Essa idéia acabou se concretizando no dia 7 de outubro de 1993, com a fundação do “Rancho Folclórico Alma Lusa” (que mais tarde teve o nome alterado para Rancho Folclórico e Etnográfico Alma Lusa), inicialmente sob a direção de Pedro Darci de Oliveira, integrado por jovens membros do Centro Cultural Português.
domingo, 24 de maio de 2009
RANCHO FOLCLÓRICO E ETNOGRÁFICO ALMA LUSA - IJUÍ - RIO GRANDE DO SUL - BRASIL.
Essa idéia acabou se concretizando no dia 7 de outubro de 1993, com a fundação do “Rancho Folclórico Alma Lusa” (que mais tarde teve o nome alterado para Rancho Folclórico e Etnográfico Alma Lusa), inicialmente sob a direção de Pedro Darci de Oliveira, integrado por jovens membros do Centro Cultural Português.
sábado, 9 de maio de 2009
RANCHO FOLCLÓRICO MEU PAÍS DE MAISONS-ALFORT - PARIS - FRANÇA
O Rancho Folclórico Meu País de Maisons-Alfort é um verdadeiro embaixador da etnografia e do folclore de Fafe pelas Terras de França , tem levado o nome , a história, as tradições , os usos e costumes do Concelho de Fafe.
Organiza anualmente um festival internacional de folclore e diversos outros festivais durante o ano, tendo sido convidado pela Federação Francesa de Folclore a um festival internacional em Pequim na China.
É membro efetivo da Federação de Folclore Português, de onde recebe apoio técnico.
Visite: http://meupais.free.fr/index2.htm
quarta-feira, 6 de maio de 2009
FESTA DAS ROSAS - VILA FRANCA DO LIMA - VIANA DO CASTELO
sábado, 25 de abril de 2009
TRAJE DE SALINEIRA - ÍLHAVO - AVEIRO - BEIRA LITORAL.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
FOLCLORE MADEIRENSE
Programa Espaço cidadania exibido dia 18/03/2009 pela RTP - Madeira
Apresentado por Maria Aurora.
Neste programa foi abordado o Tema: Folclore.
Vale a pena assistir!!
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
Parte 5:
Parte 6:
Parte 7:
Parte 8:
quarta-feira, 1 de abril de 2009
GRUPO FOLCLÓRICO OS CAMPONESES DE NAVAIS - PÓVOA DE VARZIM.
quinta-feira, 26 de março de 2009
TRAJE DE LAVRADEIRA DE AFIFE
Camisa de linho branco de corte tradicional sem bordados nos ombros ou nas mangas. Colete de tecido de lã vermelha e barra de tecido preto, decorado com bordado aplicado de vidrilhos e galão.
escondendo as pontas na cintura.
domingo, 8 de março de 2009
SALOIAS - ILHA DA MADEIRA.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DE CEIRA - COIMBRA.

É graças ao seu trabalho de recolha, preservação e divulgação, que se mantêm vivas as tradições do povo, os seus usos e costumes, trabalho exaustivo dos seus componentes que assim conseguem recolher e preservar a história e a cultura popular da sua terra.
Entre os trajes que exibe destacamos as Lavadeiras do rio Ceira, as Vendedeiras, a Pastora do Carvalho, os Trabalhadores Agrícolas, o Barqueiro, o Marchante, os Romeiros, os Noivos e as Tricanas de Coimbra.
Está filiado na Federação do Folclore Português e na Associação de Folclore e Etnografia da Região do Mondego e é considerado de interesse folclórico pela Câmara Municipal de Coimbra, por quem foi homenageado com a atribuição da medalha de prata de mérito cultural.
Tem levado as suas danças e cantares a todo o país e ao estrangeiro, onde já actuou nos principais festivais da Europa.

sábado, 21 de fevereiro de 2009
TRAJE DE IR À FONTE - CORRELHÃ - PONTE DE LIMA
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
TRAJE DE CAMPO - SANTA MARTA DE PORTUZELO - FINAL DO SÉCULO XIX
Acessórios:Lenço de peito , lenço de cabeça , avental chapéu de palha e socos.
De um modo geral , o trajo de campo caracteriza - se por uma maior simplicidade dos tecidos , da decoração e das cores sóbrias. As camisas são talhadas no linho mais grosso , a estopa , quase sem decoração .

GRUPO FOLCLÓRICO DE DANÇAS E CANTARES DE MAFAMUDE - VILA NOVA DE GAIA.
Não obstante o grupo estar sediado numa zona citadina, os seus componentes não esmoreceram, desenvolvendo um trabalho idóneo que lhes permitiu um conhecimento mais amplo e profundo de Gaia e das suas gentes, nos finais do século XIX e princípios do século XX.
