Usava chinelos ou tamancos (conforme íam vender para as zonas mais urbanas e praias da região, ou para as feiras, mercados e pelas portas). Saia de estopa e avental de algodão, blusa de meio linho e lenço de lã ou algodão na cabeça. Tudo de côr branca. Cinta de pano de linho branco ou de lã preto, conforme as circunstâncias, algibeira em tecido grosseiro para guardar o dinheiro e objectos pessoais. À cabeça transportava o assafate cheio de fogaças, cobertas por uma toalha em linho com franjas.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
VENDEDEIRA DE FOGAÇA - SANTA MARIA DA FEIRA
Usava chinelos ou tamancos (conforme íam vender para as zonas mais urbanas e praias da região, ou para as feiras, mercados e pelas portas). Saia de estopa e avental de algodão, blusa de meio linho e lenço de lã ou algodão na cabeça. Tudo de côr branca. Cinta de pano de linho branco ou de lã preto, conforme as circunstâncias, algibeira em tecido grosseiro para guardar o dinheiro e objectos pessoais. À cabeça transportava o assafate cheio de fogaças, cobertas por uma toalha em linho com franjas.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
GRUPO FOLCLÓRICO DE TREGOSA - BARCELOS
O seu principal objectivo é pesquisar e salvaguardar os usos e costumes da sua terra Tregosa, O seu nome Tregosa vem de uma raízes ou plantas conhecidas por Torgas e que abundavam nesse local. O primeiro registo aparece como um povoado anterior ao século XII, mas só é registada como paróquia por volta do Ano de 1220, com o nome de Santa Maria de Tregosa.
Sendo uma pitoresca aldeia a norte do concelho de Barcelos, pertence à região etnográfica do Baixo – Minho, situada entre duas cidades ricas de tradições de folclore, Barcelos e Viana do Castelo.
Tregosa pertence a uma região com características bem peculiares, o vale do Neiva, como se pode constatar nos trajes
cantares e danças deste grupo de folclore.
Os trajes, património do grupo, fruto de uma recolha feita no vale do Neiva, são na sua maioria reproduções criadas a partir de trajes antigos, testemunhos e fotografias. São trajes humildes e de cores sóbrias, representam trajes denominados de “trabalho”, de “feira e romaria” e de “luxo”.
As músicas tal como os trajes surgem de uma recolha junto de pessoas idosas e/ou ligadas às tradições relacionadas com as danças e cantares usuais na freguesia, estas referem-se igualmente a actividades do meio rural.
Na sua tocata, o grupo integra instrumentos típicos da região, nomeadamente, as concertinas, os cavaquinhos, as violas, o bombo e os ferrinhos.
Actualmente é constituído por cerca de 60 elementos e desenvolve uma actividade dinâmica pesquisando e ensinando os mais novos.
Tem participado em vários festivais nacionais e internacionais, manifestações culturais e programas radiofónicos.
Tenta recuperar e divulgar eventos passados, como por exemplo no “Autos de São João, os arredas e a contradança; Jogos tradicionais, o cantar dos reis, as feiras tradicionais, a matança do porco, o encher das chouriças …
Nos finais do mês de Julho promove anualmente o seu festival de folclore denominado “Águas do Neiva” que conta com a participação de diversos grupos de várias regiões do país e estrangeiro. Este festival tem como particularidade o facto do palco estar colocado sob as límpidas águas do rio Neiva.
Danças Tradicionais: O Vira da Lealdade, A Margarida Moleira, A Aninhas, O Passeio, O Peneiras, A Viuvinha, O Vira de Aréfe, O Velho de Tregosa, A Rosinha, Vira de Tregosa, Vira do Minho, As Saias Brancas (cantada) e O São João de Tregosa (cantada).
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
GRUPO TÍPICO O CANCIONEIRO DE ÁGUEDA - BEIRA LITORAL
O Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda” é um dos mais antigos e prestigiados grupos folclóricos de Portugal. Foi fundado em 1958, por um conjunto de aguedenses que conscientes da enorme riqueza do folclore do concelho, fez um trabalho de recolha e pesquisa de uma parte importante do património desta região. Representa em termos de etnografia, desde as serranias das encostas do Caramulo, ao espraiar do espelho de água da Pateira de Fermentelos, da região do rio Vouga, ao encanto e pitoresco da Bairrada. Assim, nas suas danças, podemos encontrar uma diversidade, mercê da actividade laboral de toda esta região, passando naturalmente pelas de Salão que outrora foram vistas dançar nas grandes casas senhoriais que existiam no concelho. A nível de trajes e consoante o momento, a tarefa a desempenhar, aparece uma riqueza inaudita, não apenas nos tecidos de alguns deles, mas sobretudo na sua inúmera variedade e complementaridade. Desde 1959, o Grupo Típico, transformou-se num arauto da cultura popular aguedense, levando-a, através das suas múltiplas actuações a todo o país, às regiões autónomas dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, a alguns países da Europa, nomeadamente Espanha, França e Luxemburgo, Holanda e ainda ao Brasil e aos Estados Unidos da América. Refira-se que já participou em diversos programas televisivos, incluindo a gravação para a RTP internacional. É sócio fundador da Federação do Folclore Português e é filiado no INATEL. Desde 1992 é reconhecido como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, recebeu a Medalha de Honra Municipal e foi distinguido com o Judeu de Ouro 2000 pela ANATA. Teve o seu momento alto, quando em 2004 foi escolhido para representar Portugal na Hungria, na III.ª Folcloríada Mundial, certame que engloba os melhores e mais representativos Grupos. Além das danças e cantares, dos quais se destaca a Cana Verde Dobrada, O Vira de Macieira, a Real Caninha e o Malhão, são dignos de realce os seus trajes, réplicas fiéis dos autênticos que se encontram guardados para serem expostos no futuro museu.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
MENINO JEUS DA CARTOLINHA - MIRANDA DO DOURO - TRÁS-OS-MONTES.

Diz a lenda que, no tempo das guerras da Restauração, Miranda do Doutro esteve dias e dias cercada pelas tropas espanholas, ao ponto de, sem mantimentos nem munições para resistir, nada mais restar do que render-se definitivamente ao domínio invasor. E eis senão quando um menino de chapéu de palha, desconhecido, irrompeu pelas ruas gritando contra os espanhóis e apelando à revolta dos populares. Tal foi o bastante para que o povo ganhasse o alento que lhe faltava. Num ápice todos saíram à rua - uns com enxadas, ancinhos e forquilhas, outros com paus, cutelos e machados - unindo-se às tropas fragilizadas da restauração. E assim conseguiram afugentar e vencer os invasores. No final, o povo procurou o tal menino, travesso, refilão, o do chapeuzinho de palha. Queria louvá-lo. Vitoriá-lo. Mas quê? Onde estava? Quem era ele? Ninguém sabia. Tinha, pura e simplesmente, desaparecido.
O povo acreditou então que havia sido o Menino Jesus que ali caíra, por milagre, para salvar a cidade. E logo mandou esculpir a imagem que passou a ser venerada na catedral. Entretanto, uma jovem que, na mesma batalha, havia perdido o noivo, um oficial das tropas portuguesas, resolveu oferecer o traje militar ao menino. E daí nasceu a tradição da dádiva de roupas. Muitos anos depois, porque alguém achou que o chapéu de palha não condizia com a
nobreza do traje, e tão-pouco com o "estatuto" de um comandante, colocaram-lhe então a cartolinha. E que bem que lhe fica!A festa do Menino Jesus da Cartolinha celebra-se no dia de Reis, Domingo antes ou depois do dia 6 de Janeiro. Como é padroeiro das crianças o andor é transportado aos ombros por quatro meninos que se revezam ao longo da procissão.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
JANEIRAS
Em certas regiões (e países) existe um costume em que
grupos de crianças cantam cânticos e canções de Natal de
porta em porta, na esperança de que as pessoas ofereçam
doces, chocolates, dinheiro, etc.
