanto a maioria das lavradeiras exibiam trajes remediados e ricos, ornados com muito ouro, as mulheres que trabalhavam no rio, apresentavam-se de aspecto mais pobre.

O Rancho Folclórico de Zebreiros, tem atuado em muitas terras do nosso país e no estrangeiro nomeadamente Brasil, França e Espanha e organiza anualmente o seu Festival de Folclore, sendo de destacar o de 1997, o qual teve transmissão em directo da missa dominical pela T.V.I.

A sua ação continua bem viva, para bem das raízes do povo da terra e da cultura tradicional do nosso país.

http://www.rfzebreiros.pt.vu/*****************

terça-feira, 11 de setembro de 2012

LENDA DA NAZARÉ E FESTAS 2012

Lenda da Nazaré
Uma curiosa lenda atribui o topónimo Nazaré a uma imagem da Virgem oriunda de Nazareth, na Palestina, que um monge grego teria trazido até ao Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, no século IV. No século VIII teria chegado ao Mosteiro o fugitivo Rei D. Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, depois da sua derrota, frente aos Mouros, em Guadalete. Aí teria encontrado Frei Romano que o acompanhou na sua fuga, trazendo com ele a imagem da Virgem e uma caixa com as relíquias de S. Brás e de S. Bartolomeu. Antes de morrer, Frei Romano teria escondido a imagem numa lapa, no Sítio, onde ficou guardada durante quatro séculos, sendo então descoberta por pastores, que a passaram a venerar. D. Fuas Roupinho, alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, tinha por hábito caçar nesta região. Conta a lenda que também ele descobriu a imagem e a venerou. Algum tempo passado, uma manhã de nevoeiro, a 14 de Setembro de 1182, perseguia D. Fuas um belo veado quando o viu desaparecer no precipício. Alarmado pelo perigo, D. Fuas pediu auxilio à Virgem e logo o cavalo estacou salvan
Ermida da memória
do a vida ao cavaleiro. Em acção de graças, mandou D. Fuas Roupinho construir a Ermida da Memória. Venerada desde então, a imagem teria dado origem ao nome do lugar – Sítio de Nossa Senhora de Nazareth.

A divulgação da narrativa do milagre trouxe um aumento de peregrinos ao pequeno templo do Sítio, contribuindo para o crescimento do povoado e para a multiplicação do número de milagres atribuídos à Virgem da Nazaré, com o consequente acréscimo da quantidade de oferendas dos fiéis. Por outro lado, esteve na origem de novas práticas devocionais, pois cada vez mais romeiros procuravam ver a marca da pata do cavalo gravada na rocha do promontório. Outros levavam consigo pedaços de terra da gruta onde a imagem da Senhora estivera escondida durante séculos.

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FESTAS DA NAZARÉ
Decorrem até 16 de Setembro de 2012 as tradicionais festas em Honra de Nossa Senhora da Nazaré. Celebrações religiosas e um programa paralelo de animação conciliam o sagrado e o profano naquele que é o mais antigo culto mariano em Portugal.


De 7 a 16 de Setembro, a “Nazaré em Festa”, que decorrerá no Parque Atlântico, proporcionará um vasto leque de possibilidades de diversão, desde os imprescindíveis carrosséis à gastronomia das Tasquinhas, e, claro, muita música. Do programa de espetáculos deste ano, destaque para os concertos do tenor italiano Giovanni D’Amore, no Teatro Chaby Pinheiro, dia 14, às 22h00; e de Quim Barreiros, no recinto das Festas, no Parque Atlântico, no dia 15, às 22h00. A animação completa-se com espetáculos de bandas e artistas locais, folclore e fogo de artifício.

As corridas de touros, uma presença constante nas celebrações em honra de N. Sra. da Nazaré, integram também o programa do “Nazaré em Festa”, nos dias 7 e 8 de Setembro, às 22h15, na Praça de Touros, do Sítio.

O ponto alto das festividades decorre já no sábado, 8 de setembro, Dia de N. Sra. da Nazaré e Feriado Municipal. Pelas 10h30 horas, realiza-se missa em honra da Padroeira, seguida de procissão e da Bênção do Mar, esta junto do Bico da Memória.


O programa religioso das festividades contempla ainda o XII Festival de Folclore em Honra de N. Sra. da Nazaré, promovido pelo Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré, dia 15, a partir das 15h30.

As festas em Honra de N. Sra. da Nazaré e o evento “Nazaré em Festa” são uma organização da Câmara Municipal da Nazaré, Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, Nazaré Qualifica e Serviços Municipalizados.
(Fonte: Câmara Municipal da Nazaré)  

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A RABECA CHULEIRA

A rabeca chuleira é um violino popular especialmente utilizado no Douro Litoral e Minho. A sua utilização está muito ligada a uma forma musical chamada chula que é típica dessas regiões. A rabeca tem quatro cordas friccionadas por um arco e o seu braço é mais curto que o do violino.

