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sábado, 19 de abril de 2008

TRAJE DE PAULITERO - MIRANDA DO DOURO.

Camisa, saias e colete.

Acessórios: lenços,chapéu, meias, botas e palotes(pequeno bastão de madeira rija e resistente, usado pelos pauliteiros nas suas danças.)

Camisa de linho branca de corte tradicional. Enáguas (saias) de algodão branco, de alturas desiguais, franzidas na cintura e guarnecidas com folho bordado a branco na orla.

Colete de saragoça( tecido de lã castanha ou branca, grossa. usava - se na confecção do trajo de trabalho.) recortada e pespontada, enfeitadas com fitas de várias cores e fios de ouro cosidos. Sobre os ombros, lenço estampado colorido e, presos na cintura, 4 lenços estampados, dobrados.

Na cabeça, chapéu de feltro preto de aba larga e copa decorada com fitas policromas, flores e penas. Calça meias de lã com riscas castanhas e brancas rendadas e botas de bezerro ferradas. Nas mãos segura um par de palotes.

As pesquisas efetuadas até hoje para explicar as origens deste traje, não têm sido consensuais. Várias hipóteses foram apontadas como prováveis, desde a sua filiação na tradição celta ou na herança greco - romana ou ainda na própria cultura ibérica medieval.

Este traje enigmático é vestido unicamente por homens, quando executam uma dança de caráter acentuadamente guerreiro, marcado pela coreografia dos passos e gestualidade agressiva dos componentes, reforçada pelo uso dos palotes, simulando as espadas.


Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

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Pauliteiros de Miranda


quarta-feira, 16 de abril de 2008

DESFOLHADAS.


A desfolhada tradicional é um duro trabalho agrícola em que se retira a espiga (ou maçaroca) da planta.

Antigamente, marcavam - se o dia das desfolhadas com os vizinhos, a família e os amigos. Durante o dia, juntavam - se os lavradores e cortavam o milho com uma foicinha.

À medida que se desfolha vai - se amontoando as espigas em cestos que, depois de cheios, são carregados no carro de bois para ser despejados no canastro ou espigueiro.

A palha do milho servia para a alimentação dos animais . Os jovens participavam entusiasmados nas desfolhadas, sempre na esperança de encontrar o milho rei (espiga vermelha) para poderem dar um beijo ou um abraço à namorada (é que o feliz achador tem a obrigação de gritar bem alto:Milho rei!- e o direito de dar uma volta a todos os trabalhadores, distribuindo abraços).Antigamente, esta era uma oportunidade única para se aproximar fisicamente das raparigas, das namoradas, até das noivas porque, na época as convenções sociais eram muitas e a vigilância por parte dos pais era muito apertada.

À noite, à luz das candeias faziam - se grandes desfolhadas, dançava - se e cantava - se, ao som da concertina. Apesar do cansaço, as desfolhadas eram sempre motivos de grandes satisfações e alegrias para aqueles que nelas participavam.


As desfolhadas da aldeia
são cheias de vida e cor
até a luz da candeia,
suspiram versos de amor.

Ai as desfolhadas ,lindas desfolhadas
onde as raparigas vão todas lavadas,
saem de casa preparam - se bem
porque os seus amores lá irão também.

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Desfolhada à moda de Perre em Viana do Castelo.



domingo, 13 de abril de 2008

TRAJE DE NOIVOS - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE - INÍCIO DO SÉCULO XX.

Traje masculino:

Jaqueta, colete, calças e camisa.
acessórios: chapéu, cinta e botas.

Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.

Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.
Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.

Traje feminino:

Casaquinha e saia.
Acessórios: mantilha, bolsinha, meias e sapatos.

Casaquinha com aba, de tecido de algodão azul-céu, frente decorada com refegos, entremeios de renda mecânica, contornada com fita sugerindo peitilho; mangas tufadas em cima e justas a partir do cotovelo até o punho.
Saia do mesmo tecido azul, ligeiramente franzida, alargando para a orla, decorada com pregas sobre os panos laterais. Na cabeça, mantilha de renda de algodão creme, com as pontas traçadas caídas sobre os ombros. Calça meias brancas rendadas e sapatos pretos com presilha. Segura na mão uma bolsinha do mesmo tecido do fato.

Quando o branco não era ainda a cor escolhida pelas noivas nos meios rurais, optava - se para o fato de casamento por um tom claro, normalmente o azul-céu, a cor de pomba ou a cor de grão, que se pudesse vestir também em muitas outras ocasiões festivas.
Também o noivo opta pelo trajo negro que usaria, em todas as cerimónias ao longo da sua vida.
Tradicionalmente, não usava nem laço, nem gravata, a menos que já seguisse os padrões da moda citadina.
O chapéu de aba direita completava esta indumentária cerimonial.

Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DO CURRAL DAS FREIRAS - ILHA DA MADEIRA.

Fundada a 30 de agosto de 1973 , a casa do povo do Curral das Freiras passaria a representar para aquela freguesia um importante pólo de desenvolvimento cultural, o que se poderá comprovar pelos vários cursos que, desde essa altura, vem realizando.
Pelo seu papel na festa da castanha, que teve em 1984 a sua primeira edição.
O grupo folclórico da casa do povo do Curral das Freiras foi fundado a 1 de novembro de 1987 e conta com cerca de 40 elementos.
O modo como executa os seus bailes, representa a maneira como os antepassados tratavam das lides do campo. As letras das músicas falam sempre de aspectos relacionados com o campo ou de aspectos alusivos às romarias.

terça-feira, 8 de abril de 2008

TRAJE FEMININO DE SEQUEIRA - BRAGA.



