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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

TRICANAS 1870 , 1900 , 1915 - OVAR - BEIRA LITORAL.


A Tricana de 1870

Tricana era uma qualidade de tecido, mas passou a designar-se por "Tricana" a mulher do povo que envergava uma peça de vestuário confeccionada com esse mesmo tecido.
A Tricana de 1870 era a mulher da Murtosa, normalmente filha de lavradores abastados, que caprichava quando se vestia para ir a qualquer festa popular ou à igreja.
A Tricana de 1870 vestia:

Saia preta de lã, pregada a toda a volta, com uma barra de veludo preto; Casaquinha preta de lã, debruada a veludo preto; Capoteira de Baieta – tecido de lã debruado a veludo, liso ou lavrado - muito rodada, que descia até ao joelho e se usava pelas costas;
Lenço branco de bobinete, com nó singelo à frente;
Chinelas pretas;
Meias brancas de algodão, rendadas e feitas à mão;
Muitas vezes a mulher vestia desta maneira no dia do casamento e esse mesmo traje servia para a acompanhar até à morada final.

A Tricana de 1900
Com o passar do tempo, o traje da Tricana foi sofrendo algumas alterações, acompanhando a evolução do modo de vida da população.
Esta Tricana vestia-se da seguinte forma:
O xaile de barra de seda substituiu a Capoteira;
A saia passou a ser de seda lavrada, ainda que com roda até ao tornozelo;
O lenço passou a ser de seda e de cor, amarrado à frente e atrás;
Blusa de algodão fino, com espelho e renda;
Meias de algodão brancas, rendadas, feitas à mão; Chinelas pretas.
Quando ia para a festa, levava o xaile dobrado no braço. Quando ia para a igreja, punha-o pelas costas.

A Tricana de 1915
É nesta Tricana – de 1915 a 1920 – que podemos apreciar uma maior e mais rápida evolução.
A Grande Guerra de 1914-18 trouxe uma muito maior abertura do país à Europa, tendo começado a entrar em Portugal influências diversas, tanto no modo de viver, como, principalmente, na maneira de vestir.
Essa influência traduziu-se, no caso da Tricana, da seguinte forma:
A saia passou a ser feita de lã fina, perdendo quase toda a sua roda e subindo acima do tornozelo;
A blusa abotoa à frente e sem colarinho;
O lenço de seda passou a ser preto;
O xaile é de lã de merino com pontas de seda compridas;
As chinelas são de verniz e salto alto;
As meias passaram a ser de vidro.
Era um traje de festa e de cerimónias religiosas.

Fonte: Museu Etnográfico de Ovar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

LENDA DE NOSSA SENHORA DE VAGOS - AVEIRO.


A pouco mais de um quilómetro da vila de Vagos, situada num local campestre, pitoresco e aprazível, convidativo à oração, fica a ermida de Nossa Senhora de Vagos cheia de história e tradição. Consta que antes do actual santuário, existiu outro a dois quilómetros deste de que há apenas vestígios de uma parede bastante alta, denominada «Paredes da Torre», cercada presentemente por densa floresta mas de fácil acesso. Tradições antigas com várias lendas à mistura, dizem que perto da praia da Vagueira naufragou um navio francês dentro do qual havia uma imagem de Nossa Senhora que a tripulação conseguiu salvar e esconder debaixo de arbustos que na altura rareavam no areal.

Dirigindo-se para Esgueira, freguesia mais próxima, a tripulação contou o sucedido ao Pároco que acompanhado por muitos fiéis, veio ao local onde tinham colocado a imagem, mas nada encontrou. Dizem uns que Nossa Senhora apareceu a um lavrador indicando-lhe o sítio onde se encontrava o qual aí mandou construir uma ermida; dizem outras que apareceu em sonhos a D. Sancho primeiro quando se encontrava em Viseu que dirigindo-se ao local e tendo encontrado a imagem, mandou construir uma capela e uma torre militar a fim de defender os peregrinos dos piratas que constantemente assaltavam aquela praia. Mas parece que a primeira ermida e o culto da Nossa Senhora de Vagos datam do século doze. O que fez espalhar a devoção a Nossa Senhora de Vagos foram os milagres que se lhe atribuem. Entre eles consta a cura de um leproso, Estevão Coelho, fidalgo dos arredores da Serra da Estrela que veio até ao Santuário. Ao sentir-se curado além de lhe doar grande parte das suas terras, ficou a viver na ermida, vindo a falecer em 1515. É deste Estevão Coelho, que conta a lenda ter quatro vezes a imagem de Nossa Senhora de Vagos, sido trazida para a sua nova Capela, quando das ruínas da Capela antiga (Paredes da Torre), e quatro vezes se ter ela ausentado misteriosamente para a Capela primitiva. Só à quarta vez se reparou que não tinham sido transferidos os ossos de Estêvão Coelho, e que as retiradas que a Senhora fazia eram nascidas de querer acompanhar o seu devoto servo que na sua primeira Ermida estava sepultado; trasladados os ossos daquele, logo ficou a Senhora sossegada e satisfeita. Supõe - se que ainda hoje, à entrada do Templo existe uma pedra com o nome de Estêvão Coelho.

Outro grande milagre teve como cenário os campos de Cantanhede completamente áridos e impróprios para a cultura devido a uma seca que se prolongava à mais de quatro anos. A miséria e a fome alastrou de tal maneira por aquela região que todo o povo no auge do deserto elevava preces ao Céu, para que a chuva caísse. Até que indo em procissão à Senhora da Varziela, ouviram um sino tocar para os lados do Mar de Vagos. Toda a gente tomou esse rumo. Chegados à Ermida de Nossa Senhora de Vagos, suplicaram a Deus que derramasse sobre as suas terras a tão desejada chuva o que de facto sucedeu. Em face de tão grande milagre, fizeram ali mesmo um voto de se deslocarem àquele local de peregrinação, distribuindo ao mesmo tempo as pobres esmolas, dinheiro, géneros, etc. ... Ainda hoje essa tradição se mantém numa manifestação de Fé e Amor. Ainda hoje o pão de Cantanhede continua a ser distribuído em grande quantidade no largo da Nossa Senhora de Vagos.

Perto do actual santuário que pelas lápides sepulcrais aí existentes, remonta ao século XVII, construíram-se umas habitações onde de vez em quando se recolhiam em oração os Condes de Cantanhede e os Srs. de Vila Verde. Hoje, já não existem vestígios dessas habitações.

