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quinta-feira, 29 de maio de 2008

TRAJE DE "MEIA SENHORA" OU "MORGADA" - VIANA DO CASTELO.

Este traje significava que a lavradeira, mesmo com o seu casamento , não atingiria o título de "senhora ", dentro do quadro das distancias sociais.

Mesmo assim, o traje de "meia senhora" ou "morgada" era sinônimo de casa farta, boa lavoura , criadagem, tulha cheia, soalhos encerados e do cheiro a mosto das adegas.

O traje de meia senhora era composto por uma casaquinha justa em fazenda preta bordada a vidrilhos, saia rodada em tecidos de chita das mais variadas cores . Podemos destacar neste traje a substituição da algibeira pelo saco de mão em crochê ou tecido e uma sombrinha. Lenço de seda na cabeça ou nos ombros, meias rendadas e chinelas pretas.

Sempre de sombrinha quando passeava pelas ruas da cidade, a rapariga queria proteger - se do sol e manter a pele clara, sendo esse, um sinal de que não trabalhava.

O ouro demonstrava a riqueza da sua casa.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

CAMISOLA POVEIRA - PÓVOA DE VARZIM.

Camisolas de lã branca, bordadas em ponto de cruz com motivos em preto e vermelho(escudo nacional, com coroa real,siglas, remos cruzados etc.) produzidas por dezenas de artesãs poveiras que destinam a sua produção às casas de artigos regionais.


"A camisola poveira era inicialmente(primeira metade do século XIX) feita em Azurara e Vila do Conde e bordada na Póvoa pelos velhos pescadores.

Em evolução, passou a ser bordada pelas mães , esposas e noivas dos pescadores , e , depois feita e bordada na Póvoa" .

Esta peça integrava o traje masculino de romaria e festa do pescador poveiro, cuja origem remonta ao primeiro quartel do século XIX.

Este traje branco ou de branqueta ( tecido manual) foi o que mais perdurou , mantendo - se até finais do século passado, sendo sempre o traje escolhido aquando da presença de elementos da comunidade junto das mais altas individualidades políticas.

Com a grande tragédia marítima de 27 de fevereiro de 1892, o luto decretou a sentença de morte deste traje branco, assim como de outros trajes garridos.

A camisola poveira,sobreviveu,
ainda , pela primeira metade do século XX, mantendo - se como peça de luxo de velhos e novos.

A recuperação do vistoso traje branco deveu - se a Santos Graça que, ao organizar o Grupo Folclórico Poveiro,em 1936, o ressuscitou e divulgou.

"hoje a classe piscatória já não se vislumbra qualquer vestígio do modo de trajar antigo. Nem mesmo essas camisolas poveiras(...)traduzem uma realidade atual".


Fonte: Câmara municipal da Póvoa de Varzim.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

TRAJE DE LAVRADEIRA - SANTA MARTA DE PORTUZELO - VIANA DO CASTELO.

Camisa, saias e colete.

Acessórios:lenço de cabeça, lenço de peito, algibeira, avental, meias, chinelas e ouros.

Trajo vermelho, assim designado pela predominância desta cor no colete, saia, avental, e lenços de cabeça.

Cláudio basto aponta os aventais das raparigas de Santa Marta como as peças mais caprichadas do ponto de vista de concepção e execução dos motivos decorativos, obtidos pelos puxados moscas(pequena argola feita com fio de trama puxado, utilizado na decoração dos tecidos de vestuário e peças de casa).

As tecedeiras, verdadeiras artistas na sua criação, contornam os elementos decorativos com cores diferentes, conseguindo maior destaque em toda composição. Quanto aos lenços, o mesmo autor refere em 1930: O lenço de cabeça é de campo vermelho e o do peito igualmente, quanto ao amarelo, também então usado, acrescenta:não é regra. Mas adianta:não há, em cada aldeia, uniformidade absoluta nas cores dos lenços.

E continuando, salienta os bordados azuis na camisa de linho, sobre as ombreiras, punho e colarete, destacando também os bordados policromos no colete e algibeira, não esquecendo os bordados a branco nas chinelas de verniz e os bordados feitos com abertos ou com relevos de "vário feitio" nas meias.

Na saia de listas, não há uniformidade no padrão, embora sejam fiéis na cor vermelha, intercalada por listas pretas cortadas ou não por fios brancos . E, diz ainda o autor: vai enraizando o costume de bordar à margem superior do forro da saia , que é preto, uma silva clara, raramente de cores.


Como toque final, as lavradeiras colocam sobre si, os ouros tradicionais ,brincos à rainha, o colar de contas, os cordões e fios com respectivas medalhas e cruzes, isto é, no seu modo de dizer, ouravam - se.


Existem outras variantes do traje de lavradeira :O azul da freguesia de Dem, o verde de Geraz do Lima e o de cores sóbrias designado traje de dó.

Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO TRICANAS DE COIMBRA - SANTOS - BRASIL.

Atuação do Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra - Fado.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O BRINQUINHO MADEIRENSE.

O brinquinho é um instrumento musical típico do folclore madeirense, constituído por bonecos vestidos com trajes característicos da região e fitilhos, estão dispostos numa cana de roca e são movimentados pelo portador, com movimentos verticais.


Os bonecos distribuem - se por círculos, a alturas diferentes, e estão munidos de castanholas penduradas às costas, que batem ao compasso da dança tradicional madeirense, designada por bailinho da Madeira.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

TRAJE DE IR À VEIGA - CARREÇO.


Este traje era usado ao domingo, para ir à veiga com as vacas para que estas pudessem comer a erva dos pastos.

Era um traje mais complexo e mais rebuscado que o usado ao longo da semana.Compunha - se de uma saia de algodão de risca preta, avental de riscado vermelho ou azul, um colete com uma parte inferior preta e a superior florida, uma camisa de linho bordada a branco, um lenço sem franjas na cabeça.

Nos pés, usavam - se socos. Como era domingo, a mulher usava algum ouro.

Site recomendado: Ronda Típica de Carreço

quarta-feira, 30 de abril de 2008

CORRIDINHO - ALGARVE.

No Algarve o ritmo é veloz e não há calor que faça abrandar, os fãs do corridinho. Vai de roda, vai de roda, vai de roda sem parar...

É dada a ordem pelo mandador e imediatamente os pares obedecem, como se o ritmo lhes corresse nas veias. É assim de uma ponta à outra do Algarve, onde quem dança também ri.

Das serras ao litoral, toda gente dança o corridinho. É assim desde há muitos anos. Não se sabe como começou a tradição desta marcação algarvia tão acelerada.

Há quem alvitre hipotéticas influências das danças lentas da Europa central, que o algarvio adotou e transformou de acordo com a sua maneira de ser e até com o ambiente em que vive.

Há ainda quem considere que essas influências podem ter chegado da Escócia. Isto porque na serra algarvia ainda é comum pedir - se um scot, nos bailaricos. Scot tem na região da serra precisamente o mesmo significado que corridinho, o que faz pensar na sua possível relação com a Escócia. Mas não passam de meras suposições.

O que importa é que o corridinho continua bem vivo na "guelra" dos algarvios. Sete passos para a frente três passos para a direita e três passos para a esquerda, volta e segue a dança.

Esta é a marcação básica do corridinho. É um baile mandado e uma dança de roda que começou por esta marcação simples e que depois foi evoluindo para outras mais complexas. Evolução que se começou a verificar a partir da chegada quase triunfal do acordeão. Os seus tocadores surgiram como pessoas cheias de habilidades, dando um novo impulso á dança algarvia.

Surgiram então as florestrias (espécie de floreados) e o corridinho foi ainda mais galvanizado.

Dessas florestrias fazem parte as 'escovinhas" que é quando os pares giram sobre si mesmos em "pião" ou em "moinho" (conseguido pela saia da mulher quando roda).

O nome de "escovinhas" supõe - se que tenha sido dado pelo facto do som emitido pelos pés em contato com o chão, se assemelhar a uma escova a escovar um fato. Os "sapateados" as "carreirinhas" ou a perna do homem por cima da anca da mulher são mais algumas "florestrias" que os bailadores algarvios mostram cheios de vida e energia.

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Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão - Algarve-
Alma Algarvia.

sábado, 26 de abril de 2008

FESTA DO SENHOR SANTO CRISTO DOS MILAGRES - AÇORES.


A festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres é uma festa vistosa e clássica. A imagem votiva, venerada no convento de Nossa Senhora da Esperança (edificado na primeira metade do século XVI ) concentra a grande devoção religiosa de todos os açorianos. Há já 300 anos que no quinto domingo depois da páscoa, muitos peregrinos visitam este santuário, participando na maior procissão dos Açores, que percorre as artérias da cidade, todas ornamentadas com tapetes florais ricamente trabalhados, onde a criatividade está presente.


A grande fé dos açorianos e de outros peregrinos expressa - se, também, através de ofertas beneméritas ao convento e ao Senhor Santo Cristo, sob a forma de jóias, das quais se destacam o Resplendor, o Cetro, a Coroa de espinhos, o Relicário e as Cordas, magníficos exemplares de joalheria portuguesa do Século XVIII. O fervor religioso dos açorianos pelo Senhor Santo Cristo está solidamente enraizado no povo, como símbolo de um forte elo de identidade cultural e religiosa.

Madre Teresa d´Anunciada, foi uma freira clarissa que se celebrizou como iniciadora da devoção ao Senhor Santo Cristo dos Milagres na cidade de Ponta Delgada, hoje a maior festividade religiosa dos Açores.