Esses cânticos de Natal de rua têm nomes diferentes e
ocorrem em dias diferentes conforme os países:
- Na Grécia, no dia 24 de Dezembro, cantam-se as
Kalandas.
- No Reino Unidos e nos Estados Unidos, no dia 26 de
Dezembro cantam-se os Christmas Carols.
Em Portugal cantam-se as Janeiras, a 6 de Janeiro, no Dia de
Reis e, no mesmo dia, cantam-se em Espanha os Villancicos, geralmente acompanhados
por pandeiretas e castanholas.
• As Janeiras são uma tradição antiquíssima
Formam-se grupos pequenos ou com dezenas de elementos que cantam e animam as
localidades, indo de casa em casa ou colocando-se num local central (esta é uma versão
mais recente), desejando de uma forma tradicional um bom ano a todos os presentes.
Nos grupos de janeireiros, toca-se pandeireta, ferrinhos, tambor, acordeão e viola, por
exemplo.
Em muitas aldeias esta tradição mantém-se viva, especialmente no Norte de Portugal e nas
Beiras:
"Nesta altura juntam-se os amigos que vão cantar as janeiras a casa dos vizinhos.
Antigamente recebiam filhoses, vinho e outros artigos que as pessoas possuíam" conta
António Manuel Pereira, presidente da Federação de Ranchos Folclóricos da Beira Baixa.
No entanto, cantar as Janeiras ainda se faz um pouco por todo o País.
As pessoas visitadas eram (são) normalmente muito receptivas aos cantores e aos votos
que vêm trazer, dando-lhes algo e desejando a todos um bom ano.
Mas há sempre alguém mais carrancudo que não recebe bem os janeireiros, então,
segundo uma recolha dos alunos da EB1 de Monte Carvalho, em Portalegre, às pessoas
que abrem "bem" a porta canta-se assim:
Esta casa é tão alta
É forrada de papelão
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê a salvação.
E aos que não abrem a porta canta-se uma canção a dizer que os janeireiros estão
zangados, porque as pessoas não lhe abrem a porta. É assim:
Esta casa é tão alta
É forrada de madeira
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê uma caganeira.
Estes alunos referem-nos também que no fim os janeireiros fazem um petisco: bebem
vinho e comem os chouriços assados.
Exemplos de Janeiras :
• Exemplos de quadras das Janeiras recolhidas por alunos da EB1 de Catraia Cimeira
(Castelo Branco)
Boas noites, meus senhores,
Boas noites vimos dar,
Vimos pedir as Janeiras,
Se no-las quiserem dar.
Ano Novo, Ano Novo
Ano Novo, melhor ano,
Vimos cantar as Janeiras,
Como é de lei cada ano.
Vinde-nos dar as Janeiras,
Se no-las houverdes de dar,
Somos romeiros de longe,
Não podemos cá voltar.
• Exemplos de quadras das Janeiras recolhidas por alunos da Escola EB1 e Jardim de
Infância de Ínfias (Fornos de Algodres)
Aqui vimos, aqui vimos
Aqui vimos bem sabeis
Vimos dar as boas festas
E também cantar os Reis.
Nós somos as criancinhas
Que pedimos a cantar
Pedimos as Janeirinhas
E bênção p'ra este lar.
Levante-se daí senhora
Desse banco de cortiça
Venha nos dar as Janeiras
Ou morcela ou chouriça.
Levante-se daí senhora
Desse banquinho de prata
Venha nos dar as Janeiras
Que está um frio que mata.
As Janeiras são cantadas
Do Natal até aos Reis
Olhai lá por vossa casa
Se há coisa que nos deis.
Boas festas, boas festas
Está a alba a arruçar
Venha-nos dar as Janeiras
Que temos muito para andar.
Obrigado minha senhora
Pela sua Janeirinha
P' ro ano cá estaremos
Nós e mais as criancinhas.
Quem diremos nós que viva
Na folhinha da giesta
Já lhe cantámos as Janeiras
Acabou a nossa festa.
Exemplos de Janeiras 2
• Exemplos de quadras das Janeiras recolhidas por alunos da EB1 de Moitas
Boas festas, boas festas
Nós aqui as vimos dar
Às senhoras desta casa
Se as quiserem aceitar.
Somos os jovens da Moita
É Natal e agora Reis
Vimos pedir as Janeiras
E as esmolas sim, vós dareis.
O dia está alegre
Não vamos ficar cá fora
Venham-nos dar as Janeiras
Depressa e sem demora.
Ó minha rica senhora
Não tenha vergonha não
Ponha a mão na salgadeira
Puxe lá um chourição.
Ficámos agradecidos
Pela oferta recebida
Que tenham muita saúde
E muitos anos de vida.
• Escritores famosos também recolheram quadras de Janeiras, foi o caso de Vitorino
Nemésio (1901 - 1978)
Ó de casa, alta nobreza,
Mandai-nos abrir a porta,
Ponde a toalha na mesa
Com caldo quente da horta!
Teni, ferrinhos de prata,
Ao toque desta sanfona!
Trazemos ovos de prata
Fresquinhos, prá vossa dona.
Senhora dona de casa,
À ilharga do seu Joaquim,
Vermelha como uma brasa
E alva como um jasmim!
Vimos honrar a Jesus
Numas palhinhas deitado:
O candeio está sem luz
Numa arribana de gado.
Mas uma estrela dianteira
Arde no céu, que regala!
A palha ficou trigueira,
Os pastorinhos sem fala.
Dá-lhe calorzinho a vaca,
O carvoeiro uma murra,
A velha o que traz na saca,
Seus olho mansos a burra.
Já as janeiras vieram,
Os Reis estão a chegar,
Os anos amadurecem:
Estamos para durar!
Já lá vem Dom Melchior
Sentado no seu camelo
Cantar as loas de cor
Ao cair do caramelo.
O incenso, mirra e oiro,
Que cheirais e luzis tanto,
Não valeis aquele tesoiro
Do nosso Menino santo!
Abride a porta ao peregrino,
Que vem de num longe, à neve,
De ver nascer o Menino
Nas palhinhas do preseve.
Acabou-se esta cantiga,
Vamos agora à chacota:
Já enchemos a barriga,
Sigamos nossa derrota!
Rico vinho, santa broa
Calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
Pró ano, querendo Jesus
Exemplos de Janeiras 3
• Exemplos de quadras das Janeiras recolhidas por alunos da EB23 Marquesa de Alorna,
Lisboa
Esta noite é de Janeiras
Esta noite é de Janeiras
É de grande merecimento
Por ser a noite primeira
Em que Deus passou tormentos.
A silva que nasce à porta
Vai beber à cantareira
Levante-se daí, senhora
Venha-nos dar a Janeira.
Levante-se daí, senhora
Do seu tão caro banquinho
Venha-nos dar a Janeira
Em louvor do Deus Menino.
Vinde-nos dar a Janeira
Se no-la houver de dar
Nós somos de muito longe
Não podemos cá voltar.