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Excerto da grande obra de Michel Giacometti onde se pormenoriza sobre um dos mais antigos instrumentos tradicionais de Portugal.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

FOLCLORISTAS DA COMUNIDADE PORTUGUESA DE SÃO PAULO (BRASIL) REALIZAM ATIVAÇÃO FOLCLÓRICA NA AVENIDA PAULISTA

O Conselho da Comunidade Luso-Brasileira promoveu o primeiro flash mob no Dia Internacional do Folclore. Nesta ativação folclórica, integrantes da comunidade e grupos folclóricos promoveram o folclore na Avenida Paulista, centro empresarial de São Paulo, na noite de 22 de agosto.




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ROMARIA DE SÃO BARTOLOMEU - PONTE DA BARCA


Muito folclore, concertinas, rusgas e etnografia. Eis os principais ingredientes que fazem da Romaria de São Bartolomeu, em Ponte da Barca, “uma das maiores e mais tradicionais romarias minhotas”. A festa decorre entre 19 e 24 de Agosto.



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FESTIVAL DE FOLCLORE PORTUGUÊS EM SANTOS/SP - BRASIL

Dia 19 de agosto de 2012 no teatro Guarany em Santos/SP - Brasil.



terça-feira, 5 de junho de 2012

X EXPOSIÇÃO NACIONAL DE TRAJOS AO VIVO EM ÁGUEDA

Vale a pena conferir estes vídeos sobre o desfile de trajos regionais portugueses realizado alguns anos atrás em Águeda.
Riqueza e diversidade dos trajes e etnografia portuguesa.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

DESFILE DO TRAJO POPULAR NACIONAL EM GUIMARÃES

terça-feira, 1 de maio de 2012

GRUPO ETNOGRÁFICO TERRAS DE CAMBRA


Fundado em 1973, este Grupo assume-se como fiel representante das danças, dos cantares, dos usos e costumes das Gentes de Cambra dos finais do Século XIX inícios do Século XX.
Tem a sua sede na Vila de Macieira de Cambra. É sócio fundador da Federação do Folclore Português, está inscrito como CCD no INATEL-Delegação de Aveiro, é sócio fundador da FAJDA-Federação das Associações Juvenis do Distrito de Aveiro, é sócio da FNAJ-Federação Nacional da Associações Juvenis, está inscrito no RNAJ-Registo Nacional das Associações Juvenis.
A nível internacional é membro do Comité do IOV-International Organization of Folk Art e sócio do IPH-International Partnerschaftsing Hartberg.
Ao longo dos anos tem-se empenhado na realização de inúmeras actividades, das quais se destacam: festivais nacionais e internacionais de folclore; cantares das janeiras, matança do porco; desfolhadas; actividades sobre o cultivo e manufactura do linho; jornadas e exposições etnográficas; intercâmbios nacionais e internacionais; etc.
Tem participado em festivais de folclore, por todo o país, destacando-se a participação no XVI Festival Nacional Folclore do Algarve, em 1992 e uma digressão pelo Arquipélago dos Açores, em 1996.
Já participou para o programa televisivo "Portugal Português" da TVI e Praça da Alegria – RTP1.
Editou três cassetes e um CD.
A nível internacional realizou digressões por alguns países e recebeu grupos dos seguintes países: Noruega, Polónia, Ilha de Menorca, Itália e Letónia. Tem participado em conferências internacionais sobre Folclore e Etnografia, realizadas no estrangeiro.
Com o objectivo de sensibilizar as crianças para o gosto e defesa dos valores etnofolclóricos, criou em 1995 uma Secção Infantil. Esta secção tem participado essencialmente em convívios de folclore infantil, em animações nas escolas e em festas de solidariedade social.



terça-feira, 3 de abril de 2012

LENDA DO FOLAR DE PÁSCOA

Esta é uma das várias lendas que a tradição guarda ciosamente sobre o folar da Páscoa. É simples como a alma do povo, pois do povo ela vem. Diz-se que é muito antiga. Todavia, não se sabe ao certo a data em que começou a circular de boca em boca.

Numa aldeia que a tradição não menciona, uma linda rapariga, pobre mas bela, tinha uma única ambição na vida: casar cedo. Diz a lenda que ela fiava sentada à porta de casa e orava no seu íntimo a oração que já vinha de avós para mães e de mães para filhas: Minha roquinha esfiada,

Meu fusinho por encher,
Minha sogra enterrada,
Meu marido por nascer.
Minha Santa Catarina,
Com devoção e carinho
Tomai-vos minha madrinha,
Arranjai-me um maridinho.

A jovem chamada Mariana Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre,a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte.Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.
Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada,porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido idéia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.
Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa,oferece-lhe em retribuição um folar. O folar é tradicionalmente o pão da Páscoa em Portugal, confeccionado na base da água, sal, ovos e farinha de trigo.

