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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

TRAJE DE NOIVOS NO SEGUNDO DIA DO CASAMENTO - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE.


Traje do noivo:

Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.


Traje da noiva:

Casaquinha de tecido de algodão branco e amarelo, lavrado; frentes cruzadas simulando romeira,guarnecida com renda; peitilho com pequeno cós; mangas estreitas, decoradas com renda.

Saia comprida, justa na cintura e alargando até à orla.

Segura na mão uma sombrinha, com o pano idêntico ao do vestido, e no braço uma bolsa contornada com renda.

Em muitas regiões de Portugal, os casamentos festejavam - se não só no dia em que se realizava a cerimônia religiosa, mas prolongavam - se , em especial pelo dia seguinte.

No Algarve, era tradição almoçar - se no segundo dia de casamento em casa dos pais do noivo, reunindo - se aí a família mais próxima. O noivo vestia o mesmo trajo do dia anterior , enquanto a noiva estreava um outro trajo, menos elaborado, mas também ele especial, quer no tecido, quer no corte e nos pormenores decorativos.

Se podia, usava acessórios, como neste caso a sombrinha, indispensável nas suas deslocações à cidade, para proteger a pele do rosto do sol.

Este fato revestia - se de maior importância nos conceitos estéticos de então. A pele trigueira ( morena ) significava a pele queimada , pela exposição ao sol durante os trabalhos no campo; pelo contrário a pele branca era sinónimo de vida recatada, poupada, um luxo de quem não precisava de se expor.

Esta diferença revelava por si só, dois mundos completamente distintos, que não deviam ser confundidos.

Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

TRAJES DE LAVRADEIRA REMEDIADA E LAVRADORES RICOS - VILA NOVA DE FAMALICÃO.

Lavradeira remediada:



É composto por uma saia preta de baeta avidralhada com diversas barras em veludo, avental com bastante roda em veludo igualmente avidralhada ,faixa de algodão ,blusa de linho com gola em bordado, lenço de froscos , lenço de cabeça ou cachené , meias rendadas e chinelas.Este traje era usado em dias de festas , romarias e feira.

Lavradores ricos:



Este traje era usado em dias de feiras anuais para representar os prêmios de gado recebidos.
A mulher trajava da mesma forma da lavradeira remediada á excepção da qualidade de ouro(superior nesta) , do cajado e do chapéu castanho de aba larga.
Por sua vez o homen usava calça preta enfaixado com faixa de algodão ,bota castanha de parteleira, jaqueta, colete ,camisa de linho , chapeu e cajado.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

TRAJE DE TRABALHO (CEIFEIRA) - MOIMENTA DA BEIRA - VISEU.


Blusa de tecido de algodão branco estampado (chita) com pequenos motivos azuis; gola larga guarnecida com bordado estreito; frentes ajustadas com botões; mangas compridas ajustadas no punho com bordado.

Saia de tecido de algodão estampado gorgorina, franzida na cintura. Avental de riscado azul, preto e vermelho cobrindo toda a frente da saia. Sobre a anca, corda servindo de cinta, arregaçando a saia e segurando uma cabaça.

Na cabeça , lenço de algodão estampado e chapéu de palha, de abas largas dobradas e atadas com as pontas do lenço. Calça socos romeiros.

Trajo simples nos tecidos e nos pormenores decorativos, como convém ao desenpenho do árduo trabalho agrícola da ceifa.

Contudo, as mulheres desta região, quando andam no trabalho, vestem uma saia de cor vermelha ou alaranjada, designada por

bichaneira (termo usado na beira para designar uma saia de trabalho).

A cabaça que suspende na cintura serve para levar a água com que mata a sede durante a jorna.

A designação de socos romeiros significa que foram usados nas romarias enquanto novos e passaram a ser usados no dia a dia quando já estavam velhos.

Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

TRAJE DE NOIVA - MINHO.

