Camisa, saias e colete.
Acessórios:lenço de cabeça, lenço de peito, algibeira, avental, meias, chinelas e ouros.
Trajo vermelho, assim designado pela predominância desta cor no colete, saia, avental, e lenços de cabeça.
Cláudio basto aponta os aventais das raparigas de Santa Marta como as peças mais caprichadas do ponto de vista de concepção e execução dos motivos decorativos, obtidos pelos puxados moscas(pequena argola feita com fio de trama puxado, utilizado na decoração dos tecidos de vestuário e peças de casa).
As tecedeiras, verdadeiras artistas na sua criação, contornam os
elementos decorativos com cores diferentes, conseguindo maior destaque em toda composição. Quanto aos lenços, o mesmo autor refere em 1930: O lenço de cabeça é de campo vermelho e o do peito igualmente, quanto ao amarelo, também então usado, acrescenta:não é regra. Mas adianta:não há, em cada aldeia, uniformidade absoluta nas cores dos lenços.
E continuando, salienta os bordados azuis na camisa de linho, sobre as ombreiras, punho e colarete, destacando também os bordados policromos no colete e algibeira,
não esquecendo os bordados a branco nas chinelas de verniz e os bordados feitos com abertos ou com relevos de "vário feitio" nas meias.
Na saia de listas, não há uniformidade no padrão, embora sejam fiéis na cor vermelha, intercalada por listas pretas cortadas ou não por fios brancos . E, diz ainda o autor: vai enraizando o costume de bordar à margem superior do forro da saia , que é preto, uma silva clara, raramente de cores.
Como toque final, as lavradeiras colocam sobre si, os ouros tradicionais ,brincos à rainha, o colar de contas, os cordões e fios com respectivas medalhas e cruzes, isto é, no seu modo de dizer, ouravam - se.
Existem outras variantes do traje de lavradeira :O azul da freguesia de Dem, o verde de Geraz do Lima e o de cores sóbrias designado traje de dó.
Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
TRAJE DE LAVRADEIRA - SANTA MARTA DE PORTUZELO - VIANA DO CASTELO.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
RANCHO FOLCLÓRICO TRICANAS DE COIMBRA - SANTOS - BRASIL.
Atuação do Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra - Fado.
terça-feira, 6 de maio de 2008
O BRINQUINHO MADEIRENSE.
O brinquinho é um instrumento musical típico do folclore madeirense, constituído por bonecos vestidos com trajes característicos da região e fitilhos, estão dispostos numa cana de roca e são movimentados pelo portador, com movimentos verticais.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
TRAJE DE IR À VEIGA - CARREÇO.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
CORRIDINHO - ALGARVE.
No Algarve o ritmo é veloz e não há calor que faça abrandar, os fãs do corridinho. Vai de roda, vai de roda, vai de roda sem parar...É dada a ordem pelo mandador e imediatamente os pares obedecem, como se o ritmo lhes corresse nas veias. É assim de uma ponta à outra do Algarve, onde quem dança também ri.
Das serras ao litoral, toda gente dança o corridinho. É assim desde há muitos anos. Não se sabe como começou a tradição desta marcação algarvia tão acelerada.
Há quem alvitre hipotéticas influências das danças lentas da Europa central, que o algarvio adotou e transformou de acordo com a sua maneira de ser e até com o ambiente em que vive.

Há ainda quem considere que essas influências podem ter chegado da Escócia. Isto porque na serra algarvia ainda é comum pedir - se um scot, nos bailaricos. Scot tem na região da serra precisamente o mesmo significado que corridinho, o que faz pensar na sua possível relação com a Escócia. Mas não passam de meras suposições.
O que importa é que o corridinho continua bem vivo na "guelra" dos algarvios. Sete passos para a frente três passos para a direita e três passos para a esquerda, volta e segue a dança.
Esta é a marcação básica do corridinho. É um baile mandado e uma
dança de roda que começou por esta marcação simples e que depois foi evoluindo para outras mais complexas. Evolução que se começou a verificar a partir da chegada quase triunfal do acordeão. Os seus tocadores surgiram como pessoas cheias de habilidades, dando um novo impulso á dança algarvia.Dessas florestrias fazem parte as 'escovinhas" que é quando os pares giram sobre si mesmos em "pião" ou em "moinho" (conseguido pela saia da mulher quando roda).
O nome de "escovinhas" supõe - se que tenha sido dado pelo facto do som emitido pelos pés em contato com o chão, se assemelhar a uma escova a escovar um fato. Os "sapateados" as "carreirinhas" ou a perna do homem por cima da anca da mulher são mais algumas "florestrias" que os bailadores algarvios mostram cheios de vida e energia.
Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão - Algarve-
Alma Algarvia.
sábado, 26 de abril de 2008
FESTA DO SENHOR SANTO CRISTO DOS MILAGRES - AÇORES.

A festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres é uma festa vistosa e clássica. A imagem votiva, venerada no convento de Nossa Senhora da Esperança (edificado na primeira metade do século XVI ) concentra a grande devoção religiosa de todos os açorianos. Há já 300 anos que no quinto domingo depois da páscoa, muitos peregrinos visitam este santuário, participando na maior procissão dos Açores, que percorre as artérias da cidade, todas ornamentadas com tapetes florais ricamente trabalhados, onde a criatividade está presente. 
A grande fé dos açorianos e de outros peregrinos expressa - se, também, através de ofertas beneméritas ao convento e ao Senhor Santo Cristo, sob a forma de jóias, das quais se destacam o Resplendor, o Cetro, a Coroa de espinhos, o Relicário e as Cordas, magníficos exemplares de joalheria portuguesa do Século XVIII. O fervor religioso dos açorianos pelo Senhor Santo Cristo está solidamente enraizado no povo, como símbolo de um forte elo de identidade cultural e religiosa.
Madre Teresa d´Anunciada, foi uma freira clarissa que se celebrizou como iniciadora da devoção ao Senhor Santo Cristo dos Milagres na cidade de Ponta Delgada, hoje a maior festividade religiosa dos Açores.
Morreu com fama de santidade, tendo sido oficialmente declarada venerável, decorrendo o processo de canonização.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
FESTA DAS ROSAS - VILA FRANCA DO LIMA - VIANA DO CASTELO.

Todos os anos, no segundo fim de semana do mês de Maio, mês das flores e também mês de Maria, Vila Franca do Lima leva a efeito as suas festas seculares em honra de Nossa Senhora das Rosas. A festa das Rosas é, sem dúvida, uma das mais típicas e tradicionais da terra portuguesa.
Todos os anos, atrai multidões, milhares de forasteiros, vindos de todo o país mas também do estrangeiro, que aqui se deslocam para apreciar a verdadeira arte popular representada nos famosos cestos floridos de Vila Franca do Lima.
Estas festividades têm início na sexta feira, mas é no sábado que atingem seu apogeu com o "cortejo das das rosas" onde, pela primeira vez, se podem apreciar os monumentais "cestos floridos" transportados à cabeça , durante todo o desfile, pelas mordomas que, no final do cortejo, os oferecem à Virgem Nossa Senhora.
Os cestos, ex - líbris da festa das rosas, são autênticas maravilhas floridas totalmente feitos à mão. 
Geralmente construídos e revestidos com flores naturais acabadinhas de chegar do campo ou do jardim. Milhares de pétalas multicolores, caules, raízes e folhas.
Botões são fixados com pequenos alfinetes dando corpo a diferentes motivos bastante criativos.
Paisagens , brasões, monumentos, santuários , figuras, uma dedicátoria ou uma simples homenagem servem de fundo a estas magníficas criações.
A festa das Rosas é da responsabilidade da confraria de Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1622 por frades dominicanos, e dos seus estatutos constava que as mordomas levariam nos dias de festa, flores a Nossa Senhora. Assim, todas as mordomas caprichavam em levar as mais belas flores e em grandes quantidades e que se destinavam à decoração dos altares, e ao adorno do adro.
Os cestos são transportados à cabeça pelas mordomas na procissão de sábado,e que se repete na tarde de domingo. Cada uma das mordomas, pode recorrer à ajuda de colegas e amigas para ajudar na tarefa.
É que cada cesto pesa, em média, mais de cinquenta quilos, dificultando o equilíbrio das jovens raparigas da freguesia.
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Festa das Rosas em Vila Franca do Lima.
sábado, 19 de abril de 2008
TRAJE DE PAULITERO - MIRANDA DO DOURO.
Camisa, saias e colete.
Acessórios: lenços,chapéu, meias, botas e palotes(pequeno bastão de madeira rija e resistente, usado pelos pauliteiros nas suas danças.)
Camisa de linho branca de corte tradicional. Enáguas (saias) de algodão branco, de alturas desiguais, franzidas na cintura e guarnecidas com folho bordado a branco na orla.
Colete de saragoça( tecido de lã castanha ou branca, grossa. usava - se na confecção do trajo de trabalho.) recortada e pespontada, enfeitadas com fitas de várias cores e fios de ouro cosidos. Sobre os ombros, lenço estampado colorido e, presos na cintura, 4 lenços estampados, dobrados.
