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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ROMARIA DE N. Sra D' AGONIA - VIANA DO CASTELO.

A romaria de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do castelo, é considerada uma das maiores de Portugal. A primeira referência a este culto remonta ao século XVIII, mais precisamente a 1744. A ligação com a comunidade piscatória é forte nos festejos de Nossa Senhora da Agonia. Até 1968, quando se passou a efectuar a procissão fluvial, eram os próprios pescadores que carregavam o andor com a imagem.
A devoção começou com a imagem presente na capela do Bom Jesus de Santo Sepulcro do Calvário, que mais tarde se chamou Capela do Bom Jesus da Via Sacra e que, ainda mais tarde, se passou a chamar Capela da Senhora da Soledade. O local onde se encontrava a capela, permitia aos vianenses observar as chegadas bem sucedidas dos barcos de familiares que partiam para o mar, mas também originavam momentos de aflição com a sorte desses pescadores, entregues aos caprichos das marés. Foi por esta razão, conta-se, que o povo de Viana do Castelo, sofrendo diariamente as angústias da vida do mar, decidiu renomear a imagem que já tanta devoção originava com um novo nome: Nossa Senhora da Agonia.
Foi a partir dessa data que a romaria em torno de Nossa Senhora da Agonia começou a cativar cada vez mais devotos. Tanto que em 1772 o dia único de romaria alargou-se a 3 dias, embora o principal actrativo continuasse a ser as cerimónias religiosas. Apesar de os dias tradicionais (18, 19 e 20 de Agosto) terem mudado para coincidirem com sexta, sábado e domingo, está determinado que os festejos não podem ocorrer antes de dia 15 ou depois de dia 25 de Agosto. A partir de 1968 a Procissão da Senhora da Agonia passou a fazer-se também no mar.
Com o passar dos anos o número de visitantes tem aumentado, bem como as iniciativas paralelas aos festejos religiosos. Um Cortejo etnográfico representativo do distrito, uma feira de artesanato regional e o também já tradicional fogo de artifício junto ao Rio Lima, são algumas das actividades que animam a cidade durante a romaria.


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Romaria de Nossa Senhora d'Agonia



terça-feira, 5 de agosto de 2008

FESTAS E ROMARIAS

«As festas e romarias, tão caras à alma do nosso povo, crente e folgazão, têm uma função simultaneamente religiosa e social. A elas afluem, de todas as partes por onde andam dispersos, os filhos da terra, para alimentar a fé que os liga à sua igreja e fortalecer as raízes que os ligam ao seu torrão natal. Nelas se robustecem velhas amizades e se criam outras novas, embora, às vezes, se gerem também discórdias, porque o calor aperta e o vinho sobe à cabeça dos romeiros, o que felizmente se vai tornando cada vez mais raro. Depois de satisfeitas as devoções e cumpridos os votos, hora de dar largas à emoção e à alegria, num convívio salutar e fraterno, com os parentes e amigos, cantando e dançando, no largo da igreja ou no recinto da ermida.»(*)As Festas e Romarias são um traço típico da cultura popular e tradicional do nosso povo. Estas manifestações, extremamente numerosas e variadas, acontecem um pouco por todo o país, e fazem parte das tradições e memórias de um povo que luta para manter actual a cultura secular que lhe confere uma identidade muito própria.

Apesar de decorrerem ao longo do ano, é nos meses de Julho e Agosto que acontece a maior parte das festas e romarias em Portugal, unindo quase sempre a componente religiosa a um programa popular.

(*) Joaquim Alves Ferreira in CANCIONEIRO LITERATURA POPULAR DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO (5 vol)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

PROGRAMA DAS FESTAS DA MEADELA 2008 - VIANA DO CASTELO.

