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quarta-feira, 2 de março de 2011

GRUPO ETNOGRÁFICO DA CASA DO PESSOAL DOS HUC - BEIRA LITORAL.



O Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal dos Hospitais de Universidade de Coimbra, surge em Abril de 2003, por iniciativa da Casa do Pessoal dos HUC, no sentido de envolver os sócios em actividades culturais, nomeadamente a área da Etnografia e do Folclore. Tendo em conta algumas condicionantes a Casa do Pessoal decidiu fundar o grupo etnográfico, elegendo uma direcção para dirigir os seus destinos. O Grupo desde essa altura, tem desenvolvido um trabalho de investigação, recolha e pesquisa das tradições populares desde a região de Penacova passando por Coimbra até Montemor-o-Velho, área de abrangência dos HUC, particularmente no que respeita às danças, Cantares, músicas e trajos.Actualmente o Grupo Etnográfico é composto por cerca de 50 elementos sendo na sua maioria funcionários da Instituição e sócios da casa do pessoal.Representa Trajes dos Finais do Séc. XIX, na área do trabalho, temosa os trabalhadores agrícolas, barqueiro, lavadeira e moleirosa, ligados ao Rio Mondego, ainda, as vendedeiras ambulantes de água, de frutas e legumes, broa, melões, arrufadas de Coimbra, e a farrapeira, dos camponeses dos campos do mondego, aos futricas, romaria e feira.
O Grupo Etnográfico, tem participado em Festas e Romarias, assim como em Festivais Nacionais e Internacionais de Folclore de norte a sul de Portugal, ainda na Holanda, Espanha e Luxemburgo.
Em Abril de 2009 editou um CD denominado de "Sinais Autóctunes" que está à disposição de quem o quiser adquirir atravês dos mails: casapessoal@huc.mini-saude.pt ou grupo.etnografico.huc@gmail.com ou ainda pelos telefones:239 853 165 ou 927806097 por 10,00€ directamente na Casa do Pessoal dos HUC ou contra reembolso atráves dos CTT.




quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

GRUPO TÍPICO O CANCIONEIRO DE ÁGUEDA - BEIRA LITORAL


Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda”
O Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda” é um dos mais antigos e prestigiados grupos folclóricos de Portugal. Foi fundado em 1958, por um conjunto de aguedenses que conscientes da enorme riqueza do folclore do concelho, fez um trabalho de recolha e pesquisa de uma parte importante do património desta região. Representa em termos de etnografia, desde as serranias das encostas do Caramulo, ao espraiar do espelho de água da Pateira de Fermentelos, da região do rio Vouga, ao encanto e pitoresco da Bairrada. Assim, nas suas danças, podemos encontrar uma diversidade, mercê da actividade laboral de toda esta região, passando naturalmente pelas de Salão que outrora foram vistas dançar nas grandes casas senhoriais que existiam no concelho. A nível de trajes e consoante o momento, a tarefa a desempenhar, aparece uma riqueza inaudita, não apenas nos tecidos de alguns deles, mas sobretudo na sua inúmera variedade e complementaridade. Desde 1959, o Grupo Típico, transformou-se num arauto da cultura popular aguedense, levando-a, através das suas múltiplas actuações a todo o país, às regiões autónomas dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, a alguns países da Europa, nomeadamente Espanha, França e Luxemburgo, Holanda e ainda ao Brasil e aos Estados Unidos da América. Refira-se que já participou em diversos programas televisivos, incluindo a gravação para a RTP internacional. É sócio fundador da Federação do Folclore Português e é filiado no INATEL. Desde 1992 é reconhecido como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, recebeu a Medalha de Honra Municipal e foi distinguido com o Judeu de Ouro 2000 pela ANATA. Teve o seu momento alto, quando em 2004 foi escolhido para representar Portugal na Hungria, na III.ª Folcloríada Mundial, certame que engloba os melhores e mais representativos Grupos. Além das danças e cantares, dos quais se destaca a Cana Verde Dobrada, O Vira de Macieira, a Real Caninha e o Malhão, são dignos de realce os seus trajes, réplicas fiéis dos autênticos que se encontram guardados para serem expostos no futuro museu.
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sábado, 25 de abril de 2009

TRAJE DE SALINEIRA - ÍLHAVO - AVEIRO - BEIRA LITORAL.


Blusa de tecido de algodão estampado , com cós, espelho contornado com folho e abertura nas costas; manga comprida folgada com punho.

Saia comprida de tecido de algodão aos quadradinhos pretos e brancos, franzida na cintura. Avental de tecido manual de lã castanha (serguilha), decorado com fitas brancas na orla.

Algibeira suspensa na cintura , decorada com bordado . Lenço estampado na cabeça , com uma ponta levantada sobre o chapéu de feltro preto, de copa redonda e abas largas reviradas.

Calça chinelas sem meias e nas mãos sugura uma canastra.