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
Letra e Música de Zeca Afonso

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
GRUPO FOLCLÓRICO DE SANTA MARTA DE PORTUZELO - VIANA DO CASTELO

O Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo foi fundado em 28 de Maio de 1940 na freguesia de Portuzelo, no concelho de Viana do Castelo, no Norte de Portugal.Fez a sua primeira actuação em público na cidade de Guimarães, durante o terceiro centenário da Independência de Portugal. Desde então, tem sido solicitado para participar em diversos festivais e romarias, quer em Portugal, quer no estrangeiro. Este foi o primeiro Grupo Folclórico a estar presente no estrangeiro, a maior parte das vezes em representação oficial. Fez diversas digressões a Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Itália, Senegal, Finlândia, Brasil, Suécia, Dinamarca, Canadá e Estados Unidos da América. É considerado Instituição de Utilidade Pública e está filiado no Inatel (CCD nº 3275). Foi membro fundador da Federação do Folclore Português e da Associação dos Grupos Folclóricos do Alto Minho.
O Grupo é normalmente constituído por 50 elementos: 30 mulheres e 20 homens. Os membros do grupo demonstram grande preocupação em recolher, preservar, e divulgar os usos e costumes dos seus antepassados
Visite:http://gfsmartaportuzelo.web.simplesnet.pt/
domingo, 28 de novembro de 2010
TRAJES DE DOMINGAR E DE FESTA DE CAMPONESES ABASTADOS - SÃO MIGUEL - AÇORES

Homem: Tradicional fato de estamenha tecida no tear manual, composto por calças, casaco e jaleco, o casaco leva na beira um arremate preto, e nos braços uns botões de cores vivas, chapéu de feltro azul escuro por fora e vermelho por dentro, com abas compridas sobre os ombros, as típicas botas de couro preto, com bordo vermelho na parte superior do cano, a camisa de linho branco bordada a azul, com refegos, na qual a mulher disponha todo o seu esmero artístico, pois tinha orgulho no bordado da camisa que o marido usava. Este é um traje usado pelos camponeses abastados do campo e não por nobres ou burgueses, também podia ser de lã preta pura.
domingo, 21 de novembro de 2010
RANCHO TÍPICO DE SANTA MARIA DA REGUENGA
Situado no Vale do Leça o seu folclore foi nitidamente influenciado pelo folclore Minhoto e Maiato.
Mantendo-se inalteráveis ao longo dos anos, os seus trajes remontam aos finais do séc. XVIII, destacando-se os de Galinheira e Lavradeira Rica.
Com actuações de Norte a Sul de Portugal, incluindo Açores e Madeira, este grupo já efectuou digressões por Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e Brasil.
Membro fundador da Federação de Folclore Português e organizador de um elevado número de iniciativas de carácter etnográfico e folclórico, o Rancho Típico de Santa Maria da Reguenga tem contado como primordial objectivo a preservação e divulgação genuína do folclore do Vale do Leça.
Fado:
sábado, 2 de outubro de 2010
TRAJE DE RAPÃO - PERRE - VIANA DO CASTELO
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE FOLCLORE DE PAÇOS - FAFE
Esta Associação tem um enorme leque de participações em Festas e Romaria da região, tendo também participado em diversos Festivais Folcloricos, e contando já com uma participação em França em 2002. Esta Colectividade tem cerca de 50 associados e neste momento etá sediada no Antigo Edificio da Pré-Escola desta Freguesia.
Lançaram o seu prmeiro trabalho discografico em Julho de 2008, e encontra-se ao dispôr de quem o queira adquirir. No seu reportorio constam músicas como: Cana Verde Nova, Vira da Nossa Terra, Cana Verde Velha, Ó meu Amorzinho, Chula, Ai Morena, Siga a Rusga, A Desfolhada, Roubada, Vira de Saida, Cana Verde Picada, Aí sim Amanhã Vou-me embora, Velho, Vira vai de Roda, Rosinha, Ramona, Bate Bate Mariquinhas, Pai da Ritinha, Vira de Cruz, sendo que 15 destas músicas encontram-se disponiveis no CD.
Destaca-se esta Associação pelos seus diversos, ricos e trabalhados trages, onde se destacam o de Ceifeira, Chamadeira de Gado, Domingueiros, Festa, Lavradeira, Noivos, e entre outros.
ACRFP, encontra-se aberta acolher novos associados, tanto para Dançar, como para o Coro. Ainda é de frisar que se encontram disponiveis para actuações.´ Contactos para actuações ou para conhecer melhor esta associação:
terça-feira, 31 de agosto de 2010
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA RANCHO FOLCLÓRICO DE TENDAIS - CINFÃES , VISEU
O Rancho Folclórico de Tendais foi fundado em Junho de 1978, como Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tendais.
Em 16 de Setembro de 1991, foi lavrada a escritura onde é constituída a Associação Cultural Recreativa e Desportiva – Rancho Folclórico de Tendais (Refª. DR Nº 271, III SÉRIE, Pág. 20346 de 25/11/91).
A sua primeira actuação realizou-se no dia 10 de Junho de 1978, na Malhada, local onde anualmente se realizam os seus Festivais de Folclore.
É membro efectivo da Federação do Folclore Português e do Inatel.
Do seu longo e rico palmarés, constam actuações em vários pontos do nosso País, bem como em alguns países da Europa, representando desse modo, nos mais variados certames, a freguesia de Tendais e o concelho de Cinfães.
Os seus trajes, danças, cantares e instrumental são típicos da região onde está inserido (DOURO SUL) – freguesia de Tendais e concelho de Cinfães. Dos trajes merecem saliência os de “Pastores”, “Ceifeiros” e em especial “O Homem da Caroça”.
A CAROÇA é feita de junco, uma planta resistente, e daí, um resguardo imprescindível para o deitador de água, principalmente em épocas do ano muito adversas.
Das danças de salão, é de uma beleza indescritível a coreografia do “Fado”, da “Chula” e da “Contradança”.
Neste Grupo ainda se podem ouvir os sons melodiosos da concertina e do violino, sucedâneo da antiga “rabeca”, acompanhados do violão, viola, ferrinhos, bombo e cavaquinho.
Tendais, foi o berço de Serpa Pinto. Foi em 20 de Abril de 1846, na Quinta das Poldras, que Tendais viu nascer o explorador e louvado administrador africano e que faleceu em 1900. Foi em 1877 que, Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto, conduziu a primeira expedição Portuguesa para África.
Tendais não é uma terra rica em Monumentos, mas as suas paisagens e a sua cultura são dignas de ser conhecidas e apreciadas. Tendais situa-se a norte da serra do Montemuro, tem a sua maior altitude no Perneval, a 1270m e serve de varandim ao rio Bestança.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
ROMARIA SENHORA D'AGONIA 2010 - VIANA DO CASTELO
Feira de Artesanato Contemporaneo e Artesanato Tradicional
19 AGOSTO – QUINTA FEIRA
22h00 Espectáculo na Rua dos Mareantes ( Zona Portuária)
Junto à Muralha do Castelo de Santiago da Barra, arraial popular
Início da confecção dos tapetes floridos nas ruas da ribeira.
20 AGOSTO – SEXTA FEIRA
DIA DE NOSSA SENHORA D’AGONIA
08h30 Ouvem-se já os morteiros… 21, anunciando o primeiro dia da “Rainha das Romarias de Portugal” e com eles o atroar dos Zés P’reiras e das Bandas de Música; e a compasso, o dançar dos Gigantones e Cabeçudos que, na Praça da República, a nossa Sala de Visitas, dão início à mais tradicional das romarias de Portugal: a ROMARIA DE NOSSA SENHORA D’AGONIA.
GRANDE FEIRA
No Campo do Castelo e Praça General Barbosa, constituindo, pela sua genuinidade e animação, um dos mais interessantes e típicos aspectos das gentes deste concelho do Alto – Minho.
TAPETES FLORIDOS – Visita
Na manhã deste dia, torna-se obrigatória a visita ao trabalho das gentes da nossa Ribeira que, durante toda a noite labutaram, não na sua habitual e perigosa faina, mas na confecção desses maravilhosos tapetes floridos que cobrem as suas ruas tão típicas, numa manifestação do seu amor pela Santa Padroeira.