Festas da Meadela
Sexta, 01 de Agosto de 2008
Programa
Dia 1 de Agosto (Sexta Feira)
08H30 - Alvorada festiva. Uma salva de morteiros e um Grupo de Zés P’reiras, darão inicio às tradicionais Festas da Meadela em honra da sua Padroeira Santa Cristina
Entrada da Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima.
09H30 - Visita da Mordomia à Cidade. A comissão de Festas da Meadela e um grupo de jovens Meadelenses, rigorosamente trajadas, acompanhadas pela Banda de Música e pelo Grupo de Zés P’reiras, percorrerão as principais ruas da cidade, visitando e apresentando cumprimentos às Autoridades Religiosas e Civis.
13H00 - Almoço-convívio da Comissão de Festas com a mordomia, na escola Primária da Igreja n.º 5
18H30 - Celebração Solene da Eucaristia
19H30 - Abertura de Exposições.
21H00 - Abertura do 19º Arraial Inter-Associativo
21H30 - Primeiro Arraial Nocturno: música e diversões
22H00 - Espectáculo Musical com a Orquestra NORWEST
Dia 2 de Agosto (Sábado)
09H00 - Nova alvorada festiva, com o tipicísmo da do dia anterior
15H00 - Entrada do Grupo de Gaitas de S. Tiago de Cardielos, que desfilará pela Rua da Igreja
15H30 - Entrada da Banda de Música de S. Martinho da Gandra, seguida de concerto musical
16H00 - Entrada da Banda Plástica de Barcelos
17H00 - Entrada da Fanfarra dos Escuteiros da Meadela
17H30 - Cortejo Meadela/2008 “Lendas e Tradições”
19H00 - Celebração Solene da Eucaristia, por todos os Meadelenses que contribuíram para a realização da Festa em honra da sua Padroeira, Santa Cristina, e por todos os ausentes e emigrantes da Meadela
21H00 - Segundo Arraial Nocturno
21H30 - Concentração dos Grupos Folclóricos na Av. Coronel Pires, seguindo-se desfile pela Rua da Igreja até ao local do Festival de Folclore.
22H00 - XLIX Festival de Folclore da Meadela
- Ronda Típica da Meadela - Viana do Castelo
- Grupo Etnográfico de Lorvão - Mondego
- Grupo Etnográfico de Danças e Cantares da Nazaré - Nazaré
- Grupo Folclórico de Vila Verde - Vila Verde
- Rancho Folclórico do Calvário - Algarve
- Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela - Viana do Castelo
24H00 - Monumental sessão de Fogo de Artifício
Dia 3 de Agosto (Domingo)
08H00 - Celebração da Eucaristia
09H00 - Última alvorada festiva
10H30 - Eucaristia Solene na Igreja Paroquial com veneração especial a Santa Cristina, padroeira da Meadela.
1400 - Entrada da Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo.
15H00 - Entrada da Banda Musical do Souto.
16H30 - Entrada da Fanfarra dos Escuteiros da Meadela.
17H00 - Procissão solene em honra de Santa Cristina padroeira da Meadela
18H00 - Concerto Musical
19H00 - Celebração da eucaristia
21H30 - Terceiro Arraial Nocturno
24H00 - Grande sessão de Fogo Preso, com o qual se encerrará a 51ª edição das Festas da Meadela.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O CATALÃO - PÓVOA DE VARZIM.

Nos referimos anteriormente sobre o barrete tradicional. Hoje trago o catalão, uma espécie de barrete usado no traje de pescador da Póvoa de Varzim.

O catalão, feito de tecido de flanela vermelha com forro branco.

Enfia - se na cabeça com uma dobra de cerca de dois dedos de largura.

Sem costura no fundo, o catalão não tem borla nem qualquer outro apêndice. Esta espécie de barrete usado antigamente pelos pescadores da Póvoa de Varzim era importado por contrabando nas arribadas dos barcos às praias galegas. Havia sido levado para ali por imigrantes da Catalunha que iam trabalhar nos barcos de pesca da Galiza. Daí ser designado "catalão".

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O BARRETE TRADICIONAL.

Existe o barrete preto e o barrete verde.

O preto era usado pelas pessoas que trabalhavam no campo e pelos pescadores da Beira Litoral , além de servir de agasalho, servia também de algibeira , justificando assim o seu comprimento.

O barrete verde tem a mesma finalidade embora só era, e ainda é usado pelos campinos e forcados do Ribatejo.

Esta peça é feita em pura lã no seu exterior e o forro em algodão. Depois de fabricada a malha em tear circular, centenário é devidamente tratada, recortada e colocada em formas de sol, onde se obtem o seu formato.

Depois de algumas horas de secagem o restante acabamento é totalmente artesanal, mantendo assim a tradição na sua produção.

domingo, 13 de julho de 2008

TRAJE DE DOMINGAR - VIANA DO CASTELO.


O traje de domingar é a sequência lógica do traje de trabalho, ou seja, é um traje não tão rico quanto o de luxo, mas, por outro lado não tão simples quanto o de trabalho.
pela sua própria designação, significa o traje dos domingos, desde que esses domingos não fossem os dos Santos Patronos, isto porque, nas festas dos Santos Patronos, o traje utilizado pelas raparigas era o de luxo.