A forma, o conteúdo e a confecção varia conforme as regiões de Portugal e vai desde o salgado ao doce, nas mais diversas formas. Nalgumas receitas é encimado por um ovo cozido com casca.

sábado, 31 de março de 2012

BORDADO MADEIRA


A ilha da Madeira foi descoberta no séc. XV e julga-se que os bordados começaram desde logo a ser produzidos pelas fidalgas, como necessidade de decoração das roupas do lar bem como do vestuário, e ainda por influência dos trabalhos conventuais.
Até meados do séc. XIX não existem referências à venda ou exportação de Bordado Madeira. O ano de 1850 é um marco para uma nova fase do Bordado Madeira, data em que este produto ganha um cariz comercial. Neste ano foi organizada uma exposição das indústrias madeirenses, realizada no Palácio de S. Lourenço, onde se
tornou evidente o potencial económico do produto.

O interesse britânico por esta exposição foi tão grande que a Madeira recebe um convite para estar em Londres na Exposição Universal, que decorre no ano seguinte em 1851. Esta participação revelou-se um grande sucesso onde as peças apresentadas foram elogiadas pela sua pureza e perfeição artística.

Durante o Séc. XIX as principais exportações destinam-se a Inglaterra e Alemanha. No séculoXX exporta-se Bordado Madeira para todo o mundo. Itália, Estados Unidos, América do Sul e a Austrália tornam-se mercados importantes. França, Singapura, Holanda, Brasil e outros países contribuíram também para a expansão do comércio e da notoriedade do Bordado Madeira.Actualmente os maiores mercados de exportação são EUA, Itália e Inglaterra.
Reconhecidas internacionalmente, as peças de Bordado Madeira têm uma história e tradição ligadas ao segmento de luxo e muitas foram e são as mesas da aristocracia europeia cobertas com peças de Bordado Madeira.
Com cerca de 150 anos de história o processo de produção do Bordado Madeira continua com a mesma autenticidade desde o seu início – totalmente artesanal.A indústria deste Bordado fez uma opção muito clara em manter e valorizar a genuinidade de um trabalho desenvolvido com perfeição e rigor pelas mãos das
bordadeiras madeirenses.O Bordado Madeira é um processo em que cada um sabe o seu papel, salientando a bordadeira que desempenha uma função chave neste Bordado único no mundo.

Na Madeira, bordar não é apenas para enriquecer e embelezar o tecido mas uma forma de personalizar uma peça de linho, seda ou cambraia, tornando-o uma peça de arte a passar de gerações em gerações.As bordadeiras normalmente trabalham no campo com os seus maridos e apreenderam a bordar com as suas mães que por sua vez eram também bordadeiras.Hoje em dia existem cerca de 3000 bordadeiras na Madeira que se dedicam diariamente à arte de Bordar e todas elas têm direito à Segurança Social e pertencem ao Sindicato das Bordadeiras. Trabalhar em casa é opção das bordadeiras.
Nenhuma peça de Bordado Madeira é igual a outra. Cada trabalho tem o cunho pessoal das mãos da bordadeira que durante muitas horas a ele se dedicou, num trabalho perfeccionista e minucioso.




quarta-feira, 21 de março de 2012

ZAQUELITRAQUES OU TRIQUELITRAQUES

Os zaquelitraques, também conhecidos por triquelitraques, são idiofones usados na Quaresma, no Carnaval, Serrações da Velha...

São matracas de martelo que constam de uma tábua (+- 40 cm de comprimento) na qual estão aplicados pequenos martelos de madeira, cujo cabo gira num eixo passado entre dois suportes fixos à tábua.

Em Afife e Montedor, os zaclitracs têm várias séries de martelos, dispostos quatro a quatro ou cinco a cinco em duas e às vezes três linhas, e com a ponta do cabo enfiado num eixo de arame.

Os zaclitracs seguram-se com uma mão no alto e outra em baixo e sacodem-se fortemente e em cadência certa, de modo que os martelos batam na tábua todos ao mesmo tempo e num ritmo variado e regular, o que é por vezes um pouco difícil de realizar com perfeição.

Tocam-se em conjunto, por muitos rapazes, ao mesmo tempo.



SERRADA DA VELHA (OU SERRAÇÃO DA VELHA) - TRADIÇÃO DA QUARESMA.



