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sábado, 14 de janeiro de 2012

DIA DE SANTO AMARO , VARRER OS ARMÁRIOS - ILHA DA MADEIRA



No dia 15 de Janeiro, os madeirenses celebram o Santo Amaro e dedicam, esta altura, ao “varrer dos armários”
Trata-se de uma tradição popular que dita o fim das festas natalícias na Madeira, data em que as famílias desmontam os presépios e todas as decorações natalícias, partilhando e saboreando as últimas iguarias.O concelho de Santa Cruz assinala esta efeméride, em homenagem ao seu padroeiro, através da realização de uma animada festa popular madeirense – “arraial” – naquela cidade.



Além de ser a data em que se desmancham os presépios ou lapinhas, decorre um pouco por toda a ilha da Madeira, no dia dedicado a Santo Amaro, um peculiar uso também ele alegre e festivo: «o varrer dos armários»..


O ritual, recuperado em diversas localidades da ilha, varia, contudo, em relação à data da sua realização. Caso da Camacha, em que «o varrer dos armários», por tradição, tem lugar no dia de Santo Antão (17 de Janeiro), e de Câmara de Lobos, onde é celebrado no dia de São Sebastião (20 de Janeiro).



Consiste a função em se juntarem nestes dias pequenos grupos de homens e mulheres – actualmente mais os jovens ligados a ranchos folclóricos e as crianças das escolas –, a fim de percorrerem as casas dos familiares, vizinhos e amigos (à semelhança dos «janeireiros» ou dos «reiseiros»), para entoar cânticos alusivos, acompanhados por bombos e violas.



Munidos de uma vassourinha e de uma pá, para varrer os ditos, acontecendo que, por vezes, o fazem mesmo «para dar sorte», costumam (ou costumavam) levar uma saca destinada a arrecadar pequenas ofertas, geralmente bolos e doces.


Este costume serve, principalmente, para estreitar laços de boa vizinhança e de convívio, para se trocarem ditos e graças, sendo também motivo para se oferecer aos «vassoureiros» ou «varredores» (que em certas localidades continuam a apresentar-se mascarados), «a mesa posta com bolinhos e bebidas finas».Na Camacha, a festa de Santo Antão, também designado ali por Santo António de Abade, começa na «igreja antiga», festivamente enfeitada com camélias, açucenas e verdura, como o alegra-campo. Há missa e procissão, seguindo-se no adro da igreja o «ofertório» com produtos da terra e animais. Logo depois, no próprio adro, é a vez dos «tocares e dos cantares tradicionais do varrer dos armários».


Os grupos começam então as suas visitas pelas casas, fazendo parte do preceito os anfitriões mostrarem aos visitantes as lapinhas, que são «desmanchadas nas casas após o santo Antão», enquanto os «vassoureiros», em troca, deixam nas casas «varridas» além das pagelas do santo, a vassoura ou a pá como presente, com a data do ano em curso.«O varrer dos armários» é considerado como o prolongamento e encerramento das festas de Natal.


Canto tradicional dos «varredores» cantado no dia de Santo Amaro em diversas localidades da ilha da Madeira:

Vamos varrer a lapinha,
Deixai-nos entrar, Senhora,
Trazemos connosco a pá
E também uma vassoura.

Viemos de lá tão longe,
Do pé da terra dos alhos,
Trouxemos a vassourinha
Para varrer os armários.

Santo Amaro é bonito
É bonito não se o deixa
Para provarmos o vinho
Com cebolas de «escabecha».

Trazemos também connosco
Uma saca e uma pá.
Abra-nos a porta, Senhora,
Que queremos varrer já.


Fonte:“Festas e Tradições Portuguesas”, Vol.I

domingo, 16 de outubro de 2011

ARRUFADEIRA - COIMBRA









Com seu trajo mais airoso, andava graciosa, passeando-se pelas ruas da Baixa de Coimbra, principalmente junto à Estação Velha, sobretudo aos domingos à tarde, chamando pelas freguesas numa voz aguda e melodiosa: Arrufadas de Coimbra!







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ARRUFADAS DE COIMBRA


Arrufada é um doce tradicional da região de Coimbra.

Estas pequenas bolas de massa lêveda, muito fofas, são uma das especialidades da doçaria de Coimbra e a sua origem está associada ao convento de Santa Ana,mas também é referida nos livros de receita e despesa do Convento de Santa Clara-a-Velha. Antes era possível encontrá-las com duas formas: redondas, como são hoje mais comuns, ou em feitio de ferradura. Na Páscoa, e em ambos os casos, eram enfeitadas com açúcar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

TRAJE DE MONTE - PERRE - VIANA DO CASTELO





Nas tarefas do monte, como cortar mato, vestia-se assim na freguesia de Perre:

Homem:

Traje de trabalho, muito simples, em que: as calças são de fraldilha , em tons de castanho, com abertura e bolsos na frente. A camisa é branca, de estopa e, sobre ela veste o colete de fazenda preta que aperta à frente com botões.

Usa, ainda, uma faixa preta à cinta, tamancos e carapuço de lã ou chapéu de feltro preto.

Pode ainda usar, facultativamente, polainas de saragoça, e vara com a cabaça do vinho.

Mulher:

No traje do monte, a saia, pelo meio da perna, alterna o castanho - que domina - com listas pretas. O “forro” é prelo e sem bordados. O avental, com riscas próprias, é em tons escuros, tal como o colete que tem o rigor preto aperta à frente com cordões.

A camisa é branca, em estopa, ou linho grosso pelo meio do braço, terminando com renda ou “bico” em croché. O traje é completado por dois lenços: um na cabeça e outro no pescoço; uma algibeira muito simples, ornamentada com fitas; socos e polainas de saragoça; na mão uma luva, de saragoça, sem dedos, para ajudar a carregar o mato. E apesar deste ser um traje de trabalho, a mulher não descurava o uso do ouro usando brincos (chapólas) e colar de contas, por vezes com uma borboleta.




Fonte: Grupo de Danças e Cantares de Perre

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ROMARIA DE SANTA MARTA DE PORTUZELO 2011 - VIANA DO CASTELO





Vídeo da apresentação do cartaz da Romaria de Santa Marta de Portuzelo 2011


"Vamos p'ra Romaria" - Pelo Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo


Apresentação - Cristóvão Siano


Parte1:



Parte2:





sexta-feira, 15 de julho de 2011

RANCHO FOLCLÓRICO PEIXEIRAS DA VIEIRA - MARINHA GRANDE


Vieira de Leiria, fica situada no Concelho da Marinha Grande, bem dentro da maior mancha de pinheiro bravo do País, que constitui o Pinhal Litoral, conhecido por Pinhal do Rei.


A sua Praia (Praia da Vieira) dista 3 quilometros da sede de freguesia e é por excelência uma magnífica estância balnear, com uma vida simples, mas dura e alegre da pesca artesanal (Arte Xávega) que ainda hoje se pratica.


Desde tempos remotos que os seus habitantes se aventuraram, em pequenos barcos (Meia Lua) enfrentando corajosamente o mar, quantas vezes bravio, o que lhes valeu o titulo de Lobos do Mar.Permanece ainda na memória colectiva o naufrágio do Salsinha, em 1907, onde perderam a vida 13 pescadores a poucos metros da praia, no contrabanco, perante o desespero das mulheres que gritavam e rezavam no areal.


Foram estes homens e estas mulheres, que ao cantarem a sua terra, a vida no mar, as suas alegrias e tristezas, nos deixaram as tradições, toda uma cultura virada para o mar. Mas não só. Vivendo numa relação directa e dependência do Pinhal do Rei, notório se torna que a influência deste se fizesse sentir e assim alguns tornaram-se Serradores. Neste seu mister percorreram vários pontos do País e até Estrangeiro.


Desta sua deambulação, conhecendo novos povos, novas culturas, foram trazendo novos costumes e as canções dessas terras distantes.

Foi assim que apareceram no nosso Folclore a “A Espanhola”, “O Corridinho”, “ O Barqueiro do Tejo” e tantas outras músicas. Durante a época do Inverno, quando o mar não permitia a pesca e a fome se fazia sentir, os pescadores migravam em busca de trabalho, rumo ao Tejo (Borda D’água), são estes Vieirenses que Alves Redol imortalizou no seu livro (Os Avieiros).


Não se conhece a data da criação do primeiro Rancho que existiu na Vieira, há porém noticia de que na viragem do século 19 para o 20, um grupo de senhoras se apresentou cantando e dançando pelas ruas da Vieira, denominando-se o Rancho das Silvérias e que em 1947 nas comemorações do oitavo centenário da conquista de Lisboa, se apresentou um grupo folclórico da Vieira, ficando em 2º lugar na classificação então feita pela organização. Este grupo manteve-se por vários anos sediando-se quer no lugar da Praia, quer na sede de freguesia.