Além de ser usado ao desempenhar as poucas tarefas de domingo, como, por exemplo, alimentar o gado, o traje de domingar era envergado nas demais atividades domingueiras, ou seja, ir à Missa, ao Terço e namorar.

Composição: Saia de linho com pregas miúdas na cintura e barra em lã, avental com motivos variados, algibeira, camisa branca bordada,colete, lenço à cabeça, peúgas brancas , chinelas pretas ou socos.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO DE PASSOS DE SILGUEIROS - VISEU.

O Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros nasceu em 1978 em consequência da riqueza folclórica da sua terra.

Desde a primeira hora, pesquisou, recolheu e , estudou todos os aspectos da herança cultural popular da região de Viseu, zona planáltica situada entre as serras da Estrela e do Caramulo, limites do seu horizonte visual.

Os milhares de documentos obtidos constituem o património do seu museu, o mais rico da Beira Alta e um dos mais importantes de Portugal, no seu gênero. As suas danças e os seus cantares têm beleza, a par da simplicidade quase ingénua do povo simples e bom que no passado assim cantou e dançou, a alegria de quem põe entusiasmo e doação em tudo quanto faz, ao lado de uma certa e característica nostalgia dos Portugueses, enfim, a marca da autenticidade rigorosamente perseguida.

Os seus trajes, reconstituídos segundo a documentação arquivada, respeitam os pormenores - desde os óculos aos botões - e referem -se a uma comunidade rural do passado, com a sua natural diversidade.

Com a maior dignidade, tem levado o nome de sua região aos quatro cantos de Portugal e , no estrangeiro , tem sido um verdadeiro e premiado embaixador das tradições populares nacionais.

É membro da Federação do Folclore Português.
Criador do Museu de Silgueiros.Fundador da associação de Passos de Silgueiros, uma instituição particular de solidariedade social.

Organizador do festival de folclore de Silgueiros , o mais regular do distrito de Viseu.

Pioneiro na realização de encontros de cantadores de Janeiras.

Participante, com a marca da autenticidade, nos maiores e mais conhecidos festivais de folclore , do Algarve ao Minho.

Presente em festivais e acontecimentos folclóricos em Espanha , França e Holanda.

Participante em programas de Rádio e de Televisão emitidos em Portugal, França , Alemanha , Canadá e E.U.A.

Premiado com o "Golfinho de Bronze" , em Matosinhos.

Primeiro prémio de qualidade folclórica, em França , entre grupos de dez países.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

APÚLIA - CONCELHO DE ESPOSENDE.

Na praia da Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte ao trajo do homem - saio romano, apertado por cinturão espesso.
Descalços, e de pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver dotado condignamente.
Daí, o aprumo de todos os que entram para a roda. Sem ele, nada feito...

Semelhantes aos companheiros do rei Artur, os sargaceiros da Apúlia sentam - se (perdão: bailam!) à roda da Távola redonda.

E as pernas serpenteiam, enquanto os pés, na relva do prado ou na areia da praia, fazem rendilhados brancos. A quase nudez destes rapazes que, ao comparecer no Rancho, envergam a indumentária quotidiana contrasta, singularmente, com a riqueza do fato das mulheres, as quais, ao contrário dos homens, vestem, para vir a público, festivos trajos antigos. Distinguem - se elas pelos movimentos das ancas, movimento rápido, trepidente. E a faixa, à moda de Esposende, ensacando - as, realça - lhes a natural opulência...

Ao dançar, os corpos estremecem, dos pés à cabeça. No entanto esta dança surge - nos como que emparedada. À vista, os bailadores mal mudam de sítio. Todavia, a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão. Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas...

Fonte: Danças portuguesas , Pedro Homem de Mello.

terça-feira, 17 de junho de 2008

TRAJE DE FESTA - ÍLHAVO.

Camisa de linho, com pequeno cós guarnecido de renda larga, abotoada na frente com botões feitos de tremoço, forrados de tecido; manga comprida com punho. Colete de seda lavrada de de luxo, vermelho - vinho, debruado a preto, ajustado na frente com cinco pares de botões de prata e respectivas abotoaduras.


Saia de tecido de lã preta, comprida, franzida na cintura e guarnecida em baixo com barra de veludo recortada e contornada com galão. Sobre a anca, faixa cor de vinho, que não ajusta, decorada por vezes com as iniciais do nome e algibeira preta bordada, suspensa na cintura.

