
sexta-feira, 25 de junho de 2010
GRUPO FOLCLÓRICO E CULTURAL DANÇAS E CANTARES DE CARREÇO - VIANA DO CASTELO

quarta-feira, 23 de junho de 2010
TRADIÇÕES DO SÃO JOÃO NO PORTO
Os altares ao Santo Precursor, continuam também a armar-se dentro das igrejas, constituindo as imagens de São João Baptista, espalhadas em número considerável pelas igrejas do Porto (algumas de grande qualidade artística), assim como as preciosas pinturas onde ressalta a figura do santo, um património de valor inestimável.


-------------------------Cascata do São João---------------

sábado, 5 de junho de 2010
Trajes de Trabalho - Freguesia da Fajarda , Concelho de Coruche - Ribatejo.
- Chapéu preto de feltro, com uma fita em volta do mesmo, feito com o resto do avental, blusa, ou saia, muitas vezes com o nome do namorado escrito a ponto cruz, enfeitado com terços, botões etc., se era solteira do lado esquerdo ao alto penas de pavão, caracóis de pato, etc.
- Lenço da cabeça de lã, cores claras atado abaixo e atrás.Blusa de popeline, gregorina, chita ou riscado, de cor garrida enfeitada a ponto de cruz.
- Avental de riscado, de cores vivas e variadas, com desenhos a ponto cruz.
- Saia de chita arregaçada junto ao avental.
- Uma ou duas saias, cor clara, enfeitadas com bicos, feitos em linha, trabalhados à mão e uma saia de ganga com barra vermelha, abotoadas com alfinetes, justas à perna, a fazer de ceroula.
- Manguitos nos braços e canos nas pernas, para se protegerem das folhas aguçadas do arroz, feitos de meias com o pé cortado.
Não se usava qualquer calçado, nem no trabalho, nem deste para casa, pelo que a mulher andava sempre descalça, exceptuando a ida á vila, ou em dias de festa.
Este trajo era só usado pela mulher da Fajarda, pelo que a mesma era reconhecida em qualquer lugar, nas aldeias mais próximas, como a Glória do Ribatejo ou Foros de Coruche, tinham trajar diferente.
A descrição apresentada refere-se à rapariga solteira.
A chita utilizada nas saias, fundo azul ás bolinhas brancas era norma em todo o Vale do Sorraia, talvez por isso conhecida por chita de Coruche. A diferença existia somente na saia a fazer de ceroula.
Os enfeites no chapéu, as cores variadas e vivas da blusa e avental, variavam consoante a idade da mulher, o seu estado de solteira ou casada, ou algum familiar próximo doente ou falecido.A mulher casada, não usava penas ao alto a enfeitar o chapéu, as cores da blusa iam escurecendo conforme a idade.O lenço da cabeça atado acima indicava que a mulher tinha algum familiar próximo no hospital, lenço preto atado a cima indicava falecimento de pessoa próxima.
- O homem do campo usava barrete ou chapéu consoante a estação do ano, no inverno barrete, no verão chapéu, nem todos seguiam esta linha pois alguns só usavam uma peça todo o ano. - Uma camisa de algodão escura para não se notar o pó e o sujo, por cima uma camisa de riscado e um colete. - Ceroula atada em baixo e calças por cima arregaçadas, quando o trabalho era mais agreste despia-se as calças e ficava-se só com as ceroulas. - Os tamancos serviam só para as deslocações para o trabalho e deste para casa, mas a maioria andava desçalça todo o ano, à excepção quando iam à vila. - O homem do campo andava sempre com a roupa e aconchegos preparados para as adversidades do trabalho ou do tempo, ora vejamos; o lenço de assoar grande e de cor vermelho, servia também para pôr em redor do pescoço para não entrar pó, ou tapar o nariz e a boca, quando andavam nas eiras. - A saca e muitas vezes uma manta lobeira serviam para o homem se resguardar das intenpéries, frio, chuva, etc.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra da Cidade de Santos/SP-Brasil , convida para a Festa : Malta Coimbrã 08/05/2010
Malta Coimbrã
08 de Maio de 2010 às 20:00 horas
Convites: 20 Reais
Local: Rua Almirante Barroso 24 , Santos/SP-Brasil
Atuações:Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra e Rancho Folclórico Cantares e Dançares do Minho.
Informações:(13)91419610
E-mail: tricanasdecoimbra@gmail.com
sábado, 27 de março de 2010
COMPASSO PASCAL NO MINHO
O Minho é uma região rica em costumes e tradições. A visita pascal, ou compasso, é uma das Festas mais marcantes. Bem cedo, em cada aldeia estoiram foguetes, tocam os sinos e sai a visita Pascal que percorre todas as casas que abrem as portas ao compasso. É bonito de se ver! Vizinhos e amigos apressam-se a desejar "Feliz Páscoa" ao dono e ao pessoal das casas: Feliz Páscoa! Aleluia! Aleluia!
Atapetam-se as ruas e os caminhos com flores. Grupos de pessoas correm de casa em casa, não esquecendo um vizinho, pobre ou rico, um amigo. É um reboliço! Há risadas e gritos. Beijos e
abraços. Em cada casa põe-se uma farta mesa de iguarias, doces e salgadas, vinho do Porto, vinho corrente, e outras bebidas. Quando chega o compasso é o Pároco que saúda todos os presentes dizendo: "Paz a esta casa e a todos os seus habitantes, Aleluia", enquanto asperge com água benta a "sala grande" onde, por hábito, está colocada a "mesa".
Depois, o mordomo dá a cruz ornamentada a beijar ao dono que, depois de beijar a cruz, a dá a beijar aos presentes. O dono da casa ou a pessoa mais velha convida, então, o senhor Abade a sentar-se um bocadinho (que a caminhada é grande), oferecendo-lhe da "mesa" onde nada falta, desde o pão-de-ló até ao "sortido", passando pelo vinho da última colheita que graças a Deus, era de estalar … até ao vinho "fino", geropiga ou algum licor conventual.