Camisa, saia e colete.

Acessórios: lenço de cabeça, lenço de mão, avental, algibeira, chapéu, meias, chinelas e ouros.

Camisa de linho de corte tradicional, decote e punhos guarnecidos com folho bordado e bordados a fio vermelho e preto sobre o peito, ombreiras, cimo das mangas e punhos. Saia de tecido preto baetilha com ampla roda, franzida na cintura e aparelhada em baixo com larga barra de veludo, ladeada por bordados a vidrilhos e fita enfavada; termina com folho de cetim pregueado.

Colete preto de rabos ajustado na frente com cordão; costas bordadas com vidrilhos da mesma cor. Avental pequeno de tecido de lã manual, decorado com motivos geométricos executados por tirados poligromos; orla guarnecida com tira de lã preta recortada.

Algibeira oculta pelo lenço bordado. Na cabeça lenço de tule branco bordado, com as pontas soltas, coberto por chapelinho de feltro, guarnecido com fita preta de pontas pendentes atrás, pequeno espelho na frente e pluma ao lado.

Calça meias de algodão branco rendadas e chinelas pretas pespontadas a branco. Sobre o peito, as tradicionais peças de ouro, fio de contas, cordões, cruzes, medalhas e borboletas, não esquecendo os brincos à rainha.

Considerado pelos especialistas como uma variante do traje de Valdeste, a designação deste trajo provém da localidade de Sequeira, onde as tecedeiras imprimiram um cunho muito particular nos tecidos dos aventais.

São também muito singulares os chapéus com fitas, penas e o espelinho, usado pelas raparigas desde as terras do Rio Este, até perto de Vila do Conde.


(Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO PEDRO HOMEM DE MELLO - SÃO PAULO - BRASIL.


Fundado em 27 de novembro de 1988, um agrupamento folclórico designado Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello, seus primeiros ensaios sucederam - se no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo - Brasil.

Nasceu com a pujança e alegria característica do folclore português, representa Portugal de norte a sul.

Adotou para si o nome de Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello para homenagear aquele que foi o maior folclorista que Portugal já teve.

Ao completar seu primeiro aniversário lançou seu primeiro LP e conta agora com três edições fonográficas editadas.

Já esteve em Portugal por quatro vezes levando o melhor do folclore português e o samba brasileiro, foi o primeiro Rancho do Brasil a dançar em Belmonte, terra natal de Pedro Álvares Cabral.

Tem diversos troféus como melhor Rancho e melhor Tocata, em 1999 foi premiado pela segunda vez consecutiva com a rainha do folclore português, a bailadeira Karina Brandão Portugal. Este Rancho é composto aproximadamente por 60 componentes entre eles portugueses, brasileiros e lusodescendentes.

Está sediado no Santuário de Nossa Senhora de Fátima - Sumaré - São Paulo - Brasil.

Promove almoços, "cozido a portuguesa"com datas agendadas anualmente.

É assim que sem ferir a autenticidade do puro folclore português, honra o nome de seu patrono e do nosso querido Portugal.
O Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello, prepara - se para a sua quinta digressão a Portugal no período de 19 de julho a 18 de agosto de 2008, levando o folclore de Portugal e o samba do Brasil.

Justiniano Lameiras Macedo - Presidente.

SITE: http://www.pedrohomemdemello.com.br/
EMAIL:rancho@pedrohomendemello.com.br
FONE:(011)32885479 OU (011)32410831
FAX:(011)32663622
ENDEREÇO: Av. Dr. Arnaldo , 1831 Sumaré - São Paulo - Brasil.

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Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello - Senhor da Serra.

terça-feira, 1 de abril de 2008

TRAJE DE BARCELOS.




Com o seu traje próprio, embora possuindo características comuns à região minhota, Barcelos apresenta um leque bem rico de trajes.
Após demorado estudo, conseguiu - se reunir o conjunto puramente característico da região barcelense, sem confusão possível com qualquer dos trajes da região de Viana, que são os mais conhecidos.
O traje apresentado é o traje regional de Barcelos , cuja a saia, como o avental, são fabricados em cobinações de várias cores, sempre dentro da tonalidade suave.


Traje feminino:


A saia de serguilha, como o avental, este mais claro com sua barra de cor preta, são totalmente diferentes das saias e aventais de Viana.
O colete de rabos, preto, com bordado a cores, é também inconfundivelmente barcelense, bem como a camisa de larga gola e ombros bordados a branco, característica original, pois nenhum traje vianês rigoroso tem camisa de gola larga bordada, como a barcelense.
Cruza o peito lenço de ramagens, um de fundo mais escuro, e outro de fundo mais claro, sendo característica inconfundível barcelense a combinação do lenço azul, este quase exclusivamente de uso barcelense.
Meias, chinelas, faixa, lenço de mão tudo obedece a escrupuloso rigor.
É dificil a reprodução das jóias do traje barcelense . Não faz parte dos adornos a filigrana, sendo apenas usada, e não muito, a chamada estrela (espécie de cruz de malta).
Características, as argolas e o coração de chapa, os cordões e a borboleta, assim como a cruz.


Traje masculino:


Vestiam calça de lã castanha, camisa branca de linho com baixo cabeção de renda no pescoço, em vez de colarinho, renda que guarnece a abertura até a cinta.
Chapéu preto de copa baixa e aba larga. Faixa preta de lã.
Calçavam sapatos de atarrado acastanhado, de sola e bico largo.


segunda-feira, 31 de março de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO "DAS LAVRADEIRAS DA MEADELA" - VIANA DO CASTELO.