O Grupo Folclórico de Danças e Cantares é um harmonioso conjunto de lavradeiras e lavradores que envergam trajes que eram usados em solenidades religiosas, em romarias e no trabalho diário; uns mais ricos do que outros mas todos eles espelham o inegável gosto e brio das gentes de Gaia. A mulher que cozia o pão, transportando a escudela; a leiteira com os canados; a mulher que à soleira da porta fiava o linho, com a roca e o fuso; o homem da palhoça e a alegre e vistosa romeira, são algumas das figuras que em tempos idos se viam em Mafamude e que são agora saudosamente recordados pelo Grupo Folclórico de Danças e Cantares.
Também as danças e os cantares são objecto de divulgação do Grupo, pois muito se dançava e cantava na nossa Terra. Os viras, a cana verde, o velho e a velha, o malhão, o verdegar e a tirana, entre muitas outras; sem esquecer as melodiosas e dolentes cantigas que ecoavam nas noites luarentas em tempo de desfolhadas e os alegres, por vezes brejeiros, cantares ao desafio, sempre do agrado de quem cantava e de quem ouvia.
O Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude possui também uma sonante tocata onde não faltam a viola braguesa, o violão, os cavaquinhos, o bombo, os ferrinhos, o reco-reco e os acordeões.
Com o objectivo de difundir as tradições populares da sua Freguesia, O grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude tem participado em festivais de folclore, em festas e romarias populares. A sua presença em lares da terceira idade, tem também sido enriquecedor e compensador para o grupo. De referir ainda as actuações em Caves de Vinhos do Porto e em Hotéis, destinadas a presentear, com a beleza do nosso folclore, os turistas que visitam o nosso País e que têm sido um êxito. Teve como ponto mais alto das suas inúmeras deslocações a participação nas monumentais Festas de Gràcia - Barcelona, em 15 de Agosto de 2008.
São muitas e diversificadas as actividades deste Grupo. Não poderíamos, contudo, deixar de fazer referência à "Esfolhada do Resto" que o Grupo organiza anualmente e ainda à participação brilhante na romaria do Senhor da Pedra (de grandes tradições em Vila Nova de Gaia) com a sua jovem e animada rusga.
Desde sempre ao serviço do folclore, o Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude vê hoje compensados todos os seus esforços com a obtenção de uma sede própria, sendo relevante o interesse que tem despertado junto dos jovens e da Freguesia.
Preservar e enriquecer o nosso Património Cultural é o lema de todos os jovens componentes deste brioso Grupo Folclórico.

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Grupo Folclórico Danças e Cantares de Mafamude
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
TRAJES DE LAVRADORES RICOS - MAFAMUDE - VILA NOVA DE GAIA - DOURO LITORAL.
Entre os belíssimos Trajes apresentados pelo Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude , Destacam - se os Lavradores Ricos.
Homem - Fato preto de fazenda de lã e colete do mesmo fitado com fita de seda, chapéu de feltro preto, camisa de linho branco, botas pretas de elástico ou de cordões com ilhós, com ou sem laço preto, corrente de ouro ou prata (para relógio) que é posto no bolso do colete.
Mulher - Camisa de linho, dois saiotes brancos de linho com rendas feitas à mão, blusa ou paletó e saia (em merino brocado ou seda), lenço de seda ou chapéu, pucho na cabeça, chinelos de tacão em camurça ou verniz e meia rendada branca. Ao pescoço cordões, grilhões, trancelins com medalhas e ainda as famosas filigranas em ouro (tão características do norte de Portugal), cruzes de Malta, corações, relicários, etc... Nas orelhas, brincos de filigrana e gramalheiras de ouro
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
GRUPO FOLCLÓRICO E CULTURAL DA BOA VISTA - ALENTEJO.

Fundado em 1967, o Grupo Folclórico e Cultural apareceu como uma necessidade absoluta de salvaguarda e divulgação dos usos e costumes e tradições das gentes serranas de São Mamede.
A sua acção vem sendo no sentido de não deixar perder a identidade cultural do Povo Alentejano, especialmente do concelho de Portalegre.
Da pesquisa que vem efectuando, possui no seu repositório preciosos exemplares do modo de trajar, de cantar, de tocar e de balhar no início do século XX, tais como:
Pastor, Semeador, Tirador de Cortiça; Trajos Domingueiros e de Festa de Alagoa, Alegrete, Fortios, Reguengo, Ribeira Nisa, São Julião, Urra, e da própria Cidade de Portalegre, Lavrador, casamento, e a incomparável Côca de Portalegre.