09h30 ABERTURA DO CIRCUITO DO FEIRÃO (6 PONTOS DA CIDADE)
Onde poderá encontrar, conviver e saborear alguns dos mais famosos petiscos das gentes das nossas freguesias. Ali estarão cinco dos muitos Grupos Folclóricos do nosso concelho, instalados em pavilhões dispersos pela cidade, exibindo em simultâneo a riqueza dos seus trajes, cantares e suas danças, além dos petiscos…
10h00 DESFILE DA MORDOMIA
As Mordomas são as Rainhas da Festa. Raparigas solteiras – sem fama – que fazem os seus primeiros ex-votos de amor na Romaria da Nossa Senhora d’Agonia apresentando-se oficialmente na cidade e nos cumprimentos ao Governador Civil, à “nossa” Câmara Municipal, ao Bispo da Diocese.
Trajes de Mordoma, Morgada, Luxar no seu colorido de vermelhos, azuis e verdes, no seu primeiro “vira” de debutantes; na sua primeira “função” das Mordomarias.
12h30 REVISTA DE GIGANTONES E CABEÇUDOS
O Praça da Républica será o cenário desta primeira e tão típica manifestação.
14h00 CONCERTO MUSICAL
No coreto do Largo de S. Domingos pela Banda de Música de Sanguinhedo.
14h30 SOLENE CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
Presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira, Bispo da Diocese.
Finda a SANTA MISSA CAMPAL sairá do Santuário de Nossa Senhora d’Agonia a tradicional PROCISSÃO DOS PESCADORES com os andores de Nossa Senhora d’Agonia, Nossa Senhora dos Mares, S. Pedro e Sr.ª de Monserrate a caminho do Cais dos Pilotos, onde, depois da alocução, será dada a “Bênção ao Mar” e às embarcações, seguindo-se-lhe a PROCISSÃO AO MAR E AO RIO, sendo as embarcações que transportam os referidos andores acompanhadas de dezenas doutras, numa espontânea procissão e manifestação da fé dos pescadores à sua Padroeira.
O regresso ao Santuário será feito por aquelas ruas da nossa Ribeira belamente atapetadas e
decoradas com motivos piscatórios.
Nota: Os maravilhosos tapetes poderão ser admirados durante todo o dia, até à hora do retorno da Procissão, cerca das 17 horas.
21h00 VAMOS PARA O FESTIVAL
Zés P’reiras, Bandas de Música e Grupos Folclóricos, em sintonia com o muito povo que se incorpora neste desfile, fazem a festa, descendo a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra em direcção ao Jardim Marginal espectáculos
22h00 FESTIVAL DE FLOCLORE
No coreto da Praça d'Marina , Rua dos Mareantes e Pr. da Liberdade.
21 AGOSTO – SÁBADO
08h30 ALVORADA
Repete-se, como em todos os dias, na Praça da República e nos moldes tão tradicionais.
GRANDE FEIRA
Continuará nos locais estabelecidos e com a mesma animação
09h30 CONCERTO MUSICAL
No coreto da Praça da República pela Banda Bingre Canelense.
12h30 REVISTA DE GIGANTONES E CABEÇUDOS
Agora, na Praça da República os Grupos de Zés P’reiras e de Bombos, com o habitual barulho ensurdecedor prestam homenagem aos Gigantones e Cabeçudos.
14h30 CONCERTOS MUSICAIS
16h00 CORTEJO ETNOGRÁFICO
16h30 ORAÇÃO DE VÈSPERAS
No Santuário de Nossa Senhora D’Agonia.
21h30 VAMOS PARA O FESTIVAL
Zés P’reiras, Bandas de Música e Grupos Folclóricos, em sintonia com o muito povo que se incorpora neste desfile, fazem a festa, descendo a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra em direcção ao Jardim Marginal.
22h00 FESTIVAL NO JARDIM
No palco do Anfiteatro do Jardim da Marina e no palco da Praça da Liberdade poderemos assistir ao encanto e beleza dos Trajes, das danças e das músicas de Grupos Folclóricos,
exclusivamente do nosso concelho.
Também poderemos deliciar-nos com a Banda de Música Bingre Canelense no coreto da Praça da República e da Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo no coreto do Jardim Marginal, enquanto aguardamos pela espectacular sessão de fogo de artifício, nesta noite o afamado “FOGO DA FESTA”.
ARRAIAL
No Campo do Castelo e Praça General Barbosa com todas as diversões em funcionamento.
Sessão de FOGO DO MEIO OU DA SANTA, que melhor poderá ser admirada na Praça de Viana ou Praça da Ribeira, (junto à antiga Torre dos Pilotos), onde prosseguirá o “Arraial Minhoto”..
22 AGOSTO – DOMINGO
08h30 ALVORADA
Nos mesmos locais da cidade em que decorreu a anterior e nos mesmos moldes.
GRANDE FEIRA
Continuará nos locais habituais.
10h00 CONCERTOS MUSICAIS
12h00 REVISTA DE GIGANTONES E CABEÇUDOS
De novo na Praça da República com toda a riqueza dos seus movimentos, do atroar dos bombos e com esfuziante alegria.
15h00 CONCERTOS MUSICAIS
17h00 PROCISSÃO SOLENE DA SENHORA D’AGONIA
É organizada pela Real Irmandade de Nossa Senhora da Agonia e será presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. José Augusto Pedreira, o nosso Bispo. Desfilará por algumas das ruas da cidade e, como sempre, seduzirá pelo rigor das suas vestes e dos seus Quadros Bíblicos.
(ver programa especial).
21h30 CONCERTOS MUSICAIS
Nos coretos da Praça da República pela Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima e do Largo de S. Domingos pela Banda da Escola de Música da Quinta do Picado.
22h00 FESTA DO TRAJE
Tem lugar no Castelo de Santiago da Barra.
Um só palco, mas com três funções diferentes. Uma explicação pormenorizada: o vestir da “lavradeira”, da “mordoma” e da “noiva”; o trajo do “cotio”, “domingar”, “peditório”, “ir à feira”, as “meias senhoras” e as” Morgadas”.
O pormenor da filigrana, das jóias tradicionais; duma identidade cultural - também Memórias de Fidalguia, como se de um ex-voto à Terra-Nai se tratasse - que levam à ribalta citadina e europeia, ao Mundo, o “Traje” e o “ourar” de Viana, a “marca” de Portugal. Por isso a nossa Homenagem (durante a Festa do Traje), a Kátia Guerreiro, Dulce Pontes, Mariza, Teresa Salgueiro, pelos seus “brincos à Rainha” e diversos adereços do “traje à moda de Viana” que apresentam nos seus espectáculos. O nosso agradecimento, o nosso aplauso. (Ver programa especial)
GRANDE ARRAIAL MINHOTO
As muitas e variadas diversões, as tocatas, os cantares ao desafio, as barracas de “comes e bebes”, as “tendinhas de café” e a alegria do muito povo que nestas noites procura esquecer as “canseiras” do dia a dia, são a garantia de que este popular número de agrado certo, se prolongará pela noite fora, como o mais típico e alegre ARRAIAL que terá lugar no Campo do Castelo e Praça General Barbosa.