As pessoas abeiram-se, ordeiramente, da mesa e tudo come sem cerimónia, distinguindo, no entanto, o dono da casa, o pessoal do "compasso" a quem, depois, entrega o "folar" do senhor Abade (actualmente dinheiro num envelope fechado) e outras esmolas para as Almas e o Senhor, não esquecendo, também, o folar do rapazio da campainha e da caldeira.
Por volta do meio-dia, recolhe o compasso à Igreja para os elementos que o compõem irem almoçar. No final, uma girândola de foguetes diz que o "almoço" já terminou e que o ritual vai continuar da parte de tarde, visitando os restantes lugares e casas da freguesia e é ver novos e velhos a gozar um belo Domingo que só regressa 12 meses depois. Bem no fim da visita organiza-se uma procissão de retorno à Igreja e aí é ver toda a gente a entoar cânticos religiosos.
terça-feira, 9 de março de 2010
CANTO DAS SANTAS CRUZES - SOAJO - ARCOS DE VALDEVEZ.
Uma das tradições mais antigas de Soajo , é a comemoração da Paixão de Cristo vulgarmente conhecida pelo canto das Santas Cruzes. Celebra-se todos os anos com início na Quarta Feira de Cinzas e dura até as endoenças da Quinta Feira Santa . Os homens reunem - se ao toque do sino depois da ceia , no Adro da Igreja e dividem - se em dois grupos . Cada grupo integra um rapazinho para fazer o desdobramento com a sua vóz aguda .
Sobre o ponto de vista musical as Santas Cruzes constituem uma espécie de salmodia tripartida, Como eram aliás as antigas salmodias.
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Vídeo gravado para o programa POVO QUE CANTA, RTP 1970.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
FESTA DA VINDIMA - CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS DE SANTOS
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
2º ENCONTRO DE TOCADORES DE CONCERTINA NA CASA DE PORTUGAL DE PRAIA GRANDE - BRASIL
Além do grande baile feito pelos tocadores, teremos a apresentação do Grupo Folclórico da Casa e a demonstração de como é feita a pisa e a colheita da uva em Portugal.
O convite terá um custo de R$ 20,00 com direito a uma cesta de uva
Data: 27 de fevereiro de 2010
Horário: 20h
Local: Av. Paris- 1500- Forte-Praia Grande/SP
Telefone para informações e reservas: (13) 3491-4559
domingo, 14 de fevereiro de 2010
CARETOS DE PODENCE - TRÁS OS MONTES

O Domingo Gordo e a terça-feira de Carnaval são os dias da folia dos Caretos, que surgem em
bandos de todos os cantos da aldeia de Podence, em frenéticas correrias, "assaltando" transeuntes e adegas. As marafonas(HOMENS VESTIDOS DE MULHER E VICE VERSA) são os únicos seres que os Caretos respeitam nas suas tropelias, gritarias e chocalhadas.As raparigas solteiras, principal alvo destes bandos mascarados, levam-nos a trepar muros e varandas para as "chocalhar". Ainda não há muitos anos, as pessoas punham trancas às portas e janelas, assustadas com o que lhes podia acontecer.
Hoje em dia, os Caretos são mais moderados, mas mesmo assim, as suas correrias e os seus gritos não deixam de ser assustadores para a maioria dos forasteiros desprevenidos.
Os Caretos usam máscaras, feitas de latão, madeira ou couro, pintadas de cores vivas, onde sobressai o nariz pontiagudo. As suas vestes são confeccionadas a partir de colchas franjadas de lã de verde, azul, preta, vermelha e amarela. Usam chocalhos presos à cintura, que servem para "chocalhar" os seus alvos. Da sua indumentária faz igualmente parte um pau ou moca, que lhes serve de apoio nas suas correrias e saltos.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
ENTRUDO NO ALTO MINHO , O PAI VELHO NO LINDOSO - PONTE DA BARCA.

Entrudo e Carnaval são duas palavras com etimologias diferentes mas significando este mesmo periodo que vai desde o Domingo da Septuagésima até à Quarta - Feira de Cinzas.
Entrudo, deriva do latim (introitus) significando "entrada" ou começo do ano, da primavera ou, mesmo, da entrada da Quaresma.
As interpretações, dentro da tradição romana remontam às Saturnalias, festas em honra de Saturno cujos ritos e cerimonias tinham como objectivo despertar do novo ciclo da Mãe / Natureza; às Lupercalias, que se celebravam ao redor do 15 de Fevereiro, assegurando a fecundidade dos homens, animais e campos e às Matronalias, festa dedicada às mulheres que nestas datas tinham poderes especiais sobre os homens!
Quanto à origem Grega provém das festas em honra de Dionísios, Deus do vinho e da inspiração.
É com o aparecimento da cultura cristã que o Entrudo nos aparece como celebração fortemente ligada ao período abstinencial imposto durante o período da Quaresma.
Outras etimologias são atribuídas à palavra carnaval: uma Italiana "Carnevale" isto é proibir a carne, em período de quaresma; uma outra origem celta ou germânica, ligada aos " Carrus Navalis" isto é, barcos com rodas, apresentação tão querida dos romanos que passeavam assim o seu "Carnaval".
Seja como for o Entrudo ou Carnaval seria uma festa cujo significado e vivência estará sempre de acordo com a cultura de cada povo.
Representando um subconsciente colectivo, não deixa de ser, também, uma festa de liberdade, onde tudo é permitido fazer-se, e onde preceitos e costumes se esquecem para permanecer durante três dias o quase "vale tudo".
Válvula de segurança do sistema de poder ( cansados da vida rotineira de um ano), há um clássico abrandamento da autoridade no Entrudo sempre mais atenta à problemática social que às manifestações lúdicas e festivas.