A freguesia da Meadela, incluída desde 1988 no perímetro da cidade de Viana do Castelo, fica situada na margem direita do Rio Lima, província do Minho, no litoral norte de Portugal. Esta região é justamente considerada pela crítica como a "capital" da etnografia e do folclore português.

Nesta freguesia, outrora de características marcadamente rurais, está a origem da fundação do Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela em 1934, sendo um dos grupos folclóricos mais antigos do país. O grupo continua a manter bem vivas as tradições herdadas dos seus antepassados, representando danças, cantares e músicas tradicionais relacionadas com as lides agrárias, como o seu próprio nome "Lavradeiras da Meadela" sugere.

É possuidor de uma vasta e fabulosa colecção de trajes regionais, muito coloridos, variados e ricos, confeccionados artesanalmente com materiais genuínos, sendo também considerados uma riqueza do património nacional. Com os seus trajes, a alegria dos seus cantares e a vivacidade das suas danças obteve inúmeros prémios e distinções em vários países da Europa, Ásia e América, destacando - se as suas representações no festival internacional de danças tradicionais de Szeged na Hungria, cuja eleição lhe mereceu o primeiro prémio (chinela de ouro) e diploma de honra pela indumentária, e ainda o primeiro prémio pela "riqueza, fidelidade filológica e correcta transposição cénica"no vigéssimo sexto festival mundial castello de Gorizia(Itália).

Distingue - se ainda pela sua participação em inúmeros programas de televisão em Portugal, Espanha, Holanda, ex -URSS, Bélgica, Brasil e Itália, e pela colaboração em numerosos documentários sobre a "capital" do folclore, Viana do Castelo.

Participa regularmente em festivais internacionais de folclore no âmbito do CIOFF(Conselho internacional de organizadores de festivais de folclore e das artes populares), sendo considerado um dos grupos mais conhecidos e famosos do folclore português.

É membro efectivo da federação do folclore português e membro fundador da associação de grupos folclóricos do Alto Minho. Está ainda filiado no INATEL e inscrito no comité internacional EUROPEADE.

Galardoado com a medalha de prata de Mérito do município de Viana do Castelo pelos altos serviços que tem prestado na divulgação da região, aquém e além fronteiras.

Em 1995, foi declarado pelo governo português como instituição de Utilidade Pública.

(TEXTO ORIGINAL DO G.F. DAS LAVRADEIRAS DA MEADELA)
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Grupo Folclórico das lavradeiras da Meadela - vira das palmas.


SENHORA DA CAPA - COIMBRA - BEIRA LITORAL.


Trajo feminino da primeira metade do século XIX, década de 1840, segundo uma litografia de Palhares, constituído por longa capa escura e vestido burguês, aqui a imitar figurinos de revista que poderiam incluir o leque, em tom rosa, com a saia guarnecida por amplo folho.
Cabeça coberta por lenço bordado.

terça-feira, 25 de março de 2008

TRAJES DE IR À FEIRA - (BOEIROS) - S. PEDRO DE RATES - DOURO LITORAL.

Trajo masculino - camisa, calça e colete.
Acessórios: faixa, chapéu e sapatos.
Camisa de linho, com colarete, aberta sobre o peito com pregas e carcela formando peitilho; manga comprida sem cavas, decorada com preguinhas miúdas na parte superior.
Calças compridas de tecido preto, ajustadas na cintura com faixa preta. Colete de tecido idêntico ao das calças, com bolsos.
Cobre a cabeça com chapéu de feltro preto e calça sapatos da mesma cor.

Trajo feminino - camisa, saia de trezes e colete.
Acessórios: lenço de cabeça, lenço de peito, avental, algibeira, faixa, meias, chinelas, chapéu de pano e outros.
Camisa de linho branca, decote guarnecido com duplo folho bordado a branco, aberta no peito; manga comprida, bordado a branco no cimo e refegos junto ao pulso, terminando com folho.
Saia de tecido misto caseiro, trezes (tecido misto usado nas saias, na região de S. Pedro de Rates.) de linho, lã e algodão com preguinhas junto à cintura e barra azul. Avental do mesmo tecido manual, franzido na cinta. Faixa preta sobre as ancas, arregaçando a saia e o avental.
Espreitando junto à cintura, algibeira de tecido azul decorada com pespontos. Cruzado sobre o peito, lenço de lã estampado com motivos florais, poligromos, terminando com franja vermelha. Na cabeça, lenço atado atrás sobreposto por chapéu de pano de copa baixa e aba larga.
Sobre o peito pendem cordões e corações; pequenas argolas nas orelhas.
Neste conjunto merece destaque no trajo da rapariga o tecido caseiro da saia e do avental, localmente conhecido por trezes. Esta designação ficou a dever - se às três fibras usadas na tecelagem, lã, linho e algodão e também devido aos três pedais ou peanhas pertencentes ao tear onde era produzido. Quanto ao chapéu de pano, como era conhecido, embora sendo de feltro castanho ou preto, comprava - se na Póvoa de Varzim, na chapelaria da moda hoje desaparecida.

(Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

quinta-feira, 20 de março de 2008

PASSEIO DOS BOIS DA PÁSCOA - PÓVOA DE VARZIM.


O "passeio dos bois da páscoa"cumpria uma tradição cuja origem se desconhece e que nas últimas décadas foi caindo em desuso.

Realizava - se na Quinta Feira Santa e tinha por fim mostrar as gordas e luzidias rezes destinadas a abate para consumo na quadra da páscoa.