Vagos:

É vila do distrito e diocese de Aveiro, sede de concelho, comarca e tem fronteiras com os concelhos de Ílhavo, Aveiro, Cantanhede, Mira, Oliveira do Bairro e com o Oceano Atlântico.
Em 1514 recebeu do rei D. Manuel o primeiro foral. Compõe-se das freguesias de Calvão, Covão do Lobo, Fonte de Angeão, Gafanha da Boa Hora, Ouca, Ponte de Vagos, Sosa, Santa Catarina, Santo André de Vagos, Santo António de Vagos e Vagos.
A área do concelho é de 173 Km2 e os últimos censos atribuíram-lhe 19.710 habitantes e 17.204 eleitores.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

RANCHO DE DANÇAS E CANTARES DE AFIFE - VIANA DO CASTELO.

Foi por volta de 1920 que em Afife se iniciou o primeiro esboço para a formação de um agrupamento folclórico. Assim sendo, foi sob a direcção do afifense Tomás Fernandes Pinto, que foi constituído um grupo composto apenas por elementos femininos. A partir dessa data os afifenses foram dando continuidade ao grupo folclórico, até que no ano de 1962, sob a direcção do Dr. João Barrote, foi formado o célebre Grupo Folclórico de Afife. A freguesia de Afife situa-se a 10 km a norte de Viana do Castelo, junto ao mar. Toda a freguesia é de extremo interesse, devido às suas características geográficas e estruturais. Os trajes utilizados são trazidos pelos seus próprios elementos ou por familiares. Existem até trajes autênticos, do princípio do século. Cláudio Bastos referiu num estudo que intitulou de “Traje à Vianesa''
e onde também é mencionado o traje de Afife: “Este vestuário principalmente quando batido pelo sol, é um deslumbramento de coloração, uma verdadeira romaria de cores, nada pasmando que ele seja o predilecto da massa popular, alheia ao bairrismo das freguesias”. Os mentores do grupo foram a célebre Ofélia das Cachenas e o Cácio do João Enes (Cácio Bandeira). Pedro Homem de Mello, viveu sempre com entusiasmo o folclore de Afife. Dedicou-lhe poemas e considerou a Ofélia das Cachenas como a maior folclorista da região. Organizou diversos espectáculos e acompanhou o grupo em diversas deslocações. Na década de 80 o folclore em Afife esteve estagnado, até que, por altura da preparação de uma festa da escola primária em 1994, Catarina Pires, Abílio Torres, Carlos Fernandes, liderados por Rui Manuel Areias, decidiriam incentivar as crianças a dançar folclore, daí nasceu a ideia de criar o Rancho Infantil de Danças e Cantares de Afife. No dia 10 de Junho de 1995, o Rancho volta a renascer, contando com a participação de 20 pessoas e fazendo a primeira actuação no dia 5 de Agosto no Parque de Campismo da INATEL em Viana do Castelo, perante uma assistência que ultrapassou as mil pessoas. O Rancho foi legalizado por escritura pública a 9 de Abril de 1996 e a publicação no Diário da República deu-se a 26 de Julho do mesmo ano. O grupo é membro do Registo Nacional das Associações Juvenis (RNAJ). O Rancho de Danças e Cantares de Afife tem-se mantido activo desde então, contando-se várias actuações dentro e fora do país.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

TRAJE DE TRABALHO (CEIFEIRA) - MOIMENTA DA BEIRA - VISEU.


Blusa de tecido de algodão branco estampado (chita) com pequenos motivos azuis; gola larga guarnecida com bordado estreito; frentes ajustadas com botões; mangas compridas ajustadas no punho com bordado.

Saia de tecido de algodão estampado gorgorina, franzida na cintura. Avental de riscado azul, preto e vermelho cobrindo toda a frente da saia. Sobre a anca, corda servindo de cinta, arregaçando a saia e segurando uma cabaça.

Na cabeça , lenço de algodão estampado e chapéu de palha, de abas largas dobradas e atadas com as pontas do lenço. Calça socos romeiros.

Trajo simples nos tecidos e nos pormenores decorativos, como convém ao desenpenho do árduo trabalho agrícola da ceifa.

Contudo, as mulheres desta região, quando andam no trabalho, vestem uma saia de cor vermelha ou alaranjada, designada por

bichaneira (termo usado na beira para designar uma saia de trabalho).

A cabaça que suspende na cintura serve para levar a água com que mata a sede durante a jorna.

A designação de socos romeiros significa que foram usados nas romarias enquanto novos e passaram a ser usados no dia a dia quando já estavam velhos.

Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

TRAJE DE NOIVA - MINHO.

O traje de noiva é, sem dúvida, um dos mais emblemáticos do trajar no Minho. A escolha do tecido preto confere a todo o traje a solenidade exigida ao próprio ritual do casamento ou às poucas ocasiões, excepcionais, em que ele era usado. Para assinalar esses momentos, a rapariga colocava ao peito todo o ouro que possuía, mostrando, assim, o seu poder econômico. Ambicionado por todas as raparigas casadoiras minhotas, este traje era objeto dos maiores cuidados e desvelos, logo guardado na arca, após as raras aparições em público, para um dia ser doado à filha ou à neta, como se de uma jóia se tratasse. Por vezes, serviria este traje, ainda, uma última vez, como mortalha. Composto por casaca de tecido de seda preta lavrada, ajustada ao corpo, formando uma pequena aba na cintura e contando com decoração em bordados aplicados de vidrilhos, galão, e fita de cetim pregueada, tudo em preto, saia de tecido preto de lã, com barra em veludo ricamente bordada em vidrilhos, decorada na orla com aplicação de fita e tira de cetim pregueada, avental de veludo preto, decorado com bordados em vidrilhos, formando a coroa real no centro, enquadrada por motivos vegetalistas, algibeira entre o avental e a saia, em forma de coração estilizado, bordada com vidrilhos, lenço branco de tule bordado com fio de seda, meias rendadas brancas e chinelas pretas bordadas em branco. No peito, sobre o fundo negro da casaca, sobressaem os ouros tradicionais, e, nas orelhas, usa-se os brincos à rainha. A rapariga leva, ainda, em mãos, com delicado bordado a ponto de cruz com motivos de simbologia amorosa, a segurar o ramo de noiva, um lenço de amor.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

ROMARIA DE N. Sra DOS REMÉDIOS - LAMEGO.

Não se pode falar sobre o culto de Nossa Senhora dos Remédios sem referir o nome de D. Manuel de Noronha, bisneto do descobridor João Gonçalves Zarco. Ocupou um importante cargo no Vaticano do papa Leão X, tendo sido nomeado bispo de Lamego a meio do séc. XVI. Foi este o fundador da devoção e da confraria da Senhora dos Remédios, tendo mandado trazer de Roma a respectiva imagem.