Foi então que em 1979, estando o grupo inactivo e com vista à sua participação nas festas em honra de Nossa senhora dos Milagres, Padroeira da Vieira, nasceu o Rancho Folclórico Infantil Peixeiras da Vieira, sendo integrado na Biblioteca de Instrução Popular, Colectividade de Cultura e Recreio, fundada em 1932. Actualmente o Rancho deixou de ser infantil e é composto por tocadores, cantadores e dançarinos num total de cerca de 50 elementos. O seu repertório é constituído pelas danças e cantares mais característicos de Vieira de Leiria e sua Praia, canções que os Ranchos citados cantavam e outras que foram recolhidas nas pessoas mais idosas da freguesia. O traje é típico das gentes da beira-mar desta zona do litoral, vestindo as mulheres traje de trabalho e os homens traje de trabalho e domingueiro.


Desde a sua fundação, o Rancho Peixeiras da Vieira conta com um extenso palmarés com centenas de actuações em todo o País, tanto em festivais de Folclore, Nacionais e Internacionais, assim como em animações culturais e recreativas, participou em vários programas de televisão, tendo também actuado na Alemanha, França e Espanha. O Rancho Peixeiras da Vieira gravou no ano 2000 o seu repertório em CD o qual intitulou (Praia do Lis) “Recordar”, assim em conjunto com os seus antecessores, conta com 3 singles gravados, uma cassete e o presente CD.


A Biblioteca de Instrução Popular, Associação na qual se integra o Rancho Peixeiras da Vieira, organizou já 24 Festivais de Folclore em Vieira de Leiria, sendo dois destes de caracter internacional. O Rancho Folclórico Peixeiras da Vieira é membro efectivo da Federação do Folclore Português.




sexta-feira, 1 de julho de 2011

FESTA DOS TABULEIROS - TOMAR



Festa dos TabuleirosA Festa dos Tabuleiros, ou Festa do Divino Espírito Santo, uma das mais ricas e famosas romarias portuguesas, celebra-se em Tomar, de quatro em quatro anos. Inicia no Domingo de Páscoa com a Festa das Coroas e as restantes cerimónias vão tendo lugar em dias marcados até ao mês de julho. Na origem, era uma cerimónia religiosa de entrega de oferendas ao Espírito Santo, condenada pelo Concílio de Trento, provavelmente pelas suas reminiscências de festa pagã em tributo à Natureza como, por exemplo, as festas das colheitas, na época romana, em homenagem à deusa Ceres. Segundo consta, a Rainha Santa Isabel foi a responsável pela cristianização do evento. Hoje, é uma romaria popular de grande atração turística e o seu carácter cíclico suscita alguma expectativa e curiosidade, mas também um indiscutível empenho e criatividade na sua preparação. Da festa fazem parte várias cerimónias: o Cortejo das Coroas, o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo (também apelidado de Chegada dos Bois do Espírito Santo), a abertura das Ruas Populares Ornamentadas, os Cortejos Parciais, os jogos populares, o Cortejo dos Tabuleiros e o Bodo (ou Pêza).A Festa dos Tabuleiros inicia com o Cortejo das Coroas que é composto por sete saídas, representando os dias que Deus levou para criar a vida na Terra e o dia do Seu descanso. Cada saída tem um dia marcado e todas elas vão sendo feitas até ao cortejo dos tabuleiros em julho. O Cortejo dos Rapazes consiste numa réplica do dos tabuleiros, mas feito por crianças vestidas a rigor.O Cortejo do Mordomo reside num desfile de bois, enfeitados com voltas de flores, pelas ruas da cidade, acompanhado de música e foguetes, e de charretes transportando os mordomos e cavaleiros. Realiza-se também num dia assinalado pela comissão de festas.As Ruas Populares Ornamentadas localizam-se essencialmente na zona histórica de Tomar e são fechadas ao público durante os meses de preparação até ao dia marcado para a respetiva abertura. A população encarrega-se de fazer as flores de papel que servem para a decoração. A comissão de organização das festas premeia o trabalho efetuado oferecendo placas às ruas concorrentes.No dia dos Cortejos Parciais, desfilam separadamente os tabuleiros representantes das freguesias do concelho, ficando depois em exposição até ao cortejo final.Também em dia previamente marcado realizam-se diversos jogos populares, entre eles, o corte de troncos e a gincana de burros.O Cortejo dos Tabuleiros é a cerimónia mais importante e representativa de todas as freguesias do concelho. Consiste no desfile de diversos tabuleiros ornamentados, em forma de torre, construídos à base de camadas de pão e decorados com ramos de espigas de trigo, malmequeres, papoilas e verduras. No topo, o ornamento termina em forma de coroa, onde repousa uma pomba branca, símbolo do Espírito Santo. Estes tabuleiros são transportados à cabeça por duas filas de raparigas que marcham pela cidade. Elas vestem vestidos brancos e faixas vermelhas e, segundo a tradição, os tabuleiros têm de ter a altura de quem os transporta e de pesar uma arroba, ou seja, cerca de 15kg. Ao lado das raparigas desfilam os seus ajudantes, homens vestidos de calças pretas, camisa branca, gravata encarnada e barrete preto de campino. À frente do cortejo, um fogueteiro abre passagem pelas ruas repletas de gente, seguido dos gaiteiros e dos tambores, atrás dos quais seguem homens com o pendor do Espírito Santo e as coroas das freguesias do concelho.Por fim, o Bodo, ou Pêza, a refeição sagrada instituída pela Rainha Santa Isabel, consiste na partilha de alimentos pão, carne e vinho pelos mais necessitados. Ocorre no dia seguinte ao desfile dos tabuleiros e marca o fim desta festa.





quarta-feira, 29 de junho de 2011

CARTAZ DA ROMARIA DE NOSSA SENHORA DA AGONIA 2011 - VIANA DO CASTELO




Aos 58 anos de actividade, Félix Iglésias, um fotógrafo de Viana do Castelo, é o autor do cartaz da Romaria d’Agonia deste ano.


Félix Iglésias tem 66 anos e desde os oito que “ganha dinheiro” com a fotografia, tendo sido autor, a convite da Comissão de Festas, de dois cartazes, o últimos dos quais da Romaria de 1999.Para a edição de 2011, este fotógrafo de Viana do Castelo escolheu a avenida principal da cidade como pano de fundo, uma estreia em cartazes da festa, e uma jovem mordoma como o rosto da festa.Marisa Cunha, de 17 anos, estudante do 12.º ano e natural da Ribeira, espaço principal da festa, dá rosto ao cartaz e garante que “desde sempre” vive aquela festa.“É um motivo de orgulho ser a mordoma do cartaz e sei que muitas pessoas gostariam de estar no meu lugar”, confessou a jovem, habitual participante nos desfiles da Romaria mas que se estreia agora nas principais funções da festa. A festa deste ano decorre entre 19 e 21 de agosto e terá no facto de Viana do Castelo ser a Cidade do Vinho 2011 o tema principal, cabendo o título de presidente da Comissão de Honra à ministra da Cultura cessante, Gabriela Canavilhas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

