
quarta-feira, 8 de junho de 2011
LENDA DO MANTO DE SANTO ANTÓNIO - FARO - ALGARVE
domingo, 27 de setembro de 2009
GRUPO FOLCLÓRICO DE FARO - ALGARVE
Membro efectivo da Federação do Folclore Português e fundador da Associação de Folclore e Etnografia do Algarve, o Grupo Folclórico de Faro é já considerado uma Instituição da capital algarvia, tendo recebido , em 2002 , a medalha de ouro da Cidade.
Fotografia: http://reflexosdomeuolhar.blogspot.com/2009/04/grupo-folclorico-de-faro.html
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
TRAJE DE NOIVOS NO SEGUNDO DIA DO CASAMENTO - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE.
Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.
Casaquinha de tecido de algodão branco e amarelo, lavrado; frentes cruzadas simulando romeira,guarnecida com renda; peitilho com pequeno cós; mangas estreitas, decoradas com renda.
Saia comprida, justa na cintura e alargando até à orla.
Segura na mão uma sombrinha, com o pano idêntico ao do vestido, e no braço uma bolsa contornada com renda.
Em muitas regiões de Portugal, os casamentos festejavam - se não só no dia em que se realizava a cerimônia religiosa, mas prolongavam - se , em especial pelo dia seguinte.
No Algarve, era tradição almoçar - se no segundo dia de casamento em casa dos pais do noivo, reunindo - se aí a família mais próxima. O noivo vestia o mesmo trajo do dia anterior , enquanto a noiva estreava um outro trajo, menos elaborado, mas também ele especial, quer no tecido, quer no corte e nos pormenores decorativos.
Se podia, usava acessórios, como neste caso a sombrinha, indispensável nas suas deslocações à cidade, para proteger a pele do rosto do sol.
Este fato revestia - se de maior importância nos conceitos estéticos de então. A pele trigueira ( morena ) significava a pele queimada , pela exposição ao sol durante os trabalhos no campo; pelo contrário a pele branca era sinónimo de vida recatada, poupada, um luxo de quem não precisava de se expor.
Esta diferença revelava por si só, dois mundos completamente distintos, que não deviam ser confundidos.
Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
MUSEU ETNOGRÁFICO DO TRAJO ALGARVIO.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
CORRIDINHO - ALGARVE.
No Algarve o ritmo é veloz e não há calor que faça abrandar, os fãs do corridinho. Vai de roda, vai de roda, vai de roda sem parar...É dada a ordem pelo mandador e imediatamente os pares obedecem, como se o ritmo lhes corresse nas veias. É assim de uma ponta à outra do Algarve, onde quem dança também ri.
Das serras ao litoral, toda gente dança o corridinho. É assim desde há muitos anos. Não se sabe como começou a tradição desta marcação algarvia tão acelerada.
Há quem alvitre hipotéticas influências das danças lentas da Europa central, que o algarvio adotou e transformou de acordo com a sua maneira de ser e até com o ambiente em que vive.

Há ainda quem considere que essas influências podem ter chegado da Escócia. Isto porque na serra algarvia ainda é comum pedir - se um scot, nos bailaricos. Scot tem na região da serra precisamente o mesmo significado que corridinho, o que faz pensar na sua possível relação com a Escócia. Mas não passam de meras suposições.
O que importa é que o corridinho continua bem vivo na "guelra" dos algarvios. Sete passos para a frente três passos para a direita e três passos para a esquerda, volta e segue a dança.
Esta é a marcação básica do corridinho. É um baile mandado e uma
dança de roda que começou por esta marcação simples e que depois foi evoluindo para outras mais complexas. Evolução que se começou a verificar a partir da chegada quase triunfal do acordeão. Os seus tocadores surgiram como pessoas cheias de habilidades, dando um novo impulso á dança algarvia.Dessas florestrias fazem parte as 'escovinhas" que é quando os pares giram sobre si mesmos em "pião" ou em "moinho" (conseguido pela saia da mulher quando roda).
O nome de "escovinhas" supõe - se que tenha sido dado pelo facto do som emitido pelos pés em contato com o chão, se assemelhar a uma escova a escovar um fato. Os "sapateados" as "carreirinhas" ou a perna do homem por cima da anca da mulher são mais algumas "florestrias" que os bailadores algarvios mostram cheios de vida e energia.
Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão - Algarve-
Alma Algarvia.
domingo, 13 de abril de 2008
TRAJE DE NOIVOS - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE - INÍCIO DO SÉCULO XX.
Traje masculino:
Jaqueta, colete, calças e camisa.
acessórios: chapéu, cinta e botas.
Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.
Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.
Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.
Traje feminino:
Casaquinha e saia.
Acessórios: mantilha, bolsinha, meias e sapatos.
Casaquinha com aba, de tecido de algodão azul-céu, frente decorada com refegos, entremeios de renda mecânica, contornada com fita sugerindo peitilho; mangas tufadas em cima e justas a partir do cotovelo até o punho.
Saia do mesmo tecido azul, ligeiramente franzida, alargando para a orla, decorada com pregas sobre os panos laterais. Na cabeça, mantilha de renda de algodão creme, com as pontas traçadas caídas sobre os ombros. Calça meias brancas rendadas e sapatos pretos com presilha. Segura na mão uma bolsinha do mesmo tecido do fato.
Quando o branco não era ainda a cor escolhida pelas noivas nos meios rurais, optava - se para o fato de casamento por um tom claro, normalmente o azul-céu, a cor de pomba ou a cor de grão, que se pudesse vestir também em muitas outras ocasiões festivas.
Também o noivo opta pelo trajo negro que usaria, em todas as cerimónias ao longo da sua vida.
Tradicionalmente, não usava nem laço, nem gravata, a menos que já seguisse os padrões da moda citadina.
O chapéu de aba direita completava esta indumentária cerimonial.
Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.





