
Saia de "estopa" (linho grosso) de cor branca com "forro de riscado", estreito, aos quadrados azuis e brancos. Colete de pano cuja barra é preta e corpo de "riscado" florido, sem enfeites. Camisa de linho branco sem bordados e bastante decotada. Lenço de peito "franjado" de campo vermelho com ramagens e quadrados. Calçam "alpergatas", acalcanhadas, e sem meias. Este calçado grosseiro de lona, assente sobre corda ou borracha, tem também ps nomes de Alpargata, Alparca e Alparcata. Usam chapéu de palha de aba larga e sobre este uma trouxa de roupa para vestir depois da apanha do sargaço (função). Ao ombro trasportam o redenho (rede para colher sargaço).
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
TRAJE DE IR AO SARGAÇO OU FATO DE MAR (TRAJE DE TRABALHO) - AFIFE
quinta-feira, 26 de março de 2009
TRAJE DE LAVRADEIRA DE AFIFE
Camisa de linho branco de corte tradicional sem bordados nos ombros ou nas mangas. Colete de tecido de lã vermelha e barra de tecido preto, decorado com bordado aplicado de vidrilhos e galão.
escondendo as pontas na cintura.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
RANCHO DE DANÇAS E CANTARES DE AFIFE - VIANA DO CASTELO.
Foi por volta de 1920 que em Afife se iniciou o primeiro esboço para a formação de um agrupamento folclórico. Assim sendo, foi sob a direcção do afifense Tomás Fernandes Pinto, que foi constituído um grupo composto apenas por elementos femininos. A partir dessa data os afifenses foram dando continuidade ao grupo folclórico, até que no ano de 1962, sob a direcção do Dr. João Barrote, foi formado o célebre Grupo Folclórico de Afife. A freguesia de Afife situa-se a 10 km a norte de Viana do Castelo, junto ao mar. Toda a freguesia é de extremo interesse, devido às suas características geográficas e estruturais. Os trajes utilizados são trazidos pelos seus próprios elementos ou por familiares. Existem até trajes autênticos, do princípio do século. Cláudio Bastos referiu num estudo que intitulou de “Traje à Vianesa''
e onde também é mencionado o traje de Afife: “Este vestuário principalmente quando batido pelo sol, é um deslumbramento de coloração, uma verdadeira romaria de cores, nada pasmando que ele seja o predilecto da massa popular, alheia ao bairrismo das freguesias”. Os mentores do grupo foram a célebre Ofélia das Cachenas e o Cácio do João Enes (Cácio Bandeira). Pedro Homem de Mello, viveu sempre com entusiasmo o folclore de Afife. Dedicou-lhe poemas e considerou a Ofélia das Cachenas como a maior folclorista da região. Organizou diversos espectáculos e acompanhou o grupo em diversas deslocações. Na década de 80 o folclore em Afife esteve estagnado, até que, por altura da preparação de uma festa da escola primária em 1994, Catarina Pires, Abílio Torres, Carlos Fernandes, liderados por Rui Manuel Areias, decidiriam incentivar as crianças a dançar folclore, daí nasceu a ideia de criar o Rancho Infantil de Danças e Cantares de Afife. No dia 10 de Junho de 1995, o Rancho volta a renascer, contando com a participação de 20 pessoas e fazendo a primeira actuação no dia 5 de Agosto no Parque de Campismo da INATEL em Viana do Castelo, perante uma assistência que ultrapassou as mil pessoas. O Rancho foi legalizado por escritura pública a 9 de Abril de 1996 e a publicação no Diário da República deu-se a 26 de Julho do mesmo ano. O grupo é membro do Registo Nacional das Associações Juvenis (RNAJ). O Rancho de Danças e Cantares de Afife tem-se mantido activo desde então, contando-se várias actuações dentro e fora do país.