As modas de saias, Balhos de Saias, Balhos de Terreiro ou Campaniços, Viras ou Modas Viradas, Balhações de Inspiração Palaciana, marcações em roda, coluna e Quadrilha.
Já gravou 3 discos, cassete áudio e cassete vídeo, estando a preparar-se para gravar um cd; participou em 16 programas de rádio e televisão nacionais. Obteve diversos prémios em Festivais, nomeadamente:
1º Classificado no I concurso de Danças e Cantares do Alentejo
2º Prémio no VII Festival Nacional de Folclóre de Lisboa.
Galardoado, com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, pela Câmara Municipal de Portalegre. É membro da Federação Nacional de Folclore Português, do INATEL, da federação das Colectividades de Cultura e Recreio e da Associação dos Folcloristas do Alto Alentejo.
Além fronteiras esteve nas Espanha, no Canadá, na Geórgia, nas Rússia, na Polónia, França, Alemanha, Áustria, Marrocos e Itália.
Realiza anualmente:
1 Festival de Folclóre com Grupos Infantis e Juvenis em Maio
1 Festival de Folclóre de Grupos Adultos nas Monforfeira, em Monforte
1 Festival de Folclóre de Grupos Adultos no último fim-de-semana de Julho,
contando actualmente com 95 membros, incluindo Grupo Adulto e Infantil/Juvenil.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
TRAJES DO ALENTEJO - CÔCA DE PORTALEGRE E AZEITONEIRA.
Dois trajes muito interessantes do Alentejo , e que são apresentados pelo Grupo Folclórico e Cultural da Boavista - Portalegre.
O primeiro Traje é a Côca de Portalegre:
Trata-se de um trajo de mulher, todo de cor preta, que no início do século
XIX era utilizado no dia do casamento, no início do século XX e com a introdução de cores claras nos trajos de casamento, a côca passou a ser fato de viúva, de se ir confessar na semana santa, de ir à missa, ou para efectuar visitas ou encontros clandestinos/proibidos. Este trajo deixou de se ver na cidade de Portalegre por volta dos anos 30 do século XX.Era confeccionado em tecido de algodão, em brocado de seda, e em merino de lã sedoso de acordo com as posses de cada pessoa e condição social.
O trajo é composto por:
Blusa: com franzido nos punhos e na cintura, finge uma blusa sob uma casaquinha com colarete, abotoa de lado ao pescoço,descendo depois ao meio do peito à cintura.Saia: franzida na cintura e comprida até aos pés.
Manto: colocado sobre a cabeça, tapando o corpo da mulher até à cintura ou até à anca de acordo com o nível social de quem o veste (até à cintura para as mulheres abastadas e pela anca para as mulheres da classe média) sendo na parte da frente pendurada, a cair sobre o rosto, uma renda (espessa de forma a que a pessoa não possa ser reconhecida.Meias: pretas ou cinza feitas à mão de cordãozinho.
Sapatos: pretos, tipo chinelo com um botão de lado ou cordão atado no peito do pé, de fivela ou de atanado.Nota: a roupa interior usada era semelhante à das outras mulheres variando apenas a qualidade do plano utilizado na sua confecção, em vez de pano cru era utilizado pano branco (conhecido por "casquinha de ovo" mais fino do que o pano cru ou linho.
O segundo Traje é de trabalho - Azeitoneira:
Azeitoneira é a mulher que ripa e apanha a azeitona. Porque se tratava de um trabalho efectuado no Inverno, os tecidos utilizados eram de algodão com pêlo por dentro ou de flanela.
O trajo é composto por:
Blusa: era confeccionada em chita ou em lainete quase sempre de cores vivas. Saia: feita de riscado, às riscas ou aos quadrados, ou de gorgorina às flores. Franzida na cintura ou de pregas soltas.Avental: de chita ou de riscado, quase acompanhava o comprimento da saia. Atando atrás na cintura com um laço tendo uma ou duasalgibeiras.Meias: feitas à mão, tecidas com fio de algodão (cordãozinho no dizer do povo).Sapatos ou botas de atanado: tipo de cabedal grosseiro. Usavam-se botas ou sapatos de acordo com as "posses", o poder de compra de cada um.
Lenço: de algodão ramejados, que usava na cabeça.
Chapéu: de feltro, de abas viradas para baixo.
Manguitos: espécie de meias mangas que utilizavam para proteger as mangas da blusa. Camisa: usada como roupa interior. Tipo de vestido sem mangas, com pouca roda e a bater por cima do joelho. Feita de pano cru.
Saiote ou saia de baixo: com franzido na cintura e a acompanhar o comprimento da saia. Era feita de flanela.Corpete ou colete: para aconchegar os seios - substituído nos nossos dias pelo soutien. Feita de pano cru.