A Serrada da Velha é uma antiga tradição popular, integrada nos rituais de passagem, ligada ao simbolismo da regeneração e renovação. A tradição tem lugar durante a quaresma em algumas localidades de Portugal.
um costume que se realiza a meio da Quaresma e é conhecido pelo nome de "Serra da Velha"(ou serração da velha).
"A Serra da Velha" é uma das tradições mais antigas. Durante a noite juntam-se os rapazes em grupos e por volta da meia noite começa a grande algazarra.
Isto é realizado numa quarta-feira da Quaresma e serram-se aquelas mulheres de idade relativamente avançadas e solteiras, e atribuem-se-lhes os respectivos "dotes".
A tradição consiste em percorrer a aldeia em cortejo, parando à porta das "velhas a serrar". Chegando aí cantam em tom fúnebre, através de um embude, uma espécie de funil em tamanho grande e dizem:
- ESTA NOITE SERRA-SE A VELHA
- TU QUE DIZES RAPAZ, DIABO?
- SERRA-SE A VELHA ESTA NOITE .......
- ENTÃO, QUEM HAVEMOS DE SERRAR?
- HAVEMOS DE SERRAR .......... HAVEMOS DE SERRAR ......... A MARIA ALICE
- QUEM LHE HAVEMOS DE DAR?
- HAVEMOS DE LHE DAR ...... HAVEMOS DE LHE DAR ...... O FRANCISCO FREITAS
- E ELA QUERÊ-LO-Á?
- ELA QUERO-O, PORQUE TEM UMA BURRA BRANCA PARA A LEVAR À MISSA
- ENTÃO SERRAI-A ....... SERRAI-A .... SERRAI-A
E segue-se a animadíssima "algazarra" pelas ruas da aldeia para casa de outra "velha".
O Abade Baçal na obra Memórias Arqueológico-historicas refere-se à "Serra da Velha" do seguinte modo:
" Estamos no meio da Quaresma já a páscoa vai chegando uns dizem serra-se a velha os outros a velha seja serrada"
Também encontramos uma pequena descrição da "Serra da Velha" no livro" Raízes da nossa terra - Cancioneiro transmontano" editado pela delegação da Junta Central das Casas do Povo de Bragança.
Aí se diz: " no carnaval era hábito também serrar as velhas, com uma serra e um cortiço à porta das senhoras mais idosas e diziam:
"Serramos a tia Emilia por já ser muito velhinha a madeira que ela dá só serve para uma aduela"
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Quadras da serrada da velha em Paredes de Coura:

Nós vamos serrar a velha
Na noite que nos é dado
Serra-se a velha, serra-se a nova
Serra-se a velha, a velha, a velha

Serra-se a velha para o forro
E a nova para o tabuado
Serra-se a velha, serra-se a nova
Serra-se a velha, a velha, a velha


Minha mãe tem um pandeiro
E não sabe tocar
Serra-se a velha, serra-se a nova
Serra-se a velha, a velha, a velha

Só toca a minha tia
Ou toca a minha avó
Serra-se a velha, serra-se a nova
Serra-se a velha, a velha, a velha

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Reportagem sobre a serrada da velha em Tourém - Montalegre:

sábado, 14 de janeiro de 2012

DIA DE SANTO AMARO , VARRER OS ARMÁRIOS - ILHA DA MADEIRA



No dia 15 de Janeiro, os madeirenses celebram o Santo Amaro e dedicam, esta altura, ao “varrer dos armários”
Trata-se de uma tradição popular que dita o fim das festas natalícias na Madeira, data em que as famílias desmontam os presépios e todas as decorações natalícias, partilhando e saboreando as últimas iguarias.O concelho de Santa Cruz assinala esta efeméride, em homenagem ao seu padroeiro, através da realização de uma animada festa popular madeirense – “arraial” – naquela cidade.



Além de ser a data em que se desmancham os presépios ou lapinhas, decorre um pouco por toda a ilha da Madeira, no dia dedicado a Santo Amaro, um peculiar uso também ele alegre e festivo: «o varrer dos armários»..


O ritual, recuperado em diversas localidades da ilha, varia, contudo, em relação à data da sua realização. Caso da Camacha, em que «o varrer dos armários», por tradição, tem lugar no dia de Santo Antão (17 de Janeiro), e de Câmara de Lobos, onde é celebrado no dia de São Sebastião (20 de Janeiro).



Consiste a função em se juntarem nestes dias pequenos grupos de homens e mulheres – actualmente mais os jovens ligados a ranchos folclóricos e as crianças das escolas –, a fim de percorrerem as casas dos familiares, vizinhos e amigos (à semelhança dos «janeireiros» ou dos «reiseiros»), para entoar cânticos alusivos, acompanhados por bombos e violas.



Munidos de uma vassourinha e de uma pá, para varrer os ditos, acontecendo que, por vezes, o fazem mesmo «para dar sorte», costumam (ou costumavam) levar uma saca destinada a arrecadar pequenas ofertas, geralmente bolos e doces.


Este costume serve, principalmente, para estreitar laços de boa vizinhança e de convívio, para se trocarem ditos e graças, sendo também motivo para se oferecer aos «vassoureiros» ou «varredores» (que em certas localidades continuam a apresentar-se mascarados), «a mesa posta com bolinhos e bebidas finas».Na Camacha, a festa de Santo Antão, também designado ali por Santo António de Abade, começa na «igreja antiga», festivamente enfeitada com camélias, açucenas e verdura, como o alegra-campo. Há missa e procissão, seguindo-se no adro da igreja o «ofertório» com produtos da terra e animais. Logo depois, no próprio adro, é a vez dos «tocares e dos cantares tradicionais do varrer dos armários».


Os grupos começam então as suas visitas pelas casas, fazendo parte do preceito os anfitriões mostrarem aos visitantes as lapinhas, que são «desmanchadas nas casas após o santo Antão», enquanto os «vassoureiros», em troca, deixam nas casas «varridas» além das pagelas do santo, a vassoura ou a pá como presente, com a data do ano em curso.«O varrer dos armários» é considerado como o prolongamento e encerramento das festas de Natal.