Por isso, as máscaras, a censura popular e a moda colectiva de se parodiar toda uma existência satirizando-se, ridicularizando, causticando, virando-se, praticamente, tudo do avesso: os homens viram mulheres; as mulheres, homens e a máscara é a caricatura da própria vida local.
No Alto Minho, felizmente, o Carnaval vai-se mantendo em todos os Concelhos com os tradicionais corsos. Porém, a tradição obriga-nos a ir até ao Lindoso (Ponte da Barca) e, ai, assistir aos cortejos imemoriais do Pai Velho.
Pai Velho :
Quem é este Pai Velho? Uma espécie de despedida do Inverno e o acolhimento à Primavera que está a chegar? Recordação das festas dos "loucos medievais", colocando um ponto final ao tempo de excessos que precedem a Quarta – Feira de cinzas ? O rito da fecundidade estimulado por uma nova seiva que vai surgir após as longas noites do solstício do Inverno?
O cerimonial mantem-se quase com os mesmos ingredientes medievos que encontramos na "Vaca das Cordas", ou na "Procissão do Corpo de Deus", em Monção com a tradição do Boi Bento, do Carro das Ervas, do Dragão e do S. Jorge, ou na Senhora D’Agonia com os seus Gigantones e Cabeçudos. Cumpre-se a tradição em Terras do Lindoso, sempre na época do Entrudo, nos lugares de Castelo e de Parada. Em dias de Domingo Gordo e Terça – feira de Carnaval .
Em frente aos espigueiros e à eira comunitária, tendo como cenário o Castelo Medievo, o busto de madeira do Pai Velho transportado num carro de bois, seguido de outro carro de bois, Carro das Ervas, engalanados, com a chiadeira habitual, tilintando de campainhas e com as cangas ornamentadas de monelhas, ramos de flores em cada chifre; à frente a lavradeira, camponesa rústica qual loura Ceres ( Deusa da Fecundidade), bem ourada com os cordões das avós; atrás as rusgas de concertinas, bombos, ferrinhos e castanholas e a que não faltam as máscaras dos mais foliões… eis os cortejos de Domingo Gordo no lugar do Castelo, depois da missa (11.00 horas ) e, da parte de tarde, no lugar de Parada (14.30 horas), com idêntico cerimonial. Tudo se esconde até terça – feira de carnaval onde idênticos cortejos se realizam ainda com festa mais rija, para terminar depois dos bailaricos, nos dois lugares, com o enterro do Pai Velho, cerca da meia noite, em que se atinge o clímax do ritual colectivo concretizado na queima do boneco de palha e a leitura do seu testamento. Pai Velho que não despensa o "seu" ritual gastronómico em dia de Domingo Gordo.
E são os rapazes e raparigas que cantam os Reis que tem a obrigação da ceia composta pelo tradicional cozido onde não faltam a orelheira, salpicão de fumeiro, tracanaz de presunto (e o que lhe davam mais), os chispes (unhas de porco) e o focinho do reco.
Se lhe acrescentarmos umas boas costelas barrosãs e um pé descalço, mais umas chouriças de cabaço, ai temos o cozido do Lindoso em honra do Pai Velho: duas travessas fumegantes a rescender a sabores de salgadeira, da vezeira e do quinteiro: a das carnes; outra com batatas, cenoura e couve galega; o alguidar tortulho com arroz branco e rodelas de chouriça, paio e salpicão, tudo acompanhado de um verde tinto a deixar nas malgas vidradas uma velatura de musselina rósea.
E as grâ - mestras da cozinha do Lindoso a dizerem-me prazenteiras e sorridentes: bom proveito, que lh’apreste. Cá fora, no terreiro do Castelo as concertinas e as vozes diziam :
A tarde foi para cantar e dançar
"O Carnaval de Lindoso
É o melhor do Concelho
Todos gostamos de ver
O enterro do Pai Velho"
Ass: Gracinda Amorim
"Lindoso terra bonita
Onde se colhe bom Pão!
Festejam o Carnaval
Que não acabe a tradição!
"Pai Velho Não Morras!"
Dr. Francisco José Torres Sampaio -
Presidente da RTAM (Região de turismo do Alto Minho)
http://www.youtube.com/profile?user=alsotomas#p/u/2/1zv-RrjDOek
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS

Rádio do Folclore Português 24 Horas em sua companhia em todo o mundo.
Preservação e divulgação, das tradições populares, folclore e etnografia de Portugual Continental e Ilhas.
Viva o Folclore de Portugal!!!!
Visite:
RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS
Visite a Rádio do Folclore Português 24 Horas na sua companhia em todo o mundo.
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Viva o Folclore de Portugal!!!!
Visite:
http://www.radiofolcloreportugues.com/
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
G.F. SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA - ESPOSENDE
Aqui, o agricultor-sargaceiro, sempre que o movimento das marés prenuncia a aproximação de uma boa "mareada", larga toda a sua actividade nos campos e vai para a praia. Mas, por vezes, a espera pelo "assejo" - o momento exacto em que o mar arroja a terra as primeiras algas dando lugar, então, ao ínicio da "mareada" - pode ser longa, e há que preencher esses tempos mortos.
A expectativa de mais um dia grande e enriquecedor, torna as pessoas alegres e folgazãs, e todos dão largas à ansiedade que os possui. Logo aparece alguém a tocar concertina, outros cavaquinho, viola, ferrinhos, bombo e reque-reque e a festa acontece. Homens e mulheres, principalmente os mais novos, juntando-se aos pares, ou em roda, cantam e dançam com a alegria bem característica das gentes da beira-mar. Decorrido algum tempo é necessário prestar atenção ao mar, não vá o lençol de sargaço ter-se já aproximado de terra, e o "assejo" estar iminente. Pára a dança. As mulheres sentam-se, lânguidamente, na areia da praia; os homens, de pé, observam atentamente o comportamento do mar. Se o lençol de sargaço que se vai formando ao longe ainda demora a aproximar-se da costa, a dança recomeça com a mesma alegria e vigor. Até que, a determinado momento, alguém grita a plenos pulmões "ARGAÇO" - e a festa acaba ali para dar lugar à "mareada" - quatro horas de labuta constante, no afã de ser arrecadado todo o sargaço possível.
