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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

TRICANAS 1870 , 1900 , 1915 - OVAR - BEIRA LITORAL.


A Tricana de 1870

Tricana era uma qualidade de tecido, mas passou a designar-se por "Tricana" a mulher do povo que envergava uma peça de vestuário confeccionada com esse mesmo tecido.
A Tricana de 1870 era a mulher da Murtosa, normalmente filha de lavradores abastados, que caprichava quando se vestia para ir a qualquer festa popular ou à igreja.
A Tricana de 1870 vestia:

Saia preta de lã, pregada a toda a volta, com uma barra de veludo preto; Casaquinha preta de lã, debruada a veludo preto; Capoteira de Baieta – tecido de lã debruado a veludo, liso ou lavrado - muito rodada, que descia até ao joelho e se usava pelas costas;
Lenço branco de bobinete, com nó singelo à frente;
Chinelas pretas;
Meias brancas de algodão, rendadas e feitas à mão;
Muitas vezes a mulher vestia desta maneira no dia do casamento e esse mesmo traje servia para a acompanhar até à morada final.

A Tricana de 1900
Com o passar do tempo, o traje da Tricana foi sofrendo algumas alterações, acompanhando a evolução do modo de vida da população.
Esta Tricana vestia-se da seguinte forma:
O xaile de barra de seda substituiu a Capoteira;
A saia passou a ser de seda lavrada, ainda que com roda até ao tornozelo;
O lenço passou a ser de seda e de cor, amarrado à frente e atrás;
Blusa de algodão fino, com espelho e renda;
Meias de algodão brancas, rendadas, feitas à mão; Chinelas pretas.
Quando ia para a festa, levava o xaile dobrado no braço. Quando ia para a igreja, punha-o pelas costas.

A Tricana de 1915
É nesta Tricana – de 1915 a 1920 – que podemos apreciar uma maior e mais rápida evolução.
A Grande Guerra de 1914-18 trouxe uma muito maior abertura do país à Europa, tendo começado a entrar em Portugal influências diversas, tanto no modo de viver, como, principalmente, na maneira de vestir.
Essa influência traduziu-se, no caso da Tricana, da seguinte forma:
A saia passou a ser feita de lã fina, perdendo quase toda a sua roda e subindo acima do tornozelo;
A blusa abotoa à frente e sem colarinho;
O lenço de seda passou a ser preto;
O xaile é de lã de merino com pontas de seda compridas;
As chinelas são de verniz e salto alto;
As meias passaram a ser de vidro.
Era um traje de festa e de cerimónias religiosas.

Fonte: Museu Etnográfico de Ovar.

segunda-feira, 31 de março de 2008

quarta-feira, 19 de março de 2008

TRAJES DE PESCADOR E VARINA - OVAR - BEIRA LITORAL.


O trajo tradicional do pescador caracteriza - se pelo uso de camisa de lã, de padrão xadrezado, com vários tons coloridos, "
trozes" ou ceroulas de aipo de tom claro, cinta ou faixa preta em malha de lã franjada nas extremidades e barrete negro em malha de lã.
O trajo de varina compõe - se pela blusa bordada, de algodão com tons claros; saia de algodão, com cor diferente da blusa, avental, fazendo contraste com a peça antecedente; algibeira de pano preto de lã com fita preta; uma faixa ou cinta igual à do pescador; xaile de lã e lenço dobrado em triângulo colocado sob o chapelinho de feltro preto, com aba bastante estreita. Ao domingo, usa chinelas pretas lisas de cabedal envernizado, havendo ausência de meias.
Sempre que o homem se encontra ausente a mulher substitui o trajo habitual por um trajo mais escuro, exprimindo, assim, a dor da ausência.
Se "o mar já não volta a traze - lo" enverga, então, para sempre o trajo preto.
(TEXTO DA C.M. DE OVAR)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO "AS TRICANAS DE OVAR" - BEIRA LITORAL.


O grupo
folclórico as tricanas de Ovar ,fundado em maio de 1979,e após profundo e apurado trabalho de pesquisa e recolha ,dignou repor a verdade folclórica a nível de danças,cantares e trajes regionais ,passando a ser reconhecido e a ter o apoio da federação do folclore português desde 1981 e da secção de etnografia e folclore do inatel desde 1983.
apresenta no seu curriculum atuações por todas as regiões de Portugal,com participações nos melhores festivais nacionais e internacionais; na europa ,nomeadamente em Espanha e França; e , em 1997 e 2000, no Brasil.
Continua a recolher as danças e cantigas, os trajes e utensílios da vida do povo para o seu museu etnográfico.Canta e dança o que é mais genuíno da sua região que engloba não só as danças do campo,onde situa-se,mas também, das margens da ria e do mar.
Maioritariamente, dança os viras de Ovar (quase todos com uma coreografia espetacular),dançados nos areais e nas eiras ou terreiros, diversas modas de roda,as tiranas,o real das canas, a cana verde vareira e o realista(considerado o fado de Ovar).A festa(tocata)é constiuída por instrumentos tradicionais tais como:concertinas,cavaquinhos,violas,violões e bombo.
O vestuário é constituído por trajes do fim do séculoXIX e do início do séculoXX:tricanas de ovar(de capucha e de xaile),noivos ricos,senhoras de capotões e chapeirões,lavradores ricos, romeiros ,lavradores em traje de festa,domingueiros.
Ligados ao trabalho:galinheira,leiteira,roçador de junco,traje de malhada,lavrador de gabão,pescadores,varinos.
Usa o chamadouro para a pesca do arrasto e os pregões dos pescadores para a venda do pescado e da galinheira para a venda de galinhas e coelhos.
O grupo folclórico As Tricanas de Ovar é uma secção do grupo desportivo e cultural de Guilhovai e membro do núcleo organizador de manifestações etno-folclóricas de Ovar.
S.Donato,um dos lugares da jovem freguesia de S.João,onde se situa a sede do grupo folclórico as tricanas de Ovar, é um dos mais antigos de Ovar.O primeiro documento que alude à vila de S.Donato data do ano de 922.segundo a tradição,o nome deste lugar proviria do facto de ter sido doado ou donato ao mosteiro de crestuma.
da capelinha,erigida no local do santo,nada resta pois foi demolida em 1906.A nova capela tem como padroeira Nossa Senhora da Ajuda e foi inaugurada em maio de 1909.A capela tem, no nicho da frontaria,uma escultura de S.Goldrofe,em calcário, dos meados do século XV.