O gado carregava vistosas cangas em madeira lavrada ou pintada era enfeitado com garridos ramos de flores e fitas vermelhas, e arreados com típicos chocalhos que produziam o seu característco e festivo tilintar. Raparigas escolhidas pelo seu garbo e beleza, vestiam lindos trajes regionais em que sobressaiam arrecadas e grossos cordões de ouro com corações de filigrana e amuletos, o que emprestava cor e vida ao desfile, trasformando o passeio dos bois num interessante e colorido cortejo etnográfico. A "chamadeira", de fueiro em riste, seguia na frente, e tinha a seu lado o "marchante", proprietário do gado, com o seu melhor fato, e cajado na mão. As moças de soga conduziam o gado e os tangedores espicaçavam - no para lhe estimular o andar.

O luzido cortejo percorria assim as ruas da Póvoa de Varzim perante o olhar interessado da multidão entre a qual se encontravam criadores e marchantes de toda a região. De quando em quando o cortejo parava para que os marchantes oferecessem às suas comitivas refrescante vinho em canecas de barro, depois do que prosseguia até à praça do Almada.

Ali, frente ao edifício da câmara , esperavam - no as autoridades mais representativas do concelho que assistiam à passagem das rezes e classificavam as melhores, atribuindo prêmios e medalhas comemorativas aos respectivos proprietários e as "chamadeiras".

quarta-feira, 19 de março de 2008

TRAJES DE PESCADOR E VARINA - OVAR - BEIRA LITORAL.


O trajo tradicional do pescador caracteriza - se pelo uso de camisa de lã, de padrão xadrezado, com vários tons coloridos, "
trozes" ou ceroulas de aipo de tom claro, cinta ou faixa preta em malha de lã franjada nas extremidades e barrete negro em malha de lã.
O trajo de varina compõe - se pela blusa bordada, de algodão com tons claros; saia de algodão, com cor diferente da blusa, avental, fazendo contraste com a peça antecedente; algibeira de pano preto de lã com fita preta; uma faixa ou cinta igual à do pescador; xaile de lã e lenço dobrado em triângulo colocado sob o chapelinho de feltro preto, com aba bastante estreita. Ao domingo, usa chinelas pretas lisas de cabedal envernizado, havendo ausência de meias.
Sempre que o homem se encontra ausente a mulher substitui o trajo habitual por um trajo mais escuro, exprimindo, assim, a dor da ausência.
Se "o mar já não volta a traze - lo" enverga, então, para sempre o trajo preto.
(TEXTO DA C.M. DE OVAR)

terça-feira, 18 de março de 2008

TRAJES DE VILA VERDE - BRAGA.

Neste pequeno vídeo que se segue, podemos apreciar alguns belíssimos trajes de Vila Verde, apresentados pelo grupo folclórico deste concelho(Vila Verde)-distrito de Braga - Minho.

Trajes de noivos , trajes de encosta , trajes da ribeira ,de feira ou de lavradeira e trajes de trabalho.

sexta-feira, 14 de março de 2008

ROMARIA QUARESMAL - SÃO MIGUEL - AÇORES.


A tradição romeira remonta aos tempos medievais quando era comum os fiéis visitarem os lugares sacros da cristandade como ato de contrição pelos seus pecados, e agradecimento pelas graças recebidas do alto. Dois dos mais conhecidos e frequentados santuários da Europa Ocidental eram Cantuária na Inglaterra , peregrinação consagrada nos contos de Cantuária de Geoffrey Chaucer, e Santiago de Compostela na Galícia. Nessa época todos os caminhos acabavam em Santiago, repositório das tão afamadas e milagrosas relíquias do Apóstolo Tiago.


A ROMARIA QUARESMAL MICAELENSE.



A romaria em São Miguel teve o seu início na sequência dos violentos sismos e erupções vulcânicasque abalaram Vila Franca do Campo em 1522 e 1563 respectivamente. Numa era em que os cataclismos naturais eram tidos como punição divina pelos pecados do homem, os sacerdotes locais tais como o Frei Afonso de Toledo instigaram o povo à prática da devoção e procissões marianas, passando os micaelenses a peregrinar pelas capelas, igrejas e ermidas da ilha rogando a proteção da Virgem e intervenção divina para a resolução de seus males e aflições.

A tradição romeira encontra - se bem viva nos corações e vidas dos habitantes atuais de São Miguel, não havendo, todavia, conhecimento ou registro da sua existência nas restantes ilhas do arquipélago açoriano. Com a difusão da cultura açoreana pelo mundo através da emigração, o povo micaelense levou, entre os seus vários costumes e tradições, a romaria quaresmal, hoje ainda ponto referencial da sua fé como tantos outros, nomeadamente as festas do Divino Espírito Santo, estando bem presente nos vários grupos romeiros existentes nas comunidades de emigrantes do continente norte americano, os quais regressam anualmente à ilha para manifestar a sua fé junto dos seus lugares sacros, invocando a Virgem Santíssima por todo o percurso.


O TRAJE ROMEIRO.




O romeiro ostenta o bordão, xaile, lenço e saco ao ombro. Leva ainda dois terços, um ao pescoço e outro na mão para a oração durante o decurso de toda a romaria. O bordão serve para apoiar e facilitar o caminhar do peregrino pelas veredas e atalhos acidentados da ilha, o xaile e lenço por sua vez, para protege - lo do frio e da chuva.