O traje de noiva é, sem dúvida, um dos mais emblemáticos do trajar no Minho. A escolha do tecido preto confere a todo o traje a solenidade exigida ao próprio ritual do casamento ou às poucas ocasiões, excepcionais, em que ele era usado. Para assinalar esses momentos, a rapariga colocava ao peito todo o ouro que possuía, mostrando, assim, o seu poder econômico. Ambicionado por todas as raparigas casadoiras minhotas, este traje era objeto dos maiores cuidados e desvelos, logo guardado na arca, após as raras aparições em público, para um dia ser doado à filha ou à neta, como se de uma jóia se tratasse. Por vezes, serviria este traje, ainda, uma última vez, como mortalha. Composto por casaca de tecido de seda preta lavrada, ajustada ao corpo, formando uma pequena aba na cintura e contando com decoração em bordados aplicados de vidrilhos, galão, e fita de cetim pregueada, tudo em preto, saia de tecido preto de lã, com barra em veludo ricamente bordada em vidrilhos, decorada na orla com aplicação de fita e tira de cetim pregueada, avental de veludo preto, decorado com bordados em vidrilhos, formando a coroa real no centro, enquadrada por motivos vegetalistas, algibeira entre o avental e a saia, em forma de coração estilizado, bordada com vidrilhos, lenço branco de tule bordado com fio de seda, meias rendadas brancas e chinelas pretas bordadas em branco. No peito, sobre o fundo negro da casaca, sobressaem os ouros tradicionais, e, nas orelhas, usa-se os brincos à rainha. A rapariga leva, ainda, em mãos, com delicado bordado a ponto de cruz com motivos de simbologia amorosa, a segurar o ramo de noiva, um lenço de amor.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

terça-feira, 17 de junho de 2008

TRAJE DE FESTA - ÍLHAVO.

Camisa de linho, com pequeno cós guarnecido de renda larga, abotoada na frente com botões feitos de tremoço, forrados de tecido; manga comprida com punho. Colete de seda lavrada de de luxo, vermelho - vinho, debruado a preto, ajustado na frente com cinco pares de botões de prata e respectivas abotoaduras.


Saia de tecido de lã preta, comprida, franzida na cintura e guarnecida em baixo com barra de veludo recortada e contornada com galão. Sobre a anca, faixa cor de vinho, que não ajusta, decorada por vezes com as iniciais do nome e algibeira preta bordada, suspensa na cintura.

Envolvendo todo o corpo, amplo mantéu preto, com cabeção largo de veludo guarnecido a galão e frentes debruadas também a veludo e galão formando bicos. Na cabeça lenço lavrado de cor clara, com as pontas laterais levantadas, acompanhando a larga aba do chapéu de presilhas, presas à copa e rematadas com pompons catitas.
Calça meias brancas rendadas e chinelas pretas de verniz.

Trajo rico de festa, destacando - se o colete com suas abotoaduras de prata, numa clara afirmação do poder económico da rapariga.

Também o mantéu, com seus enfeites de veludo e galão idênticos aos da saia, é elemento imprescindível no trajo de luxo, coroado pelo magnífico chapéu, tão grande que se torna necessário usar presilhas, para segurar a aba á copa. As chinelas pretas e as meias brancas eram acessórios indispensáveis neste trajo.

A datação deste trajo é possível, devido ás representações pictórias deixadas por artistas como Francisco José Resende (1825 - 1893).
São dele algumas obras onde se podem observar mulheres vestindo este trajo.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

SETE SAIAS - NAZARÉ.

O traje da mulher nazarena é de extrema riqueza, quer pela sua história, quer pela sua harmonia estética. Rico ou pobre, de festa ou de trabalho, o traje feminino da Nazaré ainda é bastante usado no dia a dia desta terra de pescadores, cheia de lendas, mitos e tradições.

As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar. Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; sete cores do arco - íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.

A sua origem não é simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso das sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto todos parecem estar de acordo: as várias saias da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar. As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre "compostas".