A primeira capela foi erguida no local de uma outra, dedicada a Santo Estêvão, que trazia a esse monte alguns fiéis já desde 1361. A imagem da Virgem ganhou fama e avultadas esmolas eram deixadas no decorrer do séc. XVIII. Serão desta altura as primeiras festas em sua honra, que então duravam apenas um dia, tendo começado também a construção do actual santuário, um dos mais belos monumentos de Portugal, que só ficou concluído em 1905. A fachada, de inspiração barroca, é ladeada por duas torres sineiras, avistando-se de toda a cidade. Um escadório com 686 degraus ergue-se desde o centro da cidade até ao cimo do monte, estando cheio de lugares surpreendentes, como o Pátio dos Reis.

Ultrapassando, há muito, as fronteiras da região, as festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios afirmaram-se como uma das mais importantes romarias que se realizam em Portugal. Desde a última quinta-feira de Agosto até ao dia 8 de Setembro, cerca de 300 mil pessoas vão agradecer à santa a resposta às suas preces ou, simplesmente, fazer a festa. A Procissão do Triunfo, nesse dia, é uma das poucas no mundo cujos andores continuam a ser puxados por juntas de bois, graças a uma especial permissão da Santa Sé, emitida em 1925. Os carros vão magnificamente engalanados.

Outra das peculiaridades desta romaria é a "marcha luminosa", que se realiza na noite do dia 6, sendo composta por uma dezena de carros alegóricos e numeroso figurado vivo, que percorre as ruas e avenidas da cidade. Na tarde do dia 7 ocorre a "batalha das flores", altura em que os romeiros lançam pequenos pedaços de papel colorido sobre o desfile. O programa fica completo com diversos eventos culturais e desportivos, folclore, espectáculos musicais e pirotécnicos, exposições e feira.


Fonte: «Enciclopédia das Festas Populares e Religiosas de Portugal, de Felipe Costa Pinto.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DE AROUCA.

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca foi fundado em 1972 com o nome de rancho folclórico de Arouca. Com a integração na secção cultural da casa do povo de Arouca, em 1973, o seu nome viria a ser alterado para o nome que hoje ostenta.Os cantares e dançares de Arouca, as vozes, os costumes e os trajes das gentes da sua terra, partindo de uma recolha adjacente do cancioneiro de Arouca, da autoria de Virgílio Pereira, são aqui fielmente representados. Manter viva as tradições folclóricas e etnográficas e os traços de ruralidade do povo arouquense eram os propósitos dos seus fundadores e seguidores. da serrania ao vale, do Paiva ao Arda, Arouca e um tesouro cultural evidenciado nos tablados onde este rancho actua.Com uma escola de aprendizagem para tocadores de concertina e cavaquinho e um grupo infantil e juvenil que, para além das danças de folclore arouquense, ensaia canções do nosso cancioneiro, canções populares e leva a cena pequenos teatros. O rancho folclórico da casa do povo conta com cerca de 45 elementos.Ao longo de mais de três décadas o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca actuou em festivais de folclore nacionais e internacionais, animou festas e romarias, e organiza anualmente em Agosto o festival de folclore. Em Abril de 1990 e Maio de 2001, atravessaria o atlântico em duas digressões pelo Brasil, actuando nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos. Em 1998, representaria o folclore arouquense a quando a assinatura do protocolo de geminação entre a cidade francesa de Poligny e Arouca, sendo aí justamente homenageado pela associação portuguesa local, pelo apoio dado na criação de um Rancho Folclórico Lusitano.

Caminhando para as bodas de ouro, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca Continuará a preservar o passado e as suas tradições, legado dos antepassados para as gerações futuras, de ontem, de hoje e de amanhã. estas são as palavras do presidente da direcção:António Gonçalves Teixeira. http://ranchoarouca.blogspot.com/

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Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca - Vira de Trempes


terça-feira, 26 de agosto de 2008

GRUPO DE FOLCLORE DA PONTA DO SOL - ILHA DA MADEIRA.


Com povoadores de origens tão diversas a nível de categorias sociais e localidades, logo Ponta do Sol se torna ponto de confluência de culturas que vão sendo assimiladas e enriquecidas, constituindo uma herança etnográfica a preservar, onde estão subjacentes o trabalho, o divertimento, a religiosidade e sofrimento deste povo. Foi para salvaguardar este património cultural em risco de se perder que surgiu em 2 de Agosto de 1981 o Grupo Folclórico da Casa do Povo da Ponta do Sol, hoje designado Grupo de Folclore da Ponta do Sol, com o objectivo de recolher, preservar e divulgar, os usos, costumes e tradições da Região Autónoma da Madeira, em particular o concelho da Ponta do Sol.Foi feito um exaustivo trabalho de recolha, através de contactos directos com a população mais idosa detentora de memórias culturais significativas; danças, canções, objectos relacionados com as actividades agrícolas e domésticas do passado, bem como, roupas e artesanato que o grupo tem procurado adquirir sempre que possível.A Ponta do Sol tem inscrito o seu nome na Federação de Folclore Português, através do seu grupo que é membro efectivo daquela organização desde 1990, sendo o primeiro grupo madeirense federado.No ano de 2006, foi homenageado com o Galardão da Cultura, pelo Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, pelos serviços prestados em prol da Cultura.

Site recomendado:Grupo de folclore da Ponta do Sol

http://www.grupofolclorepontadosol.net/index.htm

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Grupo de Folclore da Ponta do Sol - Baile Pesado


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

PROGRAMA DA ROMARIA DE NOSSA SENHORA D' AGONIA 2008 - VIANA DO CASTELO.


Programa da Romaria

Dia 15 – 6.ª feira: 15h00 - Abertura da “XII Feira/Exposição de Artesanato da Romaria d'Agonia”

Decorrerá, como vem sendo hábito, esta Feira, a VII deste novo ciclo, no corredor central do Jardim Público Marginal, com mais de 40 artesãos da nossa região, muitos deles a apresentar trabalho ao vivo.

Julgamos ter sido pioneiros nestes eventos "As Feiras de Artesanato", pois já em 1964 faziam parte do programa das Festas d'Agonia, onde se pode ler:

"Ás 11 horas - Abertura da Exposição de Artesanato Regional, no Palacete Luís do Rego, à Praça General Barbosa. Mostruário dos nossos tão característicos trabalhos regionais, produtos de pequenas oficinas, bordados, etc..."

E pelo êxito alcançado, repetiu-se a "Feira de Artesanato" nos cinco anos seguintes, no pavilhão e terrenos do então demolido Mercado Municipal, hoje do conhecido "Prádio Coutinho", nos anos seguintes.