Canto tradicional dos «varredores» cantado no dia de Santo Amaro em diversas localidades da ilha da Madeira:

Vamos varrer a lapinha,
Deixai-nos entrar, Senhora,
Trazemos connosco a pá
E também uma vassoura.

Viemos de lá tão longe,
Do pé da terra dos alhos,
Trouxemos a vassourinha
Para varrer os armários.

Santo Amaro é bonito
É bonito não se o deixa
Para provarmos o vinho
Com cebolas de «escabecha».

Trazemos também connosco
Uma saca e uma pá.
Abra-nos a porta, Senhora,
Que queremos varrer já.


Fonte:“Festas e Tradições Portuguesas”, Vol.I

domingo, 16 de outubro de 2011

ARRUFADEIRA - COIMBRA









Com seu trajo mais airoso, andava graciosa, passeando-se pelas ruas da Baixa de Coimbra, principalmente junto à Estação Velha, sobretudo aos domingos à tarde, chamando pelas freguesas numa voz aguda e melodiosa: Arrufadas de Coimbra!







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ARRUFADAS DE COIMBRA


Arrufada é um doce tradicional da região de Coimbra.

Estas pequenas bolas de massa lêveda, muito fofas, são uma das especialidades da doçaria de Coimbra e a sua origem está associada ao convento de Santa Ana,mas também é referida nos livros de receita e despesa do Convento de Santa Clara-a-Velha. Antes era possível encontrá-las com duas formas: redondas, como são hoje mais comuns, ou em feitio de ferradura. Na Páscoa, e em ambos os casos, eram enfeitadas com açúcar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

TRAJE DE MONTE - PERRE - VIANA DO CASTELO





Nas tarefas do monte, como cortar mato, vestia-se assim na freguesia de Perre:

Homem:

Traje de trabalho, muito simples, em que: as calças são de fraldilha , em tons de castanho, com abertura e bolsos na frente. A camisa é branca, de estopa e, sobre ela veste o colete de fazenda preta que aperta à frente com botões.

Usa, ainda, uma faixa preta à cinta, tamancos e carapuço de lã ou chapéu de feltro preto.

Pode ainda usar, facultativamente, polainas de saragoça, e vara com a cabaça do vinho.

Mulher:

No traje do monte, a saia, pelo meio da perna, alterna o castanho - que domina - com listas pretas. O “forro” é prelo e sem bordados. O avental, com riscas próprias, é em tons escuros, tal como o colete que tem o rigor preto aperta à frente com cordões.

A camisa é branca, em estopa, ou linho grosso pelo meio do braço, terminando com renda ou “bico” em croché. O traje é completado por dois lenços: um na cabeça e outro no pescoço; uma algibeira muito simples, ornamentada com fitas; socos e polainas de saragoça; na mão uma luva, de saragoça, sem dedos, para ajudar a carregar o mato. E apesar deste ser um traje de trabalho, a mulher não descurava o uso do ouro usando brincos (chapólas) e colar de contas, por vezes com uma borboleta.




Fonte: Grupo de Danças e Cantares de Perre

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ROMARIA DE SANTA MARTA DE PORTUZELO 2011 - VIANA DO CASTELO





Vídeo da apresentação do cartaz da Romaria de Santa Marta de Portuzelo 2011


"Vamos p'ra Romaria" - Pelo Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo


Apresentação - Cristóvão Siano


Parte1:



Parte2:





sexta-feira, 15 de julho de 2011

RANCHO FOLCLÓRICO PEIXEIRAS DA VIEIRA - MARINHA GRANDE


Vieira de Leiria, fica situada no Concelho da Marinha Grande, bem dentro da maior mancha de pinheiro bravo do País, que constitui o Pinhal Litoral, conhecido por Pinhal do Rei.


A sua Praia (Praia da Vieira) dista 3 quilometros da sede de freguesia e é por excelência uma magnífica estância balnear, com uma vida simples, mas dura e alegre da pesca artesanal (Arte Xávega) que ainda hoje se pratica.


Desde tempos remotos que os seus habitantes se aventuraram, em pequenos barcos (Meia Lua) enfrentando corajosamente o mar, quantas vezes bravio, o que lhes valeu o titulo de Lobos do Mar.Permanece ainda na memória colectiva o naufrágio do Salsinha, em 1907, onde perderam a vida 13 pescadores a poucos metros da praia, no contrabanco, perante o desespero das mulheres que gritavam e rezavam no areal.


Foram estes homens e estas mulheres, que ao cantarem a sua terra, a vida no mar, as suas alegrias e tristezas, nos deixaram as tradições, toda uma cultura virada para o mar. Mas não só. Vivendo numa relação directa e dependência do Pinhal do Rei, notório se torna que a influência deste se fizesse sentir e assim alguns tornaram-se Serradores. Neste seu mister percorreram vários pontos do País e até Estrangeiro.


Desta sua deambulação, conhecendo novos povos, novas culturas, foram trazendo novos costumes e as canções dessas terras distantes.