Morreu com fama de santidade, tendo sido oficialmente declarada venerável, decorrendo o processo de canonização.


quarta-feira, 23 de abril de 2008

FESTA DAS ROSAS - VILA FRANCA DO LIMA - VIANA DO CASTELO.


Todos os anos, no segundo fim de semana do mês de Maio, mês das flores e também mês de Maria, Vila Franca do Lima leva a efeito as suas festas seculares em honra de Nossa Senhora das Rosas. A festa das Rosas é, sem dúvida, uma das mais típicas e tradicionais da terra portuguesa.

Todos os anos, atrai multidões, milhares de forasteiros, vindos de todo o país mas também do estrangeiro, que aqui se deslocam para apreciar a verdadeira arte popular representada nos famosos cestos floridos de Vila Franca do Lima.

Estas festividades têm início na sexta feira, mas é no sábado que atingem seu apogeu com o "cortejo das das rosas" onde, pela primeira vez, se podem apreciar os monumentais "cestos floridos" transportados à cabeça , durante todo o desfile, pelas mordomas que, no final do cortejo, os oferecem à Virgem Nossa Senhora.

Os cestos, ex - líbris da festa das rosas, são autênticas maravilhas floridas totalmente feitos à mão.

Geralmente construídos e revestidos com flores naturais acabadinhas de chegar do campo ou do jardim. Milhares de pétalas multicolores, caules, raízes e folhas.

Botões são fixados com pequenos alfinetes dando corpo a diferentes motivos bastante criativos.

Paisagens , brasões, monumentos, santuários , figuras, uma dedicátoria ou uma simples homenagem servem de fundo a estas magníficas criações.

A festa das Rosas é da responsabilidade da confraria de Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1622 por frades dominicanos, e dos seus estatutos constava que as mordomas levariam nos dias de festa, flores a Nossa Senhora. Assim, todas as mordomas caprichavam em levar as mais belas flores e em grandes quantidades e que se destinavam à decoração dos altares, e ao adorno do adro.

Os cestos são transportados à cabeça pelas mordomas na procissão de sábado,e que se repete na tarde de domingo. Cada uma das mordomas, pode recorrer à ajuda de colegas e amigas para ajudar na tarefa.

É que cada cesto pesa, em média, mais de cinquenta quilos, dificultando o equilíbrio das jovens raparigas da freguesia.

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Festa das Rosas em Vila Franca do Lima.

sábado, 19 de abril de 2008

TRAJE DE PAULITERO - MIRANDA DO DOURO.

Camisa, saias e colete.

Acessórios: lenços,chapéu, meias, botas e palotes(pequeno bastão de madeira rija e resistente, usado pelos pauliteiros nas suas danças.)

Camisa de linho branca de corte tradicional. Enáguas (saias) de algodão branco, de alturas desiguais, franzidas na cintura e guarnecidas com folho bordado a branco na orla.

Colete de saragoça( tecido de lã castanha ou branca, grossa. usava - se na confecção do trajo de trabalho.) recortada e pespontada, enfeitadas com fitas de várias cores e fios de ouro cosidos. Sobre os ombros, lenço estampado colorido e, presos na cintura, 4 lenços estampados, dobrados.

Na cabeça, chapéu de feltro preto de aba larga e copa decorada com fitas policromas, flores e penas. Calça meias de lã com riscas castanhas e brancas rendadas e botas de bezerro ferradas. Nas mãos segura um par de palotes.

As pesquisas efetuadas até hoje para explicar as origens deste traje, não têm sido consensuais. Várias hipóteses foram apontadas como prováveis, desde a sua filiação na tradição celta ou na herança greco - romana ou ainda na própria cultura ibérica medieval.

Este traje enigmático é vestido unicamente por homens, quando executam uma dança de caráter acentuadamente guerreiro, marcado pela coreografia dos passos e gestualidade agressiva dos componentes, reforçada pelo uso dos palotes, simulando as espadas.


Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

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Pauliteiros de Miranda


quarta-feira, 16 de abril de 2008

DESFOLHADAS.


A desfolhada tradicional é um duro trabalho agrícola em que se retira a espiga (ou maçaroca) da planta.

Antigamente, marcavam - se o dia das desfolhadas com os vizinhos, a família e os amigos. Durante o dia, juntavam - se os lavradores e cortavam o milho com uma foicinha.

À medida que se desfolha vai - se amontoando as espigas em cestos que, depois de cheios, são carregados no carro de bois para ser despejados no canastro ou espigueiro.

A palha do milho servia para a alimentação dos animais . Os jovens participavam entusiasmados nas desfolhadas, sempre na esperança de encontrar o milho rei (espiga vermelha) para poderem dar um beijo ou um abraço à namorada (é que o feliz achador tem a obrigação de gritar bem alto:Milho rei!- e o direito de dar uma volta a todos os trabalhadores, distribuindo abraços).Antigamente, esta era uma oportunidade única para se aproximar fisicamente das raparigas, das namoradas, até das noivas porque, na época as convenções sociais eram muitas e a vigilância por parte dos pais era muito apertada.