Perdido o espaço, esmorecidas as vontades, somente em 2002, e em boa hora, se reacendeu esta vontade de mostrar a todos quantos nos visitam o tradicional artesão vianense, no seu trabalho ao vivo. Que este espaço seja para todos um motivo de orgulho e atracção.

Dia 19 - 3.ª feira:
22h00 - Animação e Baile Popular

Junto da Muralha do Castelo de Santiago da Barra, arraial popular, promovida pelos pescadores da nossa ribeira. Inicio da confecção dos tapetes floridos nas ruas da ribeira.

Dia 20 – 4.ª feira: (Feriado Municipal)

DIA DE NOSSA SENHORA D'AGONIA

08h30 - ALVORADA

Já se ouvem os morteiros... são 21, bem estrondosos e com eles o atroar aumenta com os Zés P'reiras e as Bandas de Música; e a compasso, o dançar dos Gigantones e cabeçudos, que na Praça da República, a nossa Sala de Visitas, dão inicio à mais tradicional das romarias de Portugal: a Romaria de Nossa Senhora d'Agonia.

GRANDE FEIRA

Tem lugar no Campo do Castelo e Praça General Barbosa constituindo, pela sua genuinidade e animação, um dos mais interessantes e típicos aspectos das gentes deste concelho do Alto-Minho.

TAPETES FLORIDOS

Não poderemos ignorar o trabalho das gentes da ribeira que durante toda a noite labutaram, não na sua habitual e perigosa faina, mas na manifestação do seu amor pela Santa Padroeira, ao cobrirem as ruas com tapetes floridos para a passagem da Senhora.

10h00 - CONCERTO MUSICAL

No coreto do Largo de S. Domingos pela Banda de Música da Portela.

12h00 - REVISTA DE GIGANTONES E CABEÇUDOS

O Largo de S. Domingos será o cenário desta primeira e tão típica manifestação.

14h00 - CONCERTO MUSICAL

No coreto do Largo de S. Domingos pela Banda de Música da Portela.

14h30 - SOLENE CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

Presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. José Augusto Pedreira, Bispo da Diocese.

Finda a SANTA MISSA sairá do Santuário de Nossa Senhora d'Agonia, Nossa Senhora dos Mares e S. Pedro, a caminho do Cais dos Pilotos, onde , depois da alocução, será dada a "Benção ao Mar" e às embarcações, seguindo-se-lhe a

PROCISSÃO AO MAR E AO RIO com inúmeros barcos a acompanharem a Senhora na sua saída. O regresso ao Santuário será feito pelas ruas da nossa Ribeira belamente atapetadas e decoradas com motivos piscatórios. É desta forma singela mas carinhosa que os moradores demonstram a sua devoção a NOSSA SENHORA D'AGONIA.

Nota: Os maravilhosos tapetes poderão ser admirados durante todo o dia, até à hora do retorno da Procissão, cerca das 17 Horas.

21h30 - CONCERTO MUSICAL

No coreto da Praça da República pela Banda de Música da Portela.

22h00 - ARRAIAL

No campo do Castelo, Doca dos Pescadores e Praça General Barbosa com todas as diversões em funcionamento.

Sessão de FOGO DE ARTIFÍCIO, que melhor poderá ser admirada na Praça de Viana ou Praça da Ribeira,(junto à antigas Torre dos Pilotos) onde prosseguirá o "ARRAIAL MINHOTO"

Dia 21 – 5.ª feira: 08h30 - ALVORADA

GRANDE FEIRA

Continuará nos mesmos sítios e com a mesma animação.

11h00 - "CIRCUITO DO FEIRÃO"

Onde poderá encontrar, conviver e saborear alguns dos mais famosos petiscos das gentes das nossas freguesias.

Ali, durante todo o dia, estarão cinco dos muitos Grupos Folclóricos do nosso concelho, instalados em pavilhões dispersos pela cidade, exibindo em simultâneo a riqueza dos seus trajes, cantares e suas danças.

(ver programa específico com localização)

14h30 - CONCERTO MUSICAL

No coreto da Praça da República pela Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima

21h30 - ESPECTÁCULO MUSICAL

NA Praça da Liberdade, poderemos assistir ao grandioso espectáculo musical popular, com "AUGUSTO CANÁRIO E AMIGOS".

CONCERTO MUSICAL

No coreto da Praça da República pela Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima.

Dia 22 – 6.ª feira:
08h30 - ALVORADA

Repete-se aqui, nos dias seguintes, e sempre no mesmo lugar, a Praça da República e nos moldes tão tradicionais.

GRANDE FEIRA

Continuará nos locais estabelecidos e com a mesma animação.

09h30 - CONCERTO MUSICAL

No coreto da Praça da República pela Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo.

10h00 - DESFILE DA MORDOMIA

750 Anos de Foral... 750 Mordomias

As Mordomas são as Rainhas da Festa. Raparigas solteiras - sem fama - que fazem os seus primeiros ex-votos de amor na Romaria da Nossa Senhora d'Agonia apresentando-se oficialmente na cidade e nos cumprimentos ao Governador Civil, à "nossa" Câmara Municipal, ao Bispo da Diocese. Desta feita, vamos tentar duplicar os números habituais! Mordomas - também Festeiras- ( Trajes de Mordoma, Morgada, Luxar no seu colorido de vermelhos, azuis e verdes); no seu primeiro "vira" de debutantes; na sua primeira "função" das Mordomarias. Para que se conste!

12h30 - REVISTA DE GIGANTONES E CABEÇUDOS

Agora, na Praça da República os Grupos de Zés P'reiras e de Bombos, com o habitual barulho ensurdecedor prestam homenagem aos Gigantones e Cabeçudos.

14h30 - CONCERTOS MUSICAIS

Nos coretos da Praça da República pela Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo e no Largo de S. Domingos pela Banda Bingre Canelense.

16h30 - ORAÇÃO DE VÉSPERAS

No Santuário de Nossa Senhora d'Agonia.

17h00 - PROCISSÃO SOLENE DA SENHORA D'AGONIA

É organizada pela Confraria de Nossa Senhora d'Agonia e será presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. José Augusto Pedreira, o nosso Bispo. Desfilará por algumas das ruas da cidade e, como sempre,seduzirá pelo rigor das suas vestes e dos seus Quadros Bíblicos.

21h30 - VAMOS PARA O FESTIVAL

Zés P'reiras, Bandas de Música e Grupos Folclóricos, em sintonia com o muito povo que se incorpora neste desfile, fazem a festa, descendo a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra em direcção ao Jardim Marginal.