Cada homem, munido do "galhapão" ou da "graveta" corre para o mar, enfrenta as vagas, até onde lhe for possivel, sem colocar em risco a sua segurança, e vai arrecadando as algas nelas envoltas. A mulher retira o xaile e o chapéu, coloca-os em lugar resguardado, sobre a areia, e aguarda na borda do mar o momento de ajudar o sargaceiro que vem a terra com cada carga de sargaço.
A apanha do sargaço que, como se diz antes, assume em Apúlia características únicas, fez com que o sargaceiro fosse considerado, há longos anos, o ex-líbris do concelho de Esposende.
Em Agosto de 1934 realizava-se no Palácio de Cristal, no Porto, a GRANDE EXPOSICAO DO MUNDO PORTUGUÊS, onde deveriam fazer-se representar as províncias ultramarinas portuguesas e todos os concelhos do País. O concelho de Esposende enviou uma delegação composta por sessenta sargaceiros - trinta homens e trinta mulheres - por considerar a originalidade e autenticidade do traje que, tudo o indica, parece remontar ao período da ocupação da Península pelos romanos, e ainda pela actividade agro-marítima que representava: a apanha do sargaço.
The National Geographic Magazine February, 1938
E a delegação do concelho de Esposende a todos surpreendeu e encantou, pelo garbo dos homens e pela beleza das mulheres.
ANTÓNIO TORRES, responsável por aquela delegação, decidiu, então, dar-lhe continuidade. E assim foi fundado o "GRUPO DOS SARGACEIROS DE APÚLIA".
ANTÓNIO TORRES, à época Presidente da Junta de Freguesia, era um homem dotado para as letras e para a música e, por isso, amante e cioso da cultura tradicional da sua terra, lançou-se com entusiasmo na pesquisa e recolha das danças e cantares ligados a Apúlia e à apanha do sargaço, organizando, assim, o repertório do Grupo Folclórico, e que se mantém até aos dias de hoje, sem alterações nem plágios. Contou, para tal, com a ajuda do Conde de Villas Boas, então comandante do porto de Leixões, e do escritor e etnógrafo esposendense Manuel de Boaventura, dois grandes admiradores de Apúlia e dos sargaceiros.
Em 1940 é também fundada por aquele apuliense a Casa do Povo local, onde o Grupo Folclórico é integrado e passa a designar-se, até aos dias de hoje, "GRUPO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA".
Lormes - Nevers - FRANÇA (1999)
Ponta do Sol - MADEIRA (2001)
Durante a sua já longa existência são numerosos os factos dignos de referência. Registam-se, no entanto, alguns que se consideram determinantes na vida dos "SARGACEIROS": Apuramento na l.a Olimpíada Europeia de Folclore, em 1956; 1.° Prémio da "Taça Abril em Portugal", em 1968; Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Esposende, em 1993; Participações na Expo/98, em representação do Inatel, com o espectáculo "Evocação do Mar", e em representação da Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende; "Troféu de Qualidade" do Inatel, em 2000; Deslocações a Espanha em 1973, 2000, 2001, 2003; a França em 1983,1984,1987, 1988, 1998, 1999; ao Brasil em 1992; à Bélgica em 1998; à Madeira em 2001.
É Membro Efectivo da Federação do Folclore Português, e Centro Cultural e Desportivo do Inatel (CCD), inscrito sob o N.° 3331.
Para assegurar, na população jovem, o gosto e orgulho por esta cultura própria, existe há vinte anos o Grupo Infantil, com cerca de sessenta crianças, de idades compreendidas entre quatro e doze anos, e que, em sessões semanais, vão aprendendo, a brincar, os usos e costumes tradicionais ligados à faina do sargaco, as danças e os cantares dos sargaceiros.
Adoptam, aqui, os nomes tradicionais Malhão, Chula, Cana-Verde, Vira, Vareira, Regadinho, etc. Mas nenhuma destas danças se identifica com outras de igual nome dançadas no Minho, no Douro ou nas Beiras.
Aqui, os passos de dança dos sargaceiros assemelham-se aos movimentos das ondas do mar, ora rápidas e alterosas, ora calmas e deslizando suavemente.
Assim, todas têm dois momentos: enquanto o cantador faz ouvir a sua voz, os dançadores movem-se devagar, em passos suaves, braços ao longo do corpo; quando o cantador se cala, para dar lugar ao coro, ou à música mais intensa, logo os braços se levantam e todos imprimem, então, à dança, celeridade e vigor, tal como o vai-vém das ondas do mar em maré viva.
O mar e o sargaço, o amor e a saudade, são uma constante nos cantares dos sargaceiros.
Na execução musical predomina o som da concertina, acompanhada dos cavaquinhos, viola braguesa e viola-baixo, ferrinhos, reque-reque e bombo.
Por todo o País, e pelo estrangeiro, a sua actividade tem sido constante, quer em festivais, quer em representações etnográficas.
É, reconhecidamente, um representante ímpar do folclore do litoral da Região do Baixo-Minho, quer pelas suas danças, quer pelo traje característico. É considerado, quer pelos etnógrafos, quer pela Federação do Folclore Português, um dos Grupos de maior autenticidade, pelo que a sua presença se torna requisitada nos maiores festivais de folclore do País. Pedro Homem de Mello escreveu: "Em Apúlia tudo é verdadeiro... até o traje".
Visite:http://www.sargaceiros.com.pt/index.html
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
FESTA DE SÃO GONÇALINHO - AVEIRO
A festa faz-se em honra de São Gonçalo, conhecido naquele bairro por S. Gonçalinho. Este terá nascido em 1190 em Arriconha, perto de Guimarães, ganhando fama de santo casamenteiro quando pregava na freguesia da Aboadela do Marão onde, como bom pároco que era, queria sacramentar os casais que viviam em situação imoral.