À noite, à luz das candeias faziam - se grandes desfolhadas, dançava - se e cantava - se, ao som da concertina. Apesar do cansaço, as desfolhadas eram sempre motivos de grandes satisfações e alegrias para aqueles que nelas participavam.


As desfolhadas da aldeia
são cheias de vida e cor
até a luz da candeia,
suspiram versos de amor.

Ai as desfolhadas ,lindas desfolhadas
onde as raparigas vão todas lavadas,
saem de casa preparam - se bem
porque os seus amores lá irão também.

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Desfolhada à moda de Perre em Viana do Castelo.



domingo, 13 de abril de 2008

TRAJE DE NOIVOS - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE - INÍCIO DO SÉCULO XX.

Traje masculino:

Jaqueta, colete, calças e camisa.
acessórios: chapéu, cinta e botas.

Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.

Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.
Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.

Traje feminino:

Casaquinha e saia.
Acessórios: mantilha, bolsinha, meias e sapatos.

Casaquinha com aba, de tecido de algodão azul-céu, frente decorada com refegos, entremeios de renda mecânica, contornada com fita sugerindo peitilho; mangas tufadas em cima e justas a partir do cotovelo até o punho.
Saia do mesmo tecido azul, ligeiramente franzida, alargando para a orla, decorada com pregas sobre os panos laterais. Na cabeça, mantilha de renda de algodão creme, com as pontas traçadas caídas sobre os ombros. Calça meias brancas rendadas e sapatos pretos com presilha. Segura na mão uma bolsinha do mesmo tecido do fato.

Quando o branco não era ainda a cor escolhida pelas noivas nos meios rurais, optava - se para o fato de casamento por um tom claro, normalmente o azul-céu, a cor de pomba ou a cor de grão, que se pudesse vestir também em muitas outras ocasiões festivas.
Também o noivo opta pelo trajo negro que usaria, em todas as cerimónias ao longo da sua vida.
Tradicionalmente, não usava nem laço, nem gravata, a menos que já seguisse os padrões da moda citadina.
O chapéu de aba direita completava esta indumentária cerimonial.

Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DO CURRAL DAS FREIRAS - ILHA DA MADEIRA.

Fundada a 30 de agosto de 1973 , a casa do povo do Curral das Freiras passaria a representar para aquela freguesia um importante pólo de desenvolvimento cultural, o que se poderá comprovar pelos vários cursos que, desde essa altura, vem realizando.
Pelo seu papel na festa da castanha, que teve em 1984 a sua primeira edição.
O grupo folclórico da casa do povo do Curral das Freiras foi fundado a 1 de novembro de 1987 e conta com cerca de 40 elementos.
O modo como executa os seus bailes, representa a maneira como os antepassados tratavam das lides do campo. As letras das músicas falam sempre de aspectos relacionados com o campo ou de aspectos alusivos às romarias.

terça-feira, 8 de abril de 2008

TRAJE FEMININO DE SEQUEIRA - BRAGA.



Camisa, saia e colete.

Acessórios: lenço de cabeça, lenço de mão, avental, algibeira, chapéu, meias, chinelas e ouros.

Camisa de linho de corte tradicional, decote e punhos guarnecidos com folho bordado e bordados a fio vermelho e preto sobre o peito, ombreiras, cimo das mangas e punhos. Saia de tecido preto baetilha com ampla roda, franzida na cintura e aparelhada em baixo com larga barra de veludo, ladeada por bordados a vidrilhos e fita enfavada; termina com folho de cetim pregueado.

Colete preto de rabos ajustado na frente com cordão; costas bordadas com vidrilhos da mesma cor. Avental pequeno de tecido de lã manual, decorado com motivos geométricos executados por tirados poligromos; orla guarnecida com tira de lã preta recortada.

Algibeira oculta pelo lenço bordado. Na cabeça lenço de tule branco bordado, com as pontas soltas, coberto por chapelinho de feltro, guarnecido com fita preta de pontas pendentes atrás, pequeno espelho na frente e pluma ao lado.

Calça meias de algodão branco rendadas e chinelas pretas pespontadas a branco. Sobre o peito, as tradicionais peças de ouro, fio de contas, cordões, cruzes, medalhas e borboletas, não esquecendo os brincos à rainha.

Considerado pelos especialistas como uma variante do traje de Valdeste, a designação deste trajo provém da localidade de Sequeira, onde as tecedeiras imprimiram um cunho muito particular nos tecidos dos aventais.

São também muito singulares os chapéus com fitas, penas e o espelinho, usado pelas raparigas desde as terras do Rio Este, até perto de Vila do Conde.


(Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO PEDRO HOMEM DE MELLO - SÃO PAULO - BRASIL.


Fundado em 27 de novembro de 1988, um agrupamento folclórico designado Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello, seus primeiros ensaios sucederam - se no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo - Brasil.

Nasceu com a pujança e alegria característica do folclore português, representa Portugal de norte a sul.

Adotou para si o nome de Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello para homenagear aquele que foi o maior folclorista que Portugal já teve.

Ao completar seu primeiro aniversário lançou seu primeiro LP e conta agora com três edições fonográficas editadas.

Já esteve em Portugal por quatro vezes levando o melhor do folclore português e o samba brasileiro, foi o primeiro Rancho do Brasil a dançar em Belmonte, terra natal de Pedro Álvares Cabral.

Tem diversos troféus como melhor Rancho e melhor Tocata, em 1999 foi premiado pela segunda vez consecutiva com a rainha do folclore português, a bailadeira Karina Brandão Portugal. Este Rancho é composto aproximadamente por 60 componentes entre eles portugueses, brasileiros e lusodescendentes.

Está sediado no Santuário de Nossa Senhora de Fátima - Sumaré - São Paulo - Brasil.

Promove almoços, "cozido a portuguesa"com datas agendadas anualmente.

É assim que sem ferir a autenticidade do puro folclore português, honra o nome de seu patrono e do nosso querido Portugal.
O Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello, prepara - se para a sua quinta digressão a Portugal no período de 19 de julho a 18 de agosto de 2008, levando o folclore de Portugal e o samba do Brasil.

Justiniano Lameiras Macedo - Presidente.

SITE: http://www.pedrohomemdemello.com.br/
EMAIL:rancho@pedrohomendemello.com.br
FONE:(011)32885479 OU (011)32410831
FAX:(011)32663622
ENDEREÇO: Av. Dr. Arnaldo , 1831 Sumaré - São Paulo - Brasil.

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Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello - Senhor da Serra.

terça-feira, 1 de abril de 2008

TRAJE DE BARCELOS.




Com o seu traje próprio, embora possuindo características comuns à região minhota, Barcelos apresenta um leque bem rico de trajes.
Após demorado estudo, conseguiu - se reunir o conjunto puramente característico da região barcelense, sem confusão possível com qualquer dos trajes da região de Viana, que são os mais conhecidos.
O traje apresentado é o traje regional de Barcelos , cuja a saia, como o avental, são fabricados em cobinações de várias cores, sempre dentro da tonalidade suave.


Traje feminino:


A saia de serguilha, como o avental, este mais claro com sua barra de cor preta, são totalmente diferentes das saias e aventais de Viana.
O colete de rabos, preto, com bordado a cores, é também inconfundivelmente barcelense, bem como a camisa de larga gola e ombros bordados a branco, característica original, pois nenhum traje vianês rigoroso tem camisa de gola larga bordada, como a barcelense.
Cruza o peito lenço de ramagens, um de fundo mais escuro, e outro de fundo mais claro, sendo característica inconfundível barcelense a combinação do lenço azul, este quase exclusivamente de uso barcelense.
Meias, chinelas, faixa, lenço de mão tudo obedece a escrupuloso rigor.
É dificil a reprodução das jóias do traje barcelense . Não faz parte dos adornos a filigrana, sendo apenas usada, e não muito, a chamada estrela (espécie de cruz de malta).
Características, as argolas e o coração de chapa, os cordões e a borboleta, assim como a cruz.


Traje masculino:


Vestiam calça de lã castanha, camisa branca de linho com baixo cabeção de renda no pescoço, em vez de colarinho, renda que guarnece a abertura até a cinta.
Chapéu preto de copa baixa e aba larga. Faixa preta de lã.
Calçavam sapatos de atarrado acastanhado, de sola e bico largo.


segunda-feira, 31 de março de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO "DAS LAVRADEIRAS DA MEADELA" - VIANA DO CASTELO.

A freguesia da Meadela, incluída desde 1988 no perímetro da cidade de Viana do Castelo, fica situada na margem direita do Rio Lima, província do Minho, no litoral norte de Portugal. Esta região é justamente considerada pela crítica como a "capital" da etnografia e do folclore português.

Nesta freguesia, outrora de características marcadamente rurais, está a origem da fundação do Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela em 1934, sendo um dos grupos folclóricos mais antigos do país. O grupo continua a manter bem vivas as tradições herdadas dos seus antepassados, representando danças, cantares e músicas tradicionais relacionadas com as lides agrárias, como o seu próprio nome "Lavradeiras da Meadela" sugere.