FESTA DO CORPO DE DEUS - A COCA DE MONÇÃO



Pela liturgia, a igreja celebra todos os anos na quinta-feira depois da Oitava do Pentecostes uma festa em honra do mistério da eucaristia. Denominada Corpus Christi, a festa viria a ser universalmente aceite, pensando-se que, em Portugal, teve lugar no reinado de D. Afonso III, ainda sem procissão. Esta viria a incorporar-se no tempo de D. João I, já com a presença de um cavaleiro personificando o Padroeiro do Reino - S. Jorge. A procissão, que se mantém até aos dias de hoje, representava um acontecimento em todo o território nacional, sendo uma solenidade muito respeitada e participada, onde as figuras mais representativas estavam presentes. Na capital do pais, cabia ao Rei e aos Príncipes segurar as varas do Pálio debaixo do qual o Patriarca conduzia a custódia.Monção acompanhou a celebração do Corpo de Deus ao longo dos séculos, mantendo todo o esplendor religioso próprio de uma grande festa. Na procissão, tomam parte todas as Cruzes e Pendões das paróquias que formam o arciprestado de Monção, com as respectivas irmandades a distinguirem-se pelo colorido das opas. Dado o apego à terra da população local, o nosso concelho não dispensa também a presença do chamado Boi Bento, animal enfeitado e bem tratado, que vai na procissão, homenageando o grande 'companheiro' das lides da lavoura que, durante séculos, ocupou grande parte da população da região minhota.Após o percurso pelos lugares do costume, a procissão recolhe à Igreja Matriz e o povo desloca-se em massa para o anfiteatro do Souto, onde terá lugar o torneio entre as forças do bem e do mal (da virtude e do pecado). O povo dispõe-se em redondel enquanto o cavaleiro S. Jorge, representando o bem, e a horrenda figura de um dragão conhecido por Coca, representando o mal, tomam posições. O dragão, construído em tela sobre armação de madeira e com rodas disfarçadas sob as patas pintadas como garras de unhas aguçadas, é exteriormente empurrado por 4 a 6 valentes, também estes com um ou outro aperto ao longo do torneio, a provocarem a risota no público. O bicho está pintado de verde e tem a cabeça móvel com goelas abertas e gulosas, sendo a mobilidade conseguida por outro valente que é transportado no interior do monstro. As cores berrantes e o tamanho provocam no cavalo que S. Jorge cavalga certos temores que impedem ou dificultam a aproximação suficiente para o guerreiro desferir os golpes castigadores do mal. Entretanto, o público toma partido: pela Coca que este ano está a ser bem empurrada ou pelo Padroeiro do Reino que, fruto da experiência, consegue domar o cavalo perante os avanços do monstro. Com o decorrer dos minutos, o “combate” provoca a boa disposição na assistência que premeia com palmas as boas provas de um e de outro num claro sinal de independência.O torneio demora o tempo que leve ao cansaço dos participantes activos ou vença a habilidade de S. Jorge concretizado na certeza dos golpes desferidos na "pobre" Coca que todos os anos, por uma ou outra razão, tem de ser restaurada pois lhe faltará a língua ou as orelhas. Conta a história que, caso vença S. Jorge, haverá um bom ano agrícola. Se a vitória sorrir à Coca, aproximam-se tempos de fome e miséria. E sendo um torneio entre um dragão (mais ou menos estilizado ao gosto do artesão) e um cavaleiro, porquê o nome de Festa da Coca? Em etnografia há situações que, hoje, por falta de apontamentos da época, são apenas explicáveis por intuição ou por analogia. É o que poderá acontecer com o termo Coca. Pode tal festa ser identificada com o nome de Coca por ser entre o bem e o mal e, no Minho, é vulgar ouvir-se a palavra Coca como sinónimo de raiva ou ódio. Festa da Coca seria assim a festa da raiva à maldade. Coca é ainda uma máscara que se faz com a casca de uma abóbora (no Minho designada por coco), abrindo-se nela à imitação dos olhos e da boca. Por analogia da mascarada, em que uma figura local com vestes a propósito e a cavalo assume a figura de S. Jorge, pode ser que o povo à falta de melhor rótulo passasse a denominar o torneio como Festa da Coca.O que se sabe e se verifica todos os anos é que os forasteiros e a população local ruma à sede do concelho em grande número na aludida quinta-feira do Corpo de Deus e se incorpora com recolhimento na parte religiosa para, no final, vibrar com o paganismo do torneio, fazendo promessas de voltar no ano seguinte. Como episódio curioso, mas verídico, num ano em que a presença de espanhóis foi notória, uma "nuestra hermana" que veio a Monção para viver a solenidade, ficou de tal modo embasbacada frente à Coca que não atendeu ao repique dos sinos, chamando os crentes à missa, que antecede a saída da procissão. Quando de tal se apercebeu, exclamou pesarosa, mas convicta: "por causa de santa Coca perdi o demo da missa".

Fonte:Câmara Municipal de Monção

quarta-feira, 8 de junho de 2011

LENDA DO MANTO DE SANTO ANTÓNIO - FARO - ALGARVE



À entrada da vila de Monchique existe uma imagem de Santo António com um manto azul bordado a ouro que lhe foi oferecido por uma jovem em agradecimento por o santo lhe ter arranjado casamento. Mas a verdade é que este casamento não foi tão feliz como a jovem esperava. O marido tratava-a mal apesar da gravidez anunciada da mulher. Nasceu uma filha que cresceu entre discussões azedas até que aos oito anos a menina decidiu apelar para a bondade de Santo António pôr termo a tamanho martírio. Ajoelhou-se junto à sua imagem e prometendo-lhe que nunca lhe faltariam flores, a menina sentiu após algumas horas que alguém lhe batia no ombro. Um homem estranho e atraente perguntou-lhe porque estava ali e pediu-lhe algo para comer e um sítio para descansar. A menina levou-o para sua casa e enquanto que a mãe acolheu o visitante o pai resmungou pelo atrevimento da filha. O visitante dirigiu-lhe frases apaziguadoras, alertando-o para o fato de que estava a desperdiçar uma felicidade que estava perfeitamente ao seu alcance: a de viver em harmonia com a sua mulher e a sua filha. Como que encantado pelas palavras do visitante, o homem ajudou pela primeira vez a sua mulher a preparar a refeição e sentiu que iniciava nesse instante uma vida nova. Quando voltaram à sala, o estranho homem tinha desaparecido e no seu lugar estava uma pequena imagem de Santo António, semelhante à que se encontrava no nicho da vila. A notícia do milagre correu a aldeia e a partir daquele dia aquela casa encheu-se de felicidade e ao santo nunca mais faltaram as flores.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

DANÇAS E BRINCADEIRAS DE ANTIGAMENTE

Danças e Brincadeiras de antigamente - Organização: Rancho Folclórico de São Bartolomeu de Messines
Dia 15 de Maio de 2011 ás 16 horas no anfiteatro da Junta de Freguesia de S.B. de Messines.
Participação:
Rancho Folclórico Infantil da Boa vista de Portalegre
Rancho Folclórico Infantil de Faro
Escola de Folclore do Rancho Folclórico de São Bartolomeu de Messines

terça-feira, 26 de abril de 2011

FESTA DAS CRUZES - BARCELOS

É a primeira grande romaria do Norte, um misto de animação, luz, cor e alegria. É a Festa de Barcelos e do seu concelho, dos Barcelenses e forasteiros.É inegável que as Festas das Cruzes são, entre as festas populares minhotas, as mais famosas e mais conhecidas, sendo por isso uma das romarias mais concorridas e típicas do Minho e um dos mais importantes acontecimentos da Vida de Barcelos.
A Sua origem remonta ao início do século XVI, onde no ano de 1504, sob o reinado de D. Manuel I, numa sexta-feira, dia 20 de Dezembro, por volta das 9 horas da manhã, quando o sapateiro João Pires regressava da missa da Ermida do Salvador, ao passar no campo da Feira, observou na terra, uma cruz de cor preta. Como não quis guardar só para si aquilo que considerou ser um sinal sagrado, alertou o povo que depressa veio ao local.
“A cruz apareceu sob a forma de uma nódoa negra que ia crescendo até se formar uma cruz perfeita em que a cor não ficava só à superfície mas penetrava em profundidade na terra – por mais que se cave, sempre se acha.”
Este facto que recorda a “Cruz do Senhor Jesus”, fez nascer a devoção ao “Senhor da Cruz”. Primeiramente, surgiu um cruzeiro em pedra, logo em seguida uma ermida, para dois séculos mais tarde ser construído um magnífico templo, que hoje é o epicentro da Festa das Cruzes.
Até ao século XIX, as festas tinham essencialmente um cariz religioso; aí acorriam centenas de romeiros, não só da região de Barcelos, mas de todo o país e da vizinha Galiza. No Século XX, à essência religiosa foram-se adicionando elementos de características profanas, bem visíveis no aspecto lúdico: carrocéis, barracas de diversão, corridas de Cavalos, espectáculos de circo, fogo de artifício, cortejos etnográficos, torneios e concursos, entre muitos outros acontecimentos de natureza Popular.






No dia consagrado ao Bom Jesus da Cruz (3 de Maio, feriado municipal), o realce vai para a procissão,com 89 cruzes paroquiais a representar as 89 freguesias do concelho de Barcelos percorrendo todo o centro histórico .




Outra tradição desta festa, é a batalha das flores , onde figurantes do alto de carros alegóricos atiram petálas de flores nas pessoas.



Vinham a pé, descalços, em romaria, cantando e dançando, com a “condessa” à cabeça onde transportavam o farnel.
Esta era a ocasião, quase única do ano, em que as pessoas das freguesias rurais se deslocavam à cidade e aproveitavam a Festa das Cruzes como pretexto de encontro para os mais velhos que utilizavam a Feira para fazer negócios. Cumpriam também promessas e divertiam-se. Para os mais novos, estes dias serviam para arranjar “namoricos”, “folgar” e marcar novos encontros que muitas vezes davam em namoros e casamentos.
Tal como no passado, as Festas das Cruzes mantêm grande importância a nível económico, cultural e social, e por isso continua a despertar o interesse e a curiosidade de muitos visitantes, especialmente de espanhóis.
É a importância histórica de Barcelos, a sua herança cultural, o desenvolvimento económico, a proximidade física e/ou afectiva com outras gentes e locais, que fazem com que A FESTA DAS CRUZES continue a ser um momento de identidade e diferenciação do concelho de Barcelos.






sábado, 16 de abril de 2011

PROCISSÃO DO ENTERRO DO SENHOR.


Entre muitas tradições da semana Santa em Portugal, destaca-se a procissão do enterro do Senhor , uma importante manifestação de fé e religiosidade popular.