Logo que termine a Festa do Traje, será queimado o fogo do ar que é, sem sombra de dúvida, um dos pontos altos do inolvidável ARRAIAL e que tem por nome “FOGO DO MEIO OU DA SANTA”
Nota: para uma melhor apreciação deste espectáculo aconselhamos as pessoas a deslocarem-se para a Praça de Viana ou Praça da Ribeira, (junto à antiga Torre dos Pilotos).
sexta-feira, 23 de julho de 2010
RANCHO FOLCLÓRICO DE ORGENS - VISEU - BEIRA ALTA
Orgens é uma das 34 freguesias do concelho de Viseu. É, na actualidade, uma freguesia urbana já que foi absorvida pelo crescimento natural da cidade de Viseu. O Rancho Folclórico de Orgens é o movimento associativo mais duradoiro de toda a freguesia e responsável pela sua evolução sócio-cultural. A forma organizada do Rancho surge em 1938, pela mão de Carlos Oliveira Coelho, e nessa altura dava pelo nome de "Rancho Folclórico Flores da nossa Aldeia". O Rancho de Orgens mantém a pureza do Cancioneiro de Viseu e recria com fidelidade esses gestos e atitudes do viver antigo, centrado nos valores criados pela ruralidade das suas gentes. O Rancho é parte constituinte do Centro Social Cultural Desportivo e de Defesa
do Património de Orgens, encontrando-se registado na Federação do Folclore Português e é também associado do INATEL. Este rancho, canta e dança o produto da recolha feita no seu território, cujos limites abarcam arretos dos alqueves da terra beirã, o que só valoriza e expande. Ainda hoje, o Rancho Folclórico de Orgens, relembra as suas festas mais tradicionais actuando para comemorar essas festividades que se prolongam para lá das tradições e dos tempos. O Rancho Folclórico de Orgens tem mantido os seus costumes que vão de encontro à riqueza histórica em que a freguesia de Orgens se insere, pretende levar a toda a gente, através das suas actuações, um pouco da cultura tradicional duma forma viva e actuante, como se fora um Museu Itinerante. O Festival de Folclore de Orgens é realizado anualmente no último domingo do mês de Julho. O Rancho de Orgens é parte integrante e fundadora do EIRANÇAS - Companhia Nacional de Danças da Beira a par do Grupo os Serranos de Belazaima - Águeda e do Rancho do Brinca - Coimbra. O Centro Social e Cultural de Orgens abriga o Rancho Folclórico e a sua Tuna Regional e tem a sua sede no Lote 6 do Olival - Orgens-Viseu.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
GRUPO REGIONAL DE DANÇAS E CANTARES DO MONDEGO - COIMBRA - BEIRA LITORAL
Inserido no Distrito de Coimbra, este grupo orgulha-se de ser uma prova viva de que a tradição, os usos e os costumes não se podem deixar esquecer.
Filiado no INATEL e membro efectivo da Federação do Folclore Português, o Grupo Regional de Danças e Cantares do Mondego, é composto nos dias de hoje por 48 elementos.
Desde cedo que o êxito das suas representações se evidenciou, e a prová-lo está a enorme lista de representações quer nacionais, quer internacionais.
A nível nacional tem atuações em todo Portugal Continental mais Ilhas. Tem representações em diversos Cortejos Histórico-Etnográficos da região de Coimbra, Cortejos Históricos comemorativos dos 650 anos da morte de Inês de Castro, três actuações no Casino do Estoril, participação no programa da RTP- Praça da Alegria, participação no Festival do C.O.F.I.T. na Ilha Terceira, representação no Festival da Camacha na Madeira, e muitas participações em vários festivais organizados em Portugal.
No que diz respeito a representações internacionais, este grupo tem o orgulho de representar Portugal por diversas vezes nos muitos eventos em que participa.
Temos então representações em França, na Bélgica, em Espanha, na Holanda, na Alemanha, na Áustria e na Eslovénia.
Este grupo representa um povo com um carácter muito particular. A convivência constante com a cultura rural e citadina, moldaram o caráter de um povo onde se misturava harmoniosamente a serenidade do campo com o fervilhar da cidade.
Nesta combinação se reflectiam nas formas de trajar, cantar e dançar, bem como usos e costumes que, de geração em geração, foram chegando grande parte deles até aos nossos dias. É esse trabalho de divulgação que cabe hoje em dia ao Grupo Regional de Danças e Cantares do Mondego, nunca deixando assim cair no esquecimento os costumes das suas gentes.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
ADUFE
Foi introduzido pelos árabes na península Ibérica entre os séculos VIII e XII. Hoje, encontra-se essencialmente concentrado no centro-leste de Portugal (distrito de Castelo Branco), onde é executado exclusivamente por mulheres, acompanhando o canto sobretudo por ocasião das festas e romarias.
Na tradição oral, nomeadamente nos versos de algumas canções que são acompanhadas pelo adufe, é referida a madeira do instrumento como sendo de "pau de laranjeira". Esta referência, de certo simbólica pela ligação entre a flor de laranjeira e o matrimónio, é reforçada por outra particularidade da construção do instrumento que refere ser a pele de uma das membranas de um animal macho e a outra de um animal fêmea. Dizem as tocadoras de adufe que a razão de ser desta diversidade se traduz na harmonia do instrumento e na maneira como ele soa. Este testemunho dá pistas para a iconografia mágica ligada ao instrumento, à sua construção e mesmo à sua utilização, que tradicionalmente era reservada a executantes femininos.
Também a sua forma quadrada, ao tornar mais difícil a manutenção da pele esticada, levanta
questões sobre o carácter simbólico do instrumento e acentua a sua particularidade face ao "bendir" árabe ou ao "bodrum", seu congénere céltico.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
GRUPO FOLCLÓRICO E CULTURAL DANÇAS E CANTARES DE CARREÇO - VIANA DO CASTELO

quarta-feira, 23 de junho de 2010
TRADIÇÕES DO SÃO JOÃO NO PORTO
Os altares ao Santo Precursor, continuam também a armar-se dentro das igrejas, constituindo as imagens de São João Baptista, espalhadas em número considerável pelas igrejas do Porto (algumas de grande qualidade artística), assim como as preciosas pinturas onde ressalta a figura do santo, um património de valor inestimável.


-------------------------Cascata do São João---------------

sábado, 5 de junho de 2010
Trajes de Trabalho - Freguesia da Fajarda , Concelho de Coruche - Ribatejo.
- Chapéu preto de feltro, com uma fita em volta do mesmo, feito com o resto do avental, blusa, ou saia, muitas vezes com o nome do namorado escrito a ponto cruz, enfeitado com terços, botões etc., se era solteira do lado esquerdo ao alto penas de pavão, caracóis de pato, etc.
- Lenço da cabeça de lã, cores claras atado abaixo e atrás.Blusa de popeline, gregorina, chita ou riscado, de cor garrida enfeitada a ponto de cruz.
- Avental de riscado, de cores vivas e variadas, com desenhos a ponto cruz.
- Saia de chita arregaçada junto ao avental.
- Uma ou duas saias, cor clara, enfeitadas com bicos, feitos em linha, trabalhados à mão e uma saia de ganga com barra vermelha, abotoadas com alfinetes, justas à perna, a fazer de ceroula.
- Manguitos nos braços e canos nas pernas, para se protegerem das folhas aguçadas do arroz, feitos de meias com o pé cortado.
Não se usava qualquer calçado, nem no trabalho, nem deste para casa, pelo que a mulher andava sempre descalça, exceptuando a ida á vila, ou em dias de festa.
Este trajo era só usado pela mulher da Fajarda, pelo que a mesma era reconhecida em qualquer lugar, nas aldeias mais próximas, como a Glória do Ribatejo ou Foros de Coruche, tinham trajar diferente.
A descrição apresentada refere-se à rapariga solteira.
A chita utilizada nas saias, fundo azul ás bolinhas brancas era norma em todo o Vale do Sorraia, talvez por isso conhecida por chita de Coruche. A diferença existia somente na saia a fazer de ceroula.