De acordo com outras opiniões, as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque "o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava "). Certo é que a mulher foi adotando o uso das sete saias nos dias de festa , e a tradição começou e continua até ao presente.

No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias (3 a 4).

No traje de festa as saias interiores são brancas, sobre essas duas ou três ou mesmo mais de flanela colorida, debruadas a renda ou crochet de várias cores, cobrindo- as, a saia de cima de escocês plissada ou de chita azul com barra de veludo preto, cobertas por um avental de cetim artísticamente bordado; casaco florido com mangas de renda ou de veludo bordado na gola e nos punhos; lenço cachené e chapéu , capa preta; chinelas de verniz; cordão e brincos de ouro. A nazarena mostra assim, com orgulho, a riqueza da família através do traje.

O traje de trabalho é mais pobre em cor e em tecidos, com duas ou três saias de baixo, que variam consoante a época do ano (inverno / verão); saia de cima simples e avental sem bordados, mas com uma renda aplicada e com bolso; cachené e xaile traçado. Existe ainda um terceiro traje - o das viúvas, todo preto e sem rendas ou bordados, com as saias de baixo brancas; sendo este usado atualmente apenas pelas mulheres mais idosas.

O traje nazareno feminino continua a ser usado no dia a dia pelas mulheres de mais idade, sobretudo as mais ligadas ao mar e à venda de peixe. O traje de festa é normalmente usado por todas na época de carnaval(de 3 de fevereiro - São Brás - até terça feira de carnaval ), domingo de Páscoa e também pelos Ranchos Folclóricos da Nazaré.

É importante salientar que o traje nazareno feminino não parou no tempo, nem se tornou uma peça museológica. É um traje que renasce cada ano, tornando a Nazaré única entre as demais.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

TRAJE DE "MEIA SENHORA" OU "MORGADA" - VIANA DO CASTELO.

Este traje significava que a lavradeira, mesmo com o seu casamento , não atingiria o título de "senhora ", dentro do quadro das distancias sociais.

Mesmo assim, o traje de "meia senhora" ou "morgada" era sinônimo de casa farta, boa lavoura , criadagem, tulha cheia, soalhos encerados e do cheiro a mosto das adegas.

O traje de meia senhora era composto por uma casaquinha justa em fazenda preta bordada a vidrilhos, saia rodada em tecidos de chita das mais variadas cores . Podemos destacar neste traje a substituição da algibeira pelo saco de mão em crochê ou tecido e uma sombrinha. Lenço de seda na cabeça ou nos ombros, meias rendadas e chinelas pretas.

Sempre de sombrinha quando passeava pelas ruas da cidade, a rapariga queria proteger - se do sol e manter a pele clara, sendo esse, um sinal de que não trabalhava.

O ouro demonstrava a riqueza da sua casa.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

TRAJE DE LAVRADEIRA - SANTA MARTA DE PORTUZELO - VIANA DO CASTELO.

Camisa, saias e colete.

Acessórios:lenço de cabeça, lenço de peito, algibeira, avental, meias, chinelas e ouros.

Trajo vermelho, assim designado pela predominância desta cor no colete, saia, avental, e lenços de cabeça.

Cláudio basto aponta os aventais das raparigas de Santa Marta como as peças mais caprichadas do ponto de vista de concepção e execução dos motivos decorativos, obtidos pelos puxados moscas(pequena argola feita com fio de trama puxado, utilizado na decoração dos tecidos de vestuário e peças de casa).

As tecedeiras, verdadeiras artistas na sua criação, contornam os elementos decorativos com cores diferentes, conseguindo maior destaque em toda composição. Quanto aos lenços, o mesmo autor refere em 1930: O lenço de cabeça é de campo vermelho e o do peito igualmente, quanto ao amarelo, também então usado, acrescenta:não é regra. Mas adianta:não há, em cada aldeia, uniformidade absoluta nas cores dos lenços.