É possuidor de uma vasta e fabulosa colecção de trajes regionais, muito coloridos, variados e ricos, confeccionados artesanalmente com materiais genuínos, sendo também considerados uma riqueza do património nacional. Com os seus trajes, a alegria dos seus cantares e a vivacidade das suas danças obteve inúmeros prémios e distinções em vários países da Europa, Ásia e América, destacando - se as suas representações no festival internacional de danças tradicionais de Szeged na Hungria, cuja eleição lhe mereceu o primeiro prémio (chinela de ouro) e diploma de honra pela indumentária, e ainda o primeiro prémio pela "riqueza, fidelidade filológica e correcta transposição cénica"no vigéssimo sexto festival mundial castello de Gorizia(Itália).

Distingue - se ainda pela sua participação em inúmeros programas de televisão em Portugal, Espanha, Holanda, ex -URSS, Bélgica, Brasil e Itália, e pela colaboração em numerosos documentários sobre a "capital" do folclore, Viana do Castelo.

Participa regularmente em festivais internacionais de folclore no âmbito do CIOFF(Conselho internacional de organizadores de festivais de folclore e das artes populares), sendo considerado um dos grupos mais conhecidos e famosos do folclore português.

É membro efectivo da federação do folclore português e membro fundador da associação de grupos folclóricos do Alto Minho. Está ainda filiado no INATEL e inscrito no comité internacional EUROPEADE.

Galardoado com a medalha de prata de Mérito do município de Viana do Castelo pelos altos serviços que tem prestado na divulgação da região, aquém e além fronteiras.

Em 1995, foi declarado pelo governo português como instituição de Utilidade Pública.

(TEXTO ORIGINAL DO G.F. DAS LAVRADEIRAS DA MEADELA)
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Grupo Folclórico das lavradeiras da Meadela - vira das palmas.


SENHORA DA CAPA - COIMBRA - BEIRA LITORAL.


Trajo feminino da primeira metade do século XIX, década de 1840, segundo uma litografia de Palhares, constituído por longa capa escura e vestido burguês, aqui a imitar figurinos de revista que poderiam incluir o leque, em tom rosa, com a saia guarnecida por amplo folho.
Cabeça coberta por lenço bordado.

terça-feira, 25 de março de 2008

TRAJES DE IR À FEIRA - (BOEIROS) - S. PEDRO DE RATES - DOURO LITORAL.

Trajo masculino - camisa, calça e colete.
Acessórios: faixa, chapéu e sapatos.
Camisa de linho, com colarete, aberta sobre o peito com pregas e carcela formando peitilho; manga comprida sem cavas, decorada com preguinhas miúdas na parte superior.
Calças compridas de tecido preto, ajustadas na cintura com faixa preta. Colete de tecido idêntico ao das calças, com bolsos.
Cobre a cabeça com chapéu de feltro preto e calça sapatos da mesma cor.

Trajo feminino - camisa, saia de trezes e colete.
Acessórios: lenço de cabeça, lenço de peito, avental, algibeira, faixa, meias, chinelas, chapéu de pano e outros.
Camisa de linho branca, decote guarnecido com duplo folho bordado a branco, aberta no peito; manga comprida, bordado a branco no cimo e refegos junto ao pulso, terminando com folho.
Saia de tecido misto caseiro, trezes (tecido misto usado nas saias, na região de S. Pedro de Rates.) de linho, lã e algodão com preguinhas junto à cintura e barra azul. Avental do mesmo tecido manual, franzido na cinta. Faixa preta sobre as ancas, arregaçando a saia e o avental.
Espreitando junto à cintura, algibeira de tecido azul decorada com pespontos. Cruzado sobre o peito, lenço de lã estampado com motivos florais, poligromos, terminando com franja vermelha. Na cabeça, lenço atado atrás sobreposto por chapéu de pano de copa baixa e aba larga.
Sobre o peito pendem cordões e corações; pequenas argolas nas orelhas.
Neste conjunto merece destaque no trajo da rapariga o tecido caseiro da saia e do avental, localmente conhecido por trezes. Esta designação ficou a dever - se às três fibras usadas na tecelagem, lã, linho e algodão e também devido aos três pedais ou peanhas pertencentes ao tear onde era produzido. Quanto ao chapéu de pano, como era conhecido, embora sendo de feltro castanho ou preto, comprava - se na Póvoa de Varzim, na chapelaria da moda hoje desaparecida.

(Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

quinta-feira, 20 de março de 2008

PASSEIO DOS BOIS DA PÁSCOA - PÓVOA DE VARZIM.


O "passeio dos bois da páscoa"cumpria uma tradição cuja origem se desconhece e que nas últimas décadas foi caindo em desuso.

Realizava - se na Quinta Feira Santa e tinha por fim mostrar as gordas e luzidias rezes destinadas a abate para consumo na quadra da páscoa.