Os enfeites no chapéu, as cores variadas e vivas da blusa e avental, variavam consoante a idade da mulher, o seu estado de solteira ou casada, ou algum familiar próximo doente ou falecido.A mulher casada, não usava penas ao alto a enfeitar o chapéu, as cores da blusa iam escurecendo conforme a idade.O lenço da cabeça atado acima indicava que a mulher tinha algum familiar próximo no hospital, lenço preto atado a cima indicava falecimento de pessoa próxima.
- O homem do campo usava barrete ou chapéu consoante a estação do ano, no inverno barrete, no verão chapéu, nem todos seguiam esta linha pois alguns só usavam uma peça todo o ano. - Uma camisa de algodão escura para não se notar o pó e o sujo, por cima uma camisa de riscado e um colete. - Ceroula atada em baixo e calças por cima arregaçadas, quando o trabalho era mais agreste despia-se as calças e ficava-se só com as ceroulas. - Os tamancos serviam só para as deslocações para o trabalho e deste para casa, mas a maioria andava desçalça todo o ano, à excepção quando iam à vila. - O homem do campo andava sempre com a roupa e aconchegos preparados para as adversidades do trabalho ou do tempo, ora vejamos; o lenço de assoar grande e de cor vermelho, servia também para pôr em redor do pescoço para não entrar pó, ou tapar o nariz e a boca, quando andavam nas eiras. - A saca e muitas vezes uma manta lobeira serviam para o homem se resguardar das intenpéries, frio, chuva, etc.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra da Cidade de Santos/SP-Brasil , convida para a Festa : Malta Coimbrã 08/05/2010
Malta Coimbrã
08 de Maio de 2010 às 20:00 horas
Convites: 20 Reais
Local: Rua Almirante Barroso 24 , Santos/SP-Brasil
Atuações:Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra e Rancho Folclórico Cantares e Dançares do Minho.
Informações:(13)91419610
E-mail: tricanasdecoimbra@gmail.com
sábado, 27 de março de 2010
COMPASSO PASCAL NO MINHO
O Minho é uma região rica em costumes e tradições. A visita pascal, ou compasso, é uma das Festas mais marcantes. Bem cedo, em cada aldeia estoiram foguetes, tocam os sinos e sai a visita Pascal que percorre todas as casas que abrem as portas ao compasso. É bonito de se ver! Vizinhos e amigos apressam-se a desejar "Feliz Páscoa" ao dono e ao pessoal das casas: Feliz Páscoa! Aleluia! Aleluia!
Atapetam-se as ruas e os caminhos com flores. Grupos de pessoas correm de casa em casa, não esquecendo um vizinho, pobre ou rico, um amigo. É um reboliço! Há risadas e gritos. Beijos e
abraços. Em cada casa põe-se uma farta mesa de iguarias, doces e salgadas, vinho do Porto, vinho corrente, e outras bebidas. Quando chega o compasso é o Pároco que saúda todos os presentes dizendo: "Paz a esta casa e a todos os seus habitantes, Aleluia", enquanto asperge com água benta a "sala grande" onde, por hábito, está colocada a "mesa".
Depois, o mordomo dá a cruz ornamentada a beijar ao dono que, depois de beijar a cruz, a dá a beijar aos presentes. O dono da casa ou a pessoa mais velha convida, então, o senhor Abade a sentar-se um bocadinho (que a caminhada é grande), oferecendo-lhe da "mesa" onde nada falta, desde o pão-de-ló até ao "sortido", passando pelo vinho da última colheita que graças a Deus, era de estalar … até ao vinho "fino", geropiga ou algum licor conventual.
As pessoas abeiram-se, ordeiramente, da mesa e tudo come sem cerimónia, distinguindo, no entanto, o dono da casa, o pessoal do "compasso" a quem, depois, entrega o "folar" do senhor Abade (actualmente dinheiro num envelope fechado) e outras esmolas para as Almas e o Senhor, não esquecendo, também, o folar do rapazio da campainha e da caldeira.
Por volta do meio-dia, recolhe o compasso à Igreja para os elementos que o compõem irem almoçar. No final, uma girândola de foguetes diz que o "almoço" já terminou e que o ritual vai continuar da parte de tarde, visitando os restantes lugares e casas da freguesia e é ver novos e velhos a gozar um belo Domingo que só regressa 12 meses depois. Bem no fim da visita organiza-se uma procissão de retorno à Igreja e aí é ver toda a gente a entoar cânticos religiosos.
terça-feira, 9 de março de 2010
CANTO DAS SANTAS CRUZES - SOAJO - ARCOS DE VALDEVEZ.
Uma das tradições mais antigas de Soajo , é a comemoração da Paixão de Cristo vulgarmente conhecida pelo canto das Santas Cruzes. Celebra-se todos os anos com início na Quarta Feira de Cinzas e dura até as endoenças da Quinta Feira Santa . Os homens reunem - se ao toque do sino depois da ceia , no Adro da Igreja e dividem - se em dois grupos . Cada grupo integra um rapazinho para fazer o desdobramento com a sua vóz aguda .
Sobre o ponto de vista musical as Santas Cruzes constituem uma espécie de salmodia tripartida, Como eram aliás as antigas salmodias.
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Vídeo gravado para o programa POVO QUE CANTA, RTP 1970.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
FESTA DA VINDIMA - CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS DE SANTOS
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
2º ENCONTRO DE TOCADORES DE CONCERTINA NA CASA DE PORTUGAL DE PRAIA GRANDE - BRASIL
Além do grande baile feito pelos tocadores, teremos a apresentação do Grupo Folclórico da Casa e a demonstração de como é feita a pisa e a colheita da uva em Portugal.
O convite terá um custo de R$ 20,00 com direito a uma cesta de uva
Data: 27 de fevereiro de 2010
Horário: 20h
Local: Av. Paris- 1500- Forte-Praia Grande/SP
Telefone para informações e reservas: (13) 3491-4559
domingo, 14 de fevereiro de 2010
CARETOS DE PODENCE - TRÁS OS MONTES

O Domingo Gordo e a terça-feira de Carnaval são os dias da folia dos Caretos, que surgem em
bandos de todos os cantos da aldeia de Podence, em frenéticas correrias, "assaltando" transeuntes e adegas. As marafonas(HOMENS VESTIDOS DE MULHER E VICE VERSA) são os únicos seres que os Caretos respeitam nas suas tropelias, gritarias e chocalhadas.As raparigas solteiras, principal alvo destes bandos mascarados, levam-nos a trepar muros e varandas para as "chocalhar". Ainda não há muitos anos, as pessoas punham trancas às portas e janelas, assustadas com o que lhes podia acontecer.
Hoje em dia, os Caretos são mais moderados, mas mesmo assim, as suas correrias e os seus gritos não deixam de ser assustadores para a maioria dos forasteiros desprevenidos.
Os Caretos usam máscaras, feitas de latão, madeira ou couro, pintadas de cores vivas, onde sobressai o nariz pontiagudo. As suas vestes são confeccionadas a partir de colchas franjadas de lã de verde, azul, preta, vermelha e amarela. Usam chocalhos presos à cintura, que servem para "chocalhar" os seus alvos. Da sua indumentária faz igualmente parte um pau ou moca, que lhes serve de apoio nas suas correrias e saltos.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
ENTRUDO NO ALTO MINHO , O PAI VELHO NO LINDOSO - PONTE DA BARCA.

Entrudo e Carnaval são duas palavras com etimologias diferentes mas significando este mesmo periodo que vai desde o Domingo da Septuagésima até à Quarta - Feira de Cinzas.
Entrudo, deriva do latim (introitus) significando "entrada" ou começo do ano, da primavera ou, mesmo, da entrada da Quaresma.