E continuando, salienta os bordados azuis na camisa de linho, sobre as ombreiras, punho e colarete, destacando também os bordados policromos no colete e algibeira, não esquecendo os bordados a branco nas chinelas de verniz e os bordados feitos com abertos ou com relevos de "vário feitio" nas meias.

Na saia de listas, não há uniformidade no padrão, embora sejam fiéis na cor vermelha, intercalada por listas pretas cortadas ou não por fios brancos . E, diz ainda o autor: vai enraizando o costume de bordar à margem superior do forro da saia , que é preto, uma silva clara, raramente de cores.


Como toque final, as lavradeiras colocam sobre si, os ouros tradicionais ,brincos à rainha, o colar de contas, os cordões e fios com respectivas medalhas e cruzes, isto é, no seu modo de dizer, ouravam - se.


Existem outras variantes do traje de lavradeira :O azul da freguesia de Dem, o verde de Geraz do Lima e o de cores sóbrias designado traje de dó.

Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

TRAJE DE IR À VEIGA - CARREÇO.


Este traje era usado ao domingo, para ir à veiga com as vacas para que estas pudessem comer a erva dos pastos.

Era um traje mais complexo e mais rebuscado que o usado ao longo da semana.Compunha - se de uma saia de algodão de risca preta, avental de riscado vermelho ou azul, um colete com uma parte inferior preta e a superior florida, uma camisa de linho bordada a branco, um lenço sem franjas na cabeça.

Nos pés, usavam - se socos. Como era domingo, a mulher usava algum ouro.

Site recomendado: Ronda Típica de Carreço

sábado, 19 de abril de 2008

TRAJE DE PAULITERO - MIRANDA DO DOURO.

Camisa, saias e colete.

Acessórios: lenços,chapéu, meias, botas e palotes(pequeno bastão de madeira rija e resistente, usado pelos pauliteiros nas suas danças.)

Camisa de linho branca de corte tradicional. Enáguas (saias) de algodão branco, de alturas desiguais, franzidas na cintura e guarnecidas com folho bordado a branco na orla.

Colete de saragoça( tecido de lã castanha ou branca, grossa. usava - se na confecção do trajo de trabalho.) recortada e pespontada, enfeitadas com fitas de várias cores e fios de ouro cosidos. Sobre os ombros, lenço estampado colorido e, presos na cintura, 4 lenços estampados, dobrados.

Na cabeça, chapéu de feltro preto de aba larga e copa decorada com fitas policromas, flores e penas. Calça meias de lã com riscas castanhas e brancas rendadas e botas de bezerro ferradas. Nas mãos segura um par de palotes.

As pesquisas efetuadas até hoje para explicar as origens deste traje, não têm sido consensuais. Várias hipóteses foram apontadas como prováveis, desde a sua filiação na tradição celta ou na herança greco - romana ou ainda na própria cultura ibérica medieval.

Este traje enigmático é vestido unicamente por homens, quando executam uma dança de caráter acentuadamente guerreiro, marcado pela coreografia dos passos e gestualidade agressiva dos componentes, reforçada pelo uso dos palotes, simulando as espadas.


Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

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Pauliteiros de Miranda


domingo, 13 de abril de 2008

TRAJE DE NOIVOS - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE - INÍCIO DO SÉCULO XX.

Traje masculino:

Jaqueta, colete, calças e camisa.
acessórios: chapéu, cinta e botas.

Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.

Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.
Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.

Traje feminino:

Casaquinha e saia.
Acessórios: mantilha, bolsinha, meias e sapatos.

Casaquinha com aba, de tecido de algodão azul-céu, frente decorada com refegos, entremeios de renda mecânica, contornada com fita sugerindo peitilho; mangas tufadas em cima e justas a partir do cotovelo até o punho.
Saia do mesmo tecido azul, ligeiramente franzida, alargando para a orla, decorada com pregas sobre os panos laterais. Na cabeça, mantilha de renda de algodão creme, com as pontas traçadas caídas sobre os ombros. Calça meias brancas rendadas e sapatos pretos com presilha. Segura na mão uma bolsinha do mesmo tecido do fato.