O gado carregava vistosas cangas em madeira lavrada ou pintada era enfeitado com garridos ramos de flores e fitas vermelhas, e arreados com típicos chocalhos que produziam o seu característco e festivo tilintar. Raparigas escolhidas pelo seu garbo e beleza, vestiam lindos trajes regionais em que sobressaiam arrecadas e grossos cordões de ouro com corações de filigrana e amuletos, o que emprestava cor e vida ao desfile, trasformando o passeio dos bois num interessante e colorido cortejo etnográfico. A "chamadeira", de fueiro em riste, seguia na frente, e tinha a seu lado o "marchante", proprietário do gado, com o seu melhor fato, e cajado na mão. As moças de soga conduziam o gado e os tangedores espicaçavam - no para lhe estimular o andar.

O luzido cortejo percorria assim as ruas da Póvoa de Varzim perante o olhar interessado da multidão entre a qual se encontravam criadores e marchantes de toda a região. De quando em quando o cortejo parava para que os marchantes oferecessem às suas comitivas refrescante vinho em canecas de barro, depois do que prosseguia até à praça do Almada.

Ali, frente ao edifício da câmara , esperavam - no as autoridades mais representativas do concelho que assistiam à passagem das rezes e classificavam as melhores, atribuindo prêmios e medalhas comemorativas aos respectivos proprietários e as "chamadeiras".

quarta-feira, 19 de março de 2008

TRAJES DE PESCADOR E VARINA - OVAR - BEIRA LITORAL.


O trajo tradicional do pescador caracteriza - se pelo uso de camisa de lã, de padrão xadrezado, com vários tons coloridos, "
trozes" ou ceroulas de aipo de tom claro, cinta ou faixa preta em malha de lã franjada nas extremidades e barrete negro em malha de lã.
O trajo de varina compõe - se pela blusa bordada, de algodão com tons claros; saia de algodão, com cor diferente da blusa, avental, fazendo contraste com a peça antecedente; algibeira de pano preto de lã com fita preta; uma faixa ou cinta igual à do pescador; xaile de lã e lenço dobrado em triângulo colocado sob o chapelinho de feltro preto, com aba bastante estreita. Ao domingo, usa chinelas pretas lisas de cabedal envernizado, havendo ausência de meias.
Sempre que o homem se encontra ausente a mulher substitui o trajo habitual por um trajo mais escuro, exprimindo, assim, a dor da ausência.
Se "o mar já não volta a traze - lo" enverga, então, para sempre o trajo preto.
(TEXTO DA C.M. DE OVAR)

terça-feira, 18 de março de 2008

TRAJES DE VILA VERDE - BRAGA.

Neste pequeno vídeo que se segue, podemos apreciar alguns belíssimos trajes de Vila Verde, apresentados pelo grupo folclórico deste concelho(Vila Verde)-distrito de Braga - Minho.

Trajes de noivos , trajes de encosta , trajes da ribeira ,de feira ou de lavradeira e trajes de trabalho.

sexta-feira, 14 de março de 2008

ROMARIA QUARESMAL - SÃO MIGUEL - AÇORES.


A tradição romeira remonta aos tempos medievais quando era comum os fiéis visitarem os lugares sacros da cristandade como ato de contrição pelos seus pecados, e agradecimento pelas graças recebidas do alto. Dois dos mais conhecidos e frequentados santuários da Europa Ocidental eram Cantuária na Inglaterra , peregrinação consagrada nos contos de Cantuária de Geoffrey Chaucer, e Santiago de Compostela na Galícia. Nessa época todos os caminhos acabavam em Santiago, repositório das tão afamadas e milagrosas relíquias do Apóstolo Tiago.


A ROMARIA QUARESMAL MICAELENSE.



A romaria em São Miguel teve o seu início na sequência dos violentos sismos e erupções vulcânicasque abalaram Vila Franca do Campo em 1522 e 1563 respectivamente. Numa era em que os cataclismos naturais eram tidos como punição divina pelos pecados do homem, os sacerdotes locais tais como o Frei Afonso de Toledo instigaram o povo à prática da devoção e procissões marianas, passando os micaelenses a peregrinar pelas capelas, igrejas e ermidas da ilha rogando a proteção da Virgem e intervenção divina para a resolução de seus males e aflições.

A tradição romeira encontra - se bem viva nos corações e vidas dos habitantes atuais de São Miguel, não havendo, todavia, conhecimento ou registro da sua existência nas restantes ilhas do arquipélago açoriano. Com a difusão da cultura açoreana pelo mundo através da emigração, o povo micaelense levou, entre os seus vários costumes e tradições, a romaria quaresmal, hoje ainda ponto referencial da sua fé como tantos outros, nomeadamente as festas do Divino Espírito Santo, estando bem presente nos vários grupos romeiros existentes nas comunidades de emigrantes do continente norte americano, os quais regressam anualmente à ilha para manifestar a sua fé junto dos seus lugares sacros, invocando a Virgem Santíssima por todo o percurso.


O TRAJE ROMEIRO.