A Procissão do Enterro do Senhor estabeleceu-se em Portugal, pela devoção dos fiéis, nos fins do século XV e princípios do século XVI, mais concretamente entre 1500 e 1510, introduzida pelo Padre Paulo de Portalegre, aquando da sua peregrinação a Jerusalém. Começou a fazer-se no mosteiro beneditino de Vilar dos Frades, Arcebispado de Braga, de onde se estendeu a todas as Catedrais e paróquias de Portugal.Esta procissão começou a ser feita com o Santíssimo Sacramento, da seguinte forma: uma das hóstias consagradas na Missa solene de Quinta-feira Santa, tendo sido exposta à adoração dos fiéis na tarde e noite desse dia e manha da Sexta-feira, era colocada num corporal ou numa patena e encerrada numa urna própria. Sob um palio, era depois conduzida processionalmente para o túmulo, onde se conservava até à aurora do Domingo de Páscoa. Dai era levada em triunfo cantando-se as alegrias pascais. Esteve esta procissão muito difundida em Portugal e foi seguida durante muitos anos no Rito Romano.Por volta de 1606, viria a ser proibida de sair para o exterior das igrejas, o que deu origem a dois modos de a realizar: a procissão pelas ruas, onde o Santíssimo Sacramento foi substituído pela imagem do Senhor Morto, e a procissão no interior das igrejas, que continuou a ser realizada com o Santíssimo. Em algumas paróquias continuou a realizar-se as duas, como ainda hoje acontece em Braga: após a celebração da adoração da Cruz realiza-se no interior da Sé a procissão com o Santíssimo, conhecida por “Procissão Theóforica”(que transporta Deus), e, à noite, pelas ruas, realiza-se a procissão com a imagem do Senhor Morto.Sabe-se que também em Faro e Albufeira, ainda nos anos de 1950 eram realizadas as duas, a primeira organizada pela irmandade do Santíssimo e a segunda pela Irmandade da Misericórdia.

sexta-feira, 4 de março de 2011

GRUPO DE FOLCLORE E ETNOGRÁFICO DA BOA NOVA - ILHA DA MADEIRA


O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova foi criado por Paixão Fernandes, Zina Gonçalves Fernandes e Manuel Ferreira Pio, é Instituiçao de Útilidade Pública desde 29 de Setembro de 1994 e com o Estatuto de Superior Interesse Cultural concedido a 9 de Dezembro do mesmo ano.
Remodelação total dos Estatutos, no dia 8 de Julho de 2005, o Grupo Folclórico, Cultural e Recreativo Boa Nova, passou a dominar-se oficialmente Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova, nome já citado desde o dia 7 de Julho de 1992 (aquando do 1º colóquio do grupo);

Filiado no CCD.INATEL a 22 de Junho de 2006.

Santa Maria Maior/Funchal

Santa Maria, onde se localiza a Zona Velha do Funchal, desde cedo assumiu um papel preponderante no desenvolvimento da vila e posterior cidade do Funchal.

A riqueza patrimonial desta zona fascina-nos pelas suas ruelas e calçadas, pelas suas igrejas e fachadas e ainda por interessantes pormenores arquitectónicos que nos transportam a épocas ancestrais, marcos da cidade do Funchal que se orgulha de ter sido a primeira erguida fora do continente europeu.

Principais canções e danças tradicionais

Polca

Bailinho

Mourisca do Caniçal

Canção de embalar

Cantar dos reis.

A filha do barqueiro

Calcinha

Canção da malha do trigo

Mourisca de S. Gonçalo

Ciranda

Dança da Repisa

Charamba

Fado

Mourisca de Santana


Trajes

(...)


Representações Nacionais:

Expo/98, Lisboa, Guarda, Portalegre, Viana do Castelo, Guimarães, Viseu, Açores


Representações internacionais:

Europália/91 na Bélgica

Expo/92 em Sevilha;

e na Expo/2000 em Hannover

Promoções turísticas: em 1975, na Finlândia, Suécia e Noruega; em 1976, na Bélgica; em 1978 novamente na Bélgica, Holanda e Luxemburgo; em 1982, na Holanda; em 1997, na Feira Internacional de Turismo em Stuttgart,

Alemanha; em 2000, na Áustria, etc…

Letónia,Venezuela, Curaçau, Miami, Tenerife, França, Áustria, E.U.A., Canadá...


Outras actividades

Semana Europeia de Folclore

Encontro de “Danças das Espadas e Mouriscas”

Museu de Arte Popular


Publicações/Edições

1994 – Livro Os Trajos de Resguardo e de Cote no Sul da Ilha no século XVIII;

1999 – Livro O Folclore em Eventos Sociais entre 1850 e 1948 – factos e evidências;

2002 – Livro Danças e Bailados no Folclore Madeirense – Origens e Mitos, Vol.I;

2003 – 2ª Edição do livro Danças e Bailados no Folclore Madeirense – Origens e Mitos, Vol. I.

O grupo já fez cinco gravações, a primeira das quais em 1966 na Philips (em Lisboa), tendo sido o primeiro LP Stereo gravado em Portugal. O segundo em 1969 na Venezuela, aquando da deslocação do Grupo Infantil. O terceiro em 1976. O quarto em 1995 (em cassete e CD), denominado “ Memórias de um Povo” e finalmente o quinto em 1997 (editado em CD), intitulado “Fado“ (todos gravados na cidade do Funchal).

Em 2004, Vídeo, inserido na colecção de vídeos “ Folclore Português”, editada pela companhia Filma e Vê, em representação da Ilha da Madeira. A mesma foi lançada no mercado em DVD, em 2006.

1996, uma colecção de oito postais alusiva aos trajos regionais.

quarta-feira, 2 de março de 2011

GRUPO ETNOGRÁFICO DA CASA DO PESSOAL DOS HUC - BEIRA LITORAL.



O Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal dos Hospitais de Universidade de Coimbra, surge em Abril de 2003, por iniciativa da Casa do Pessoal dos HUC, no sentido de envolver os sócios em actividades culturais, nomeadamente a área da Etnografia e do Folclore. Tendo em conta algumas condicionantes a Casa do Pessoal decidiu fundar o grupo etnográfico, elegendo uma direcção para dirigir os seus destinos. O Grupo desde essa altura, tem desenvolvido um trabalho de investigação, recolha e pesquisa das tradições populares desde a região de Penacova passando por Coimbra até Montemor-o-Velho, área de abrangência dos HUC, particularmente no que respeita às danças, Cantares, músicas e trajos.Actualmente o Grupo Etnográfico é composto por cerca de 50 elementos sendo na sua maioria funcionários da Instituição e sócios da casa do pessoal.Representa Trajes dos Finais do Séc. XIX, na área do trabalho, temosa os trabalhadores agrícolas, barqueiro, lavadeira e moleirosa, ligados ao Rio Mondego, ainda, as vendedeiras ambulantes de água, de frutas e legumes, broa, melões, arrufadas de Coimbra, e a farrapeira, dos camponeses dos campos do mondego, aos futricas, romaria e feira.
O Grupo Etnográfico, tem participado em Festas e Romarias, assim como em Festivais Nacionais e Internacionais de Folclore de norte a sul de Portugal, ainda na Holanda, Espanha e Luxemburgo.
Em Abril de 2009 editou um CD denominado de "Sinais Autóctunes" que está à disposição de quem o quiser adquirir atravês dos mails: casapessoal@huc.mini-saude.pt ou grupo.etnografico.huc@gmail.com ou ainda pelos telefones:239 853 165 ou 927806097 por 10,00€ directamente na Casa do Pessoal dos HUC ou contra reembolso atráves dos CTT.




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

VENDEDEIRA DE FOGAÇA - SANTA MARIA DA FEIRA



Usava chinelos ou tamancos (conforme íam vender para as zonas mais urbanas e praias da região, ou para as feiras, mercados e pelas portas). Saia de estopa e avental de algodão, blusa de meio linho e lenço de lã ou algodão na cabeça. Tudo de côr branca. Cinta de pano de linho branco ou de lã preto, conforme as circunstâncias, algibeira em tecido grosseiro para guardar o dinheiro e objectos pessoais. À cabeça transportava o assafate cheio de fogaças, cobertas por uma toalha em linho com franjas.
Este trajo foi uma réplica do trajo usado pela última vendedeira de fogaça na Vila da Feira, que o guardava religiosamente até à sua morte, que ocorreu há uma década.
Créditos:Associação Grupo de Danças e Cantares Regionais da Feira

sábado, 5 de fevereiro de 2011

GRUPO FOLCLÓRICO DE TREGOSA - BARCELOS


O Grupo Folclórico de Tregosa foi fundado em 1984, está filiado no INATEL de Braga e é membro da Federação de folclore português.
O seu principal objectivo é pesquisar e salvaguardar os usos e costumes da sua terra Tregosa, O seu nome Tregosa vem de uma raízes ou plantas conhecidas por Torgas e que abundavam nesse local. O primeiro registo aparece como um povoado anterior ao século XII, mas só é registada como paróquia por volta do Ano de 1220, com o nome de Santa Maria de Tregosa.
Sendo uma pitoresca aldeia a norte do concelho de Barcelos, pertence à região etnográfica do Baixo – Minho, situada entre duas cidades ricas de tradições de folclore, Barcelos e Viana do Castelo.
Tregosa pertence a uma região com características bem peculiares, o vale do Neiva, como se pode constatar nos trajes