Na cabeça, chapéu de feltro preto de aba larga e copa decorada com fitas policromas, flores e penas. Calça meias de lã com riscas castanhas e brancas rendadas e botas de bezerro ferradas. Nas mãos segura um par de palotes.
As pesquisas efetuadas até hoje para explicar as origens deste traje, não têm sido consensuais. Várias hipóteses foram apontadas como prováveis, desde a sua filiação na tradição celta ou na herança greco - romana ou ainda na própria cultura ibérica medieval.
Este traje enigmático é vestido unicamente por homens, quando executam uma dança de caráter acentuadamente guerreiro, marcado pela coreografia dos passos e gestualidade agressiva dos componentes, reforçada pelo uso dos palotes, simulando as espadas.
Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.
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Pauliteiros de Miranda
quarta-feira, 16 de abril de 2008
DESFOLHADAS.
domingo, 13 de abril de 2008
TRAJE DE NOIVOS - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE - INÍCIO DO SÉCULO XX.
Traje masculino:
Jaqueta, colete, calças e camisa.
acessórios: chapéu, cinta e botas.
Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.
Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.
Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.
Traje feminino:
Casaquinha e saia.
Acessórios: mantilha, bolsinha, meias e sapatos.
Casaquinha com aba, de tecido de algodão azul-céu, frente decorada com refegos, entremeios de renda mecânica, contornada com fita sugerindo peitilho; mangas tufadas em cima e justas a partir do cotovelo até o punho.
Saia do mesmo tecido azul, ligeiramente franzida, alargando para a orla, decorada com pregas sobre os panos laterais. Na cabeça, mantilha de renda de algodão creme, com as pontas traçadas caídas sobre os ombros. Calça meias brancas rendadas e sapatos pretos com presilha. Segura na mão uma bolsinha do mesmo tecido do fato.
Quando o branco não era ainda a cor escolhida pelas noivas nos meios rurais, optava - se para o fato de casamento por um tom claro, normalmente o azul-céu, a cor de pomba ou a cor de grão, que se pudesse vestir também em muitas outras ocasiões festivas.
Também o noivo opta pelo trajo negro que usaria, em todas as cerimónias ao longo da sua vida.
Tradicionalmente, não usava nem laço, nem gravata, a menos que já seguisse os padrões da moda citadina.
O chapéu de aba direita completava esta indumentária cerimonial.
Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DO CURRAL DAS FREIRAS - ILHA DA MADEIRA.
Fundada a 30 de agosto de 1973 , a casa do povo do Curral das Freiras passaria a representar para aquela freguesia um importante pólo de desenvolvimento cultural, o que se poderá comprovar pelos vários cursos que, desde essa altura, vem realizando.
Pelo seu papel na festa da castanha, que teve em 1984 a sua primeira edição.
O grupo folclórico da casa do povo do Curral das Freiras foi fundado a 1 de novembro de 1987 e conta com cerca de 40 elementos.
O modo como executa os seus bailes, representa a maneira como os antepassados tratavam das lides do campo. As letras das músicas falam sempre de aspectos relacionados com o campo ou de aspectos alusivos às romarias.
terça-feira, 8 de abril de 2008
TRAJE FEMININO DE SEQUEIRA - BRAGA.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
RANCHO FOLCLÓRICO PEDRO HOMEM DE MELLO - SÃO PAULO - BRASIL.
O Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello, prepara - se para a sua quinta digressão a Portugal no período de 19 de julho a 18 de agosto de 2008, levando o folclore de Portugal e o samba do Brasil.Justiniano Lameiras Macedo - Presidente.
SITE: http://www.pedrohomemdemello.com.br/
EMAIL:rancho@pedrohomendemello.com.br
FONE:(011)32885479 OU (011)32410831
FAX:(011)32663622
ENDEREÇO: Av. Dr. Arnaldo , 1831 Sumaré - São Paulo - Brasil.
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Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello - Senhor da Serra.
terça-feira, 1 de abril de 2008
TRAJE DE BARCELOS.

Com o seu traje próprio, embora possuindo características comuns à região minhota, Barcelos apresenta um leque bem rico de trajes.
Após demorado estudo, conseguiu - se reunir o conjunto puramente característico da região barcelense, sem confusão possível com qualquer dos trajes da região de Viana, que são os mais conhecidos.
O traje apresentado é o traje regional de Barcelos , cuja a saia, como o avental, são fabricados em cobinações de várias cores, sempre dentro da tonalidade suave.
Traje feminino:
A saia de serguilha, como o avental, este mais claro com sua barra de cor preta, são totalmente diferentes das saias e aventais de Viana.