O romeiro ostenta o bordão, xaile, lenço e saco ao ombro. Leva ainda dois terços, um ao pescoço e outro na mão para a oração durante o decurso de toda a romaria. O bordão serve para apoiar e facilitar o caminhar do peregrino pelas veredas e atalhos acidentados da ilha, o xaile e lenço por sua vez, para protege - lo do frio e da chuva.

Embora o traje tenha tido origem nas necessidades puramente físicas do romeiro em peregrinação, este transformou - se com o decorrer do tempo em simbolismos místico - religiosos: o bordão relembra o cetro entregue a Cristo pelos romanos no seu julgamento ante Pilatos, o xaile a sua túnica, o lenço a coroa de espinhos do seu suplício e o saco a Cruz a caminho do Calvário.


RITUAIS E ITINERÁRIO.


A romaria em São Miguel decorre ao longo de oito dias, findando o itinerário no ponto de partida. Os participantes são, por norma, leigos que contam com a colaboração do clero durante toda a sua realização. O seu propósito é visitar as casas de Nossa Senhora. O itinerário é pré - estabelecido e sua efetivação a cargo do mestre do grupo. Atualmente, a pernoita e a esmola de outrora foram substituídas por uma organização mais em sintonia com os nossos tempos. Providencia - se com a devida antecedência a colaboração das paróquias ao longo de todo o percurso previsto para a romaria, e onde os paroquianos acolhem os romeiros em suas casas, facultando - lhes a refeição da noite e água quente com sal para os pés fatigados e lacerados pela caminhada. O romeiro leva ao ombro o saco de alimentos para as demais refeições da jornada.

Ao lavar os pés do peregrino, alguns anfitriões relembram o gesto de humildade e caridade de Jesus junto dos seus apóstolos.


A CAMINHO DA ACHADA.


A Avé Maria é o cântico predominante de toda a romaria, sendo o Pai Nosso ofertado em silêncio enquanto o Glória é rezado somente nas paragens efetuadas durante a jornada. O grupo faz - se acompanhar à retaguarda de um procurador de almas cuja missão é recolher quantificar os pedidos de oração das gentes que possam porventura encontrar pelo caminho.

O requisitante deverá, por sua vez, recolher - se e rezar igual número de Avé Marias quanto os romeiros que encontrou. O lembrador das almas recorda os falecidos que jazem nos cemitérios do percurso, instigando os romeiros à oração por suas almas.
Como em quase toda a tradição religiosa popular, também aqui o sacro se confunde com o profano nas engraçadas histórias e piadas contadas à volta da refeição, as quais espelham toda a alegria e bonomia do convívio fraternal entre romeiros.


quinta-feira, 13 de março de 2008

TRAJE DE NOIVOS - VILA VERDE.

O traje de noivos, variante do traje de encosta, é a continuação, na versão cerimonial, do traje domingueiro ou de festa. Tanto no traje feminino como no masculino, onde a cor que predomina é o preto.

O homem vestia calça e botas pretas , próprias de cerimónias, camisa de linho bordada, especialmente a branco, colete e casaca pretos de pelúcia e chapéu igualmente preto.

A mulher vestia saia, avental e casaca pretas ricamente guarnecidas a vidrilhos, veludos e rendas, e chinelas pretas contrastando com as meias brancas. O branco também marcava presença no véu em tule de algodão, igualmente bordado a branco. O abundante ouro era presença obrigatória neste dia, símbolo do dote da mulher minhota. Salienta - se , porém , pela sua unicidade, o facto da mulher não levar o ramo na mão, mas sim um pequeno ramo de flores de laranjeira colocado no peito sobre o lado esquerdo com grandes fitas de seda branca pendentes, simbolizando a pureza da noiva. Para além disto, ela levava um xaile de seda no braço direito, símbolo do seu enxoval e , também, um guarda - sol com o fim de embelezar o seu traje.


Site recomendado: Grupo folclórico de vila verde - http://www.gfvv.web.pt/

terça-feira, 11 de março de 2008

TRAJE DOMINGUEIRO - CURRAL DAS FREIRAS - ILHA DA MADEIRA.

Traje usado pela mulher até finais do século XIX. A partir de então a saia vermelha passou a ser usada como sub - saia.

O VIRA.



O vira é uma das danças mais antigas de Portugal, e é particularmente mais popular no noroeste. O nome da dança deriva do verbo virar, uma referência a um dos seus movimentos mais característicos.
Em 6/8, o vira é normalmente acompanhado por um repertório vocal em forma estrófica, com ou sem refrão. Existem inúmeras variantes do vira.
Em algumas execuções, o cantador solo manda os bailadores virar gritando a palavra ``virou``, entre algumas das quadras. Os textos das modas que acompanham o vira focam aspectos da vida rural, incluindo o amor, o namoro, o casamento e a emigração.