cantares e danças deste grupo de folclore.
Os trajes, património do grupo, fruto de uma recolha feita no vale do Neiva, são na sua maioria reproduções criadas a partir de trajes antigos, testemunhos e fotografias. São trajes humildes e de cores sóbrias, representam trajes denominados de “trabalho”, de “feira e romaria” e de “luxo”.
As músicas tal como os trajes surgem de uma recolha junto de pessoas idosas e/ou ligadas às tradições relacionadas com as danças e cantares usuais na freguesia, estas referem-se igualmente a actividades do meio rural.
Na sua tocata, o grupo integra instrumentos típicos da região, nomeadamente, as concertinas, os cavaquinhos, as violas, o bombo e os ferrinhos.
Actualmente é constituído por cerca de 60 elementos e desenvolve uma actividade dinâmica pesquisando e ensinando os mais novos.
Tem participado em vários festivais nacionais e internacionais, manifestações culturais e programas radiofónicos.
Tenta recuperar e divulgar eventos passados, como por exemplo no “Autos de São João, os arredas e a contradança; Jogos tradicionais, o cantar dos reis, as feiras tradicionais, a matança do porco, o encher das chouriças …
Nos finais do mês de Julho promove anualmente o seu festival de folclore denominado “Águas do Neiva” que conta com a participação de diversos grupos de várias regiões do país e estrangeiro. Este festival tem como particularidade o facto do palco estar colocado sob as límpidas águas do rio Neiva.
Danças Tradicionais: O Vira da Lealdade, A Margarida Moleira, A Aninhas, O Passeio, O Peneiras, A Viuvinha, O Vira de Aréfe, O Velho de Tregosa, A Rosinha, Vira de Tregosa, Vira do Minho, As Saias Brancas (cantada) e O São João de Tregosa (cantada).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

GRUPO TÍPICO O CANCIONEIRO DE ÁGUEDA - BEIRA LITORAL


Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda”
O Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda” é um dos mais antigos e prestigiados grupos folclóricos de Portugal. Foi fundado em 1958, por um conjunto de aguedenses que conscientes da enorme riqueza do folclore do concelho, fez um trabalho de recolha e pesquisa de uma parte importante do património desta região. Representa em termos de etnografia, desde as serranias das encostas do Caramulo, ao espraiar do espelho de água da Pateira de Fermentelos, da região do rio Vouga, ao encanto e pitoresco da Bairrada. Assim, nas suas danças, podemos encontrar uma diversidade, mercê da actividade laboral de toda esta região, passando naturalmente pelas de Salão que outrora foram vistas dançar nas grandes casas senhoriais que existiam no concelho. A nível de trajes e consoante o momento, a tarefa a desempenhar, aparece uma riqueza inaudita, não apenas nos tecidos de alguns deles, mas sobretudo na sua inúmera variedade e complementaridade. Desde 1959, o Grupo Típico, transformou-se num arauto da cultura popular aguedense, levando-a, através das suas múltiplas actuações a todo o país, às regiões autónomas dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, a alguns países da Europa, nomeadamente Espanha, França e Luxemburgo, Holanda e ainda ao Brasil e aos Estados Unidos da América. Refira-se que já participou em diversos programas televisivos, incluindo a gravação para a RTP internacional. É sócio fundador da Federação do Folclore Português e é filiado no INATEL. Desde 1992 é reconhecido como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, recebeu a Medalha de Honra Municipal e foi distinguido com o Judeu de Ouro 2000 pela ANATA. Teve o seu momento alto, quando em 2004 foi escolhido para representar Portugal na Hungria, na III.ª Folcloríada Mundial, certame que engloba os melhores e mais representativos Grupos. Além das danças e cantares, dos quais se destaca a Cana Verde Dobrada, O Vira de Macieira, a Real Caninha e o Malhão, são dignos de realce os seus trajes, réplicas fiéis dos autênticos que se encontram guardados para serem expostos no futuro museu.
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MENINO JEUS DA CARTOLINHA - MIRANDA DO DOURO - TRÁS-OS-MONTES.


Diz a lenda que, no tempo das guerras da Restauração, Miranda do Doutro esteve dias e dias cercada pelas tropas espanholas, ao ponto de, sem mantimentos nem munições para resistir, nada mais restar do que render-se definitivamente ao domínio invasor. E eis senão quando um menino de chapéu de palha, desconhecido, irrompeu pelas ruas gritando contra os espanhóis e apelando à revolta dos populares. Tal foi o bastante para que o povo ganhasse o alento que lhe faltava. Num ápice todos saíram à rua - uns com enxadas, ancinhos e forquilhas, outros com paus, cutelos e machados - unindo-se às tropas fragilizadas da restauração. E assim conseguiram afugentar e vencer os invasores. No final, o povo procurou o tal menino, travesso, refilão, o do chapeuzinho de palha. Queria louvá-lo. Vitoriá-lo. Mas quê? Onde estava? Quem era ele? Ninguém sabia. Tinha, pura e simplesmente, desaparecido.
O povo acreditou então que havia sido o Menino Jesus que ali caíra, por milagre, para salvar a cidade. E logo mandou esculpir a imagem que passou a ser venerada na catedral. Entretanto, uma jovem que, na mesma batalha, havia perdido o noivo, um oficial das tropas portuguesas, resolveu oferecer o traje militar ao menino. E daí nasceu a tradição da dádiva de roupas. Muitos anos depois, porque alguém achou que o chapéu de palha não condizia com a nobreza do traje, e tão-pouco com o "estatuto" de um comandante, colocaram-lhe então a cartolinha. E que bem que lhe fica!
A festa do Menino Jesus da Cartolinha celebra-se no dia de Reis, Domingo antes ou depois do dia 6 de Janeiro. Como é padroeiro das crianças o andor é transportado aos ombros por quatro meninos que se revezam ao longo da procissão.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

JANEIRAS



Em certas regiões (e países) existe um costume em que
grupos de crianças cantam cânticos e canções de Natal de
porta em porta, na esperança de que as pessoas ofereçam
doces, chocolates, dinheiro, etc.
Esses cânticos de Natal de rua têm nomes diferentes e
ocorrem em dias diferentes conforme os países:


- Na Grécia, no dia 24 de Dezembro, cantam-se as
Kalandas.


- No Reino Unidos e nos Estados Unidos, no dia 26 de
Dezembro cantam-se os Christmas Carols.
Em Portugal cantam-se as Janeiras, a 6 de Janeiro, no Dia de
Reis e, no mesmo dia, cantam-se em Espanha os Villancicos, geralmente acompanhados
por pandeiretas e castanholas.


• As Janeiras são uma tradição antiquíssima
Formam-se grupos pequenos ou com dezenas de elementos que cantam e animam as
localidades, indo de casa em casa ou colocando-se num local central (esta é uma versão
mais recente), desejando de uma forma tradicional um bom ano a todos os presentes.
Nos grupos de janeireiros, toca-se pandeireta, ferrinhos, tambor, acordeão e viola, por
exemplo.
Em muitas aldeias esta tradição mantém-se viva, especialmente no Norte de Portugal e nas
Beiras:
"Nesta altura juntam-se os amigos que vão cantar as janeiras a casa dos vizinhos.
Antigamente recebiam filhoses, vinho e outros artigos que as pessoas possuíam" conta
António Manuel Pereira, presidente da Federação de Ranchos Folclóricos da Beira Baixa.
No entanto, cantar as Janeiras ainda se faz um pouco por todo o País.
As pessoas visitadas eram (são) normalmente muito receptivas aos cantores e aos votos
que vêm trazer, dando-lhes algo e desejando a todos um bom ano.
Mas há sempre alguém mais carrancudo que não recebe bem os janeireiros, então,
segundo uma recolha dos alunos da EB1 de Monte Carvalho, em Portalegre, às pessoas
que abrem "bem" a porta canta-se assim:
Esta casa é tão alta
É forrada de papelão
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê a salvação.
E aos que não abrem a porta canta-se uma canção a dizer que os janeireiros estão
zangados, porque as pessoas não lhe abrem a porta. É assim:
Esta casa é tão alta
É forrada de madeira
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê uma caganeira.
Estes alunos referem-nos também que no fim os janeireiros fazem um petisco: bebem
vinho e comem os chouriços assados.

Exemplos de Janeiras :


Exemplos de quadras das Janeiras recolhidas por alunos da EB1 de Catraia Cimeira
(Castelo Branco)
Boas noites, meus senhores,
Boas noites vimos dar,
Vimos pedir as Janeiras,
Se no-las quiserem dar.
Ano Novo, Ano Novo
Ano Novo, melhor ano,
Vimos cantar as Janeiras,
Como é de lei cada ano.
Vinde-nos dar as Janeiras,
Se no-las houverdes de dar,
Somos romeiros de longe,
Não podemos cá voltar.