Quando o branco não era ainda a cor escolhida pelas noivas nos meios rurais, optava - se para o fato de casamento por um tom claro, normalmente o azul-céu, a cor de pomba ou a cor de grão, que se pudesse vestir também em muitas outras ocasiões festivas.
Também o noivo opta pelo trajo negro que usaria, em todas as cerimónias ao longo da sua vida.
Tradicionalmente, não usava nem laço, nem gravata, a menos que já seguisse os padrões da moda citadina.
O chapéu de aba direita completava esta indumentária cerimonial.

Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

terça-feira, 8 de abril de 2008

TRAJE FEMININO DE SEQUEIRA - BRAGA.



Camisa, saia e colete.

Acessórios: lenço de cabeça, lenço de mão, avental, algibeira, chapéu, meias, chinelas e ouros.

Camisa de linho de corte tradicional, decote e punhos guarnecidos com folho bordado e bordados a fio vermelho e preto sobre o peito, ombreiras, cimo das mangas e punhos. Saia de tecido preto baetilha com ampla roda, franzida na cintura e aparelhada em baixo com larga barra de veludo, ladeada por bordados a vidrilhos e fita enfavada; termina com folho de cetim pregueado.

Colete preto de rabos ajustado na frente com cordão; costas bordadas com vidrilhos da mesma cor. Avental pequeno de tecido de lã manual, decorado com motivos geométricos executados por tirados poligromos; orla guarnecida com tira de lã preta recortada.

Algibeira oculta pelo lenço bordado. Na cabeça lenço de tule branco bordado, com as pontas soltas, coberto por chapelinho de feltro, guarnecido com fita preta de pontas pendentes atrás, pequeno espelho na frente e pluma ao lado.

Calça meias de algodão branco rendadas e chinelas pretas pespontadas a branco. Sobre o peito, as tradicionais peças de ouro, fio de contas, cordões, cruzes, medalhas e borboletas, não esquecendo os brincos à rainha.

Considerado pelos especialistas como uma variante do traje de Valdeste, a designação deste trajo provém da localidade de Sequeira, onde as tecedeiras imprimiram um cunho muito particular nos tecidos dos aventais.

São também muito singulares os chapéus com fitas, penas e o espelinho, usado pelas raparigas desde as terras do Rio Este, até perto de Vila do Conde.


(Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

terça-feira, 1 de abril de 2008

TRAJE DE BARCELOS.




Com o seu traje próprio, embora possuindo características comuns à região minhota, Barcelos apresenta um leque bem rico de trajes.
Após demorado estudo, conseguiu - se reunir o conjunto puramente característico da região barcelense, sem confusão possível com qualquer dos trajes da região de Viana, que são os mais conhecidos.
O traje apresentado é o traje regional de Barcelos , cuja a saia, como o avental, são fabricados em cobinações de várias cores, sempre dentro da tonalidade suave.


Traje feminino:


A saia de serguilha, como o avental, este mais claro com sua barra de cor preta, são totalmente diferentes das saias e aventais de Viana.
O colete de rabos, preto, com bordado a cores, é também inconfundivelmente barcelense, bem como a camisa de larga gola e ombros bordados a branco, característica original, pois nenhum traje vianês rigoroso tem camisa de gola larga bordada, como a barcelense.
Cruza o peito lenço de ramagens, um de fundo mais escuro, e outro de fundo mais claro, sendo característica inconfundível barcelense a combinação do lenço azul, este quase exclusivamente de uso barcelense.
Meias, chinelas, faixa, lenço de mão tudo obedece a escrupuloso rigor.
É dificil a reprodução das jóias do traje barcelense . Não faz parte dos adornos a filigrana, sendo apenas usada, e não muito, a chamada estrela (espécie de cruz de malta).
Características, as argolas e o coração de chapa, os cordões e a borboleta, assim como a cruz.