Envolvendo todo o corpo, amplo mantéu preto, com cabeção largo de veludo guarnecido a galão e frentes debruadas também a veludo e galão formando bicos. Na cabeça lenço lavrado de cor clara, com as pontas laterais levantadas, acompanhando a larga aba do chapéu de presilhas, presas à copa e rematadas com pompons catitas.
Calça meias brancas rendadas e chinelas pretas de verniz.

Trajo rico de festa, destacando - se o colete com suas abotoaduras de prata, numa clara afirmação do poder económico da rapariga.

Também o mantéu, com seus enfeites de veludo e galão idênticos aos da saia, é elemento imprescindível no trajo de luxo, coroado pelo magnífico chapéu, tão grande que se torna necessário usar presilhas, para segurar a aba á copa. As chinelas pretas e as meias brancas eram acessórios indispensáveis neste trajo.

A datação deste trajo é possível, devido ás representações pictórias deixadas por artistas como Francisco José Resende (1825 - 1893).
São dele algumas obras onde se podem observar mulheres vestindo este trajo.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

É URGENTE QUE SE LEVE ÀS COMUNIDADES PORTUGUESAS NO ESTRANGEIRO O CONHECIMENTO DO FOLCLORE PORTUGUÊS.

O folclore português no estrangeiro carece de um premente apoio técnico.
As raízes culturais tradicionais portuguesas promovem - se de uma forma bem ativa no seio das comunidades lusas radicadas em grande parte dos países de emigração, implícito no trabalho de centenas de grupos de folclore ou de inspiração folclórica. Todavia, essas formações progridem mercê de boas vontades , mas quase sempre enfermam de erros de representação, arredados que estão de uma correta e cuidada recriação dos aspectos etnográficos e folclóricos.
É urgente que se promovam as necessárias ações de formação e de sensibilização, ministradas por emissários competentes, estabelecidos nas diversas regiões de Portugal que são representadas pelo movimento folclórico nas comunidades. Ao Estado português competirá ajudar a uma tão necessária e urgente ação de pedagogia e de sensibilização, patrocinando visitas de pedagogos folcloristas, com reconhecidos conhecimentos técnicos. Pelo respeito que nos deve merecer a cultura popular.
Se é certo que por cá, em matéria de sensibilização da representação tradicional , as coisas não correm de forma satisfatória no que respeita à preservação e divulgação dos aspectos culturais e tradicionais, no estrangeiro os "embaixadores" lusos não fogem à regra, instruídos que estão a reproduzir mal o nosso folclore. Salvam - se algumas boas execeções. Todavia raras.

Matéria do jornal folclore - junho / 2008.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

SETE SAIAS - NAZARÉ.

O traje da mulher nazarena é de extrema riqueza, quer pela sua história, quer pela sua harmonia estética. Rico ou pobre, de festa ou de trabalho, o traje feminino da Nazaré ainda é bastante usado no dia a dia desta terra de pescadores, cheia de lendas, mitos e tradições.

As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar. Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; sete cores do arco - íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.

A sua origem não é simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso das sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto todos parecem estar de acordo: as várias saias da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar. As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre "compostas".

De acordo com outras opiniões, as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque "o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava "). Certo é que a mulher foi adotando o uso das sete saias nos dias de festa , e a tradição começou e continua até ao presente.

No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias (3 a 4).

No traje de festa as saias interiores são brancas, sobre essas duas ou três ou mesmo mais de flanela colorida, debruadas a renda ou crochet de várias cores, cobrindo- as, a saia de cima de escocês plissada ou de chita azul com barra de veludo preto, cobertas por um avental de cetim artísticamente bordado; casaco florido com mangas de renda ou de veludo bordado na gola e nos punhos; lenço cachené e chapéu , capa preta; chinelas de verniz; cordão e brincos de ouro. A nazarena mostra assim, com orgulho, a riqueza da família através do traje.

O traje de trabalho é mais pobre em cor e em tecidos, com duas ou três saias de baixo, que variam consoante a época do ano (inverno / verão); saia de cima simples e avental sem bordados, mas com uma renda aplicada e com bolso; cachené e xaile traçado. Existe ainda um terceiro traje - o das viúvas, todo preto e sem rendas ou bordados, com as saias de baixo brancas; sendo este usado atualmente apenas pelas mulheres mais idosas.