Utensílios:Cesta: para ir depositando as azeitonas que ia apanhando.
Cocho de cortiça: por bebiam os trabalhadores.
Xaile de lã: que servia de protecção e agasalho em todas as épocas do ano. Servia também de toalha na hora das refeições.
Tarro de cortiça: para transportar os alimentos. Este recepiente tem qualidades termicas que lhe permitem manter os alimentos à temperatura original durante várias horas..Talega ou bolsa: recipiente confeccionado em tecido onde se transportavam os alimentos sólidos - pão, toucinho, queijo, etc.
domingo, 18 de janeiro de 2009
FESTA DAS FOGACEIRAS - SANTA MARIA DA FEIRA.
Festa das Fogaceiras. Cumprida em cada dia 20 de Janeiro, esta promessa constitui uma referência histórica e cultural para as Terras de Santa Maria.A Festa das Fogaceiras chegou até aos nossos dias com dois traços essenciais: a realização da Missa Solene, com sermão, precedida da Bênção das Fogaças, celebrada na Igreja Matriz, e a Procissão, que sai da Igreja Matriz , percorrendo algumas ruas da cidade.Com a proclamação da República, acrescentou-se um novo ritual: a formação de um Cortejo Cívico, desde os Paços do Concelho até à Igreja Matriz, antes da Missa Solene, que integra as meninas “Fogaceiras”, que levam as Fogaças à cabeça, bem como as autoridades políticas, administrativas, judiciais e militares e personalidades de relevo na vida municipal.A Procissão festiva realiza-se a meio da tarde e congrega símbolos religiosos, com destaque para o Mártir S. Sebastião, bem como uma representação civil, com símbolos autárquicos, económicos, sociais e culturais de cada uma das 31 freguesias do concelho, numa curiosa mistura entre o civil e o religioso.


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Festa das Fogaceiras
Reportagem da RTP sobre a Festa das Fogaceiras 2008
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
TRAJE DE TRABALHO - CARREÇO.
Para ir ao monte, o homem usava o mesmo traje. Como calçado, usava umas chancas, sendo este elemento a única diferença com o fato de trabalho no campo.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
LENDA DA NOITE DE SÃO SILVESTRE - ILHA DA MADEIRA.
Esta lenda assegura que há muitos, muitos anos existia no oceano Atlântico uma ilha fabulosa, a Atlântida, e nela vivia a civilização mais maravilhosa de sempre. Os seus habitantes, que Platão dizia descenderem dos amores do deus Poseidon com a mortal Clito, tornaram-se tão arrogantes que tiveram um dia a pretensão de conquistar todo o mundo, ousando mesmo o seu rei desafiar os céus. Foi então que ouviu a voz do Deus verdadeiro dizer-lhe que nada poderia contra o poder divino. Mas o teimoso rei voltou a desafiá-lo e decidiu conquistar Atenas, mas, durante a batalha o rei da Atlântida ouviu a voz de Deus dizer-lhe que a vitória seria de Atenas para castigar a sua arrogância e ingratidão. À derrota seguiram-se terríveis tempestades, terramotos e inundações que engoliram a bela Atlântida para todo o sempre.
Passaram-se muitas centenas de anos até que um dia a Virgem Maria se debruçava dos céus sobre o oceano, sentada numa nuvem quando São Silvestre lhe veio falar. Aquela era a última noite do ano e São Silvestre achava que deveria significar algo de diferente para os homens, ou seja, marcar uma fronteira entre o passado e o futuro, dando-lhes a possibilidade de se arrependerem dos seus erros e de terem esperança numa vida melhor. Nossa Senhora achou muito boa ideia e então confiou-lhe qual a razão porque estava a observar o mar com uma certa tristeza: lembrava-se da bela Atlântida que tinha sido afundada por Deus por causa dos erros e pecados dos seus habitantes. Enquanto falava, Nossa Senhora deixava cair lágrimas de tristeza e misericórdia porque a humanidade, apesar do castigo, não se tinha emendado. Emocionado, São Silvestre reparou que não eram apenas lágrimas que caíam dos olhos da Senhora, eram também pérolas autênticas que caiam dos Seus olhos. Foi então que uma dessas lágrimas foi cair no local onde a extraordinária Atlântida tinha existido, nascendo a ilha da Madeira que ficou conhecida como a Pérola do Atlântico. Dizem os antigos que durante muito tempo, na noite de S. Silvestre quando batiam as doze badaladas surgia nos céus uma visão de luz e cores fantásticas que deixava nos ares um perfume estonteante. Com o passar dos anos essa visão desapareceu, mas o povo manteve-a nas famosas festas de fim de ano com um maravilhoso fogo de artifício a celebrar a Noite de S. Silvestre. 