Foi assim que apareceram no nosso Folclore a “A Espanhola”, “O Corridinho”, “ O Barqueiro do Tejo” e tantas outras músicas. Durante a época do Inverno, quando o mar não permitia a pesca e a fome se fazia sentir, os pescadores migravam em busca de trabalho, rumo ao Tejo (Borda D’água), são estes Vieirenses que Alves Redol imortalizou no seu livro (Os Avieiros).


Não se conhece a data da criação do primeiro Rancho que existiu na Vieira, há porém noticia de que na viragem do século 19 para o 20, um grupo de senhoras se apresentou cantando e dançando pelas ruas da Vieira, denominando-se o Rancho das Silvérias e que em 1947 nas comemorações do oitavo centenário da conquista de Lisboa, se apresentou um grupo folclórico da Vieira, ficando em 2º lugar na classificação então feita pela organização. Este grupo manteve-se por vários anos sediando-se quer no lugar da Praia, quer na sede de freguesia.


Foi então que em 1979, estando o grupo inactivo e com vista à sua participação nas festas em honra de Nossa senhora dos Milagres, Padroeira da Vieira, nasceu o Rancho Folclórico Infantil Peixeiras da Vieira, sendo integrado na Biblioteca de Instrução Popular, Colectividade de Cultura e Recreio, fundada em 1932. Actualmente o Rancho deixou de ser infantil e é composto por tocadores, cantadores e dançarinos num total de cerca de 50 elementos. O seu repertório é constituído pelas danças e cantares mais característicos de Vieira de Leiria e sua Praia, canções que os Ranchos citados cantavam e outras que foram recolhidas nas pessoas mais idosas da freguesia. O traje é típico das gentes da beira-mar desta zona do litoral, vestindo as mulheres traje de trabalho e os homens traje de trabalho e domingueiro.


Desde a sua fundação, o Rancho Peixeiras da Vieira conta com um extenso palmarés com centenas de actuações em todo o País, tanto em festivais de Folclore, Nacionais e Internacionais, assim como em animações culturais e recreativas, participou em vários programas de televisão, tendo também actuado na Alemanha, França e Espanha. O Rancho Peixeiras da Vieira gravou no ano 2000 o seu repertório em CD o qual intitulou (Praia do Lis) “Recordar”, assim em conjunto com os seus antecessores, conta com 3 singles gravados, uma cassete e o presente CD.


A Biblioteca de Instrução Popular, Associação na qual se integra o Rancho Peixeiras da Vieira, organizou já 24 Festivais de Folclore em Vieira de Leiria, sendo dois destes de caracter internacional. O Rancho Folclórico Peixeiras da Vieira é membro efectivo da Federação do Folclore Português.




sexta-feira, 1 de julho de 2011

FESTA DOS TABULEIROS - TOMAR



Festa dos TabuleirosA Festa dos Tabuleiros, ou Festa do Divino Espírito Santo, uma das mais ricas e famosas romarias portuguesas, celebra-se em Tomar, de quatro em quatro anos. Inicia no Domingo de Páscoa com a Festa das Coroas e as restantes cerimónias vão tendo lugar em dias marcados até ao mês de julho. Na origem, era uma cerimónia religiosa de entrega de oferendas ao Espírito Santo, condenada pelo Concílio de Trento, provavelmente pelas suas reminiscências de festa pagã em tributo à Natureza como, por exemplo, as festas das colheitas, na época romana, em homenagem à deusa Ceres. Segundo consta, a Rainha Santa Isabel foi a responsável pela cristianização do evento. Hoje, é uma romaria popular de grande atração turística e o seu carácter cíclico suscita alguma expectativa e curiosidade, mas também um indiscutível empenho e criatividade na sua preparação. Da festa fazem parte várias cerimónias: o Cortejo das Coroas, o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo (também apelidado de Chegada dos Bois do Espírito Santo), a abertura das Ruas Populares Ornamentadas, os Cortejos Parciais, os jogos populares, o Cortejo dos Tabuleiros e o Bodo (ou Pêza).A Festa dos Tabuleiros inicia com o Cortejo das Coroas que é composto por sete saídas, representando os dias que Deus levou para criar a vida na Terra e o dia do Seu descanso. Cada saída tem um dia marcado e todas elas vão sendo feitas até ao cortejo dos tabuleiros em julho. O Cortejo dos Rapazes consiste numa réplica do dos tabuleiros, mas feito por crianças vestidas a rigor.O Cortejo do Mordomo reside num desfile de bois, enfeitados com voltas de flores, pelas ruas da cidade, acompanhado de música e foguetes, e de charretes transportando os mordomos e cavaleiros. Realiza-se também num dia assinalado pela comissão de festas.As Ruas Populares Ornamentadas localizam-se essencialmente na zona histórica de Tomar e são fechadas ao público durante os meses de preparação até ao dia marcado para a respetiva abertura. A população encarrega-se de fazer as flores de papel que servem para a decoração. A comissão de organização das festas premeia o trabalho efetuado oferecendo placas às ruas concorrentes.No dia dos Cortejos Parciais, desfilam separadamente os tabuleiros representantes das freguesias do concelho, ficando depois em exposição até ao cortejo final.Também em dia previamente marcado realizam-se diversos jogos populares, entre eles, o corte de troncos e a gincana de burros.O Cortejo dos Tabuleiros é a cerimónia mais importante e representativa de todas as freguesias do concelho. Consiste no desfile de diversos tabuleiros ornamentados, em forma de torre, construídos à base de camadas de pão e decorados com ramos de espigas de trigo, malmequeres, papoilas e verduras. No topo, o ornamento termina em forma de coroa, onde repousa uma pomba branca, símbolo do Espírito Santo. Estes tabuleiros são transportados à cabeça por duas filas de raparigas que marcham pela cidade. Elas vestem vestidos brancos e faixas vermelhas e, segundo a tradição, os tabuleiros têm de ter a altura de quem os transporta e de pesar uma arroba, ou seja, cerca de 15kg. Ao lado das raparigas desfilam os seus ajudantes, homens vestidos de calças pretas, camisa branca, gravata encarnada e barrete preto de campino. À frente do cortejo, um fogueteiro abre passagem pelas ruas repletas de gente, seguido dos gaiteiros e dos tambores, atrás dos quais seguem homens com o pendor do Espírito Santo e as coroas das freguesias do concelho.Por fim, o Bodo, ou Pêza, a refeição sagrada instituída pela Rainha Santa Isabel, consiste na partilha de alimentos pão, carne e vinho pelos mais necessitados. Ocorre no dia seguinte ao desfile dos tabuleiros e marca o fim desta festa.