As interpretações, dentro da tradição romana remontam às Saturnalias, festas em honra de Saturno cujos ritos e cerimonias tinham como objectivo despertar do novo ciclo da Mãe / Natureza; às Lupercalias, que se celebravam ao redor do 15 de Fevereiro, assegurando a fecundidade dos homens, animais e campos e às Matronalias, festa dedicada às mulheres que nestas datas tinham poderes especiais sobre os homens!
Quanto à origem Grega provém das festas em honra de Dionísios, Deus do vinho e da inspiração.
É com o aparecimento da cultura cristã que o Entrudo nos aparece como celebração fortemente ligada ao período abstinencial imposto durante o período da Quaresma.
Outras etimologias são atribuídas à palavra carnaval: uma Italiana "Carnevale" isto é proibir a carne, em período de quaresma; uma outra origem celta ou germânica, ligada aos " Carrus Navalis" isto é, barcos com rodas, apresentação tão querida dos romanos que passeavam assim o seu "Carnaval".
Seja como for o Entrudo ou Carnaval seria uma festa cujo significado e vivência estará sempre de acordo com a cultura de cada povo.
Representando um subconsciente colectivo, não deixa de ser, também, uma festa de liberdade, onde tudo é permitido fazer-se, e onde preceitos e costumes se esquecem para permanecer durante três dias o quase "vale tudo".
Válvula de segurança do sistema de poder ( cansados da vida rotineira de um ano), há um clássico abrandamento da autoridade no Entrudo sempre mais atenta à problemática social que às manifestações lúdicas e festivas.
Por isso, as máscaras, a censura popular e a moda colectiva de se parodiar toda uma existência satirizando-se, ridicularizando, causticando, virando-se, praticamente, tudo do avesso: os homens viram mulheres; as mulheres, homens e a máscara é a caricatura da própria vida local.
No Alto Minho, felizmente, o Carnaval vai-se mantendo em todos os Concelhos com os tradicionais corsos. Porém, a tradição obriga-nos a ir até ao Lindoso (Ponte da Barca) e, ai, assistir aos cortejos imemoriais do Pai Velho.
Pai Velho :
Quem é este Pai Velho? Uma espécie de despedida do Inverno e o acolhimento à Primavera que está a chegar? Recordação das festas dos "loucos medievais", colocando um ponto final ao tempo de excessos que precedem a Quarta – Feira de cinzas ? O rito da fecundidade estimulado por uma nova seiva que vai surgir após as longas noites do solstício do Inverno?
O cerimonial mantem-se quase com os mesmos ingredientes medievos que encontramos na "Vaca das Cordas", ou na "Procissão do Corpo de Deus", em Monção com a tradição do Boi Bento, do Carro das Ervas, do Dragão e do S. Jorge, ou na Senhora D’Agonia com os seus Gigantones e Cabeçudos. Cumpre-se a tradição em Terras do Lindoso, sempre na época do Entrudo, nos lugares de Castelo e de Parada. Em dias de Domingo Gordo e Terça – feira de Carnaval .
Em frente aos espigueiros e à eira comunitária, tendo como cenário o Castelo Medievo, o busto de madeira do Pai Velho transportado num carro de bois, seguido de outro carro de bois, Carro das Ervas, engalanados, com a chiadeira habitual, tilintando de campainhas e com as cangas ornamentadas de monelhas, ramos de flores em cada chifre; à frente a lavradeira, camponesa rústica qual loura Ceres ( Deusa da Fecundidade), bem ourada com os cordões das avós; atrás as rusgas de concertinas, bombos, ferrinhos e castanholas e a que não faltam as máscaras dos mais foliões… eis os cortejos de Domingo Gordo no lugar do Castelo, depois da missa (11.00 horas ) e, da parte de tarde, no lugar de Parada (14.30 horas), com idêntico cerimonial. Tudo se esconde até terça – feira de carnaval onde idênticos cortejos se realizam ainda com festa mais rija, para terminar depois dos bailaricos, nos dois lugares, com o enterro do Pai Velho, cerca da meia noite, em que se atinge o clímax do ritual colectivo concretizado na queima do boneco de palha e a leitura do seu testamento. Pai Velho que não despensa o "seu" ritual gastronómico em dia de Domingo Gordo.
E são os rapazes e raparigas que cantam os Reis que tem a obrigação da ceia composta pelo tradicional cozido onde não faltam a orelheira, salpicão de fumeiro, tracanaz de presunto (e o que lhe davam mais), os chispes (unhas de porco) e o focinho do reco.
Se lhe acrescentarmos umas boas costelas barrosãs e um pé descalço, mais umas chouriças de cabaço, ai temos o cozido do Lindoso em honra do Pai Velho: duas travessas fumegantes a rescender a sabores de salgadeira, da vezeira e do quinteiro: a das carnes; outra com batatas, cenoura e couve galega; o alguidar tortulho com arroz branco e rodelas de chouriça, paio e salpicão, tudo acompanhado de um verde tinto a deixar nas malgas vidradas uma velatura de musselina rósea.
E as grâ - mestras da cozinha do Lindoso a dizerem-me prazenteiras e sorridentes: bom proveito, que lh’apreste. Cá fora, no terreiro do Castelo as concertinas e as vozes diziam :
A tarde foi para cantar e dançar
"O Carnaval de Lindoso
É o melhor do Concelho
Todos gostamos de ver
O enterro do Pai Velho"
Ass: Gracinda Amorim
"Lindoso terra bonita
Onde se colhe bom Pão!
Festejam o Carnaval
Que não acabe a tradição!
"Pai Velho Não Morras!"
Dr. Francisco José Torres Sampaio -
Presidente da RTAM (Região de turismo do Alto Minho)
http://www.youtube.com/profile?user=alsotomas#p/u/2/1zv-RrjDOek
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS

Rádio do Folclore Português 24 Horas em sua companhia em todo o mundo.
Preservação e divulgação, das tradições populares, folclore e etnografia de Portugual Continental e Ilhas.
Viva o Folclore de Portugal!!!!
Visite:
RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS
Visite a Rádio do Folclore Português 24 Horas na sua companhia em todo o mundo.
Preservação e divulgação, das tradições populares, folclore e etnografia de Portugual Continental e Ilhas.
Viva o Folclore de Portugal!!!!
Visite:
http://www.radiofolcloreportugues.com/
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
G.F. SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA - ESPOSENDE
Aqui, o agricultor-sargaceiro, sempre que o movimento das marés prenuncia a aproximação de uma boa "mareada", larga toda a sua actividade nos campos e vai para a praia. Mas, por vezes, a espera pelo "assejo" - o momento exacto em que o mar arroja a terra as primeiras algas dando lugar, então, ao ínicio da "mareada" - pode ser longa, e há que preencher esses tempos mortos.
A expectativa de mais um dia grande e enriquecedor, torna as pessoas alegres e folgazãs, e todos dão largas à ansiedade que os possui. Logo aparece alguém a tocar concertina, outros cavaquinho, viola, ferrinhos, bombo e reque-reque e a festa acontece. Homens e mulheres, principalmente os mais novos, juntando-se aos pares, ou em roda, cantam e dançam com a alegria bem característica das gentes da beira-mar. Decorrido algum tempo é necessário prestar atenção ao mar, não vá o lençol de sargaço ter-se já aproximado de terra, e o "assejo" estar iminente. Pára a dança. As mulheres sentam-se, lânguidamente, na areia da praia; os homens, de pé, observam atentamente o comportamento do mar. Se o lençol de sargaço que se vai formando ao longe ainda demora a aproximar-se da costa, a dança recomeça com a mesma alegria e vigor. Até que, a determinado momento, alguém grita a plenos pulmões "ARGAÇO" - e a festa acaba ali para dar lugar à "mareada" - quatro horas de labuta constante, no afã de ser arrecadado todo o sargaço possível.
