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domingo, 28 de novembro de 2010

TRAJES DE DOMINGAR E DE FESTA DE CAMPONESES ABASTADOS - SÃO MIGUEL - AÇORES


Mulher: Tradicional saia rica de estamenha tecida no tear manual com barra bordada, bordado esse muito trabalhado, cobrindo grande parte inferior da saia, o seu avental também tecido no tear com o mesmo tecido, é como a saia bastante bordado em contraste com a saia, as cores e do avental são sempre garridas, passando pelo azul e rosa, suspiro, azul, preto e vermelho, ou ainda rosa e azul, a camisa ou roupão, sempre de linho branco com refegos, ornada com rendas e entremeios, neste traje vê-se rendas e entremeios muito ricos, e em grande quantidade, o lenço geralmente da cor do bordado da saia, muitas vezes bordado da cor do fundo da saia, e às vezes com quadras de amor, as galochas que neste traje são de madeira com pano bordado, com as cores da saia e avental, as meias de renda e na roupa interior o saiote e o calção, bastante ornamentados com rendas e entremeios brancos.


Homem: Tradicional fato de estamenha tecida no tear manual, composto por calças, casaco e jaleco, o casaco leva na beira um arremate preto, e nos braços uns botões de cores vivas, chapéu de feltro azul escuro por fora e vermelho por dentro, com abas compridas sobre os ombros, as típicas botas de couro preto, com bordo vermelho na parte superior do cano, a camisa de linho branco bordada a azul, com refegos, na qual a mulher disponha todo o seu esmero artístico, pois tinha orgulho no bordado da camisa que o marido usava. Este é um traje usado pelos camponeses abastados do campo e não por nobres ou burgueses, também podia ser de lã preta pura.



Fonte: Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

8ª SEMANA CULTURAL AÇORIANA - CASA DOS AÇORES DE SÃO PAULO


8ª SEMANA CULTURAL AÇORIANA - OS SETE DONS DO DIVINO ESPIRITO SANTO A Casa dos Açores de São Paulo realizará de 20 a 24 de outubro de 2009 a sua 8ª Semana Cultural Açoriana.O objetivo destas semanas Culturais e o de aprofundar e propagar a cultura açoriana em nossa região e pesquisar os aspectos culturais e históricos convergentes entre a cultura do Arquipélago e a cultura brasileira e demais comunidades que emigraram para a nossa região, na cidade de São Paulo.A Semana Cultural deste ano vai aprofundar os aspectos religiosos de uma das maiores devoções e festas populares do povo açoriano – os festejos do Divino Espírito Santo. Para tanto contará com um ciclo de palestras que será ministrado por sete padres de nossa região, párocos das Igrejas Santa Marina, São João Batista, Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, Santa Isabel, Santa Terezinha, Regina Mundi e Santo Antonio de Lisboa. Alunos das Escolas: Colégio Santa Izabel, Escola Santa Marina e EMEI Bartolomeu Lourenço de Gusmão e da E.E. Coronel Pedro Arbues, atuarão com pesquisas sobre as festas do Divino no Brasil e interpretação de quadras açorianas sobre o tema, com dança, teatro e declamação.Todos os dias a Folia do Divino Espírito Santo vai cantar, no repente, a cada um dos sete dons do Divino Espírito Santo, conforme manda a tradição dos Açores. No encerramento no dia 24 teremos um encontro de Irmandades do Divino de São Paulo. Em todos os dias haverá a possibilidade de degustação de iguarias Açorianas, tais como, malassadas, queijos, favas à moda e outros. Todos os interessados em conhecer um pouco mais a cultura açoriana, os festejos do Divino no Brasil e especialmente os aspectos religiosos afins à devoção ao Divino Espírito Santo em especial no que tange aos seus sete Dons, estão convidados para o evento que terá entrada franca. Serviço: 8ª Semana da Cultura Açoriana - Os Sete Dons do Espirito Santo De 20 a 24 de Outubro de 2009, a partir das 20h00 - Entrada Franca: CASA DOS AÇORES DE SÃO PAULO: Rua Dentista Barreto, 1.282 – Vila Carrão - São Paulo - Brasil .Telefone: (+55 11) 2296 4890

terça-feira, 16 de junho de 2009

TRAJE DE DUAS SAIAS - ILHA DE SÃO JORGE - AÇORES


Este Trajo é composto por duas saias de baeta creme , com barra cor de rosa , franzidas na cintura com cós e abertura lateral.

São iguais, cada qual servindo no seu sentido , ou superior ou inferior. É citada por vários escritores como saia de ombros.

Encontram - se registros deste tipo de vestuário na Estremadura , Irlanda, Ribeirinha da Terceira e em Rosais , São Jorge. Por baixo tem uma blusa ampla, tipo matinée, de pano alinhado branco, com duas pregas fundas na frente e nervuras nos lados.

É guarnecida por bordado inglês e franzida nos punhos e em volta do pescoço. Na cabeça, um lenço de lã estampado com flores e barras azuis.

Calça meias de lã, feitas com agulhas e sapatos de sola de correola(fibra vegetal usada nos Açores para fazer solas de sapatos.É fervida, pisada, entrançada e cozida.) e cortes de baeta bordados a ponto pé de flor.


Fonte: O Trajo Regional em Portugal ,de Tomaz Ribas.

sábado, 26 de abril de 2008

FESTA DO SENHOR SANTO CRISTO DOS MILAGRES - AÇORES.


A festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres é uma festa vistosa e clássica. A imagem votiva, venerada no convento de Nossa Senhora da Esperança (edificado na primeira metade do século XVI ) concentra a grande devoção religiosa de todos os açorianos. Há já 300 anos que no quinto domingo depois da páscoa, muitos peregrinos visitam este santuário, participando na maior procissão dos Açores, que percorre as artérias da cidade, todas ornamentadas com tapetes florais ricamente trabalhados, onde a criatividade está presente.