quarta-feira, 29 de junho de 2011

CARTAZ DA ROMARIA DE NOSSA SENHORA DA AGONIA 2011 - VIANA DO CASTELO




Aos 58 anos de actividade, Félix Iglésias, um fotógrafo de Viana do Castelo, é o autor do cartaz da Romaria d’Agonia deste ano.


Félix Iglésias tem 66 anos e desde os oito que “ganha dinheiro” com a fotografia, tendo sido autor, a convite da Comissão de Festas, de dois cartazes, o últimos dos quais da Romaria de 1999.Para a edição de 2011, este fotógrafo de Viana do Castelo escolheu a avenida principal da cidade como pano de fundo, uma estreia em cartazes da festa, e uma jovem mordoma como o rosto da festa.Marisa Cunha, de 17 anos, estudante do 12.º ano e natural da Ribeira, espaço principal da festa, dá rosto ao cartaz e garante que “desde sempre” vive aquela festa.“É um motivo de orgulho ser a mordoma do cartaz e sei que muitas pessoas gostariam de estar no meu lugar”, confessou a jovem, habitual participante nos desfiles da Romaria mas que se estreia agora nas principais funções da festa. A festa deste ano decorre entre 19 e 21 de agosto e terá no facto de Viana do Castelo ser a Cidade do Vinho 2011 o tema principal, cabendo o título de presidente da Comissão de Honra à ministra da Cultura cessante, Gabriela Canavilhas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