Embora o traje tenha tido origem nas necessidades puramente físicas do romeiro em peregrinação, este transformou - se com o decorrer do tempo em simbolismos místico - religiosos: o bordão relembra o cetro entregue a Cristo pelos romanos no seu julgamento ante Pilatos, o xaile a sua túnica, o lenço a coroa de espinhos do seu suplício e o saco a Cruz a caminho do Calvário.


RITUAIS E ITINERÁRIO.


A romaria em São Miguel decorre ao longo de oito dias, findando o itinerário no ponto de partida. Os participantes são, por norma, leigos que contam com a colaboração do clero durante toda a sua realização. O seu propósito é visitar as casas de Nossa Senhora. O itinerário é pré - estabelecido e sua efetivação a cargo do mestre do grupo. Atualmente, a pernoita e a esmola de outrora foram substituídas por uma organização mais em sintonia com os nossos tempos. Providencia - se com a devida antecedência a colaboração das paróquias ao longo de todo o percurso previsto para a romaria, e onde os paroquianos acolhem os romeiros em suas casas, facultando - lhes a refeição da noite e água quente com sal para os pés fatigados e lacerados pela caminhada. O romeiro leva ao ombro o saco de alimentos para as demais refeições da jornada.

Ao lavar os pés do peregrino, alguns anfitriões relembram o gesto de humildade e caridade de Jesus junto dos seus apóstolos.


A CAMINHO DA ACHADA.


A Avé Maria é o cântico predominante de toda a romaria, sendo o Pai Nosso ofertado em silêncio enquanto o Glória é rezado somente nas paragens efetuadas durante a jornada. O grupo faz - se acompanhar à retaguarda de um procurador de almas cuja missão é recolher quantificar os pedidos de oração das gentes que possam porventura encontrar pelo caminho.

O requisitante deverá, por sua vez, recolher - se e rezar igual número de Avé Marias quanto os romeiros que encontrou. O lembrador das almas recorda os falecidos que jazem nos cemitérios do percurso, instigando os romeiros à oração por suas almas.
Como em quase toda a tradição religiosa popular, também aqui o sacro se confunde com o profano nas engraçadas histórias e piadas contadas à volta da refeição, as quais espelham toda a alegria e bonomia do convívio fraternal entre romeiros.


quinta-feira, 13 de março de 2008

TRAJE DE NOIVOS - VILA VERDE.

O traje de noivos, variante do traje de encosta, é a continuação, na versão cerimonial, do traje domingueiro ou de festa. Tanto no traje feminino como no masculino, onde a cor que predomina é o preto.

O homem vestia calça e botas pretas , próprias de cerimónias, camisa de linho bordada, especialmente a branco, colete e casaca pretos de pelúcia e chapéu igualmente preto.

A mulher vestia saia, avental e casaca pretas ricamente guarnecidas a vidrilhos, veludos e rendas, e chinelas pretas contrastando com as meias brancas. O branco também marcava presença no véu em tule de algodão, igualmente bordado a branco. O abundante ouro era presença obrigatória neste dia, símbolo do dote da mulher minhota. Salienta - se , porém , pela sua unicidade, o facto da mulher não levar o ramo na mão, mas sim um pequeno ramo de flores de laranjeira colocado no peito sobre o lado esquerdo com grandes fitas de seda branca pendentes, simbolizando a pureza da noiva. Para além disto, ela levava um xaile de seda no braço direito, símbolo do seu enxoval e , também, um guarda - sol com o fim de embelezar o seu traje.


Site recomendado: Grupo folclórico de vila verde - http://www.gfvv.web.pt/

terça-feira, 11 de março de 2008

TRAJE DOMINGUEIRO - CURRAL DAS FREIRAS - ILHA DA MADEIRA.

Traje usado pela mulher até finais do século XIX. A partir de então a saia vermelha passou a ser usada como sub - saia.

O VIRA.



O vira é uma das danças mais antigas de Portugal, e é particularmente mais popular no noroeste. O nome da dança deriva do verbo virar, uma referência a um dos seus movimentos mais característicos.
Em 6/8, o vira é normalmente acompanhado por um repertório vocal em forma estrófica, com ou sem refrão. Existem inúmeras variantes do vira.
Em algumas execuções, o cantador solo manda os bailadores virar gritando a palavra ``virou``, entre algumas das quadras. Os textos das modas que acompanham o vira focam aspectos da vida rural, incluindo o amor, o namoro, o casamento e a emigração.



segunda-feira, 10 de março de 2008

TRAJES DE LAVRADORES RICOS - SÃO TIAGO DE SILVALDE - ESPINHO.

HOMEM - Fato preto/castanho de fazenda de lã e colete do mesmo com fita de seda, chapéu de feltro preto/castanho, camisa de linho branco, botas pretas de elástico ou castanhas de cordões,corrente de ouro ou prata para relógio,que é posto no bolso do colete.
MULHER - Camisa de linho, saiotes brancos de linho com rendas feitas à mão, blusa ou casaquinha e saia(em merino , brocado ou seda), lenço de seda ou chapéu, pucho na cabeça, chinelas de tacão em camurça ou verniz e meia rendada branca. Ao pescoço cordões com medalhas. Nas orelhas, brincos de ouro.

FONTE: Rancho folclórico de São Tiago de Silvalde.http://www.ranchodesilvalde.pt/

domingo, 9 de março de 2008

TRAJE DE VENDEDEIRA DOS LARGOS - COIMBRA.