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
O NATAL MADEIRENSE.
Ainda são muito vulgares as «lapinhas» com as chamadas «rochinhas», consistindo estas no simulacro de um pequeno trecho de terreno muito acidentado, feito de «socas» de canavieira e que geralmente conserva na base uma pequena «furna» representando o presépio em minúsculas figuras de barro.
Existiam, mas hoje são já muito raras, estas mesmas «rochas», talhadas em maiores proporções e em que se viam igrejas, estradas, pequenas povoações etc., embora sem grande harmonia no conjunto, mas oferecendo um certo e original pitoresco.
Natal - As festas do Natal duram na Madeira desde o dia em que se comemora o nascimento de Jesus até o dia de Reis, havendo durante êste
tempo muitos folguedos, descantes e outras manifestações de regozijo, que poetizam esta bela quadra do ano. As refeições são melhoradas, e rara é a casa onde não aparecem a carne-de-vinho-e-alhos e os bolos de mel, assim como outras iguarias que são desconhecidas durante o resto do ano. Os templos enchem-se de povo por ocasião da missa do galo, em que a imagem do Deus-Menino é muitas vezes dada a beijar, e para completar as festas e solenidades do Natal, há ainda os presépios ou lapinhas, alguns deles verdadeiramente notáveis pela riqueza e variedade de seus adornos. Não há muitos anos, era uso nalgumas freguesias da Madeira «pensar» a imagem do Deus-Menino na noite do Natal, isto é levá-la e vesti-la sôbre um estrado colocado dentro da igreja, sendo êste serviço prestado sempre por uma rapariga, assim como um outro que consistia em oferecer ao mesmo Deus-Menino na referida noite, várias produçcões da terra. Rapazes e raparigas, vestidos com trajos antigos, conduziam piedosamente ao templo as suas ofertas, anunciando em seus cantares, por vezes muito harmoniosos, a quem eram destinadas as mesmas ofertas.O velho habito de consagrar todo o dia de Natal à vida e festas recatadas da familia tende a desaparecer, e as ruas da cidade, desertas outrora naquele dia, apresentam-se hoje quase tão movimentadas como na primeira, segunda e terceira oitavas. É, no entretanto, durante estes três dias, que o povo continua a santificar não obstante ter sido dispensado disso pela Igreja, que principalmente se realizam as visitas e os cumprimentos de boas festas, os quais entre o povo rude são acompanhados quase sempre de abundantes libações, descantes e outros folguedos, que se estendem até horas mortas da noite. Desde a véspera do Natal até á Epifania, estrugem por toda a parte as bombas e busca-pés, com grave risco não só dos transeuntes, mas também daqueles que os atiram, muitos dos quais tem sido vitimas das suas loucuras e imprudencias.
O habito não muito antigo, de despedir o ano velho e receber ao ano novo com toda a espécie de fogos de artifício, é aquêle que mais chama a atenção dos forasteiros, sendo na verdade um espectáculo imponente e belo o que oferece a cidade do Funchal e seus subúrbios ao avizinhar-se a hora da meia noite do dia 31 de Dezembro, quando por tôda a parte se acendem os fósforos de côres e sobem aos ares os milhares de foguetes e granadas com que os madeirenses festejam a passagem dum para outro ano, na esperança de que aquêle que principia lhes traga tôdas as venturas que lhes negou o que vai sumir-se na voragem dos tempos. A noite de 31 de Dezembro é muito animada no Funchal, sendo a cidade percorrida por grandes ranchos que se dirigem para vários pontos dos arredores, ao som de machetes e violas, para daí contemplarem os festejos da meia noite.
É no dia 7 de Janeiro, após os Reis, que se desmancham as lapinhas e tudo volta á normalidade, mas algumas pessoas conservam os presépios armados até o dia 15, festa de Santo Amaro, que é, na opinião de alguns, quando devem ser dadas por findas as manifestações de regozijo do Natal, tanto do agrado do bom povo madeirense.
Vid. Lapinha.
Fernando Augusto da Silva, Elucidario Madeirense , vol. II, Funchal, 1965, pp.211, 406-407
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
RANCHO REGIONAL DA VILA DE LOBÃO - A COLHEITA DAS ESPIGAS E A DESFOLHADA.
Dois bonitos vídeos em que os elementos do Rancho Regional da Vila de Lobão(Santa Maria da Feira) mostram Tradições dos nossos antepassados.
O primeiro vídeo mostra a colheita das espigas e o transporte até a eira.