FESTA DO CORPO DE DEUS - A COCA DE MONÇÃO



Pela liturgia, a igreja celebra todos os anos na quinta-feira depois da Oitava do Pentecostes uma festa em honra do mistério da eucaristia. Denominada Corpus Christi, a festa viria a ser universalmente aceite, pensando-se que, em Portugal, teve lugar no reinado de D. Afonso III, ainda sem procissão. Esta viria a incorporar-se no tempo de D. João I, já com a presença de um cavaleiro personificando o Padroeiro do Reino - S. Jorge. A procissão, que se mantém até aos dias de hoje, representava um acontecimento em todo o território nacional, sendo uma solenidade muito respeitada e participada, onde as figuras mais representativas estavam presentes. Na capital do pais, cabia ao Rei e aos Príncipes segurar as varas do Pálio debaixo do qual o Patriarca conduzia a custódia.Monção acompanhou a celebração do Corpo de Deus ao longo dos séculos, mantendo todo o esplendor religioso próprio de uma grande festa. Na procissão, tomam parte todas as Cruzes e Pendões das paróquias que formam o arciprestado de Monção, com as respectivas irmandades a distinguirem-se pelo colorido das opas. Dado o apego à terra da população local, o nosso concelho não dispensa também a presença do chamado Boi Bento, animal enfeitado e bem tratado, que vai na procissão, homenageando o grande 'companheiro' das lides da lavoura que, durante séculos, ocupou grande parte da população da região minhota.Após o percurso pelos lugares do costume, a procissão recolhe à Igreja Matriz e o povo desloca-se em massa para o anfiteatro do Souto, onde terá lugar o torneio entre as forças do bem e do mal (da virtude e do pecado). O povo dispõe-se em redondel enquanto o cavaleiro S. Jorge, representando o bem, e a horrenda figura de um dragão conhecido por Coca, representando o mal, tomam posições. O dragão, construído em tela sobre armação de madeira e com rodas disfarçadas sob as patas pintadas como garras de unhas aguçadas, é exteriormente empurrado por 4 a 6 valentes, também estes com um ou outro aperto ao longo do torneio, a provocarem a risota no público. O bicho está pintado de verde e tem a cabeça móvel com goelas abertas e gulosas, sendo a mobilidade conseguida por outro valente que é transportado no interior do monstro. As cores berrantes e o tamanho provocam no cavalo que S. Jorge cavalga certos temores que impedem ou dificultam a aproximação suficiente para o guerreiro desferir os golpes castigadores do mal. Entretanto, o público toma partido: pela Coca que este ano está a ser bem empurrada ou pelo Padroeiro do Reino que, fruto da experiência, consegue domar o cavalo perante os avanços do monstro. Com o decorrer dos minutos, o “combate” provoca a boa disposição na assistência que premeia com palmas as boas provas de um e de outro num claro sinal de independência.O torneio demora o tempo que leve ao cansaço dos participantes activos ou vença a habilidade de S. Jorge concretizado na certeza dos golpes desferidos na "pobre" Coca que todos os anos, por uma ou outra razão, tem de ser restaurada pois lhe faltará a língua ou as orelhas. Conta a história que, caso vença S. Jorge, haverá um bom ano agrícola. Se a vitória sorrir à Coca, aproximam-se tempos de fome e miséria. E sendo um torneio entre um dragão (mais ou menos estilizado ao gosto do artesão) e um cavaleiro, porquê o nome de Festa da Coca? Em etnografia há situações que, hoje, por falta de apontamentos da época, são apenas explicáveis por intuição ou por analogia. É o que poderá acontecer com o termo Coca. Pode tal festa ser identificada com o nome de Coca por ser entre o bem e o mal e, no Minho, é vulgar ouvir-se a palavra Coca como sinónimo de raiva ou ódio. Festa da Coca seria assim a festa da raiva à maldade. Coca é ainda uma máscara que se faz com a casca de uma abóbora (no Minho designada por coco), abrindo-se nela à imitação dos olhos e da boca. Por analogia da mascarada, em que uma figura local com vestes a propósito e a cavalo assume a figura de S. Jorge, pode ser que o povo à falta de melhor rótulo passasse a denominar o torneio como Festa da Coca.O que se sabe e se verifica todos os anos é que os forasteiros e a população local ruma à sede do concelho em grande número na aludida quinta-feira do Corpo de Deus e se incorpora com recolhimento na parte religiosa para, no final, vibrar com o paganismo do torneio, fazendo promessas de voltar no ano seguinte. Como episódio curioso, mas verídico, num ano em que a presença de espanhóis foi notória, uma "nuestra hermana" que veio a Monção para viver a solenidade, ficou de tal modo embasbacada frente à Coca que não atendeu ao repique dos sinos, chamando os crentes à missa, que antecede a saída da procissão. Quando de tal se apercebeu, exclamou pesarosa, mas convicta: "por causa de santa Coca perdi o demo da missa".

Fonte:Câmara Municipal de Monção

quarta-feira, 8 de junho de 2011

LENDA DO MANTO DE SANTO ANTÓNIO - FARO - ALGARVE



À entrada da vila de Monchique existe uma imagem de Santo António com um manto azul bordado a ouro que lhe foi oferecido por uma jovem em agradecimento por o santo lhe ter arranjado casamento. Mas a verdade é que este casamento não foi tão feliz como a jovem esperava. O marido tratava-a mal apesar da gravidez anunciada da mulher. Nasceu uma filha que cresceu entre discussões azedas até que aos oito anos a menina decidiu apelar para a bondade de Santo António pôr termo a tamanho martírio. Ajoelhou-se junto à sua imagem e prometendo-lhe que nunca lhe faltariam flores, a menina sentiu após algumas horas que alguém lhe batia no ombro. Um homem estranho e atraente perguntou-lhe porque estava ali e pediu-lhe algo para comer e um sítio para descansar. A menina levou-o para sua casa e enquanto que a mãe acolheu o visitante o pai resmungou pelo atrevimento da filha. O visitante dirigiu-lhe frases apaziguadoras, alertando-o para o fato de que estava a desperdiçar uma felicidade que estava perfeitamente ao seu alcance: a de viver em harmonia com a sua mulher e a sua filha. Como que encantado pelas palavras do visitante, o homem ajudou pela primeira vez a sua mulher a preparar a refeição e sentiu que iniciava nesse instante uma vida nova. Quando voltaram à sala, o estranho homem tinha desaparecido e no seu lugar estava uma pequena imagem de Santo António, semelhante à que se encontrava no nicho da vila. A notícia do milagre correu a aldeia e a partir daquele dia aquela casa encheu-se de felicidade e ao santo nunca mais faltaram as flores.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

DANÇAS E BRINCADEIRAS DE ANTIGAMENTE

Danças e Brincadeiras de antigamente - Organização: Rancho Folclórico de São Bartolomeu de Messines
Dia 15 de Maio de 2011 ás 16 horas no anfiteatro da Junta de Freguesia de S.B. de Messines.
Participação:
Rancho Folclórico Infantil da Boa vista de Portalegre
Rancho Folclórico Infantil de Faro
Escola de Folclore do Rancho Folclórico de São Bartolomeu de Messines