S. Gonçalo terá morrido em meados do século XIII. O seu culto expandiu-se, tendo chegado rapidamente a Aveiro, mais precisamente ao bairro da Beira-Mar.
Neste bairro é-lhe atribuído poder curandeiro em doenças ósseas e na resolução de problemas conjugais.
O afecto da população local ao seu Santo padroeiro é de tal forma que o seu tratamento toma aspectos particulares. São utilizadas, por exemplo, expressões como, "o nosso santinho", "o nosso menino", bem como, o uso da segunda pessoa do singular ("tu") para se dirigir ao Santo.
Durante os dias de festa pagam-se promessas ao São Gonçalinho, atirando quilos de cavacas doces do cimo da capela, enquanto na rua uma multidão de pessoas as tenta apanhar. As cavacas são doces cobertos de açúcar, podendo ser de dois tipos: redondas e relativamente moles (para serem comidas), ou alongadas e muito duras (para serem lançadas da platibamba da capela).

A prática de atirar cavacas é uma característica desta peculiar festa, transformando-a numa original manifestação de tributo, culto e veneração prestada ao Santo pelos romeiros.
Outro ritual da festa, realizado ao fim da tarde no interior da capela, é a entrega do ramo. Trata-se de um ramo de flores artificiais, conservado há muitos anos com religioso cuidado. A festa de S. Gonçalinho inclui ainda a Dança dos Mancos, ritual tradicional realizado também dentro da pequena capela. Esta dança é executada por um grupo de homens que, fingindo de mancos e deficientes físicos, movem-se circularmente, mancando e dançando ao som dos cantares que ecoam na capela.
domingo, 3 de janeiro de 2010
AS JANEIRAS E OS REIS
A tradição continua! Apesar de já quase nada ser como dantes as tradicionais Janeiras andam nas ruas em Portugal. "Cantar as Janeiras" terá mais a ver com as celebrações do início do ano, podendo ser cantadas em qualquer dia do mês de Janeiro.
Ocorrem em Janeiro, o primeiro mês do ano. Este mês era o mês do deus Jano, o deus das portas e da entrada. Era o porteiro dos Céus e por isso muito importante para os romanos que esperavam a sua protecção. Era-lhe pedido que afastasse das casas os espíritos maus, sendo especialmente invocado no mês de Janeiro. Era tradição que os romanos se saudassem em sua honra no começar de um novo ano e daí derivam as Janeiras.
Já os Reis são cantados na noite do dia 5 para 6 de Janeiro(Dia de Reis) com um sentido mais religioso lembrando a visita dos três Reis Magos ao Menino Jesus .
Com ou sem instrumentos musicais, a tradição manda que os grupos saiam à rua para cantar à porta das pessoas da terra.
Também há, regra geral, um solista que canta os primeiros versos, que depois são repetidos pelo côro.
Os donos das casas costumam receber os cantadores, e servem frutos secos, doces tradicionais,chouriço assado e, claro, um copito de vinho ou um licor, que as noites de Janeiro são frias e há que afinar as gargantas...
Nesse caso, quando saem, os "janeireiros" cantam um verso de agradecimento, desejando coisas boas aos donos da casa, como este: "Esta casa é tão alta/É forrada de papelão/Aos senhores que cá moram/Deus lhes dê a salvação".
Caso os donos da casa não abram sequer a porta, recebem um "mimo" diferente: "Esta casa é tão alta/É forrada de madeira/ Aos senhores que cá moram/Deus lhes dê uma caganeira".
(Os versos variam de região para região).
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Cantar Janeiras e Reis nas Terras da Feira - Rancho Regional da Vila de Lobão .
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
CANTARES DO CICLO NATALÍCIO - COIMBRA
Vídeos de cantares tradicionais do ciclo natalício apresentados pelo Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Beijai o Menino
óh Anjos cantai comigo
Noite tão Serena
No alto do Monte
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
GRUPO FOLCLÓRICO DE ABITUREIRAS - SANTARÉM
A freguesia de Abitureiras encontra-se situada na margem direita do Rio Tejo, ao norte de Santarém. Uma paisagem muito característica, marcada por uma zona de declives pronunciados a norte e menos ao sul da freguesia. No fundo, um pouco divergente do que se pode ver, em alguns aspectos, no resto do concelho. O topónimo desta povoação, Abitureiras, conheceu até hoje diferentes versões. Alguns autores dizem que deriva da palavra abruteira – a freguesia teria sido assim terra de abutres – outros apontam duas senhoras fiandeiras, que, por terem mandado construir a actual igreja paroquial, foram denominadas pelo povo de aventureiras e, por corrupção, Abitureiras. Uma série de opiniões que carecem de cunho científico, pois não passam das usuais lendas que sempre surgem associadas à história das povoações portuguesas.
Esta freguesia pertenceu sempre ao concelho de Santarém, excepto num curto período de tempo, em 1836, em que transitou para o de Rio Maior, ao qual pertenceu durante alguns anos. Em 1922, o lugar de Moçarria desligou-se da sede e formou freguesia própria.
Abaixo dois vídeos com apresentação dos trajes do Grupo Folclórico de Abitureiras:
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
PELO SÃO MARTINHO VAI À ADEGA E PROVA O VINHO...
À medida em que se percorre o país, as comemorações do São Martinho vão sofrendo alterações, embora a receita base seja sempre a mesma: castanhas e vinho. Só mudam os hábitos. Sinónimo de festa muito popular e de grandes tradições, São Martinho é festejado, a 11 de Novembro, com castanhas assadas e água pé(bebida alcoólica, com baixo teor de álcool, resultante da adição de água ao bagaço (ou pé) de uva ). De acordo com a sabedoria popular, «No São Martinho abre o teu pipinho, mata o teu porquinho, bebe-lhe um copinho e come-lhe um bocadinho.» Lume, castanhas e vinho são os ingredientes indispensáveis para os tão desejados magustos.
