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terça-feira, 18 de março de 2008

TRAJES DE VILA VERDE - BRAGA.

Neste pequeno vídeo que se segue, podemos apreciar alguns belíssimos trajes de Vila Verde, apresentados pelo grupo folclórico deste concelho(Vila Verde)-distrito de Braga - Minho.

Trajes de noivos , trajes de encosta , trajes da ribeira ,de feira ou de lavradeira e trajes de trabalho.

quinta-feira, 13 de março de 2008

TRAJE DE NOIVOS - VILA VERDE.

O traje de noivos, variante do traje de encosta, é a continuação, na versão cerimonial, do traje domingueiro ou de festa. Tanto no traje feminino como no masculino, onde a cor que predomina é o preto.

O homem vestia calça e botas pretas , próprias de cerimónias, camisa de linho bordada, especialmente a branco, colete e casaca pretos de pelúcia e chapéu igualmente preto.

A mulher vestia saia, avental e casaca pretas ricamente guarnecidas a vidrilhos, veludos e rendas, e chinelas pretas contrastando com as meias brancas. O branco também marcava presença no véu em tule de algodão, igualmente bordado a branco. O abundante ouro era presença obrigatória neste dia, símbolo do dote da mulher minhota. Salienta - se , porém , pela sua unicidade, o facto da mulher não levar o ramo na mão, mas sim um pequeno ramo de flores de laranjeira colocado no peito sobre o lado esquerdo com grandes fitas de seda branca pendentes, simbolizando a pureza da noiva. Para além disto, ela levava um xaile de seda no braço direito, símbolo do seu enxoval e , também, um guarda - sol com o fim de embelezar o seu traje.


Site recomendado: Grupo folclórico de vila verde - http://www.gfvv.web.pt/

sexta-feira, 7 de março de 2008

quarta-feira, 5 de março de 2008

TRAJE DE ENCOSTA - BRAGA.

Jaqueta(casaquinho),saia, e camisa.
acessórios:dois lenços de peito, lenço de pedidos, avental, meias, chinelas e ouros.
Camisa branca oculta mas denunciada pelo folho bordado que quarnece o cós do decote; jaqueta preta de tecido de lã lavrada armur, aparelhada nas frentes e mangas com vidrilhos e aplicação de tira de pelúcia.Saia de baetilha, muito franzida na cintura e aparelhada até meia altura com aplicação de tiras de veludo, bordados a vidrilhos e fita de cetim.Avental de veludo preto, bordado e guarnecido com galão. Preso na cinta, lenço de pedidos branco marcado a preto com motivos de simbologia amorosa. Por baixo da jaqueta, lenço de merino, denunciado pelas franjas amarelas que espreitam junto à aba. Sobre os ombros, lenço de seda preta lavrada a amarelo com motivos florais. Calça meias brancas rendadas e chinelas pretas pespontadas a branco. Completa este conjunto o fio de contas, os cordões, as cruzes, os corações e brincos à rainha.
No interior do distrito de Braga, na zona mais montanhosa, surge este trajo de festa, com pormenores muito próprios. A jaqueta bordada e usada no inverno é enriquecida na orla pela aplicação de peles diversas sempre pretas, a que chamam màràbu.Também o lenço cruzado sobre o peito serve de contorno às peças de ouro, não devendo nenhuma ultrapassá - lo.É,em suma, a imagem que esta mulher abastada pretende transmitir.
FONTE:O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

TRAJE DE DÓ OU LUTO ALIVIADO -SANTA MARTA DE PORTUZELO.




A designação de trajo azul aplica-se para identificar este conjunto,caracterizado pela predominância de cores sóbrias - azul,lilás,preto,branco-pontuadas de amarelo e verde.Mais do que distinção no corte das peças que o constituem, é o colorido que marca a sua grande individualidade.Usado pelas mulheres casadas,nomeadamente, aquelas com maridos ausentes (emigrantes), era também vestido em ocasiões de luto aliviado,donde lhe vem a designação de trajo de dó.Assim, a camisa branca mantém a decoração bordada a azul;as saias sóbrias,brancas ou pretas com listas brancas,enfeitadas com moscas(pequena argola feita com o fio de trama puxado,utilizado na decoração dos tecidos de vestuário e peças de casa)e por vezes listas verdes, apresentam forro preto esbicado em cima e onde podem surgir silvas ,bordadas a branco.Os coletes de trespasse,azuis ou pretos, mas de cinta sempre preta,são decorados na frente e na costura de junção dos dois tecidos com fitas e galões, abotoando ao lado. Frequentemente, os aventais, com tira preta,são decorados quer por motivos geométricos , quer por motivos florais,no colorido sóbrio já descrito.Também a algibeira de baeta azul é bordada a missangas ,vidrilhos ou fios policromos.Os lenços de cabeça e peito estão em consonância com os tons sóbrios,surgindo também a cor de café moído,estampados por vezes sem franja,quando de cabeça.Calçam meias rendas de algodão branco e chinelas pretas.Sobre o peito e nas orelhas usam os ouros tradicionais.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

TRAJE DE LAVRADEIRA - AREOSA.


Este traje também de festa,característico da freguesia da Areosa é o que menos evoluiu , pois antes desta variedade de trajes à qual assistimos no concelho de Viana do Castelo ,existia um único, vermelho.
este traje da Areosa,é considerado o mais vermelho de todos.
Os lenços são de campo vermelho, a parte de cima do colete é vemelha,o forro e a cor principal da saia é vermelho, a algibeira é vermelha.
O forro apresenta em alguns casos silvas bordadas a lãs de cores e missangas,e embora não seja usual aparecem também outras silvas na parte superior do forro.os aventais apresentam formatos diversos ,sendo os mais característicos os aventais com formas geométricas .a tira do avental é geralmente bordada,ostentando frequentementeas palavras AMOR, AMIZADE,ou as iniciais da proprietária.o rigor do colete era de cor preta ,cor de vinho,roxa ou azul e bordado a lãs e missangas.a camisa,que vai dos ombros aos joelhos,apresenta bordados a branco nas ombreiras.nas camisas mais modernas vê-se bordados a azul.a chinela de cabedal era sem bordados o que não impedia que a meia o fosse.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

TRAJE DE MORDOMA.