• Exemplos de quadras das Janeiras recolhidas por alunos da Escola EB1 e Jardim de
Infância de Ínfias (Fornos de Algodres)
Aqui vimos, aqui vimos
Aqui vimos bem sabeis
Vimos dar as boas festas
E também cantar os Reis.
Nós somos as criancinhas
Que pedimos a cantar
Pedimos as Janeirinhas
E bênção p'ra este lar.
Levante-se daí senhora
Desse banco de cortiça
Venha nos dar as Janeiras
Ou morcela ou chouriça.
Levante-se daí senhora
Desse banquinho de prata
Venha nos dar as Janeiras
Que está um frio que mata.
As Janeiras são cantadas
Do Natal até aos Reis
Olhai lá por vossa casa
Se há coisa que nos deis.
Boas festas, boas festas
Está a alba a arruçar
Venha-nos dar as Janeiras
Que temos muito para andar.
Obrigado minha senhora
Pela sua Janeirinha
P' ro ano cá estaremos
Nós e mais as criancinhas.
Quem diremos nós que viva
Na folhinha da giesta
Já lhe cantámos as Janeiras
Acabou a nossa festa.
Exemplos de Janeiras 2


• Exemplos de quadras das Janeiras recolhidas por alunos da EB1 de Moitas
Boas festas, boas festas
Nós aqui as vimos dar
Às senhoras desta casa
Se as quiserem aceitar.
Somos os jovens da Moita
É Natal e agora Reis
Vimos pedir as Janeiras
E as esmolas sim, vós dareis.
O dia está alegre
Não vamos ficar cá fora
Venham-nos dar as Janeiras
Depressa e sem demora.
Ó minha rica senhora
Não tenha vergonha não
Ponha a mão na salgadeira
Puxe lá um chourição.
Ficámos agradecidos
Pela oferta recebida
Que tenham muita saúde
E muitos anos de vida.


• Escritores famosos também recolheram quadras de Janeiras, foi o caso de Vitorino
Nemésio (1901 - 1978)
Ó de casa, alta nobreza,
Mandai-nos abrir a porta,
Ponde a toalha na mesa
Com caldo quente da horta!
Teni, ferrinhos de prata,
Ao toque desta sanfona!
Trazemos ovos de prata
Fresquinhos, prá vossa dona.
Senhora dona de casa,
À ilharga do seu Joaquim,
Vermelha como uma brasa
E alva como um jasmim!
Vimos honrar a Jesus
Numas palhinhas deitado:
O candeio está sem luz
Numa arribana de gado.
Mas uma estrela dianteira
Arde no céu, que regala!
A palha ficou trigueira,
Os pastorinhos sem fala.
Dá-lhe calorzinho a vaca,
O carvoeiro uma murra,
A velha o que traz na saca,
Seus olho mansos a burra.
Já as janeiras vieram,
Os Reis estão a chegar,
Os anos amadurecem:
Estamos para durar!
Já lá vem Dom Melchior
Sentado no seu camelo
Cantar as loas de cor
Ao cair do caramelo.
O incenso, mirra e oiro,
Que cheirais e luzis tanto,
Não valeis aquele tesoiro
Do nosso Menino santo!
Abride a porta ao peregrino,
Que vem de num longe, à neve,
De ver nascer o Menino
Nas palhinhas do preseve.
Acabou-se esta cantiga,
Vamos agora à chacota:
Já enchemos a barriga,
Sigamos nossa derrota!
Rico vinho, santa broa
Calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
Pró ano, querendo Jesus
Exemplos de Janeiras 3


• Exemplos de quadras das Janeiras recolhidas por alunos da EB23 Marquesa de Alorna,
Lisboa
Esta noite é de Janeiras
Esta noite é de Janeiras
É de grande merecimento
Por ser a noite primeira
Em que Deus passou tormentos.
A silva que nasce à porta
Vai beber à cantareira
Levante-se daí, senhora
Venha-nos dar a Janeira.
Levante-se daí, senhora
Do seu tão caro banquinho
Venha-nos dar a Janeira
Em louvor do Deus Menino.
Vinde-nos dar a Janeira
Se no-la houver de dar
Nós somos de muito longe
Não podemos cá voltar.
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
Letra e Música de Zeca Afonso



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

GRUPO FOLCLÓRICO DE SANTA MARTA DE PORTUZELO - VIANA DO CASTELO


O Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo foi fundado em 28 de Maio de 1940 na freguesia de Portuzelo, no concelho de Viana do Castelo, no Norte de Portugal.Fez a sua primeira actuação em público na cidade de Guimarães, durante o terceiro centenário da Independência de Portugal. Desde então, tem sido solicitado para participar em diversos festivais e romarias, quer em Portugal, quer no estrangeiro. Este foi o primeiro Grupo Folclórico a estar presente no estrangeiro, a maior parte das vezes em representação oficial. Fez diversas digressões a Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Itália, Senegal, Finlândia, Brasil, Suécia, Dinamarca, Canadá e Estados Unidos da América. É considerado Instituição de Utilidade Pública e está filiado no Inatel (CCD nº 3275). Foi membro fundador da Federação do Folclore Português e da Associação dos Grupos Folclóricos do Alto Minho.
O Grupo é normalmente constituído por 50 elementos: 30 mulheres e 20 homens. Os membros do grupo demonstram grande preocupação em recolher, preservar, e divulgar os usos e costumes dos seus antepassados


Visite:http://gfsmartaportuzelo.web.simplesnet.pt/





domingo, 28 de novembro de 2010

TRAJES DE DOMINGAR E DE FESTA DE CAMPONESES ABASTADOS - SÃO MIGUEL - AÇORES


Mulher: Tradicional saia rica de estamenha tecida no tear manual com barra bordada, bordado esse muito trabalhado, cobrindo grande parte inferior da saia, o seu avental também tecido no tear com o mesmo tecido, é como a saia bastante bordado em contraste com a saia, as cores e do avental são sempre garridas, passando pelo azul e rosa, suspiro, azul, preto e vermelho, ou ainda rosa e azul, a camisa ou roupão, sempre de linho branco com refegos, ornada com rendas e entremeios, neste traje vê-se rendas e entremeios muito ricos, e em grande quantidade, o lenço geralmente da cor do bordado da saia, muitas vezes bordado da cor do fundo da saia, e às vezes com quadras de amor, as galochas que neste traje são de madeira com pano bordado, com as cores da saia e avental, as meias de renda e na roupa interior o saiote e o calção, bastante ornamentados com rendas e entremeios brancos.


Homem: Tradicional fato de estamenha tecida no tear manual, composto por calças, casaco e jaleco, o casaco leva na beira um arremate preto, e nos braços uns botões de cores vivas, chapéu de feltro azul escuro por fora e vermelho por dentro, com abas compridas sobre os ombros, as típicas botas de couro preto, com bordo vermelho na parte superior do cano, a camisa de linho branco bordada a azul, com refegos, na qual a mulher disponha todo o seu esmero artístico, pois tinha orgulho no bordado da camisa que o marido usava. Este é um traje usado pelos camponeses abastados do campo e não por nobres ou burgueses, também podia ser de lã preta pura.



Fonte: Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva

domingo, 21 de novembro de 2010

RANCHO TÍPICO DE SANTA MARIA DA REGUENGA


Fundado em 1956 na freguesia da Reguenga do concelho de Santo Tirso, o Rancho Típico de Santa Maria da Reguenga, é uma das colectividades mais típicas e características da sua região.
Situado no Vale do Leça o seu folclore foi nitidamente influenciado pelo folclore Minhoto e Maiato.
Mantendo-se inalteráveis ao longo dos anos, os seus trajes remontam aos finais do séc. XVIII, destacando-se os de Galinheira e Lavradeira Rica.
Com actuações de Norte a Sul de Portugal, incluindo Açores e Madeira, este grupo já efectuou digressões por Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e Brasil.
Membro fundador da Federação de Folclore Português e organizador de um elevado número de iniciativas de carácter etnográfico e folclórico, o Rancho Típico de Santa Maria da Reguenga tem contado como primordial objectivo a preservação e divulgação genuína do folclore do Vale do Leça.
Malhão Traçado:



Fado:

sábado, 2 de outubro de 2010

TRAJE DE RAPÃO - PERRE - VIANA DO CASTELO


Os rapões eram homens que iam à cidade (Viana) para rapar os restos, de peixe e sargaço, dos barcos que chegavam da faina. Rapavam também as fossas das casas da cidade. Os materiais recolhidos eram utilizados como fertilizante nas suas terras. O Traje é composto por: calça de linho, ou estopa, branca. Não tem bolsos nem abertura e aperta com elástico na cintura. A camisa é branca, em linho ou estopa, e sobre ela veste um colete preto, de fazenda à frente e de um tecido inferior atrás, que aperta com botões à frente. Na cabeça usa um carapuço preto ou um chapéu de feltro preto. Protege as pernas com polainas de saragoça e calça tamancos. Nas mãos transporta os utensílios do seu trabalho: pau e gadanho.