22H00 - FESTIVAL NO JARDIM

Em dois palcos poderemos assistir ao encanto e beleza das danças e cantares de Grupos Folclóricos exclusivamente do nosso concelho.

Também poderemos deliciar-nos com a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo no coreto da Praça da República e da Banda Bingre Canelense no coreto do Jardim Marginal, enquanto aguardamos pela espectacular sessão de fogo de artifício, nesta noite o afamado "FOGO PRESO".

Dia 23 – Sábado:
08h30 - ALVORADA

Nos mesmos locais da cidade em que decorreu a anterior e nos mesmos moldes.

GRANDE FEIRA

Continuará nos locais habituais.

10h00 - CONCERTOS MUSICAIS

Nos coretos da Praça da República pela Banda da Casa do Povo de Moreira do Lima e do Largo de S. Domingos pela Banda da Sociedade Lanhelense.

12h00 - REVISTA DE “GIGANTONES E CABEÇUDOS”

De novo na Praça da Republica com toda a riqueza dos seus movimentos, do atroar dos bombos e com esfuziante alegria.

14h00 - CONCERTOS MUSICAIS

Nos coretos da Praça da República pela Banda da Casa do Povo de Moreira do Lima e do Largo de S. Domingos pela Banda da Sociedade Lanhelense.

16h00 - “CORTEJO ETNOGRÁFICO - " A voz da Romaria" - comemorativo dos cem anos de "paradas" e "cortejos" de Nossa Senhora d'Agonia.

1908 - as paradas agrícolas, os cortejos etnográficos e do trabalho; das tradições, usos e costumes; das feiras e feirões; do "fantástico" e maravilhoso"; dos cortejos temáticos: Caminhos de Santiago, Alto Minho em Festa, 500 Anos do Brasil, Pedro Homem de Mello, O Traje e o Bordado, O ouro do Minho e o Ouro de Viana, A cerâmica de Viana através dos tempos, A Voz da Romaria (2008).

21h30- CONCERTOS MUSICAIS

Nos coretos da Praça da República pela Banda da Casa do Povo de Moreira do Lima e do Largo de S. Domingos pela Banda da Sociedade Lanhelense.

22h00- A FESTA DO TRAJE

Tem lugar no Castelo Santiago da Barra.Numa nova encenação, procurará corresponder-se à grande expectativa que o traje à vianesa" sempre provoca a quem nos visita.

Um só palco, mas com três funções diferentes. Uma explicação pormenorizada: o vestir da "lavradeira", da "mordoma" e da "noiva". O trajo de "cotio", "domingar","peditório" , "ir à festa"; as "meias senhoras" e as "morgadas". O pormenor do "ourar", da cor. Nos seus Ofícios. Ao Vivo!

GRANDE ARRAIAL MINHOTO

As muitas e variadas diversões, as tocatas, os cantares ao desafio, as barracas de "comes e bebes", as tendinhas de café" e a alegria do muito povo que nestas noites procura esquecer as "canseiras" do dia a dia, são a garantia de que este popular número de agrado certo, se prolongará pela noite fora, como o mais típico e alegre ARRAIAL que terá lugar no Campo do Castelo e Praça General Barbosa.

Logo que termine a Festa do Traje, será queimado o fogo do ar que é, sem sombra de dúvida, um dos pontos altos do inolvidável ARRAIAL e que tem por nome “FOGO DO MEIO OU DA SANTA”

Dia 24 – Domingo:

8:30 - ALVORADA

Queimam-se os últimos foguetes da Alvorada e inicia-se aquela que será a última grande Feira do corrente ano e que ocorrerá no mesmo recinto das anteriores.

10h00 - CONCERTOS MUSICAIS

Nos coretos da Praça da República pela Banda dos Escuteiros de Barroselas e do Largo de S. Domingos pela Banda da Casa do Povo de Moreira do Lima.

12H00 - REVISTA DE “GIGANTONES E CABEÇUDOS”

Será esta a última revista do ano, onde os Gigantones e Cabeçudos receberão as honras dos seus "vassalos" que são os diversos Grupos de Zambumbas e que terá lugar na Praça da República

14h30 - CONCERTOS MUSICAIS

Nos coretos da Praça da República pela Banda dos Escuteiros de Barroselas e do Largo de S. Domingos pela Banda da Casa do Povo de Moreira do Lima.

15H30 - FESTIVAL DE CONCERTINAS E CANTARES AO DESAFIO

O genuíno e castiço espectáculo, onde dezenas de tocadores de concertina e muitos cantadores e cantadeiras, proporcionarão aos amantes deste popular "desafio cantado", uma tarde inesquecível e que terá lugar no Jardim Público Marginal.

17H30- TOURADA

No redondel da Argaçosa.

A qualidade deste "cartel inédito" é a garantia de continuidade do bom-nome de que gozam as "TOURADAS D'AGONIA"

Cavaleiros: Joquim Bastinhas / Sónia Matias / Luís Roxinol / Joana Andrade / Marcos Bastinhas e Isabel Ramos

Forcados: Grupo de Amadores de Alcochete e Grupo de amadores do Aposentado da Chamusca

Toiros: Da Prestigiada ganadaria do Dr. Brito Pais

21H30- VAMOS PARA A SERENATA

São novamente os grupos de Gaiteiros, Zés P'reiras e Bombos, as Bandas de Música e os Grupos Folclóricos que, com o entusiástico acompanhamento dos "romeiros" - este bom povo que nos visita e se sabe integrar neste espectáculo ímpar.

Terá início no Largo da Estação dos Caminhos-de-Ferro, descerá a Av. dos Combatentes da Grande Guerra em direcção ao Jardim Marginal, onde terá lugar o último Festival.

22H00- FESTIVAL NO JARDIM

Concertos musicais, nos coretos da Praça da República pela Banda dos Escuteiros de Barroselas e no do Jardim Marginal pela Banda do Povo de Moreira do Lima, exibição de Grupos Folclóricos em estrados próprios e por fim a MARAVILHOSA SERENATA NO RIO LIMA

e

Começa a Saudade....

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ROMARIA DE N. Sra D' AGONIA - VIANA DO CASTELO.