CAMISA DE CORTE TRADICIONAL,

BORDADA A PONTO DE CRUZ COM FIO AZUL
NO CÓS, CARCELA, OMBREIRAS E MANGAS.
COLETE DE TRESPASSE DE TECIDO DE LÃ
AZUL COM BARRA DE VELUDO PRETO ,
DECORADO COM BORDADOS APLICADOS DE MISSANGAS E VIDRILHOS, FORMANDO MOTIVOS FLORAIS .
SAIA COMPRIDA DO MESMO TECIDO AZUL ,
DECORADA COM REFEGOS,FORRO DE VELUDO PRETO COM BORDADO APLICADO IDÊNTICO AO DO COLETE, GUARNECIDO NA ORLA, COM FOLHO DE CETIM PRETO.

AVENTAL DE VELUDO NEGRO,DECORADO NO CENTRO COM ESCUDO REAL ENVOLVIDO COM MOTIVOS VEGETALISTAS ,TERMINANDO COM FITA PRETA DE CETIM TRABALHADA E FOLHO DO MESMO TECIDO .
SEGURA NA MÃO UMA VELA VOTIVA (OU UM PALMITO) .A VELA VOTIVA É ADORNADA COM FLORES DE PAPEL METALIZADO E A BASE ENVOLVIDA NO LENÇO BRANCO DE NAMORADO , BORDADO A PONTO DE CRUZ COM LINHA VERMELHA , FORMANDO MOTIVOS DE SIMBOLOGIA AMOROSA.
NA CABEÇA, LENÇO DE SEDA VERMELHO.
PEITO ADORNADO COM UMA GRANDE VARIEDADE DE PEÇAS DE
OUROS TRADICIONAIS :COLAR DE CONTAS, CORDÕES COM CRUZES E CORAÇÕES FILIGRANADOS,PEÇAS,AFAGADORES E NAS ORELHAS BRINCOS À RAINHA.CALÇA MEIA BRANCA RENDADA
E CHINELAS PRETAS.
SER ESCOLHIDA PARA MORDOMA DA FESTA DO SANTO VENERADO NA TERRA ERA MOTIVO DE GRANDE ORGULHO E DISTINÇÃO , DESEJADO POR TODAS AS RAPARIGAS .
ESTE CARGO MUITO PRESTIGIANTE E HONROSO,SIGNIFICAVA O
DESENPENHO DE UMA ATIVA PARTICIPAÇÃO NOS PREPARATIVOS DA FESTA ,NA RECOLHA DE OFERENDAS E DONATIVOS ,MAS
EXIGIA-LHES TAMBÉM UMA VIDA SEM MÁCULA ,ISTO É ,SEREM
SOLTEIRAS E VIRGENS .
A FESTA REVESTIA-SE ,POR ISSO,DA MAIOR IMPORTÂNCIA E SOLENIDADE,MANIFESTADAS NO TRAJE PRÓPRIO USADO PELA MORDOMA.
COMO NÃO PODIA DEIXAR DE SER ,ERA QUASE TÃO RICO COMO O TRAJE DE NOIVA, DESTINGUINDO-SE PELA COR AZUL ALFAZEMA,
PELA AUSÊNCIA DA CASAQUINHA ,SUBSTITUIDA PELO COLETE,
E PELOS ACESSÓRIOS PRÓPRIOS:A MORDOMA LEVA NA MÃO A VELA VOTIVA (OU PALMITO) ,MUITO ENFEITADA E NA
CABEÇA UM LENÇO DE COR.

Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas

TRAJE VERDE DE LAVRADEIRA - GERAZ DO LIMA.


NO ESSENCIAL, ESTE TRAJE DISTINGUE-SE DOS
OUTROS TRAJES DE LAVRADEIRA MINHOTOS PELA SUA COR VERDE.


AQUI RESIDE O SEU CARÁTER ÚNICO , DE EXEÇÃO,

QUE O TORNA SINGULAR ENTRE OS DEMAIS.

VÁRIAS EXPLICAÇÕES TÊM SIDO DADAS,

PARA A PREFERÊNCIA DAS RAPARIGAS DE GERAZ DO LIMA PELO VERDE.

A ESTE PROPÓSITO HÁ QUEM SUGIRA QUE , QUANDO AS RAPARIGAS DESTA LOCALIDADE

SE DESLOCAVAM ÀS FESTAS E ROMARIAS FORA DE SUA FREGUESIA, DENUNCIAVAM SUA PROVENIÊNCIA ATRAVÉS DA COR DO SEU TRAJE.

NUMA SOCIEDADE EM QUE A CONVERSAÇÃO ENTRE RAPAZES E RAPARIGAS OBDECIA A REGRAS RÍGIDAS PADRONIZADAS , ONDE O RAPAZ NÃO PODIA DIRIGIR-SE A UMA RAPARIGA DESCONHECIDA , TORNAVA-SE NECESSÁRIO ENCONTRAR FORMAS SUBTIS DE COMUNICAÇÃO , COMO NESTE CASO PELA COR DO TRAJE.


FONTE: O TRAJO REGIONAL EM PORTUGAL , DE TOMAZ RIBAS