A literatura e as gravuras do século XIX

deixaram - nos encantadores retratos desta vendedeira que frenquentava o largo de Sansão, o largo da Sé velha, o largo da feira ou o arco do Bispo.
Vendia doces típicos de Coimbra e produtos variados, alguns dos quais confeccionava no lugar da venda, como era o caso das castanhas assadas ou dos velhoses, na altura do natal.
Os pregões variavam com os produtos, mas mantinha - se a musicalidade da frase: Merca velhoses!Quem os quer quentinhos d`agora!
FONTE:Grupo folclórico casa do pessoal da universidade de Coimbra.http://www1.ci.uc.pt/cpessoal/grupfolk.htm

sexta-feira, 7 de março de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO DE VILA VERDE - CHULA DE IR A FRENTE.

LENDA DO MILAGRE DAS ROSAS - COIMBRA.

Esta é uma das mais conhecidas lendas portuguesas que enaltece a bondade da rainha D. Isabel para com todos os seus súditos, a quem levava esmolas e palavras de consolo. Conta a história que um nobre despeitado informou o rei D. Dinis que a rainha gastava demais nas obras das igrejas, doações a conventos, esmolas e outras ações de caridade e convenceu - o a por fim a estes excessos.
O rei decidiu surpreender a rainha numa manhã em que esta se dirigia com o seu séquito às obras de Santa Clara e à distribuição habitual de esmolas e reparou que ela procurava disfarçar o que levava no regaço.
Interrogada por D. Dinis, a rainha informou que ia ornamentar os altares do mosteiro ao que o rei insistiu que tinha sido informado que a rainha tinha desobedecido às suas proibições, levando dinheiro aos pobres.
De repente e mais confiante D. Isabel respondeu: enganai - vos, real senhor. O que levo no meu regaço são rosas... O rei irritado acusou - a de estar a mentir: como poderia ela ter rosas em janeiro? Obrigou - a, então , a revelar o conteúdo do regaço. A rainha Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos o belíssimo ramo de rosas que guardava sob o manto. O rei ficou sem palavras, convencido que estava perante um fênomeno sobrenatural e acabou por pedir perdão à rainha que prosseguiu na sua intenção de ir levar as esmolas. A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou Santa a rainha Isabel de Portugal.

GRUPO FOLCLÓRICO DE CIDACOS - OLIVEIRA DE AZEMÉIS - BEIRA LITORAL.


O grupo folclórico de Cidacos, com sede social na casa do Senhor da
Pedra, quinta de Cidacos, à rua Padre Alírio de Melo,código postal 3720
209 - Oliveira de Azeméis, iniciou a sua atividade em 15 de agosto de
1960, nas festas de La Salette em Oliveira de Azeméis, com o intuito de
não se perder o folclore da região.Houve dificuldades em obter danças,
felizmente conseguiram - se, indagando - se junto de pessoas idosas.O
grupo folclórico de Cidacos, é um fiel representante das danças, cantares, trajes e tradições do seu concelho, da época de 1890 a 1910. Reúne - se todos os sábados para ensaiar.O grupo é uma família, todos os componentes são entre si da mesma ou de outra família, irmãos, primos, cunhados, pais, filhos e netos(três gerações). As instalações da coletividade, onde o grupo guarda os trajes e instumentos musicais, foram cedidas gratuitamente, pela diretora do grupo,D. Isabel Maria Seabra Amador Valente Sá Oliveira Calejo, que é membro da CIOFF - conseil internacional das organisations de festivais de folklore et d`arts traditionnels, fundada em França. O grupo é sócio fundador da federação de folclore Português, sócio fundador da Famoa - Federação das associações do município de Oliveira de Azeméis e inscrito no INATEL - instituto nacional tempos livres.
O lugar de Cidacos, que deu o mote ao nome do grupo folclórico de Cidacos, é parte integrante da freguesia de Oliveira de Azeméis;distrito de Aveiro; província da Beira Litoral, encontra - se localizado à saída da cidade de Oliveira de Azeméis, no sopé do histórico Monte dos Crastos, que foi transformado no parque de La Salette - ex libris da cidade e do concelho.


quarta-feira, 5 de março de 2008

TRAJE DE ENCOSTA - BRAGA.

Jaqueta(casaquinho),saia, e camisa.
acessórios:dois lenços de peito, lenço de pedidos, avental, meias, chinelas e ouros.
Camisa branca oculta mas denunciada pelo folho bordado que quarnece o cós do decote; jaqueta preta de tecido de lã lavrada armur, aparelhada nas frentes e mangas com vidrilhos e aplicação de tira de pelúcia.Saia de baetilha, muito franzida na cintura e aparelhada até meia altura com aplicação de tiras de veludo, bordados a vidrilhos e fita de cetim.Avental de veludo preto, bordado e guarnecido com galão. Preso na cinta, lenço de pedidos branco marcado a preto com motivos de simbologia amorosa. Por baixo da jaqueta, lenço de merino, denunciado pelas franjas amarelas que espreitam junto à aba. Sobre os ombros, lenço de seda preta lavrada a amarelo com motivos florais. Calça meias brancas rendadas e chinelas pretas pespontadas a branco. Completa este conjunto o fio de contas, os cordões, as cruzes, os corações e brincos à rainha.
No interior do distrito de Braga, na zona mais montanhosa, surge este trajo de festa, com pormenores muito próprios. A jaqueta bordada e usada no inverno é enriquecida na orla pela aplicação de peles diversas sempre pretas, a que chamam màràbu.Também o lenço cruzado sobre o peito serve de contorno às peças de ouro, não devendo nenhuma ultrapassá - lo.É,em suma, a imagem que esta mulher abastada pretende transmitir.
FONTE:O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

TRAJE DE IR À MISSA E CAMINHADAS - PONTA DO SOL - ILHA DA MADEIRA.