A romaria de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do castelo, é considerada uma das maiores de Portugal. A primeira referência a este culto remonta ao século XVIII, mais precisamente a 1744. A ligação com a comunidade piscatória é forte nos festejos de Nossa Senhora da Agonia. Até 1968, quando se passou a efectuar a procissão fluvial, eram os próprios pescadores que carregavam o andor com a imagem.
A devoção começou com a imagem presente na capela do Bom Jesus de Santo Sepulcro do Calvário, que mais tarde se chamou Capela do Bom Jesus da Via Sacra e que, ainda mais tarde, se passou a chamar Capela da Senhora da Soledade. O local onde se encontrava a capela, permitia aos vianenses observar as chegadas bem sucedidas dos barcos de familiares que partiam para o mar, mas também originavam momentos de aflição com a sorte desses pescadores, entregues aos caprichos das marés. Foi por esta razão, conta-se, que o povo de Viana do Castelo, sofrendo diariamente as angústias da vida do mar, decidiu renomear a imagem que já tanta devoção originava com um novo nome: Nossa Senhora da Agonia.
Foi a partir dessa data que a romaria em torno de Nossa Senhora da Agonia começou a cativar cada vez mais devotos. Tanto que em 1772 o dia único de romaria alargou-se a 3 dias, embora o principal actrativo continuasse a ser as cerimónias religiosas. Apesar de os dias tradicionais (18, 19 e 20 de Agosto) terem mudado para coincidirem com sexta, sábado e domingo, está determinado que os festejos não podem ocorrer antes de dia 15 ou depois de dia 25 de Agosto. A partir de 1968 a Procissão da Senhora da Agonia passou a fazer-se também no mar.
Com o passar dos anos o número de visitantes tem aumentado, bem como as iniciativas paralelas aos festejos religiosos. Um Cortejo etnográfico representativo do distrito, uma feira de artesanato regional e o também já tradicional fogo de artifício junto ao Rio Lima, são algumas das actividades que animam a cidade durante a romaria.


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Romaria de Nossa Senhora d'Agonia



terça-feira, 5 de agosto de 2008

FESTAS E ROMARIAS

«As festas e romarias, tão caras à alma do nosso povo, crente e folgazão, têm uma função simultaneamente religiosa e social. A elas afluem, de todas as partes por onde andam dispersos, os filhos da terra, para alimentar a fé que os liga à sua igreja e fortalecer as raízes que os ligam ao seu torrão natal. Nelas se robustecem velhas amizades e se criam outras novas, embora, às vezes, se gerem também discórdias, porque o calor aperta e o vinho sobe à cabeça dos romeiros, o que felizmente se vai tornando cada vez mais raro. Depois de satisfeitas as devoções e cumpridos os votos, hora de dar largas à emoção e à alegria, num convívio salutar e fraterno, com os parentes e amigos, cantando e dançando, no largo da igreja ou no recinto da ermida.»(*)As Festas e Romarias são um traço típico da cultura popular e tradicional do nosso povo. Estas manifestações, extremamente numerosas e variadas, acontecem um pouco por todo o país, e fazem parte das tradições e memórias de um povo que luta para manter actual a cultura secular que lhe confere uma identidade muito própria.

Apesar de decorrerem ao longo do ano, é nos meses de Julho e Agosto que acontece a maior parte das festas e romarias em Portugal, unindo quase sempre a componente religiosa a um programa popular.

(*) Joaquim Alves Ferreira in CANCIONEIRO LITERATURA POPULAR DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO (5 vol)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

PROGRAMA DAS FESTAS DA MEADELA 2008 - VIANA DO CASTELO.

Festas da Meadela
Sexta, 01 de Agosto de 2008
Programa
Dia 1 de Agosto (Sexta Feira)
08H30 - Alvorada festiva. Uma salva de morteiros e um Grupo de Zés P’reiras, darão inicio às tradicionais Festas da Meadela em honra da sua Padroeira Santa Cristina
Entrada da Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima.
09H30 - Visita da Mordomia à Cidade. A comissão de Festas da Meadela e um grupo de jovens Meadelenses, rigorosamente trajadas, acompanhadas pela Banda de Música e pelo Grupo de Zés P’reiras, percorrerão as principais ruas da cidade, visitando e apresentando cumprimentos às Autoridades Religiosas e Civis.
13H00 - Almoço-convívio da Comissão de Festas com a mordomia, na escola Primária da Igreja n.º 5
18H30 - Celebração Solene da Eucaristia
19H30 - Abertura de Exposições.
21H00 - Abertura do 19º Arraial Inter-Associativo
21H30 - Primeiro Arraial Nocturno: música e diversões
22H00 - Espectáculo Musical com a Orquestra NORWEST
Dia 2 de Agosto (Sábado)
09H00 - Nova alvorada festiva, com o tipicísmo da do dia anterior
15H00 - Entrada do Grupo de Gaitas de S. Tiago de Cardielos, que desfilará pela Rua da Igreja
15H30 - Entrada da Banda de Música de S. Martinho da Gandra, seguida de concerto musical
16H00 - Entrada da Banda Plástica de Barcelos
17H00 - Entrada da Fanfarra dos Escuteiros da Meadela
17H30 - Cortejo Meadela/2008 “Lendas e Tradições”
19H00 - Celebração Solene da Eucaristia, por todos os Meadelenses que contribuíram para a realização da Festa em honra da sua Padroeira, Santa Cristina, e por todos os ausentes e emigrantes da Meadela
21H00 - Segundo Arraial Nocturno
21H30 - Concentração dos Grupos Folclóricos na Av. Coronel Pires, seguindo-se desfile pela Rua da Igreja até ao local do Festival de Folclore.
22H00 - XLIX Festival de Folclore da Meadela
- Ronda Típica da Meadela - Viana do Castelo
- Grupo Etnográfico de Lorvão - Mondego
- Grupo Etnográfico de Danças e Cantares da Nazaré - Nazaré
- Grupo Folclórico de Vila Verde - Vila Verde
- Rancho Folclórico do Calvário - Algarve
- Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela - Viana do Castelo
24H00 - Monumental sessão de Fogo de Artifício
Dia 3 de Agosto (Domingo)
08H00 - Celebração da Eucaristia
09H00 - Última alvorada festiva
10H30 - Eucaristia Solene na Igreja Paroquial com veneração especial a Santa Cristina, padroeira da Meadela.
1400 - Entrada da Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo.
15H00 - Entrada da Banda Musical do Souto.
16H30 - Entrada da Fanfarra dos Escuteiros da Meadela.
17H00 - Procissão solene em honra de Santa Cristina padroeira da Meadela
18H00 - Concerto Musical
19H00 - Celebração da eucaristia
21H30 - Terceiro Arraial Nocturno
24H00 - Grande sessão de Fogo Preso, com o qual se encerrará a 51ª edição das Festas da Meadela.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O CATALÃO - PÓVOA DE VARZIM.

Nos referimos anteriormente sobre o barrete tradicional. Hoje trago o catalão, uma espécie de barrete usado no traje de pescador da Póvoa de Varzim.