No início do século XX, a blusa, peça de indumentária burguesa de origem francesa , popularizou- se muito. De princípio não substituiu a camisa de uso ancestral, mas escondeu - a assim como o colete , passando ambos a fezer parte do vestuário interior. Também as saias , que as mulheres trabalhadoras arregaçavem ou encilhavam levemente com a ajuda da faixa, ir- se- ão pouco a pouco encurtando e perdendo a roda , a partir do final da primeira Guerra Mundial.

No começo do século e ainda por largos anos , o chapéu era um acessório indispensável , devido ao seu caráter funcional de proteção da cabeça quando esta servia de apoio e suporte no transporte do peixe, do sal ou de qualquer outro carrego.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

TRICANAS 1870 , 1900 , 1915 - OVAR - BEIRA LITORAL.


A Tricana de 1870

Tricana era uma qualidade de tecido, mas passou a designar-se por "Tricana" a mulher do povo que envergava uma peça de vestuário confeccionada com esse mesmo tecido.
A Tricana de 1870 era a mulher da Murtosa, normalmente filha de lavradores abastados, que caprichava quando se vestia para ir a qualquer festa popular ou à igreja.
A Tricana de 1870 vestia:

Saia preta de lã, pregada a toda a volta, com uma barra de veludo preto; Casaquinha preta de lã, debruada a veludo preto; Capoteira de Baieta – tecido de lã debruado a veludo, liso ou lavrado - muito rodada, que descia até ao joelho e se usava pelas costas;
Lenço branco de bobinete, com nó singelo à frente;
Chinelas pretas;
Meias brancas de algodão, rendadas e feitas à mão;
Muitas vezes a mulher vestia desta maneira no dia do casamento e esse mesmo traje servia para a acompanhar até à morada final.

A Tricana de 1900
Com o passar do tempo, o traje da Tricana foi sofrendo algumas alterações, acompanhando a evolução do modo de vida da população.
Esta Tricana vestia-se da seguinte forma:
O xaile de barra de seda substituiu a Capoteira;
A saia passou a ser de seda lavrada, ainda que com roda até ao tornozelo;
O lenço passou a ser de seda e de cor, amarrado à frente e atrás;
Blusa de algodão fino, com espelho e renda;
Meias de algodão brancas, rendadas, feitas à mão; Chinelas pretas.
Quando ia para a festa, levava o xaile dobrado no braço. Quando ia para a igreja, punha-o pelas costas.

A Tricana de 1915
É nesta Tricana – de 1915 a 1920 – que podemos apreciar uma maior e mais rápida evolução.
A Grande Guerra de 1914-18 trouxe uma muito maior abertura do país à Europa, tendo começado a entrar em Portugal influências diversas, tanto no modo de viver, como, principalmente, na maneira de vestir.
Essa influência traduziu-se, no caso da Tricana, da seguinte forma:
A saia passou a ser feita de lã fina, perdendo quase toda a sua roda e subindo acima do tornozelo;
A blusa abotoa à frente e sem colarinho;
O lenço de seda passou a ser preto;
O xaile é de lã de merino com pontas de seda compridas;
As chinelas são de verniz e salto alto;
As meias passaram a ser de vidro.
Era um traje de festa e de cerimónias religiosas.

Fonte: Museu Etnográfico de Ovar.

segunda-feira, 31 de março de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

SENHORA DA CAPA - COIMBRA - BEIRA LITORAL.


Trajo feminino da primeira metade do século XIX, década de 1840, segundo uma litografia de Palhares, constituído por longa capa escura e vestido burguês, aqui a imitar figurinos de revista que poderiam incluir o leque, em tom rosa, com a saia guarnecida por amplo folho.
Cabeça coberta por lenço bordado.

quarta-feira, 19 de março de 2008

TRAJES DE PESCADOR E VARINA - OVAR - BEIRA LITORAL.


O trajo tradicional do pescador caracteriza - se pelo uso de camisa de lã, de padrão xadrezado, com vários tons coloridos, "
trozes" ou ceroulas de aipo de tom claro, cinta ou faixa preta em malha de lã franjada nas extremidades e barrete negro em malha de lã.
O trajo de varina compõe - se pela blusa bordada, de algodão com tons claros; saia de algodão, com cor diferente da blusa, avental, fazendo contraste com a peça antecedente; algibeira de pano preto de lã com fita preta; uma faixa ou cinta igual à do pescador; xaile de lã e lenço dobrado em triângulo colocado sob o chapelinho de feltro preto, com aba bastante estreita. Ao domingo, usa chinelas pretas lisas de cabedal envernizado, havendo ausência de meias.
Sempre que o homem se encontra ausente a mulher substitui o trajo habitual por um trajo mais escuro, exprimindo, assim, a dor da ausência.
Se "o mar já não volta a traze - lo" enverga, então, para sempre o trajo preto.
(TEXTO DA C.M. DE OVAR)