Em Portugal, e sobretudo no norte e centro do País, o dia 11 de Novembro é de um modo geral festejado com «magustos» de vinho e castanhas em todas as partes onde estes ocorrem no dia de Todos os Santos, tomando assim o aspecto de um prolongamento especial dessas celebrações, a ponto de se falar em «Magustos dos Santos» e «Magustos de S. Martinho».
Os «magustos» aparecem sob esta forma em todo o Minho, em casa ou nos campos, em Trás-os-Montes, nas Beiras e no Douro, em terras de Arouca, e na região e na própria cidade do Porto. Por exemplo em Vila do Conde, as castanhas comem-se com roscas de pão de trigo e nozes. Em Fafe, eles começam à tarde e duram até à noite, as castanhas assam-se em fogueiras que se acendem no meio da rua, e o vinho circula em cântaro. Nessa noite, geralmente, joga-se o jogo do pau. No sul o costume não apresenta este caráter de generalidade, mas assinala-se em várias partes.
Em muitas regiões rurais do país, nomeadamente no noroeste, a festa anda associada à matança do porco, e é influenciada, sob certos aspectos, pela euforia e pelo sentido de plenitude que decorre desse acontecimento que possui a natureza de uma verdadeira festa doméstica, muitas vezes mesmo a mais importante do calendário privado. No Minho, por exemplo, o dia situa-se na época das primeiras matanças e nas provas do vinho novo. Segundo a tradição popular, «No dia de S. Martinho / Mata o teu porco / E prova o teu vinho».
Reza a lenda que São Martinho pertencia às legiões do imperador Juliano. Num certo dia, em pleno Inverno, sob vendaval e neve, equipado e armado, montado a cavalo, S. Martinho viu, às portas de Amiens, um mendigo semi nu, tiritando de frio. O Santo parou o cavalo, pegou na espada e cortou ao meio a sua capa de agasalho, dando metade dela a esse peregrino. Envolto na outra metade, S. Martinho sacudiu a rédea e prosseguiu a viagem no meio da tormenta. Porém, subitamente a tempestade desfez-se, amainou o tufão e a geada, o céu descobriu instantaneamente, aparecendo assim um sol resplandecente. Segundo a mesma lenda, para que não se apagasse da memória dos homens a notícia deste acto de bondade, Deus dispôs que em cada ano, na mesma época em que São Martinho se desapossou da metade da sua capa, que se interrompesse o frio e que sorrisse o céu e a terra. domingo, 25 de outubro de 2009
TRAJES DE SARGACEIRO E SARGACEIRA - APÚLIA , ESPOSENDE

A longa permanência dentro de água fria provoca, necessariamente, o arrefecimento do corpo.. Pensa-se que tenha sido esta a razão que levou o sargaceiro a adotar a fazenda de pura lã, na sua côr natural, para a confecção da indumentária que usa na faina do mar.Branqueta é o nome que designa o casaco de abas largas, tipo saio romano, até meio da coxa, cingido ao corpo até à cintura e alargando para baixo, em forma de saiote, de modo a deixar inteiramente livres os movimentos das pernas. É abotoado de alto a baixo por pequenos botões do mesmo tecido, grosseiramente feitos em "boneca" e remata, no pescoço, com gola baixa. As mangas são compridas e justas ao braço. A gola, os punhos e as frentes são debruados com pesponto grosso e largo, geralmente duplo ou triplo, formando barra. Sobre o peito, à esquerda, alguns sargaceiros fazem bordar, sempre com a mesma linha grossa e forte do pesponto, a sua inicial, ou qualquer outra sigla que o identifica. À cintura o sargaceiro usa largo cinto preto, de cabedal.
A branqueta é toda confeccionada à mão, com linha resistente, para suportar o embate das ondas.
Na cabeça o sargaceiro usa o SUESTE , espécie de capacete romano, com copa de quatro gomos reforçados e duas palas: uma, curta, na frente, e outra, mais larga e comprida, atrás. Deste modo é-lhe possível "furar" as ondas alterosas sem que a água lhe molhe a cabeça e o pescoco, e lhe penetre nas costas. Feito do mesmo tecido da branqueta, passa por diversas fases de impermeabilização e é, por fim, pintado com tinta branca. No cimo da copa leva, pintada a vermelho, uma cruz, e dos lados o nome de Apúlia e qualquer outra referência ao gosto do proprietário, habitualmente uma data.
A textura da branqueta que, como já foi dito, é de pura lã, permite ao sargaceiro permanecer várias horas molhado mas conservando a temperatura normal do corpo, enquanto se mantém em atividade.
A mulher sargaceira assume um papel secundário durante a mareada, já que o trabalho árduo e
perigoso de enfrentar as ondas é da exclusiva responsabilidade do homem. Por isso a sua indumentária é mais delicada e, normalmente, apenas entra no mar com água até ao joelho, para ajudar o homem a arrastar para terra o galhapão cheio de sargaço arrebatado ao mar. Assim, ela veste saia rodada, do mesmo tecido da branqueta, bem cingida à anca por larga faixa preta, sarjada, e blusa branca, de linho. Um colete adamascado preto, sem mangas, e bordado a linha de seda em cores garridas, envolve-lhe o tronco e protege-lhe o peito. Na cabeça usa lenço de merino.Quando sai de casa põe, nas costas, um xaile de merino à moda do Minho e, na cabeça, um pequeno chapéu preto, de feltro, de copa baixa, redonda e de abas estreitas, que leva, na frente, uma pequena moldura de prata, habitualmente com um espelho. Mas, sempre que a sargaceira está "comprometida" ou casada, retira o espelho da moldura e, no seu lugar, coloca a fotografia do seu amado; se mantém o espelho no chapéu é sinal de que é livre e "descomprometida".