Quando as espigas estão maduras o pessoal da casa (incluindo os criados, quando os havia) e os vizinhos tiravam-nas e transportavam para a eira em carros de bois ou em gigas.
O segundo vídeo mostra a desfolhada.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
LENÇO DOS NAMORADOS.
O lenço dos namorados é um lenço fabricado a partir de um pano de linho fino ou de lenço de algodão , bordado com motivos variados. É uma peça de artesanato e vestuário típico do Minho, sendo usado por mulheres com idade de casar.Era hábito a rapariga apaixonada bordar o seu lenço e entregá-lo ao seu amado quando este se fosse ausentar. Nos lenços poderiam ter bordados versos, para além de vários desenhos, alguns padronizados, tendo simbologias próprias: Rosa quer dizer mulher, coração é amor, lírios simbolizam a virgindade, cravos vermelhos são sinónimo de provocação, e os pombinhos significam os namorados como não podia deixar de ser. Isto, só para fazermos uma breve idéia destes sinais de amor, pois há muitos mais.
Se bordava com erros ortográficos, isso era pormenor insignificante, o que contava - e conta - são os sentimentos:

"Bai carta feliz buando nas asas dum passarinho , cuando bires o meu amor dále um abraço e um veijinho"
É provável que a origem dos "Lenços de Namorados", também conhecidos por "Lenços de Pedidos" esteja intimamente ligada aos lenços senhoris dos séculos XVII - XVIII, que posteriormente foram adaptados pelas mulheres do povo, adquirindo os mesmos, consequentemente, um aspecto mais popular.
Existe actualmente uma comissão técnica que funciona como órgão avaliador e de certificação deste tipo de artesanato regional.

terça-feira, 25 de novembro de 2008
PRÊMIO DARDOS

Os meus blogs indicados são:
http://marlygoncalves.blogspot.com/
http://gentedofado.blogspot.com/
http://beijarosa.blogspot.com/
http://adeliapedrosa.blogspot.com/
http://trajesdeportugal.blogspot.com/
http://queijadas.blogspot.com/
http://marchavilafria.blogspot.com/
http://gcvf.blogspot.com/
http://humberto-fado.blogspot.com/
http://fadosecancoes.blogspot.com/
http://ogalaico.blogspot.com/
http://rendufe.blogspot.com/
http://minhas_ideias.blog.pt/
http://www.fadocravo.blogspot.com/
http://vianacasteloterraportuguesa.blogspot.com/
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
CAPA DE HONRAS - MIRANDA DO DOURO - TRÁS OS MONTES.
A "CAPA DE HONRAS" Mirandesa é uma peça de artesanato mui "SUI GENERIS" do planalto Mirandês, que tem por finalidade proteger os "boieiros" (guardadores de vacas) e pastores de todas as intempéries nos meses mais rígidos, nomeadamente no Inverno.Como é uma das peças de artesanato mais ilustres do planalto Mirandês, como é óbvio, é indispensável a sua utilização em qualquer tipo de cerimónias, sejam de que índole forem.É uma peça com grande valor etnográfico e que requer um trabalho minucioso por parte do artesão devido à sua grande complexidade.Em terra de Miranda diz a sua gente: "Há nove meses de Inverno e três de inferno". O Clima é áspero e variável, a paisagem agreste, apenas convidativa na Primavera e em alguns dias de Outono. No resto, tocam-se os extremos do frio e do calor.Por isso, o homem que tem vivido nesta
terra criou a sua maneira de vestir para se defender no trabalho do campo, destes dois extremos.A sua vida toda ela de natureza agro-pecuária, levou-o a criar os trajes de certa maneira austeros, simples e belos, artesanais e domésticos, feitos à base dos recursos locais, o linho e a lã (Burel).É, pois, feita de lã, fiada, urdida, tecida e pisoada (pardo-burel) a capa de honras Mirandesa.É uma das peças do trajo popular Português, pesada, a mais imponente e a mais antiga.Deve ter origem na capa de "Asperges" gótica, de raiz medieval de algum mosteiro Leonês. "Muito ornamentada de lavores nas bandas, gola – carapuça sui generis e rabicho que, por detrás, pende até meio dela, dando ao todo o aspecto de capa de asperges eclesiástica medieval, como observa Trindade Coelho". É parecida com a capa de Burel de Aliste mais rica e mais solene.Como diz Ernesto Veiga de Oliveira, "Vemos em terra de Miranda numa categoria à parte a capa de honras, em Burel, a mais nobre peça do nosso traje popular, de capuz, honra e aletas, com aplicações recortadas e ponteadas, em cuja confecção se chegavam a gastar 60 dias e mais".De cor castanha, fabrico caseiro, ainda hoje se confecciona em Constantim (Miranda do Douro) e é utilizada por individualidades em actos célebres e por pastores e lavradores desta região transmontana, principalmente no inverno. De notar que cabeção "HONRA", pala, orlas das abas e da racha, atrás são ornadas com aplicações de burel finamente recortadas, cosidas à mão sobre o fundo intermédio de tecidos de lã preto. O cabeção e a honra rematam em franja. A pala do capuz é debruada por uma barra de tecido de lã preta.O nome "HONRA" não provém unicamente do seu uso por pessoas mais ricas e nobres, mas sim por muito trabalhada.Antigamente era usada pelas pessoas que possuíam um estatuto social mais elevado, "mais ricas". Era um traje domingueiro. Ao longo dos tempos passou a ser usada por pastores e lavradores da região.Hoje verifica-se grande procura por pessoas de fora e autóctones, o que vem confirmar a admiração, riqueza e beleza desta preciosidade do artesanato Português.Como se pode constatar por esta descrição pormenorizada isto premeia a grande dedicação, rigor e mesmo grande imaginação por parte do artesão.Isto faz com que seja uma peça de artesanato de grande exemplar da cultura Portuguesa e além disso constitui um grande orgulho do artesão.