Traje masculino:


Vestiam calça de lã castanha, camisa branca de linho com baixo cabeção de renda no pescoço, em vez de colarinho, renda que guarnece a abertura até a cinta.
Chapéu preto de copa baixa e aba larga. Faixa preta de lã.
Calçavam sapatos de atarrado acastanhado, de sola e bico largo.


quinta-feira, 27 de março de 2008

SENHORA DA CAPA - COIMBRA - BEIRA LITORAL.


Trajo feminino da primeira metade do século XIX, década de 1840, segundo uma litografia de Palhares, constituído por longa capa escura e vestido burguês, aqui a imitar figurinos de revista que poderiam incluir o leque, em tom rosa, com a saia guarnecida por amplo folho.
Cabeça coberta por lenço bordado.

terça-feira, 25 de março de 2008

TRAJES DE IR À FEIRA - (BOEIROS) - S. PEDRO DE RATES - DOURO LITORAL.

Trajo masculino - camisa, calça e colete.
Acessórios: faixa, chapéu e sapatos.
Camisa de linho, com colarete, aberta sobre o peito com pregas e carcela formando peitilho; manga comprida sem cavas, decorada com preguinhas miúdas na parte superior.
Calças compridas de tecido preto, ajustadas na cintura com faixa preta. Colete de tecido idêntico ao das calças, com bolsos.
Cobre a cabeça com chapéu de feltro preto e calça sapatos da mesma cor.

Trajo feminino - camisa, saia de trezes e colete.
Acessórios: lenço de cabeça, lenço de peito, avental, algibeira, faixa, meias, chinelas, chapéu de pano e outros.
Camisa de linho branca, decote guarnecido com duplo folho bordado a branco, aberta no peito; manga comprida, bordado a branco no cimo e refegos junto ao pulso, terminando com folho.
Saia de tecido misto caseiro, trezes (tecido misto usado nas saias, na região de S. Pedro de Rates.) de linho, lã e algodão com preguinhas junto à cintura e barra azul. Avental do mesmo tecido manual, franzido na cinta. Faixa preta sobre as ancas, arregaçando a saia e o avental.
Espreitando junto à cintura, algibeira de tecido azul decorada com pespontos. Cruzado sobre o peito, lenço de lã estampado com motivos florais, poligromos, terminando com franja vermelha. Na cabeça, lenço atado atrás sobreposto por chapéu de pano de copa baixa e aba larga.
Sobre o peito pendem cordões e corações; pequenas argolas nas orelhas.
Neste conjunto merece destaque no trajo da rapariga o tecido caseiro da saia e do avental, localmente conhecido por trezes. Esta designação ficou a dever - se às três fibras usadas na tecelagem, lã, linho e algodão e também devido aos três pedais ou peanhas pertencentes ao tear onde era produzido. Quanto ao chapéu de pano, como era conhecido, embora sendo de feltro castanho ou preto, comprava - se na Póvoa de Varzim, na chapelaria da moda hoje desaparecida.

(Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

quinta-feira, 13 de março de 2008

TRAJE DE NOIVOS - VILA VERDE.

O traje de noivos, variante do traje de encosta, é a continuação, na versão cerimonial, do traje domingueiro ou de festa. Tanto no traje feminino como no masculino, onde a cor que predomina é o preto.

O homem vestia calça e botas pretas , próprias de cerimónias, camisa de linho bordada, especialmente a branco, colete e casaca pretos de pelúcia e chapéu igualmente preto.

A mulher vestia saia, avental e casaca pretas ricamente guarnecidas a vidrilhos, veludos e rendas, e chinelas pretas contrastando com as meias brancas. O branco também marcava presença no véu em tule de algodão, igualmente bordado a branco. O abundante ouro era presença obrigatória neste dia, símbolo do dote da mulher minhota. Salienta - se , porém , pela sua unicidade, o facto da mulher não levar o ramo na mão, mas sim um pequeno ramo de flores de laranjeira colocado no peito sobre o lado esquerdo com grandes fitas de seda branca pendentes, simbolizando a pureza da noiva. Para além disto, ela levava um xaile de seda no braço direito, símbolo do seu enxoval e , também, um guarda - sol com o fim de embelezar o seu traje.