O colete de rabos, preto, com bordado a cores, é também inconfundivelmente barcelense, bem como a camisa de larga gola e ombros bordados a branco, característica original, pois nenhum traje vianês rigoroso tem camisa de gola larga bordada, como a barcelense.
Cruza o peito lenço de ramagens, um de fundo mais escuro, e outro de fundo mais claro, sendo característica inconfundível barcelense a combinação do lenço azul, este quase exclusivamente de uso barcelense.
Meias, chinelas, faixa, lenço de mão tudo obedece a escrupuloso rigor.
É dificil a reprodução das jóias do traje barcelense . Não faz parte dos adornos a filigrana, sendo apenas usada, e não muito, a chamada estrela (espécie de cruz de malta).
Características, as argolas e o coração de chapa, os cordões e a borboleta, assim como a cruz.
Traje masculino:
Vestiam calça de lã castanha, camisa branca de linho com baixo cabeção de renda no pescoço, em vez de colarinho, renda que guarnece a abertura até a cinta.
Chapéu preto de copa baixa e aba larga. Faixa preta de lã.
Calçavam sapatos de atarrado acastanhado, de sola e bico largo.
segunda-feira, 31 de março de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
GRUPO FOLCLÓRICO "DAS LAVRADEIRAS DA MEADELA" - VIANA DO CASTELO.
A freguesia da Meadela, incluída desde 1988 no perímetro da cidade de Viana do Castelo, fica situada na margem direita do Rio Lima, província do Minho, no litoral norte de Portugal. Esta região é justamente considerada pela crítica como a "capital" da etnografia e do folclore português.(TEXTO ORIGINAL DO G.F. DAS LAVRADEIRAS DA MEADELA)

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Grupo Folclórico das lavradeiras da Meadela - vira das palmas.
SENHORA DA CAPA - COIMBRA - BEIRA LITORAL.
Cabeça coberta por lenço bordado.
terça-feira, 25 de março de 2008
TRAJES DE IR À FEIRA - (BOEIROS) - S. PEDRO DE RATES - DOURO LITORAL.
Trajo masculino - camisa, calça e colete.
Acessórios: faixa, chapéu e sapatos.
Camisa de linho, com colarete, aberta sobre o peito com pregas e carcela formando peitilho; manga comprida sem cavas, decorada com preguinhas miúdas na parte superior.
Calças compridas de tecido preto, ajustadas na cintura com faixa preta. Colete de tecido idêntico ao das calças, com bolsos.
Cobre a cabeça com chapéu de feltro preto e calça sapatos da mesma cor.
Trajo feminino - camisa, saia de trezes e colete.
Acessórios: lenço de cabeça, lenço de peito, avental, algibeira, faixa, meias, chinelas, chapéu de pano e outros.
Camisa de linho branca, decote guarnecido com duplo folho bordado a branco, aberta no peito; manga comprida, bordado a branco no cimo e refegos junto ao pulso, terminando com folho.
Saia de tecido misto caseiro, trezes (tecido misto usado nas saias, na região de S. Pedro de Rates.) de linho, lã e algodão com preguinhas junto à cintura e barra azul. Avental do mesmo tecido manual, franzido na cinta. Faixa preta sobre as ancas, arregaçando a saia e o avental.
Espreitando junto à cintura, algibeira de tecido azul decorada com pespontos. Cruzado sobre o peito, lenço de lã estampado com motivos florais, poligromos, terminando com franja vermelha. Na cabeça, lenço atado atrás sobreposto por chapéu de pano de copa baixa e aba larga.
Sobre o peito pendem cordões e corações; pequenas argolas nas orelhas.
Neste conjunto merece destaque no trajo da rapariga o tecido caseiro da saia e do avental, localmente conhecido por trezes. Esta designação ficou a dever - se às três fibras usadas na tecelagem, lã, linho e algodão e também devido aos três pedais ou peanhas pertencentes ao tear onde era produzido. Quanto ao chapéu de pano, como era conhecido, embora sendo de feltro castanho ou preto, comprava - se na Póvoa de Varzim, na chapelaria da moda hoje desaparecida.
(Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)
quinta-feira, 20 de março de 2008
PASSEIO DOS BOIS DA PÁSCOA - PÓVOA DE VARZIM.
quarta-feira, 19 de março de 2008
TRAJES DE PESCADOR E VARINA - OVAR - BEIRA LITORAL.
terça-feira, 18 de março de 2008
TRAJES DE VILA VERDE - BRAGA.
Neste pequeno vídeo que se segue, podemos apreciar alguns belíssimos trajes de Vila Verde, apresentados pelo grupo folclórico deste concelho(Vila Verde)-distrito de Braga - Minho.