Domingos Raposo
domingo, 9 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
RANCHO FOLCLÓRICO ROSAS DO LENA - BATALHA - ESTREMADURA.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008
TRAJE DE NOIVOS NO SEGUNDO DIA DO CASAMENTO - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE.
Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.
Casaquinha de tecido de algodão branco e amarelo, lavrado; frentes cruzadas simulando romeira,guarnecida com renda; peitilho com pequeno cós; mangas estreitas, decoradas com renda.
Saia comprida, justa na cintura e alargando até à orla.
Segura na mão uma sombrinha, com o pano idêntico ao do vestido, e no braço uma bolsa contornada com renda.
Em muitas regiões de Portugal, os casamentos festejavam - se não só no dia em que se realizava a cerimônia religiosa, mas prolongavam - se , em especial pelo dia seguinte.
No Algarve, era tradição almoçar - se no segundo dia de casamento em casa dos pais do noivo, reunindo - se aí a família mais próxima. O noivo vestia o mesmo trajo do dia anterior , enquanto a noiva estreava um outro trajo, menos elaborado, mas também ele especial, quer no tecido, quer no corte e nos pormenores decorativos.
Se podia, usava acessórios, como neste caso a sombrinha, indispensável nas suas deslocações à cidade, para proteger a pele do rosto do sol.
Este fato revestia - se de maior importância nos conceitos estéticos de então. A pele trigueira ( morena ) significava a pele queimada , pela exposição ao sol durante os trabalhos no campo; pelo contrário a pele branca era sinónimo de vida recatada, poupada, um luxo de quem não precisava de se expor.
Esta diferença revelava por si só, dois mundos completamente distintos, que não deviam ser confundidos.
Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
TRAJES DE LAVRADEIRA REMEDIADA E LAVRADORES RICOS - VILA NOVA DE FAMALICÃO.
Lavradeira remediada:
A mulher trajava da mesma forma da lavradeira remediada á excepção da qualidade de ouro(superior nesta) , do cajado e do chapéu castanho de aba larga.
Por sua vez o homen usava calça preta enfaixado com faixa de algodão ,bota castanha de parteleira, jaqueta, colete ,camisa de linho , chapeu e cajado.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
RANCHO REGIONAL DAS LAVRADEIRAS DE CARREÇO - VIANA DO CASTELO.
O Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço, organizado em 1923, o mais antigo agrupamento folclórico de Portugal, é uma Associação Cultural de Utilidade Pública, e Instituição de Mérito Cultural,
que preserva e divulga as tradições, usos e costumes do povo da Região de Viana do Castelo.
Tem desde a sua fundação mantido uma actividade ininterrupta, encontrando os jovens de hoje os mesmos motivos que os seus avós para continuar a expressar através do folclore o sentir das gerações
passadas, a alegria e solidariedade universais.
Foi Carlos Peixoto Freitas Sampaio, exímio bailador das modas que em Carreço o povo dançava no século passado, que há mais de setenta anos reuniu um grupo de jovens, que costumavam formar os "ranchos" para animar os serões as festas e romarias das redondezas, contando desde logo com o apoio do Pároco local, Padre Domingos Afonso do Paço.
Alguns anos mais tarde com o apoio do etnógrafo Abel Viana, deram-lhe o nome de RANCHO REGIONAL DAS LAVRADEIRAS DE CARREÇO.
Estava assim criado o primeiro rancho folclórico de Portugal.