O traje nazareno feminino continua a ser usado no dia a dia pelas mulheres de mais idade, sobretudo as mais ligadas ao mar e à venda de peixe. O traje de festa é normalmente usado por todas na época de carnaval(de 3 de fevereiro - São Brás - até terça feira de carnaval ), domingo de Páscoa e também pelos Ranchos Folclóricos da Nazaré.

É importante salientar que o traje nazareno feminino não parou no tempo, nem se tornou uma peça museológica. É um traje que renasce cada ano, tornando a Nazaré única entre as demais.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

RANCHO REGIONAL DE SÃO SALVADOR DE FOLGOSA - MAIA.


O Rancho Regional de São Salvador de Folgosa, nasceu por ocasião da angariação de fundos para as obras de remodelação da igreja paroquial, em finais da década de cinquenta, tendo desde logo procurado afirmar - se no panorama folclórico nacional e regional.

No entanto, e na sequência de algumas dificuldades, a sua atividade foi interronpida de 1961 a 1980. A partir desta altura o Rancho têm vindo a aperfeiçoar a sua atividade de reprodução dos trajes, danças e cantares dos tempos remotos nas terras da Maia, através de recolhas que garantem a autenticidade do que pretende representar.


Em termos de folclore, representa a zona do chamado Vale do Coronado , no leste maiato. É dentro destes limites que se propõe recolher e depois reproduzir o mais fidedignamente possível as vivências quotidianas e festivas dos seus antepassados.

Além de outros festivais realiza anualmente no segundo sábado de agosto o seu festival de folclore, a sua desfolhada em outubro assim como canta as janeiras de porta em porta desde o natal até o dia de Reis.

O Rancho Regional de São Salvador de Folgosa é composto por cerca de cinquenta elementos. É membro efetivo da federação de folclore português e inscrito no INATEL.

Representa o Douro Litoral, tem participado e continua a participar em festivais nacionais e internacionais quer no país como no estrangeiro. Tem um cd gravado e já fez várias aparições em programas de tv quer na RTP como na tv Galiza.

As danças e cantares interpretados contituem uma recolha da tradição maiata e pretendem exemplificar vários momentos dos seus antepassados. O fim dos trabalhos agrícolas, sobretudo na época das colheitas, em que a vizinhança se juntava nas eiras onde cantavam e dançavam procurando esquecer a vida difícil de então.

As caminhadas ou rusgas para as romarias onde associado à fé ao Santo
que iam venerar se divertiam cantando e dançando.
Encontros nas tardes domingueiras ou dias santos nos adros ou largos das igrejas em que rapazes e raparigas animados pelo som dos cavaquinhos e concertinas alegravam o ambiente cantando e dançando.


Alguns trajes apresentados pelo Rancho Regional de São Salvador de Folgosa - Maia.










Site recomendado: Rancho Regional de São Salvador de Folgosa - Maia.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

TRAJE DE "MEIA SENHORA" OU "MORGADA" - VIANA DO CASTELO.

Este traje significava que a lavradeira, mesmo com o seu casamento , não atingiria o título de "senhora ", dentro do quadro das distancias sociais.

Mesmo assim, o traje de "meia senhora" ou "morgada" era sinônimo de casa farta, boa lavoura , criadagem, tulha cheia, soalhos encerados e do cheiro a mosto das adegas.

O traje de meia senhora era composto por uma casaquinha justa em fazenda preta bordada a vidrilhos, saia rodada em tecidos de chita das mais variadas cores . Podemos destacar neste traje a substituição da algibeira pelo saco de mão em crochê ou tecido e uma sombrinha. Lenço de seda na cabeça ou nos ombros, meias rendadas e chinelas pretas.

Sempre de sombrinha quando passeava pelas ruas da cidade, a rapariga queria proteger - se do sol e manter a pele clara, sendo esse, um sinal de que não trabalhava.

O ouro demonstrava a riqueza da sua casa.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

CAMISOLA POVEIRA - PÓVOA DE VARZIM.

Camisolas de lã branca, bordadas em ponto de cruz com motivos em preto e vermelho(escudo nacional, com coroa real,siglas, remos cruzados etc.) produzidas por dezenas de artesãs poveiras que destinam a sua produção às casas de artigos regionais.


"A camisola poveira era inicialmente(primeira metade do século XIX) feita em Azurara e Vila do Conde e bordada na Póvoa pelos velhos pescadores.