Carapuça de baeta azul, forrada a vermelho, com pequenas orelhinhas laterais vermelhas;apêndice terminal em agulha, arqueado.Cobre nuca dobrado em triângulo, de linho fino, branco.Blusa branca feita de linho fino;mangas compridas, tufadas, com punhos; gola de virados, com pontas em bicos, ligeiramente aberta e com duplo botão de ouro.Corpete feito de lã, vermelho, com decote redondo, pouco acentuado; fechado à frente, por cordões amarelos metidos em filas de ilhós; bordado; ligeiramente descido à frente e boleado; debruado a verde. Saia de lã, tecida, vermelha, larga, cortada no primeiro terço e apertada com cadarço e botão, à esquerda; fundo vermelho, com riscas perpendiculares coloridas; debruada a verde. Ao pescoço cordão de ouro; no dedo anelar esquerdo, aliança.
Apesar de alguma peculiaridade nos trajos da ponta do sol, esta veste insere- se em modelos usados em toda ilha, nomeadamente na às riscas, cortada no terço superior, na blusa de linho da terra e no colete profusamente bordado. Graciosamente, um lenço um lenço em triângulo, preso à carapuça, cobre a nuca da figura feminina. O não uso da capa, a leveza do cobre - nuca e a postura da jovem mulher torna a figura graciosa e gentil. (PORMENOR DO CORPETE.)
FONTE: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

segunda-feira, 3 de março de 2008

O QUE É FOLCLORE?

Folclore é um gênero de cultura de origem popular, constituído pelos costumes, lendas, tradições, e festas populares transmitidos por imitação e via oral de geração em geração.
Todos os povos possuem suas tradições, crendices e supertições, que se transmitem através de lendas, contos, provérbios e canções.
O termo folclore aparece pela primeira vez cunhado por Ambrose Merton - pseudônimo de Willian Johh Thoms - em uma carta endereçada à revista The athenaeum, de Londres, onde os vocábulos da língua inglesa FOLK e LORE(povo e saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um povo. Esse termo passou a ser utilizado então para se referir as tradições,costumes e supertições das classes populares. Posteriormente, o termo passa a designar toda a cultura nascida principalmente nessas classes, dando ao folclore o status de hístoria não escrita de um povo.À medida que a ciência e a tecnologia se desenvolveram, todas essas tradições passaram a ser consideradas frutos da ignorância popular.Entretanto, o estudo do folclore é fundamental de modo a caracterizar a formação cultural de um povo e seu passado, além de detectar a cultura popular vigente, pois o fato folclórico é influenciado por sua época.
No século XIX , a pesquisa folclórica se espalha por toda a Europa, com a conscientização de que a cultura popular poderia desaparecer devido ao modo de vida urbano. O folclore passa então a ser usado como principal elemento nas obras artísticas, despertando o sentimento nacionalista dos povos.

CARACTERÍSTICAS DO FATO FOLCLÓRICO:
Para se determinar se um acontecimento é folclórico, ele deve apresentar as seguintes características:
TRADICIONALIDADE: vem se transmitindo geracionalmente.
ORALIDADE: é transmitido pela palavra falada.
ANONIMATO: não tem autoria.
FUNCIONALIDADE: existe uma razão para o fato acontecer.
ACEITAÇÃO COLETIVA: há uma identificação de todos com o fato.
VULGARIDADE: acontece nas classes populares e não há apropriação pelas elites.
ESPONTANEIDADE: não pode ser oficial nem institucionalizado.

ENLOGAÇÃO FOLCLÓRICA:
música, danças e festas, linguagem, usos e costumes, brinquedos e brincadeiras, lendas, mitos e contos, crenças e supertições, arte e artesanato.

( NO FOLCLORE NÃO SE INVENTA E NEM - SE SUBSTÍTUI.)

domingo, 2 de março de 2008

LENDA - A MULA DA RAINHA SANTA MAFALDA - AROUCA.

A Rainha Santa a que se refere esta lenda é D.Mafalda, a filha preferida de D. Sancho I e a irmã favorita de D. Afonso II. A jovem princesa era bela e perfeita como poucas, e senhora de uma esmerada educação.Naquele tempo, subiu ao trono de Castela D. Henrique, uma criança de doze anos apenas, facilmente manobrada pelo seu tutor, Álvaro de Lara ,que queria governar através do jovem rei.Querendo - lhe dar como esposa uma mulher que o dominasse quando fosse adulto, escolheu D. Mafalda e o casamento celebrou - se. D. Berengária, a mãe de D. Henrique, invocou ao Papa a consanguinidade dos jovens e o divórcio teve lugar antes da súbita morte do rei aos 14 anos. D. Mafalda regressou a Portugal virgem e assim se manteve até ao fim da sua vida, passando desde então a ser tratada por rainha. Viveu os últimos anos da sua vida no mosteiro de Arouca, onde recebeu o hábito de monja. morreu aos 90 anos durante uma cobrança de foros e rendas em Rio Tinto, cujos habitantes queriam que D. Mafalda fosse sepultada nessa mesma terra. Mas em Arouca discordavam, porque era no mosteiro que ela vivia e na sua igreja deveria repousar o seu corpo para sempre.Estava a discórdia instalada quando alguém se lembrou de dizer que se pusesse o caixão em cima da mula em que a infanta costumava viajar e para onde o animal se dirigisse seria o local onde seria sepultada. A mula não teve dúvidas e quando chegou à igreja do mosteiro de Arouca, acercou-se do altar de São Pedro e aí morreu.O sepulcro de D. Mafalda foi duas vezes aberto no século XVII e tanto o seu corpo como as suas vestes estavam incorruptos.Em 1793, O Papa Pio VI confirmou-lhe o culto com o título de beata.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO "AS TRICANAS DE OVAR" - BEIRA LITORAL.