A grande fé dos açorianos e de outros peregrinos expressa - se, também, através de ofertas beneméritas ao convento e ao Senhor Santo Cristo, sob a forma de jóias, das quais se destacam o Resplendor, o Cetro, a Coroa de espinhos, o Relicário e as Cordas, magníficos exemplares de joalheria portuguesa do Século XVIII. O fervor religioso dos açorianos pelo Senhor Santo Cristo está solidamente enraizado no povo, como símbolo de um forte elo de identidade cultural e religiosa.

Madre Teresa d´Anunciada, foi uma freira clarissa que se celebrizou como iniciadora da devoção ao Senhor Santo Cristo dos Milagres na cidade de Ponta Delgada, hoje a maior festividade religiosa dos Açores.

Morreu com fama de santidade, tendo sido oficialmente declarada venerável, decorrendo o processo de canonização.


sexta-feira, 14 de março de 2008

ROMARIA QUARESMAL - SÃO MIGUEL - AÇORES.


A tradição romeira remonta aos tempos medievais quando era comum os fiéis visitarem os lugares sacros da cristandade como ato de contrição pelos seus pecados, e agradecimento pelas graças recebidas do alto. Dois dos mais conhecidos e frequentados santuários da Europa Ocidental eram Cantuária na Inglaterra , peregrinação consagrada nos contos de Cantuária de Geoffrey Chaucer, e Santiago de Compostela na Galícia. Nessa época todos os caminhos acabavam em Santiago, repositório das tão afamadas e milagrosas relíquias do Apóstolo Tiago.


A ROMARIA QUARESMAL MICAELENSE.



A romaria em São Miguel teve o seu início na sequência dos violentos sismos e erupções vulcânicasque abalaram Vila Franca do Campo em 1522 e 1563 respectivamente. Numa era em que os cataclismos naturais eram tidos como punição divina pelos pecados do homem, os sacerdotes locais tais como o Frei Afonso de Toledo instigaram o povo à prática da devoção e procissões marianas, passando os micaelenses a peregrinar pelas capelas, igrejas e ermidas da ilha rogando a proteção da Virgem e intervenção divina para a resolução de seus males e aflições.

A tradição romeira encontra - se bem viva nos corações e vidas dos habitantes atuais de São Miguel, não havendo, todavia, conhecimento ou registro da sua existência nas restantes ilhas do arquipélago açoriano. Com a difusão da cultura açoreana pelo mundo através da emigração, o povo micaelense levou, entre os seus vários costumes e tradições, a romaria quaresmal, hoje ainda ponto referencial da sua fé como tantos outros, nomeadamente as festas do Divino Espírito Santo, estando bem presente nos vários grupos romeiros existentes nas comunidades de emigrantes do continente norte americano, os quais regressam anualmente à ilha para manifestar a sua fé junto dos seus lugares sacros, invocando a Virgem Santíssima por todo o percurso.


O TRAJE ROMEIRO.




O romeiro ostenta o bordão, xaile, lenço e saco ao ombro. Leva ainda dois terços, um ao pescoço e outro na mão para a oração durante o decurso de toda a romaria. O bordão serve para apoiar e facilitar o caminhar do peregrino pelas veredas e atalhos acidentados da ilha, o xaile e lenço por sua vez, para protege - lo do frio e da chuva.

Embora o traje tenha tido origem nas necessidades puramente físicas do romeiro em peregrinação, este transformou - se com o decorrer do tempo em simbolismos místico - religiosos: o bordão relembra o cetro entregue a Cristo pelos romanos no seu julgamento ante Pilatos, o xaile a sua túnica, o lenço a coroa de espinhos do seu suplício e o saco a Cruz a caminho do Calvário.


RITUAIS E ITINERÁRIO.


A romaria em São Miguel decorre ao longo de oito dias, findando o itinerário no ponto de partida. Os participantes são, por norma, leigos que contam com a colaboração do clero durante toda a sua realização. O seu propósito é visitar as casas de Nossa Senhora. O itinerário é pré - estabelecido e sua efetivação a cargo do mestre do grupo. Atualmente, a pernoita e a esmola de outrora foram substituídas por uma organização mais em sintonia com os nossos tempos. Providencia - se com a devida antecedência a colaboração das paróquias ao longo de todo o percurso previsto para a romaria, e onde os paroquianos acolhem os romeiros em suas casas, facultando - lhes a refeição da noite e água quente com sal para os pés fatigados e lacerados pela caminhada. O romeiro leva ao ombro o saco de alimentos para as demais refeições da jornada.

Ao lavar os pés do peregrino, alguns anfitriões relembram o gesto de humildade e caridade de Jesus junto dos seus apóstolos.


A CAMINHO DA ACHADA.


A Avé Maria é o cântico predominante de toda a romaria, sendo o Pai Nosso ofertado em silêncio enquanto o Glória é rezado somente nas paragens efetuadas durante a jornada. O grupo faz - se acompanhar à retaguarda de um procurador de almas cuja missão é recolher quantificar os pedidos de oração das gentes que possam porventura encontrar pelo caminho.

O requisitante deverá, por sua vez, recolher - se e rezar igual número de Avé Marias quanto os romeiros que encontrou. O lembrador das almas recorda os falecidos que jazem nos cemitérios do percurso, instigando os romeiros à oração por suas almas.
Como em quase toda a tradição religiosa popular, também aqui o sacro se confunde com o profano nas engraçadas histórias e piadas contadas à volta da refeição, as quais espelham toda a alegria e bonomia do convívio fraternal entre romeiros.