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sexta-feira, 7 de março de 2008

LENDA DO MILAGRE DAS ROSAS - COIMBRA.

Esta é uma das mais conhecidas lendas portuguesas que enaltece a bondade da rainha D. Isabel para com todos os seus súditos, a quem levava esmolas e palavras de consolo. Conta a história que um nobre despeitado informou o rei D. Dinis que a rainha gastava demais nas obras das igrejas, doações a conventos, esmolas e outras ações de caridade e convenceu - o a por fim a estes excessos.
O rei decidiu surpreender a rainha numa manhã em que esta se dirigia com o seu séquito às obras de Santa Clara e à distribuição habitual de esmolas e reparou que ela procurava disfarçar o que levava no regaço.
Interrogada por D. Dinis, a rainha informou que ia ornamentar os altares do mosteiro ao que o rei insistiu que tinha sido informado que a rainha tinha desobedecido às suas proibições, levando dinheiro aos pobres.
De repente e mais confiante D. Isabel respondeu: enganai - vos, real senhor. O que levo no meu regaço são rosas... O rei irritado acusou - a de estar a mentir: como poderia ela ter rosas em janeiro? Obrigou - a, então , a revelar o conteúdo do regaço. A rainha Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos o belíssimo ramo de rosas que guardava sob o manto. O rei ficou sem palavras, convencido que estava perante um fênomeno sobrenatural e acabou por pedir perdão à rainha que prosseguiu na sua intenção de ir levar as esmolas. A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou Santa a rainha Isabel de Portugal.

domingo, 2 de março de 2008

LENDA - A MULA DA RAINHA SANTA MAFALDA - AROUCA.

A Rainha Santa a que se refere esta lenda é D.Mafalda, a filha preferida de D. Sancho I e a irmã favorita de D. Afonso II. A jovem princesa era bela e perfeita como poucas, e senhora de uma esmerada educação.Naquele tempo, subiu ao trono de Castela D. Henrique, uma criança de doze anos apenas, facilmente manobrada pelo seu tutor, Álvaro de Lara ,que queria governar através do jovem rei.Querendo - lhe dar como esposa uma mulher que o dominasse quando fosse adulto, escolheu D. Mafalda e o casamento celebrou - se. D. Berengária, a mãe de D. Henrique, invocou ao Papa a consanguinidade dos jovens e o divórcio teve lugar antes da súbita morte do rei aos 14 anos. D. Mafalda regressou a Portugal virgem e assim se manteve até ao fim da sua vida, passando desde então a ser tratada por rainha. Viveu os últimos anos da sua vida no mosteiro de Arouca, onde recebeu o hábito de monja. morreu aos 90 anos durante uma cobrança de foros e rendas em Rio Tinto, cujos habitantes queriam que D. Mafalda fosse sepultada nessa mesma terra. Mas em Arouca discordavam, porque era no mosteiro que ela vivia e na sua igreja deveria repousar o seu corpo para sempre.Estava a discórdia instalada quando alguém se lembrou de dizer que se pusesse o caixão em cima da mula em que a infanta costumava viajar e para onde o animal se dirigisse seria o local onde seria sepultada. A mula não teve dúvidas e quando chegou à igreja do mosteiro de Arouca, acercou-se do altar de São Pedro e aí morreu.O sepulcro de D. Mafalda foi duas vezes aberto no século XVII e tanto o seu corpo como as suas vestes estavam incorruptos.Em 1793, O Papa Pio VI confirmou-lhe o culto com o título de beata.