O grupo
folclórico as tricanas de Ovar ,fundado em maio de 1979,e após profundo e apurado trabalho de pesquisa e recolha ,dignou repor a verdade folclórica a nível de danças,cantares e trajes regionais ,passando a ser reconhecido e a ter o apoio da federação do folclore português desde 1981 e da secção de etnografia e folclore do inatel desde 1983.
apresenta no seu curriculum atuações por todas as regiões de Portugal,com participações nos melhores festivais nacionais e internacionais; na europa ,nomeadamente em Espanha e França; e , em 1997 e 2000, no Brasil.
Continua a recolher as danças e cantigas, os trajes e utensílios da vida do povo para o seu museu etnográfico.Canta e dança o que é mais genuíno da sua região que engloba não só as danças do campo,onde situa-se,mas também, das margens da ria e do mar.
Maioritariamente, dança os viras de Ovar (quase todos com uma coreografia espetacular),dançados nos areais e nas eiras ou terreiros, diversas modas de roda,as tiranas,o real das canas, a cana verde vareira e o realista(considerado o fado de Ovar).A festa(tocata)é constiuída por instrumentos tradicionais tais como:concertinas,cavaquinhos,violas,violões e bombo.
O vestuário é constituído por trajes do fim do séculoXIX e do início do séculoXX:tricanas de ovar(de capucha e de xaile),noivos ricos,senhoras de capotões e chapeirões,lavradores ricos, romeiros ,lavradores em traje de festa,domingueiros.
Ligados ao trabalho:galinheira,leiteira,roçador de junco,traje de malhada,lavrador de gabão,pescadores,varinos.
Usa o chamadouro para a pesca do arrasto e os pregões dos pescadores para a venda do pescado e da galinheira para a venda de galinhas e coelhos.
O grupo folclórico As Tricanas de Ovar é uma secção do grupo desportivo e cultural de Guilhovai e membro do núcleo organizador de manifestações etno-folclóricas de Ovar.
S.Donato,um dos lugares da jovem freguesia de S.João,onde se situa a sede do grupo folclórico as tricanas de Ovar, é um dos mais antigos de Ovar.O primeiro documento que alude à vila de S.Donato data do ano de 922.segundo a tradição,o nome deste lugar proviria do facto de ter sido doado ou donato ao mosteiro de crestuma.
da capelinha,erigida no local do santo,nada resta pois foi demolida em 1906.A nova capela tem como padroeira Nossa Senhora da Ajuda e foi inaugurada em maio de 1909.A capela tem, no nicho da frontaria,uma escultura de S.Goldrofe,em calcário, dos meados do século XV.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

TRAJE DE FESTA DE LAVRADEIRAS RICAS - ARGONCILHE - DOURO LITORAL.


Conjunto de trajos muito idênticos na sua composição: Casaquinhas e saias compridas pretas.
acessórios: chapéus de feltro ou de palhinha, sombrinhas, meias, chinelas e ouros.
Mais uma vez o preto é eleito por estas lavradeiras em trajo de festa.
podemos no intanto distinguir dois trajos mais antigos, relativamente aos restantes.Assim, a primeira e a terceira vestem uma casaquinha de corte mais tradicional e uma delas coloca sobre os ombros uma capa comprida de merino; as suas companheiras optaram por um figurino mais citadino, datável da primeira década do século xx.Todavia,todas elas permanecem muito próximo dos padrões tradicionais na escolha dos chapéus, nos ouros que exibem e na forma como se calçam.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

TRAJE DE DÓ OU LUTO ALIVIADO -SANTA MARTA DE PORTUZELO.




A designação de trajo azul aplica-se para identificar este conjunto,caracterizado pela predominância de cores sóbrias - azul,lilás,preto,branco-pontuadas de amarelo e verde.Mais do que distinção no corte das peças que o constituem, é o colorido que marca a sua grande individualidade.Usado pelas mulheres casadas,nomeadamente, aquelas com maridos ausentes (emigrantes), era também vestido em ocasiões de luto aliviado,donde lhe vem a designação de trajo de dó.Assim, a camisa branca mantém a decoração bordada a azul;as saias sóbrias,brancas ou pretas com listas brancas,enfeitadas com moscas(pequena argola feita com o fio de trama puxado,utilizado na decoração dos tecidos de vestuário e peças de casa)e por vezes listas verdes, apresentam forro preto esbicado em cima e onde podem surgir silvas ,bordadas a branco.Os coletes de trespasse,azuis ou pretos, mas de cinta sempre preta,são decorados na frente e na costura de junção dos dois tecidos com fitas e galões, abotoando ao lado. Frequentemente, os aventais, com tira preta,são decorados quer por motivos geométricos , quer por motivos florais,no colorido sóbrio já descrito.Também a algibeira de baeta azul é bordada a missangas ,vidrilhos ou fios policromos.Os lenços de cabeça e peito estão em consonância com os tons sóbrios,surgindo também a cor de café moído,estampados por vezes sem franja,quando de cabeça.Calçam meias rendas de algodão branco e chinelas pretas.Sobre o peito e nas orelhas usam os ouros tradicionais.