Nascido espontaneamente, à sombra tutelar do promontório de Montedor, com o seu típico Farol, mantém-se como guardião das danças e cantares da histórica Freguesia de Santa Maria de Carreço.
Das danças e cantares, todas elas oriundas de Carreço, destacam-se: Senhor da Serra, Chula, Gota, Rusga, Tirana, Velho, Preto, Pai do Ladrão, Cana Verde, Redonda, Verde Gaio, Rosinha, Carreço por Ser Carreço, e o Vira, como não podia deixar de ser, com várias versões, todas elas de imponente beleza.
Em relação aos trajes, cada um tinha uma função específica, apropriada a cada actividade, sendo mais ou menos elaborados, conforme as posses de cada um. Assim, das várias existentes salientamos para a mulher: Traje de Lavradeira, Lavradeira de Dó, Traje de Ceifeira, Traje de Tradição, Traje de Feirar, Traje de Trabalho e embora não sendo de Carreço, mas sim da região de Viana, temos ainda o: Traje de
Mordoma e Traje de Noiva. Para os homens destacam-se: Fato de Domingo ou Dias de Festa, Traje de Mordomo, Traje de Lavrador e Traje de Trabalho.
Quanto aos instrumentos musicais, também eles recebem a herança do passado, hoje mais enriquecido. Nas primeiras actuações, havia apenas uma harmónica, depois foram-se juntando as Concertinas, as Violas, os Cavaquinhos, os Ferrinhos e mais tarde o Acordeão diatónico. Destaca-se um instrumento único no País, as Conchas de Crustáceos (Vieiras), que marcam o ritmo da música, funcionando assim, com um instrumento de percussão.
Ao longo da existência deste rancho, vários foram os seus intervenientes, destacadas cantadeiras e dançadores, quase sempre anónimos, mas que sem eles, este percurso seria impossível. Graças ao seu espírito de sacrifício, à sua devoção e ao seu temperamento artístico, após as tarefas árduas de cada dia, que este rancho é chamariz de gentes e propaganda da região minhota. Deve-se no entanto destacar o seu fundador Carlos Peixoto de Freitas Sampaio, sua filha Teresa Freitas Sampaio e seu neto e actual director Carlos Silvano Freitas Sampaio.
Estão aqui descritos vários factores ilustrativos, da importância cultural que este rancho evidência.
É de facto, uma embaixada cultural viva, não só de Carreço, mas também da Região de Viana do Castelo.
O Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço deixa por onde passa e de forma indelével, o seu saber de cultura, com brilho e orgulho, desde o Minho ao Algarve, Madeira, Açores, Espanha, França e Brasil, onde tem recebido as mais variadas distinções nestas suas deslocações.
Este Grupo é Sócio Fundador da Federação do Folclore Português. Sócio Fundador da Associação
de Grupos Folclóricos do Alto Minho e está inscrito no INATEL, IPJ.
Site recomendado:
http://www.lavradeirascarreco.com/global.htm
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
MUSEU ETNOGRÁFICO DO TRAJO ALGARVIO.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
TRICANAS 1870 , 1900 , 1915 - OVAR - BEIRA LITORAL.
A Tricana de 1870 era a mulher da Murtosa, normalmente filha de lavradores abastados, que caprichava quando se vestia para ir a qualquer festa popular ou à igreja.
A Tricana de 1870 vestia:
Lenço branco de bobinete, com nó singelo à frente;
Chinelas pretas;
Meias brancas de algodão, rendadas e feitas à mão;
Muitas vezes a mulher vestia desta maneira no dia do casamento e esse mesmo traje servia para a acompanhar até à morada final.
A Tricana de 1900

Esta Tricana vestia-se da seguinte forma:
A saia passou a ser de seda lavrada, ainda que com roda até ao tornozelo;
O lenço passou a ser de seda e de cor, amarrado à frente e atrás;
Blusa de algodão fino, com espelho e renda;
Meias de algodão brancas, rendadas, feitas à mão; Chinelas pretas.
Quando ia para a festa, levava o xaile dobrado no braço. Quando ia para a igreja, punha-o pelas costas.
A Tricana de 1915A Grande Guerra de 1914-18 trouxe uma muito maior abertura do país à Europa, tendo começado a entrar em Portugal influências diversas, tanto no modo de viver, como, principalmente, na maneira de vestir.
Essa influência traduziu-se, no caso da Tricana, da seguinte forma:
A blusa abotoa à frente e sem colarinho;
O lenço de seda passou a ser preto;
O xaile é de lã de merino com pontas de seda compridas;
As chinelas são de verniz e salto alto;
As meias passaram a ser de vidro.
Era um traje de festa e de cerimónias religiosas.