Fonte: Grupo de Danças e Cantares de Perre - Viana do Castelo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE FOLCLORE DE PAÇOS - FAFE


A Associação Cultural e Recreativa de Folclore de Paços (ACRFP) - Fafe foi fundada em 13 de Dezembro de 1991, tendo como objectivo dar continuidade às tradições e reviver os cantares e dançares do Baixo Minho, levando sempre consigo a alegria e o bom folclore.
Esta Associação tem um enorme leque de participações em Festas e Romaria da região, tendo também participado em diversos Festivais Folcloricos, e contando já com uma participação em França em 2002. Esta Colectividade tem cerca de 50 associados e neste momento etá sediada no Antigo Edificio da Pré-Escola desta Freguesia.
Lançaram o seu prmeiro trabalho discografico em Julho de 2008, e encontra-se ao dispôr de quem o queira adquirir. No seu reportorio constam músicas como: Cana Verde Nova, Vira da Nossa Terra, Cana Verde Velha, Ó meu Amorzinho, Chula, Ai Morena, Siga a Rusga, A Desfolhada, Roubada, Vira de Saida, Cana Verde Picada, Aí sim Amanhã Vou-me embora, Velho, Vira vai de Roda, Rosinha, Ramona, Bate Bate Mariquinhas, Pai da Ritinha, Vira de Cruz, sendo que 15 destas músicas encontram-se disponiveis no CD.
Destaca-se esta Associação pelos seus diversos, ricos e trabalhados trages, onde se destacam o de Ceifeira, Chamadeira de Gado, Domingueiros, Festa, Lavradeira, Noivos, e entre outros.
ACRFP, encontra-se aberta acolher novos associados, tanto para Dançar, como para o Coro. Ainda é de frisar que se encontram disponiveis para actuações.´ Contactos para actuações ou para conhecer melhor esta associação:


Telefone: 253506815

Páginas na Internet: acrfp.blogspot.com; ranchopacos.blogspot.com


terça-feira, 31 de agosto de 2010

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA RANCHO FOLCLÓRICO DE TENDAIS - CINFÃES , VISEU

O Rancho Folclórico de Tendais foi fundado em Junho de 1978, como Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tendais.
Em 16 de Setembro de 1991, foi lavrada a escritura onde é constituída a Associação Cultural Recreativa e Desportiva – Rancho Folclórico de Tendais (Refª. DR Nº 271, III SÉRIE, Pág. 20346 de 25/11/91).
A sua primeira actuação realizou-se no dia 10 de Junho de 1978, na Malhada, local onde anualmente se realizam os seus Festivais de Folclore.
É membro efectivo da Federação do Folclore Português e do Inatel.
Do seu longo e rico palmarés, constam actuações em vários pontos do nosso País, bem como em alguns países da Europa, representando desse modo, nos mais variados certames, a freguesia de Tendais e o concelho de Cinfães.
Os seus trajes, danças, cantares e instrumental são típicos da região onde está inserido (DOURO SUL) – freguesia de Tendais e concelho de Cinfães. Dos trajes merecem saliência os de “Pastores”, “Ceifeiros” e em especial “O Homem da Caroça”.
A CAROÇA é feita de junco, uma planta resistente, e daí, um resguardo imprescindível para o deitador de água, principalmente em épocas do ano muito adversas.
Das danças de salão, é de uma beleza indescritível a coreografia do “Fado”, da “Chula” e da “Contradança”.
Neste Grupo ainda se podem ouvir os sons melodiosos da concertina e do violino, sucedâneo da antiga “rabeca”, acompanhados do violão, viola, ferrinhos, bombo e cavaquinho.
Tendais, foi o berço de Serpa Pinto. Foi em 20 de Abril de 1846, na Quinta das Poldras, que Tendais viu nascer o explorador e louvado administrador africano e que faleceu em 1900. Foi em 1877 que, Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto, conduziu a primeira expedição Portuguesa para África.
Tendais não é uma terra rica em Monumentos, mas as suas paisagens e a sua cultura são dignas de ser conhecidas e apreciadas. Tendais situa-se a norte da serra do Montemuro, tem a sua maior altitude no Perneval, a 1270m e serve de varandim ao rio Bestança.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

ROMARIA SENHORA D'AGONIA 2010 - VIANA DO CASTELO


7 AGOSTO A 22 DE AGOSTO
Feira de Artesanato Contemporaneo e Artesanato Tradicional


19 AGOSTO – QUINTA FEIRA

22h00 Espectáculo na Rua dos Mareantes ( Zona Portuária)
Junto à Muralha do Castelo de Santiago da Barra, arraial popular
Início da confecção dos tapetes floridos nas ruas da ribeira.


20 AGOSTO – SEXTA FEIRA

DIA DE NOSSA SENHORA D’AGONIA
08h30 Ouvem-se já os morteiros… 21, anunciando o primeiro dia da “Rainha das Romarias de Portugal” e com eles o atroar dos Zés P’reiras e das Bandas de Música; e a compasso, o dançar dos Gigantones e Cabeçudos que, na Praça da República, a nossa Sala de Visitas, dão início à mais tradicional das romarias de Portugal: a ROMARIA DE NOSSA SENHORA D’AGONIA.
GRANDE FEIRA
No Campo do Castelo e Praça General Barbosa, constituindo, pela sua genuinidade e animação, um dos mais interessantes e típicos aspectos das gentes deste concelho do Alto – Minho.
TAPETES FLORIDOS – Visita
Na manhã deste dia, torna-se obrigatória a visita ao trabalho das gentes da nossa Ribeira que, durante toda a noite labutaram, não na sua habitual e perigosa faina, mas na confecção desses maravilhosos tapetes floridos que cobrem as suas ruas tão típicas, numa manifestação do seu amor pela Santa Padroeira.

09h30 ABERTURA DO CIRCUITO DO FEIRÃO (6 PONTOS DA CIDADE)
Onde poderá encontrar, conviver e saborear alguns dos mais famosos petiscos das gentes das nossas freguesias. Ali estarão cinco dos muitos Grupos Folclóricos do nosso concelho, instalados em pavilhões dispersos pela cidade, exibindo em simultâneo a riqueza dos seus trajes, cantares e suas danças, além dos petiscos…

10h00 DESFILE DA MORDOMIA
As Mordomas são as Rainhas da Festa. Raparigas solteiras – sem fama – que fazem os seus primeiros ex-votos de amor na Romaria da Nossa Senhora d’Agonia apresentando-se oficialmente na cidade e nos cumprimentos ao Governador Civil, à “nossa” Câmara Municipal, ao Bispo da Diocese.
Trajes de Mordoma, Morgada, Luxar no seu colorido de vermelhos, azuis e verdes, no seu primeiro “vira” de debutantes; na sua primeira “função” das Mordomarias.

12h30 REVISTA DE GIGANTONES E CABEÇUDOS
O Praça da Républica será o cenário desta primeira e tão típica manifestação.

14h00 CONCERTO MUSICAL
No coreto do Largo de S. Domingos pela Banda de Música de Sanguinhedo.

14h30 SOLENE CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
Presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira, Bispo da Diocese.
Finda a SANTA MISSA CAMPAL sairá do Santuário de Nossa Senhora d’Agonia a tradicional PROCISSÃO DOS PESCADORES com os andores de Nossa Senhora d’Agonia, Nossa Senhora dos Mares, S. Pedro e Sr.ª de Monserrate a caminho do Cais dos Pilotos, onde, depois da alocução, será dada a “Bênção ao Mar” e às embarcações, seguindo-se-lhe a PROCISSÃO AO MAR E AO RIO, sendo as embarcações que transportam os referidos andores acompanhadas de dezenas doutras, numa espontânea procissão e manifestação da fé dos pescadores à sua Padroeira.
O regresso ao Santuário será feito por aquelas ruas da nossa Ribeira belamente atapetadas e
decoradas com motivos piscatórios.
Nota: Os maravilhosos tapetes poderão ser admirados durante todo o dia, até à hora do retorno da Procissão, cerca das 17 horas.

21h00 VAMOS PARA O FESTIVAL
Zés P’reiras, Bandas de Música e Grupos Folclóricos, em sintonia com o muito povo que se incorpora neste desfile, fazem a festa, descendo a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra em direcção ao Jardim Marginal espectáculos

22h00 FESTIVAL DE FLOCLORE
No coreto da Praça d'Marina , Rua dos Mareantes e Pr. da Liberdade.


21 AGOSTO – SÁBADO

08h30 ALVORADA
Repete-se, como em todos os dias, na Praça da República e nos moldes tão tradicionais.
GRANDE FEIRA
Continuará nos locais estabelecidos e com a mesma animação

09h30 CONCERTO MUSICAL
No coreto da Praça da República pela Banda Bingre Canelense.

12h30 REVISTA DE GIGANTONES E CABEÇUDOS
Agora, na Praça da República os Grupos de Zés P’reiras e de Bombos, com o habitual barulho ensurdecedor prestam homenagem aos Gigantones e Cabeçudos.