O catalão, feito de tecido de flanela vermelha com forro branco.

Enfia - se na cabeça com uma dobra de cerca de dois dedos de largura.

Sem costura no fundo, o catalão não tem borla nem qualquer outro apêndice. Esta espécie de barrete usado antigamente pelos pescadores da Póvoa de Varzim era importado por contrabando nas arribadas dos barcos às praias galegas. Havia sido levado para ali por imigrantes da Catalunha que iam trabalhar nos barcos de pesca da Galiza. Daí ser designado "catalão".

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O BARRETE TRADICIONAL.

Existe o barrete preto e o barrete verde.

O preto era usado pelas pessoas que trabalhavam no campo e pelos pescadores da Beira Litoral , além de servir de agasalho, servia também de algibeira , justificando assim o seu comprimento.

O barrete verde tem a mesma finalidade embora só era, e ainda é usado pelos campinos e forcados do Ribatejo.

Esta peça é feita em pura lã no seu exterior e o forro em algodão. Depois de fabricada a malha em tear circular, centenário é devidamente tratada, recortada e colocada em formas de sol, onde se obtem o seu formato.

Depois de algumas horas de secagem o restante acabamento é totalmente artesanal, mantendo assim a tradição na sua produção.

domingo, 13 de julho de 2008

TRAJE DE DOMINGAR - VIANA DO CASTELO.


O traje de domingar é a sequência lógica do traje de trabalho, ou seja, é um traje não tão rico quanto o de luxo, mas, por outro lado não tão simples quanto o de trabalho.
pela sua própria designação, significa o traje dos domingos, desde que esses domingos não fossem os dos Santos Patronos, isto porque, nas festas dos Santos Patronos, o traje utilizado pelas raparigas era o de luxo.

Além de ser usado ao desempenhar as poucas tarefas de domingo, como, por exemplo, alimentar o gado, o traje de domingar era envergado nas demais atividades domingueiras, ou seja, ir à Missa, ao Terço e namorar.

Composição: Saia de linho com pregas miúdas na cintura e barra em lã, avental com motivos variados, algibeira, camisa branca bordada,colete, lenço à cabeça, peúgas brancas , chinelas pretas ou socos.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO DE PASSOS DE SILGUEIROS - VISEU.

O Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros nasceu em 1978 em consequência da riqueza folclórica da sua terra.

Desde a primeira hora, pesquisou, recolheu e , estudou todos os aspectos da herança cultural popular da região de Viseu, zona planáltica situada entre as serras da Estrela e do Caramulo, limites do seu horizonte visual.

Os milhares de documentos obtidos constituem o património do seu museu, o mais rico da Beira Alta e um dos mais importantes de Portugal, no seu gênero. As suas danças e os seus cantares têm beleza, a par da simplicidade quase ingénua do povo simples e bom que no passado assim cantou e dançou, a alegria de quem põe entusiasmo e doação em tudo quanto faz, ao lado de uma certa e característica nostalgia dos Portugueses, enfim, a marca da autenticidade rigorosamente perseguida.

Os seus trajes, reconstituídos segundo a documentação arquivada, respeitam os pormenores - desde os óculos aos botões - e referem -se a uma comunidade rural do passado, com a sua natural diversidade.

Com a maior dignidade, tem levado o nome de sua região aos quatro cantos de Portugal e , no estrangeiro , tem sido um verdadeiro e premiado embaixador das tradições populares nacionais.

É membro da Federação do Folclore Português.
Criador do Museu de Silgueiros.Fundador da associação de Passos de Silgueiros, uma instituição particular de solidariedade social.

Organizador do festival de folclore de Silgueiros , o mais regular do distrito de Viseu.

Pioneiro na realização de encontros de cantadores de Janeiras.

Participante, com a marca da autenticidade, nos maiores e mais conhecidos festivais de folclore , do Algarve ao Minho.

Presente em festivais e acontecimentos folclóricos em Espanha , França e Holanda.

Participante em programas de Rádio e de Televisão emitidos em Portugal, França , Alemanha , Canadá e E.U.A.

Premiado com o "Golfinho de Bronze" , em Matosinhos.

Primeiro prémio de qualidade folclórica, em França , entre grupos de dez países.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

APÚLIA - CONCELHO DE ESPOSENDE.

Na praia da Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte ao trajo do homem - saio romano, apertado por cinturão espesso.
Descalços, e de pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver dotado condignamente.
Daí, o aprumo de todos os que entram para a roda. Sem ele, nada feito...

Semelhantes aos companheiros do rei Artur, os sargaceiros da Apúlia sentam - se (perdão: bailam!) à roda da Távola redonda.

E as pernas serpenteiam, enquanto os pés, na relva do prado ou na areia da praia, fazem rendilhados brancos. A quase nudez destes rapazes que, ao comparecer no Rancho, envergam a indumentária quotidiana contrasta, singularmente, com a riqueza do fato das mulheres, as quais, ao contrário dos homens, vestem, para vir a público, festivos trajos antigos. Distinguem - se elas pelos movimentos das ancas, movimento rápido, trepidente. E a faixa, à moda de Esposende, ensacando - as, realça - lhes a natural opulência...

Ao dançar, os corpos estremecem, dos pés à cabeça. No entanto esta dança surge - nos como que emparedada. À vista, os bailadores mal mudam de sítio. Todavia, a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão. Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas...

Fonte: Danças portuguesas , Pedro Homem de Mello.

terça-feira, 17 de junho de 2008

TRAJE DE FESTA - ÍLHAVO.

Camisa de linho, com pequeno cós guarnecido de renda larga, abotoada na frente com botões feitos de tremoço, forrados de tecido; manga comprida com punho. Colete de seda lavrada de de luxo, vermelho - vinho, debruado a preto, ajustado na frente com cinco pares de botões de prata e respectivas abotoaduras.


Saia de tecido de lã preta, comprida, franzida na cintura e guarnecida em baixo com barra de veludo recortada e contornada com galão. Sobre a anca, faixa cor de vinho, que não ajusta, decorada por vezes com as iniciais do nome e algibeira preta bordada, suspensa na cintura.

Envolvendo todo o corpo, amplo mantéu preto, com cabeção largo de veludo guarnecido a galão e frentes debruadas também a veludo e galão formando bicos. Na cabeça lenço lavrado de cor clara, com as pontas laterais levantadas, acompanhando a larga aba do chapéu de presilhas, presas à copa e rematadas com pompons catitas.
Calça meias brancas rendadas e chinelas pretas de verniz.

Trajo rico de festa, destacando - se o colete com suas abotoaduras de prata, numa clara afirmação do poder económico da rapariga.