Em evolução, passou a ser bordada pelas mães , esposas e noivas dos pescadores , e , depois feita e bordada na Póvoa" .

Esta peça integrava o traje masculino de romaria e festa do pescador poveiro, cuja origem remonta ao primeiro quartel do século XIX.

Este traje branco ou de branqueta ( tecido manual) foi o que mais perdurou , mantendo - se até finais do século passado, sendo sempre o traje escolhido aquando da presença de elementos da comunidade junto das mais altas individualidades políticas.

Com a grande tragédia marítima de 27 de fevereiro de 1892, o luto decretou a sentença de morte deste traje branco, assim como de outros trajes garridos.

A camisola poveira,sobreviveu,
ainda , pela primeira metade do século XX, mantendo - se como peça de luxo de velhos e novos.

A recuperação do vistoso traje branco deveu - se a Santos Graça que, ao organizar o Grupo Folclórico Poveiro,em 1936, o ressuscitou e divulgou.

"hoje a classe piscatória já não se vislumbra qualquer vestígio do modo de trajar antigo. Nem mesmo essas camisolas poveiras(...)traduzem uma realidade atual".


Fonte: Câmara municipal da Póvoa de Varzim.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

TRAJE DE LAVRADEIRA - SANTA MARTA DE PORTUZELO - VIANA DO CASTELO.

Camisa, saias e colete.

Acessórios:lenço de cabeça, lenço de peito, algibeira, avental, meias, chinelas e ouros.

Trajo vermelho, assim designado pela predominância desta cor no colete, saia, avental, e lenços de cabeça.

Cláudio basto aponta os aventais das raparigas de Santa Marta como as peças mais caprichadas do ponto de vista de concepção e execução dos motivos decorativos, obtidos pelos puxados moscas(pequena argola feita com fio de trama puxado, utilizado na decoração dos tecidos de vestuário e peças de casa).

As tecedeiras, verdadeiras artistas na sua criação, contornam os elementos decorativos com cores diferentes, conseguindo maior destaque em toda composição. Quanto aos lenços, o mesmo autor refere em 1930: O lenço de cabeça é de campo vermelho e o do peito igualmente, quanto ao amarelo, também então usado, acrescenta:não é regra. Mas adianta:não há, em cada aldeia, uniformidade absoluta nas cores dos lenços.

E continuando, salienta os bordados azuis na camisa de linho, sobre as ombreiras, punho e colarete, destacando também os bordados policromos no colete e algibeira, não esquecendo os bordados a branco nas chinelas de verniz e os bordados feitos com abertos ou com relevos de "vário feitio" nas meias.

Na saia de listas, não há uniformidade no padrão, embora sejam fiéis na cor vermelha, intercalada por listas pretas cortadas ou não por fios brancos . E, diz ainda o autor: vai enraizando o costume de bordar à margem superior do forro da saia , que é preto, uma silva clara, raramente de cores.


Como toque final, as lavradeiras colocam sobre si, os ouros tradicionais ,brincos à rainha, o colar de contas, os cordões e fios com respectivas medalhas e cruzes, isto é, no seu modo de dizer, ouravam - se.


Existem outras variantes do traje de lavradeira :O azul da freguesia de Dem, o verde de Geraz do Lima e o de cores sóbrias designado traje de dó.

Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO TRICANAS DE COIMBRA - SANTOS - BRASIL.

Atuação do Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra - Fado.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O BRINQUINHO MADEIRENSE.

O brinquinho é um instrumento musical típico do folclore madeirense, constituído por bonecos vestidos com trajes característicos da região e fitilhos, estão dispostos numa cana de roca e são movimentados pelo portador, com movimentos verticais.


Os bonecos distribuem - se por círculos, a alturas diferentes, e estão munidos de castanholas penduradas às costas, que batem ao compasso da dança tradicional madeirense, designada por bailinho da Madeira.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

TRAJE DE IR À VEIGA - CARREÇO.


Este traje era usado ao domingo, para ir à veiga com as vacas para que estas pudessem comer a erva dos pastos.

Era um traje mais complexo e mais rebuscado que o usado ao longo da semana.Compunha - se de uma saia de algodão de risca preta, avental de riscado vermelho ou azul, um colete com uma parte inferior preta e a superior florida, uma camisa de linho bordada a branco, um lenço sem franjas na cabeça.

Nos pés, usavam - se socos. Como era domingo, a mulher usava algum ouro.

Site recomendado: Ronda Típica de Carreço