14h30 CONCERTOS MUSICAIS

16h00 CORTEJO ETNOGRÁFICO

16h30 ORAÇÃO DE VÈSPERAS
No Santuário de Nossa Senhora D’Agonia.

21h30 VAMOS PARA O FESTIVAL
Zés P’reiras, Bandas de Música e Grupos Folclóricos, em sintonia com o muito povo que se incorpora neste desfile, fazem a festa, descendo a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra em direcção ao Jardim Marginal.

22h00 FESTIVAL NO JARDIM
No palco do Anfiteatro do Jardim da Marina e no palco da Praça da Liberdade poderemos assistir ao encanto e beleza dos Trajes, das danças e das músicas de Grupos Folclóricos,
exclusivamente do nosso concelho.
Também poderemos deliciar-nos com a Banda de Música Bingre Canelense no coreto da Praça da República e da Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo no coreto do Jardim Marginal, enquanto aguardamos pela espectacular sessão de fogo de artifício, nesta noite o afamado “FOGO DA FESTA”.
ARRAIAL
No Campo do Castelo e Praça General Barbosa com todas as diversões em funcionamento.
Sessão de FOGO DO MEIO OU DA SANTA, que melhor poderá ser admirada na Praça de Viana ou Praça da Ribeira, (junto à antiga Torre dos Pilotos), onde prosseguirá o “Arraial Minhoto”..



22 AGOSTO – DOMINGO

08h30 ALVORADA
Nos mesmos locais da cidade em que decorreu a anterior e nos mesmos moldes.
GRANDE FEIRA
Continuará nos locais habituais.

10h00 CONCERTOS MUSICAIS

12h00 REVISTA DE GIGANTONES E CABEÇUDOS
De novo na Praça da República com toda a riqueza dos seus movimentos, do atroar dos bombos e com esfuziante alegria.

15h00 CONCERTOS MUSICAIS

17h00 PROCISSÃO SOLENE DA SENHORA D’AGONIA
É organizada pela Real Irmandade de Nossa Senhora da Agonia e será presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. José Augusto Pedreira, o nosso Bispo. Desfilará por algumas das ruas da cidade e, como sempre, seduzirá pelo rigor das suas vestes e dos seus Quadros Bíblicos.
(ver programa especial).

21h30 CONCERTOS MUSICAIS
Nos coretos da Praça da República pela Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima e do Largo de S. Domingos pela Banda da Escola de Música da Quinta do Picado.

22h00 FESTA DO TRAJE
Tem lugar no Castelo de Santiago da Barra.
Um só palco, mas com três funções diferentes. Uma explicação pormenorizada: o vestir da “lavradeira”, da “mordoma” e da “noiva”; o trajo do “cotio”, “domingar”, “peditório”, “ir à feira”, as “meias senhoras” e as” Morgadas”.
O pormenor da filigrana, das jóias tradicionais; duma identidade cultural - também Memórias de Fidalguia, como se de um ex-voto à Terra-Nai se tratasse - que levam à ribalta citadina e europeia, ao Mundo, o “Traje” e o “ourar” de Viana, a “marca” de Portugal. Por isso a nossa Homenagem (durante a Festa do Traje), a Kátia Guerreiro, Dulce Pontes, Mariza, Teresa Salgueiro, pelos seus “brincos à Rainha” e diversos adereços do “traje à moda de Viana” que apresentam nos seus espectáculos. O nosso agradecimento, o nosso aplauso. (Ver programa especial)
GRANDE ARRAIAL MINHOTO
As muitas e variadas diversões, as tocatas, os cantares ao desafio, as barracas de “comes e bebes”, as “tendinhas de café” e a alegria do muito povo que nestas noites procura esquecer as “canseiras” do dia a dia, são a garantia de que este popular número de agrado certo, se prolongará pela noite fora, como o mais típico e alegre ARRAIAL que terá lugar no Campo do Castelo e Praça General Barbosa.
Logo que termine a Festa do Traje, será queimado o fogo do ar que é, sem sombra de dúvida, um dos pontos altos do inolvidável ARRAIAL e que tem por nome “FOGO DO MEIO OU DA SANTA”
Nota: para uma melhor apreciação deste espectáculo aconselhamos as pessoas a deslocarem-se para a Praça de Viana ou Praça da Ribeira, (junto à antiga Torre dos Pilotos).

sexta-feira, 23 de julho de 2010

RANCHO FOLCLÓRICO DE ORGENS - VISEU - BEIRA ALTA



Orgens é uma das 34 freguesias do concelho de Viseu. É, na actualidade, uma freguesia urbana já que foi absorvida pelo crescimento natural da cidade de Viseu. O Rancho Folclórico de Orgens é o movimento associativo mais duradoiro de toda a freguesia e responsável pela sua evolução sócio-cultural. A forma organizada do Rancho surge em 1938, pela mão de Carlos Oliveira Coelho, e nessa altura dava pelo nome de "Rancho Folclórico Flores da nossa Aldeia". O Rancho de Orgens mantém a pureza do Cancioneiro de Viseu e recria com fidelidade esses gestos e atitudes do viver antigo, centrado nos valores criados pela ruralidade das suas gentes. O Rancho é parte constituinte do Centro Social Cultural Desportivo e de Defesa
do Património de Orgens, encontrando-se registado na Federação do Folclore Português e é também associado do INATEL. Este rancho, canta e dança o produto da recolha feita no seu território, cujos limites abarcam arretos dos alqueves da terra beirã, o que só valoriza e expande. Ainda hoje, o Rancho Folclórico de Orgens, relembra as suas festas mais tradicionais actuando para comemorar essas festividades que se prolongam para lá das tradições e dos tempos. O Rancho Folclórico de Orgens tem mantido os seus costumes que vão de encontro à riqueza histórica em que a freguesia de Orgens se insere, pretende levar a toda a gente, através das suas actuações, um pouco da cultura tradicional duma forma viva e actuante, como se fora um Museu Itinerante. O Festival de Folclore de Orgens é realizado anualmente no último domingo do mês de Julho. O Rancho de Orgens é parte integrante e fundadora do EIRANÇAS - Companhia Nacional de Danças da Beira a par do Grupo os Serranos de Belazaima - Águeda e do Rancho do Brinca - Coimbra. O Centro Social e Cultural de Orgens abriga o Rancho Folclórico e a sua Tuna Regional e tem a sua sede no Lote 6 do Olival - Orgens-Viseu.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

GRUPO REGIONAL DE DANÇAS E CANTARES DO MONDEGO - COIMBRA - BEIRA LITORAL


Com o objectivo de representar a sua identidade social e cultural, em Abril do ano de 1977 fundou-se o Grupo Regional de Danças e Cantares do Mondego.
Inserido no Distrito de Coimbra, este grupo orgulha-se de ser uma prova viva de que a tradição, os usos e os costumes não se podem deixar esquecer.
Filiado no INATEL e membro efectivo da Federação do Folclore Português, o Grupo Regional de Danças e Cantares do Mondego, é composto nos dias de hoje por 48 elementos.
Desde cedo que o êxito das suas representações se evidenciou, e a prová-lo está a enorme lista de representações quer nacionais, quer internacionais.
A nível nacional tem atuações em todo Portugal Continental mais Ilhas. Tem representações em diversos Cortejos Histórico-Etnográficos da região de Coimbra, Cortejos Históricos comemorativos dos 650 anos da morte de Inês de Castro, três actuações no Casino do Estoril, participação no programa da RTP- Praça da Alegria, participação no Festival do C.O.F.I.T. na Ilha Terceira, representação no Festival da Camacha na Madeira, e muitas participações em vários festivais organizados em Portugal.
No que diz respeito a representações internacionais, este grupo tem o orgulho de representar Portugal por diversas vezes nos muitos eventos em que participa.
Temos então representações em França, na Bélgica, em Espanha, na Holanda, na Alemanha, na Áustria e na Eslovénia.
Todas estas deslocações ao estrangeiro originaram a que o Grupo Regional de Danças e Cantares do Mondego dignificasse a sua bandeira além fronteiras.
Este grupo representa um povo com um carácter muito particular. A convivência constante com a cultura rural e citadina, moldaram o caráter de um povo onde se misturava harmoniosamente a serenidade do campo com o fervilhar da cidade.
Nesta combinação se reflectiam nas formas de trajar, cantar e dançar, bem como usos e costumes que, de geração em geração, foram chegando grande parte deles até aos nossos dias. É esse trabalho de divulgação que cabe hoje em dia ao Grupo Regional de Danças e Cantares do Mondego, nunca deixando assim cair no esquecimento os costumes das suas gentes.
Trajes: Camponeses da margem esquerda, Camponeses da margem direita, Mondadeira de Arroz, Lavradores Abastados, Senhores Ricos, Noivos, Traje de ir à Cidade, de ir à Feira, Vendedeiras, Traje de Festa, Tricanas dos Arrabaldes e da Cidade e Tricana de Coimbra.