Fotos apintocoelho :http://picasaweb.google.com/apintocoelho/MareadaRecriacaoDaApanhaDoSargacoApulia#
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
8ª SEMANA CULTURAL AÇORIANA - CASA DOS AÇORES DE SÃO PAULO
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
1º ENCONTRO DE CANTADORES E CANTADEIRAS DOS RANCHOS FOLCLÓRICOS DA BAIXADA SANTISTA -BRASIL
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
TRAJE DE IR AO SARGAÇO OU FATO DE MAR (TRAJE DE TRABALHO) - AFIFE

Saia de "estopa" (linho grosso) de cor branca com "forro de riscado", estreito, aos quadrados azuis e brancos. Colete de pano cuja barra é preta e corpo de "riscado" florido, sem enfeites. Camisa de linho branco sem bordados e bastante decotada. Lenço de peito "franjado" de campo vermelho com ramagens e quadrados. Calçam "alpergatas", acalcanhadas, e sem meias. Este calçado grosseiro de lona, assente sobre corda ou borracha, tem também ps nomes de Alpargata, Alparca e Alparcata. Usam chapéu de palha de aba larga e sobre este uma trouxa de roupa para vestir depois da apanha do sargaço (função). Ao ombro trasportam o redenho (rede para colher sargaço).
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DE CACIA - AVEIRO.

O Grupo Folclórico de Cacia, foi fundado em 1978, com o intuito de fazer reviver e preservar as Tradições Culturais de toda a Região do Baixo Vouga e Zona Vareira.O Grupo Folclórico é membro da Federaçâo do Folclore Português, tem participado em Festivais de Folclore de carácter nacional e internacional, e no estrangeiro já se exibiu em França e Espanha.Os viras, canas verdes e modinhas de roda que o grupo exibe, eram dançadas nos serões que se faziam em Cacia , a caminho das romarias da região, no final dos trabalhos do campo e aos domingos, nos adros das capelas.Os trajes que o grupo apresenta, são cópias fiéis dos séculos XVIII, XIX e XX; e neles se destacam os trajes ricos, trajes de trabalho ligados ao campo e ao rio e trajes de romaria, tendo obtido o 1ºprémio de trajes a nivel Nacional, organizado pelo Inatel em Lisboa.Já se exibiu na TV nos seguintes programas:Portugal Português, Sol de Verão, TV Regiões, Mùsica no Coração, Praça da Alegria, Olá Portugal e Festival Nacional do Algarve representando a Beira Litoral.Todos os anos, em Junho, aquando o seu Festival de Folclore, realiza um cortejo etnográfico representando várias usos e costumes dos seus antepassados, sendo apelidado por especialistas em etnografia como um autêntico “museu ao vivo”.
domingo, 27 de setembro de 2009
GRUPO FOLCLÓRICO DE FARO - ALGARVE
Membro efectivo da Federação do Folclore Português e fundador da Associação de Folclore e Etnografia do Algarve, o Grupo Folclórico de Faro é já considerado uma Instituição da capital algarvia, tendo recebido , em 2002 , a medalha de ouro da Cidade.
Fotografia: http://reflexosdomeuolhar.blogspot.com/2009/04/grupo-folclorico-de-faro.html
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
RANCHO FOLCLÓRICO DO PORTO
O Rancho Folclórico do Porto foi fundado em 24/06/1982 com o objectivo de recolher, preservar
e difundir as antigas tradições da cidade do Porto, relacionadas com a cultura popular. Por isso tomou como lema ser "Sempre Leal" aos costumes que são Povo.A apresentação à cidade foi feita na Casa do Infante, no dia 24 de Junho de 1984. O seu reportório é constituído por danças e cantigas recolhidas por César das Neves, que as publicou no "Cancioneiro de Músicas Populares" no ano de 1895 e do livro "O Traje Popular em Portugal, século XIX" de Alberto de Sousa, reconstituiu os trajes que eram típicos no Porto, naquele século. É constituído por mais de cinquenta elementos divididos entre dançadores, cantata e tocadores distribuídos
pelos seguintes instrumentos: concertina, bombo, ferrinhos, cavaquinho, violão, viola braguesa e rabeca. Neste conjunto de pessoas, que se distribuem por diversas profissões, metade têm formação escolar superior: licenciados e bacharéis. O Rancho, que já se exibiu em todo o continente, na Madeira e nos Açores, fez digressões ao estrangeiro, já tendo estado presente em cerca de 30 países e gravou programas para as televisões alemã (ZDF), austríaca, brasileira (TVGLOBO e TVPROGRESSO), egípcia, escocesa, francesa (CANAL 5), galega (TV GALIZA) e portuguesa (RTP1 e TVI). A RTP produziu um filme -"Malhão, Triste Malhão" - com base nas músicas e danças do Rancho, e nele participou o próprio grupo. Para este canal televisivo também os seus elementos fizeram figuração para o documentário -"Os caminhos do romântico" , com trajes populares e burgueses daquela época, todos reconstituídos pelo próprio Rancho. Para que a música popular e folclórica do Porto fosse universalmente conhecida, gravou o Rancho dois LP, dois Single, duas cassetes e cinco CD. Algumas destas produções foram subsidiadas pela Câmara Municipal do Porto e Governo Civil do Porto. A par da sua actividade intrínseca, o folclore, desenvolve outras como: Grupo Rock, Canto Coral, Grupo de Fados de Coimbra, Tuna Académica, Teatro e Variedades.
sábado, 22 de agosto de 2009
ROMARIA SENHORA D'AGONIA 2009 - VIANA DO CASTELO
A romaria de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do castelo, é considerada uma das maiores de Portugal. A primeira referência a este culto remonta ao século XVIII, mais precisamente a 1744. A ligação com a comunidade piscatória é forte nos festejos de Nossa Senhora da Agonia. Até 1968, quando se passou a efectuar a procissão fluvial, eram os próprios pescadores que carregavam o andor com a imagem.