Também o mantéu, com seus enfeites de veludo e galão idênticos aos da saia, é elemento imprescindível no trajo de luxo, coroado pelo magnífico chapéu, tão grande que se torna necessário usar presilhas, para segurar a aba á copa. As chinelas pretas e as meias brancas eram acessórios indispensáveis neste trajo.

A datação deste trajo é possível, devido ás representações pictórias deixadas por artistas como Francisco José Resende (1825 - 1893).
São dele algumas obras onde se podem observar mulheres vestindo este trajo.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

É URGENTE QUE SE LEVE ÀS COMUNIDADES PORTUGUESAS NO ESTRANGEIRO O CONHECIMENTO DO FOLCLORE PORTUGUÊS.

O folclore português no estrangeiro carece de um premente apoio técnico.
As raízes culturais tradicionais portuguesas promovem - se de uma forma bem ativa no seio das comunidades lusas radicadas em grande parte dos países de emigração, implícito no trabalho de centenas de grupos de folclore ou de inspiração folclórica. Todavia, essas formações progridem mercê de boas vontades , mas quase sempre enfermam de erros de representação, arredados que estão de uma correta e cuidada recriação dos aspectos etnográficos e folclóricos.
É urgente que se promovam as necessárias ações de formação e de sensibilização, ministradas por emissários competentes, estabelecidos nas diversas regiões de Portugal que são representadas pelo movimento folclórico nas comunidades. Ao Estado português competirá ajudar a uma tão necessária e urgente ação de pedagogia e de sensibilização, patrocinando visitas de pedagogos folcloristas, com reconhecidos conhecimentos técnicos. Pelo respeito que nos deve merecer a cultura popular.
Se é certo que por cá, em matéria de sensibilização da representação tradicional , as coisas não correm de forma satisfatória no que respeita à preservação e divulgação dos aspectos culturais e tradicionais, no estrangeiro os "embaixadores" lusos não fogem à regra, instruídos que estão a reproduzir mal o nosso folclore. Salvam - se algumas boas execeções. Todavia raras.

Matéria do jornal folclore - junho / 2008.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

SETE SAIAS - NAZARÉ.

O traje da mulher nazarena é de extrema riqueza, quer pela sua história, quer pela sua harmonia estética. Rico ou pobre, de festa ou de trabalho, o traje feminino da Nazaré ainda é bastante usado no dia a dia desta terra de pescadores, cheia de lendas, mitos e tradições.

As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar. Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; sete cores do arco - íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.

A sua origem não é simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso das sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto todos parecem estar de acordo: as várias saias da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar. As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre "compostas".

De acordo com outras opiniões, as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque "o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava "). Certo é que a mulher foi adotando o uso das sete saias nos dias de festa , e a tradição começou e continua até ao presente.

No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias (3 a 4).

No traje de festa as saias interiores são brancas, sobre essas duas ou três ou mesmo mais de flanela colorida, debruadas a renda ou crochet de várias cores, cobrindo- as, a saia de cima de escocês plissada ou de chita azul com barra de veludo preto, cobertas por um avental de cetim artísticamente bordado; casaco florido com mangas de renda ou de veludo bordado na gola e nos punhos; lenço cachené e chapéu , capa preta; chinelas de verniz; cordão e brincos de ouro. A nazarena mostra assim, com orgulho, a riqueza da família através do traje.

O traje de trabalho é mais pobre em cor e em tecidos, com duas ou três saias de baixo, que variam consoante a época do ano (inverno / verão); saia de cima simples e avental sem bordados, mas com uma renda aplicada e com bolso; cachené e xaile traçado. Existe ainda um terceiro traje - o das viúvas, todo preto e sem rendas ou bordados, com as saias de baixo brancas; sendo este usado atualmente apenas pelas mulheres mais idosas.

O traje nazareno feminino continua a ser usado no dia a dia pelas mulheres de mais idade, sobretudo as mais ligadas ao mar e à venda de peixe. O traje de festa é normalmente usado por todas na época de carnaval(de 3 de fevereiro - São Brás - até terça feira de carnaval ), domingo de Páscoa e também pelos Ranchos Folclóricos da Nazaré.

É importante salientar que o traje nazareno feminino não parou no tempo, nem se tornou uma peça museológica. É um traje que renasce cada ano, tornando a Nazaré única entre as demais.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

RANCHO REGIONAL DE SÃO SALVADOR DE FOLGOSA - MAIA.


O Rancho Regional de São Salvador de Folgosa, nasceu por ocasião da angariação de fundos para as obras de remodelação da igreja paroquial, em finais da década de cinquenta, tendo desde logo procurado afirmar - se no panorama folclórico nacional e regional.

No entanto, e na sequência de algumas dificuldades, a sua atividade foi interronpida de 1961 a 1980. A partir desta altura o Rancho têm vindo a aperfeiçoar a sua atividade de reprodução dos trajes, danças e cantares dos tempos remotos nas terras da Maia, através de recolhas que garantem a autenticidade do que pretende representar.


Em termos de folclore, representa a zona do chamado Vale do Coronado , no leste maiato. É dentro destes limites que se propõe recolher e depois reproduzir o mais fidedignamente possível as vivências quotidianas e festivas dos seus antepassados.

Além de outros festivais realiza anualmente no segundo sábado de agosto o seu festival de folclore, a sua desfolhada em outubro assim como canta as janeiras de porta em porta desde o natal até o dia de Reis.

O Rancho Regional de São Salvador de Folgosa é composto por cerca de cinquenta elementos. É membro efetivo da federação de folclore português e inscrito no INATEL.

Representa o Douro Litoral, tem participado e continua a participar em festivais nacionais e internacionais quer no país como no estrangeiro. Tem um cd gravado e já fez várias aparições em programas de tv quer na RTP como na tv Galiza.

As danças e cantares interpretados contituem uma recolha da tradição maiata e pretendem exemplificar vários momentos dos seus antepassados. O fim dos trabalhos agrícolas, sobretudo na época das colheitas, em que a vizinhança se juntava nas eiras onde cantavam e dançavam procurando esquecer a vida difícil de então.

As caminhadas ou rusgas para as romarias onde associado à fé ao Santo
que iam venerar se divertiam cantando e dançando.
Encontros nas tardes domingueiras ou dias santos nos adros ou largos das igrejas em que rapazes e raparigas animados pelo som dos cavaquinhos e concertinas alegravam o ambiente cantando e dançando.


Alguns trajes apresentados pelo Rancho Regional de São Salvador de Folgosa - Maia.










Site recomendado: Rancho Regional de São Salvador de Folgosa - Maia.