Cada homem, munido do "galhapão" ou da "graveta" corre para o mar, enfrenta as vagas, até onde lhe for possivel, sem colocar em risco a sua segurança, e vai arrecadando as algas nelas envoltas. A mulher retira o xaile e o chapéu, coloca-os em lugar resguardado, sobre a areia, e aguarda na borda do mar o momento de ajudar o sargaceiro que vem a terra com cada carga de sargaço.
A apanha do sargaço que, como se diz antes, assume em Apúlia características únicas, fez com que o sargaceiro fosse considerado, há longos anos, o ex-líbris do concelho de Esposende.
Em Agosto de 1934 realizava-se no Palácio de Cristal, no Porto, a GRANDE EXPOSICAO DO MUNDO PORTUGUÊS, onde deveriam fazer-se representar as províncias ultramarinas portuguesas e todos os concelhos do País. O concelho de Esposende enviou uma delegação composta por sessenta sargaceiros - trinta homens e trinta mulheres - por considerar a originalidade e autenticidade do traje que, tudo o indica, parece remontar ao período da ocupação da Península pelos romanos, e ainda pela actividade agro-marítima que representava: a apanha do sargaço.
The National Geographic Magazine February, 1938
E a delegação do concelho de Esposende a todos surpreendeu e encantou, pelo garbo dos homens e pela beleza das mulheres.
ANTÓNIO TORRES, responsável por aquela delegação, decidiu, então, dar-lhe continuidade. E assim foi fundado o "GRUPO DOS SARGACEIROS DE APÚLIA".
ANTÓNIO TORRES, à época Presidente da Junta de Freguesia, era um homem dotado para as letras e para a música e, por isso, amante e cioso da cultura tradicional da sua terra, lançou-se com entusiasmo na pesquisa e recolha das danças e cantares ligados a Apúlia e à apanha do sargaço, organizando, assim, o repertório do Grupo Folclórico, e que se mantém até aos dias de hoje, sem alterações nem plágios. Contou, para tal, com a ajuda do Conde de Villas Boas, então comandante do porto de Leixões, e do escritor e etnógrafo esposendense Manuel de Boaventura, dois grandes admiradores de Apúlia e dos sargaceiros.
Em 1940 é também fundada por aquele apuliense a Casa do Povo local, onde o Grupo Folclórico é integrado e passa a designar-se, até aos dias de hoje, "GRUPO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA".
Lormes - Nevers - FRANÇA (1999)
Ponta do Sol - MADEIRA (2001)
Durante a sua já longa existência são numerosos os factos dignos de referência. Registam-se, no entanto, alguns que se consideram determinantes na vida dos "SARGACEIROS": Apuramento na l.a Olimpíada Europeia de Folclore, em 1956; 1.° Prémio da "Taça Abril em Portugal", em 1968; Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Esposende, em 1993; Participações na Expo/98, em representação do Inatel, com o espectáculo "Evocação do Mar", e em representação da Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende; "Troféu de Qualidade" do Inatel, em 2000; Deslocações a Espanha em 1973, 2000, 2001, 2003; a França em 1983,1984,1987, 1988, 1998, 1999; ao Brasil em 1992; à Bélgica em 1998; à Madeira em 2001.
É Membro Efectivo da Federação do Folclore Português, e Centro Cultural e Desportivo do Inatel (CCD), inscrito sob o N.° 3331.
Para assegurar, na população jovem, o gosto e orgulho por esta cultura própria, existe há vinte anos o Grupo Infantil, com cerca de sessenta crianças, de idades compreendidas entre quatro e doze anos, e que, em sessões semanais, vão aprendendo, a brincar, os usos e costumes tradicionais ligados à faina do sargaco, as danças e os cantares dos sargaceiros.
Adoptam, aqui, os nomes tradicionais Malhão, Chula, Cana-Verde, Vira, Vareira, Regadinho, etc. Mas nenhuma destas danças se identifica com outras de igual nome dançadas no Minho, no Douro ou nas Beiras.
Aqui, os passos de dança dos sargaceiros assemelham-se aos movimentos das ondas do mar, ora rápidas e alterosas, ora calmas e deslizando suavemente.
Assim, todas têm dois momentos: enquanto o cantador faz ouvir a sua voz, os dançadores movem-se devagar, em passos suaves, braços ao longo do corpo; quando o cantador se cala, para dar lugar ao coro, ou à música mais intensa, logo os braços se levantam e todos imprimem, então, à dança, celeridade e vigor, tal como o vai-vém das ondas do mar em maré viva.
O mar e o sargaço, o amor e a saudade, são uma constante nos cantares dos sargaceiros.
Na execução musical predomina o som da concertina, acompanhada dos cavaquinhos, viola braguesa e viola-baixo, ferrinhos, reque-reque e bombo.
Por todo o País, e pelo estrangeiro, a sua actividade tem sido constante, quer em festivais, quer em representações etnográficas.
É, reconhecidamente, um representante ímpar do folclore do litoral da Região do Baixo-Minho, quer pelas suas danças, quer pelo traje característico. É considerado, quer pelos etnógrafos, quer pela Federação do Folclore Português, um dos Grupos de maior autenticidade, pelo que a sua presença se torna requisitada nos maiores festivais de folclore do País. Pedro Homem de Mello escreveu: "Em Apúlia tudo é verdadeiro... até o traje".
Visite:http://www.sargaceiros.com.pt/index.html
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
FESTA DE SÃO GONÇALINHO - AVEIRO
A festa faz-se em honra de São Gonçalo, conhecido naquele bairro por S. Gonçalinho. Este terá nascido em 1190 em Arriconha, perto de Guimarães, ganhando fama de santo casamenteiro quando pregava na freguesia da Aboadela do Marão onde, como bom pároco que era, queria sacramentar os casais que viviam em situação imoral.
S. Gonçalo terá morrido em meados do século XIII. O seu culto expandiu-se, tendo chegado rapidamente a Aveiro, mais precisamente ao bairro da Beira-Mar.
Neste bairro é-lhe atribuído poder curandeiro em doenças ósseas e na resolução de problemas conjugais.
O afecto da população local ao seu Santo padroeiro é de tal forma que o seu tratamento toma aspectos particulares. São utilizadas, por exemplo, expressões como, "o nosso santinho", "o nosso menino", bem como, o uso da segunda pessoa do singular ("tu") para se dirigir ao Santo.
Durante os dias de festa pagam-se promessas ao São Gonçalinho, atirando quilos de cavacas doces do cimo da capela, enquanto na rua uma multidão de pessoas as tenta apanhar. As cavacas são doces cobertos de açúcar, podendo ser de dois tipos: redondas e relativamente moles (para serem comidas), ou alongadas e muito duras (para serem lançadas da platibamba da capela).

A prática de atirar cavacas é uma característica desta peculiar festa, transformando-a numa original manifestação de tributo, culto e veneração prestada ao Santo pelos romeiros.
Outro ritual da festa, realizado ao fim da tarde no interior da capela, é a entrega do ramo. Trata-se de um ramo de flores artificiais, conservado há muitos anos com religioso cuidado. A festa de S. Gonçalinho inclui ainda a Dança dos Mancos, ritual tradicional realizado também dentro da pequena capela. Esta dança é executada por um grupo de homens que, fingindo de mancos e deficientes físicos, movem-se circularmente, mancando e dançando ao som dos cantares que ecoam na capela.





