Trajes de noivos , trajes de encosta , trajes da ribeira ,de feira ou de lavradeira e trajes de trabalho.
sexta-feira, 14 de março de 2008
ROMARIA QUARESMAL - SÃO MIGUEL - AÇORES.


quinta-feira, 13 de março de 2008
TRAJE DE NOIVOS - VILA VERDE.
O traje de noivos, variante do traje de encosta, é a continuação, na versão cerimonial, do traje domingueiro ou de festa. Tanto no traje feminino como no masculino, onde a cor que predomina é o preto.
O homem vestia calça e botas pretas , próprias de cerimónias, camisa de linho bordada, especialmente a branco, colete e casaca pretos de pelúcia e chapéu igualmente preto.
A mulher vestia saia, avental e casaca pretas ricamente guarnecidas a vidrilhos, veludos e rendas, e chinelas pretas contrastando com as meias brancas. O branco também marcava presença no véu em tule de algodão, igualmente bordado a branco. O abundante ouro era presença obrigatória neste dia, símbolo do dote da mulher minhota. Salienta - se , porém , pela sua unicidade, o facto da mulher não levar o ramo na mão, mas sim um pequeno ramo de flores de laranjeira colocado no peito sobre o lado esquerdo com grandes fitas de seda branca pendentes, simbolizando a pureza da noiva. Para além disto, ela levava um xaile de seda no braço direito, símbolo do seu enxoval e , também, um guarda - sol com o fim de embelezar o seu traje.

Site recomendado: Grupo folclórico de vila verde - http://www.gfvv.web.pt/
terça-feira, 11 de março de 2008
TRAJE DOMINGUEIRO - CURRAL DAS FREIRAS - ILHA DA MADEIRA.
Traje usado pela mulher até finais do século XIX. A partir de então a saia vermelha passou a ser usada como sub - saia.
O VIRA.
segunda-feira, 10 de março de 2008
TRAJES DE LAVRADORES RICOS - SÃO TIAGO DE SILVALDE - ESPINHO.
HOMEM - Fato preto/castanho de fazenda de lã e colete do mesmo com fita de seda, chapéu de feltro preto/castanho, camisa de linho branco, botas pretas de elástico ou castanhas de cordões,corrente de ouro ou prata para relógio,que é posto no bolso do colete.
MULHER - Camisa de linho, saiotes brancos de linho com rendas feitas à mão, blusa ou casaquinha e saia(em merino , brocado ou seda), lenço de seda ou chapéu, pucho na cabeça, chinelas de tacão em camurça ou verniz e meia rendada branca. Ao pescoço cordões com medalhas. Nas orelhas, brincos de ouro.
FONTE: Rancho folclórico de São Tiago de Silvalde.http://www.ranchodesilvalde.pt/
domingo, 9 de março de 2008
TRAJE DE VENDEDEIRA DOS LARGOS - COIMBRA.
A literatura e as gravuras do século XIX
sexta-feira, 7 de março de 2008
LENDA DO MILAGRE DAS ROSAS - COIMBRA.
Esta é uma das mais conhecidas lendas portuguesas que enaltece a bondade da rainha D. Isabel para com todos os seus súditos, a quem levava esmolas e palavras de consolo. Conta a história que um nobre despeitado informou o rei D. Dinis que a rainha gastava demais nas obras das igrejas, doações a conventos, esmolas e outras ações de caridade e convenceu - o a por fim a estes excessos.O rei decidiu surpreender a rainha numa manhã em que esta se dirigia com o seu séquito às obras de Santa Clara e à distribuição habitual de esmolas e reparou que ela procurava disfarçar o que levava no regaço.
Interrogada por D. Dinis, a rainha informou que ia ornamentar os altares do mosteiro ao que o rei insistiu que tinha sido informado que a rainha tinha desobedecido às suas proibições, levando dinheiro aos pobres.
De repente e mais confiante D. Isabel respondeu: enganai - vos, real senhor. O que levo no meu regaço são rosas... O rei irritado acusou - a de estar a mentir: como poderia ela ter rosas em janeiro? Obrigou - a, então , a revelar o conteúdo do regaço. A rainha Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos o belíssimo ramo de rosas que guardava sob o manto. O rei ficou sem palavras, convencido que estava perante um fênomeno sobrenatural e acabou por pedir perdão à rainha que prosseguiu na sua intenção de ir levar as esmolas. A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou Santa a rainha Isabel de Portugal.

GRUPO FOLCLÓRICO DE CIDACOS - OLIVEIRA DE AZEMÉIS - BEIRA LITORAL.