Site recomendado: Grupo folclórico de vila verde - http://www.gfvv.web.pt/

terça-feira, 11 de março de 2008

TRAJE DOMINGUEIRO - CURRAL DAS FREIRAS - ILHA DA MADEIRA.

Traje usado pela mulher até finais do século XIX. A partir de então a saia vermelha passou a ser usada como sub - saia.

segunda-feira, 10 de março de 2008

TRAJES DE LAVRADORES RICOS - SÃO TIAGO DE SILVALDE - ESPINHO.

HOMEM - Fato preto/castanho de fazenda de lã e colete do mesmo com fita de seda, chapéu de feltro preto/castanho, camisa de linho branco, botas pretas de elástico ou castanhas de cordões,corrente de ouro ou prata para relógio,que é posto no bolso do colete.
MULHER - Camisa de linho, saiotes brancos de linho com rendas feitas à mão, blusa ou casaquinha e saia(em merino , brocado ou seda), lenço de seda ou chapéu, pucho na cabeça, chinelas de tacão em camurça ou verniz e meia rendada branca. Ao pescoço cordões com medalhas. Nas orelhas, brincos de ouro.

FONTE: Rancho folclórico de São Tiago de Silvalde.http://www.ranchodesilvalde.pt/

domingo, 9 de março de 2008

TRAJE DE VENDEDEIRA DOS LARGOS - COIMBRA.

A literatura e as gravuras do século XIX

deixaram - nos encantadores retratos desta vendedeira que frenquentava o largo de Sansão, o largo da Sé velha, o largo da feira ou o arco do Bispo.
Vendia doces típicos de Coimbra e produtos variados, alguns dos quais confeccionava no lugar da venda, como era o caso das castanhas assadas ou dos velhoses, na altura do natal.
Os pregões variavam com os produtos, mas mantinha - se a musicalidade da frase: Merca velhoses!Quem os quer quentinhos d`agora!
FONTE:Grupo folclórico casa do pessoal da universidade de Coimbra.http://www1.ci.uc.pt/cpessoal/grupfolk.htm

quarta-feira, 5 de março de 2008

TRAJE DE ENCOSTA - BRAGA.

Jaqueta(casaquinho),saia, e camisa.
acessórios:dois lenços de peito, lenço de pedidos, avental, meias, chinelas e ouros.
Camisa branca oculta mas denunciada pelo folho bordado que quarnece o cós do decote; jaqueta preta de tecido de lã lavrada armur, aparelhada nas frentes e mangas com vidrilhos e aplicação de tira de pelúcia.Saia de baetilha, muito franzida na cintura e aparelhada até meia altura com aplicação de tiras de veludo, bordados a vidrilhos e fita de cetim.Avental de veludo preto, bordado e guarnecido com galão. Preso na cinta, lenço de pedidos branco marcado a preto com motivos de simbologia amorosa. Por baixo da jaqueta, lenço de merino, denunciado pelas franjas amarelas que espreitam junto à aba. Sobre os ombros, lenço de seda preta lavrada a amarelo com motivos florais. Calça meias brancas rendadas e chinelas pretas pespontadas a branco. Completa este conjunto o fio de contas, os cordões, as cruzes, os corações e brincos à rainha.
No interior do distrito de Braga, na zona mais montanhosa, surge este trajo de festa, com pormenores muito próprios. A jaqueta bordada e usada no inverno é enriquecida na orla pela aplicação de peles diversas sempre pretas, a que chamam màràbu.Também o lenço cruzado sobre o peito serve de contorno às peças de ouro, não devendo nenhuma ultrapassá - lo.É,em suma, a imagem que esta mulher abastada pretende transmitir.
FONTE:O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.