Saiba mais em :http://folcloredeportugal.blogspot.com/2008/08/romaria-de-nossa-senhora-da-agnia-viana.html
terça-feira, 18 de agosto de 2009
IX Festival Nacional VII Internacional de Folclore do Rochão -Ilha da Madeira 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
ROMARIA DE SANTA MARTA DE PORTUZELO
Os Cortejos Etnográficos, outrora designados por “Paradas Agrícolas”, constituem hoje, a par da Procissão de Santa Marta, um número do Programa que mais visitantes traz a esta localidade, daí, o especial cuidado que a Comissão de festas coloca neste programa, não se poupando esforços de cada vez mais valorizar a amostragem dos usos e costumes do Povo de Santa Marta de Portuzelo.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
PROGRAMA DAS FESTAS DA MEADELA 2009
Programa
Dia 31 de Julho (Sexta-feira)
08.30 horas - Alvorada festiva.
Uma salva de morteiros e um Grupo de Zés P´reiras, darão início às tradicionais Festas da Meadela em honra da sua Padroeira Santa Cristina.
Entrada da Banda de Música de Estorãos - Ponte de Lima.
09.30 horas - Visita da Mordomia à Cidade.
A Comissão de Festas da Meadela e um grupo de jovens Meadelenses, rigorosamente trajadas, acompanhadas pela Banda de Mú´sica e pelo Grupo de Zés P´reiras, percorrerão as principais ruas da cidade, visitando e apresentando cumprimentos às Autoridades Religiosas e Civis.
13.00 horas - Almoço-convívio da Comissão de Festas com a mordomia, na escola Primária da Igreja.
18.30 horas - Celebração Solene da Eucaristia
19.30 horas - Abertura de exposições.
21.00 horas - Abertura do 20.º Arraial Inter-Associativo
21.30 horas - Primeiro Arraial Nocturno: música e diversões
22.00 horas - Espectáculo de Música Portuguesa com Augusto Canário e amigos. Organização do Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela em colaboração com a Comissão de Festas.
Dia 1 de Agosto (Sábado)
09.00 horas - Nova alvorada festiva, com o tipicísmo da do dia anterior
15.00 horas - Entrada do Grupo de Gaitas de S. Tiago de Cardielos, que desfilará pela Rua da Igreja
15.30 - Entrada da Banda de Música de Estorãos - Ponte de Lima, seguida de concerto musical
16.30 horas - Entrada da Fanfarra dos Escuteiros da Meadela
17.30 horas - Cortejo Meadela 2009
19.00 horas - Celebração Solene da Eucaristia, por todos os Meadelenses que contribuíram para a realização da Festa em honra da sua Padroeira, Santa Cristina, e por todos os ausentes e emigrantes da Meadela
21.00 horas - Segundo Arraial Nocturno
21.30 horas - Concentração dos Grupos Folclóricos na AV. Coronel Pires, seguindo-se desfile pela Rua da Igreja até ao local do Festival de Folclore.
22.00 horas - 50.º Festival de Folclore da Meadela
Organização da Ronda Típica da Meadela em colaboração com a Comissão de Festas
Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela; Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda” - Águeda; Rancho Folclórico “Danças e Cantares de Vale Paraíso” - Azambuja; Rusga de S. Vicente - Braga; Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia - Esposende e a Ronda Típica da Meadela
24.00 horas - Monumental sessão de Fogo de Artifício
Dia 2 de Agosto (Domingo)
08.30 horas - Celebração da Eucaristia
09.00 horas - Última alvorada festiva
10.30 horas - Eucaristia solene na Igreja Paroquial com veneração especial a Santa Cristina, padroeira da Meadela.
14.30 horas - Entrada da Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo.
15.00 horas - Entrada da Banda de Música Bingre Canelense.
16.30 horas - Entrada da Fanfarra dos Escuteiros da Meadela.
17.00 horas - Procissão solene em honra de Santa Cristina padroeira da Meadela
18.00 horas - Concerto Musical
19.00 horas - Celebração da Eucaristia
21.30 horas - Terceiro Arraial Nocturno
24.00 horas - Sessão de Fogo de Artifício, com o qual se encerrará a 52.ª edição das Festas da Meadela.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
RANCHO FOLCLÓRICO LUZ DOS CANDEEIROS - PORTO DE MÓS - ALTA ESTREMADURA
O Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros, foi fundado em 22 de Maio de 1987,filiado na federação do Folclore Português em 11 de Dezembro de 1989
e é sócio fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura.
Tem a sua sede na Freguesia do Arrimal, Concelho de Porto de Mós e
representa a região da Alta Estremadura.
O Arrimal, freguesia essencialmente agrícola, inserida na serra dos candeeiros,
tem no cimo desta o seu ex-libris, o Arco da Memória, mandado Construir por D. Afonso Henriques, sendo o orgulho de toda a sua população rural.
Diz-se que o voto D. Afonso I ( dar à ordem de S.Bernardo tudo quanto deste sítio descobrisse até ao mar ), foi feito a uma quinta-feira, 27 de Setembro de1147.
Graças à iniciativa de um grupo de jovens, Arrimal viu o seu Rancho Folclórico surgir, para que as tradições dos seus antepassados não se perdessem no tempo e continuassem a perpetuar-se pela vida fora.
Assim, fizeram uma rigorosa recolha dos seus usos e costumes, das músicas e danças, dos trajes, bem como da etnografia do povo de antigamente, respeitando o seu valor cultural que querem preservar pela vida fora.
Pretende assim o Rancho Luz dos Candeeiros levar de terra em terra as recordações dos seus antepassados, mantendo-as vivas e respeitando-as incondicionalmente em todos os aspectos.
Tem participado nos mais conceituados Festivais Nacionais e Internacionais de norte a sul do país e no estrangeiro, em Espanha e França, sendo alguns deles no âmbito do CIOFF.
Organiza anualmente um Festival Nacional e Internacional de Folclore, aquando do seu aniversario, e é um dos organizadores do Festival da
Lagoa Grande (Arrimal).
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