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sábado, 25 de abril de 2009

TRAJE DE SALINEIRA - ÍLHAVO - AVEIRO - BEIRA LITORAL.


Blusa de tecido de algodão estampado , com cós, espelho contornado com folho e abertura nas costas; manga comprida folgada com punho.

Saia comprida de tecido de algodão aos quadradinhos pretos e brancos, franzida na cintura. Avental de tecido manual de lã castanha (serguilha), decorado com fitas brancas na orla.

Algibeira suspensa na cintura , decorada com bordado . Lenço estampado na cabeça , com uma ponta levantada sobre o chapéu de feltro preto, de copa redonda e abas largas reviradas.

Calça chinelas sem meias e nas mãos sugura uma canastra.

No início do século XX, a blusa, peça de indumentária burguesa de origem francesa , popularizou- se muito. De princípio não substituiu a camisa de uso ancestral, mas escondeu - a assim como o colete , passando ambos a fezer parte do vestuário interior. Também as saias , que as mulheres trabalhadoras arregaçavem ou encilhavam levemente com a ajuda da faixa, ir- se- ão pouco a pouco encurtando e perdendo a roda , a partir do final da primeira Guerra Mundial.

No começo do século e ainda por largos anos , o chapéu era um acessório indispensável , devido ao seu caráter funcional de proteção da cabeça quando esta servia de apoio e suporte no transporte do peixe, do sal ou de qualquer outro carrego.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.

terça-feira, 17 de junho de 2008

TRAJE DE FESTA - ÍLHAVO.

Camisa de linho, com pequeno cós guarnecido de renda larga, abotoada na frente com botões feitos de tremoço, forrados de tecido; manga comprida com punho. Colete de seda lavrada de de luxo, vermelho - vinho, debruado a preto, ajustado na frente com cinco pares de botões de prata e respectivas abotoaduras.


Saia de tecido de lã preta, comprida, franzida na cintura e guarnecida em baixo com barra de veludo recortada e contornada com galão. Sobre a anca, faixa cor de vinho, que não ajusta, decorada por vezes com as iniciais do nome e algibeira preta bordada, suspensa na cintura.

Envolvendo todo o corpo, amplo mantéu preto, com cabeção largo de veludo guarnecido a galão e frentes debruadas também a veludo e galão formando bicos. Na cabeça lenço lavrado de cor clara, com as pontas laterais levantadas, acompanhando a larga aba do chapéu de presilhas, presas à copa e rematadas com pompons catitas.
Calça meias brancas rendadas e chinelas pretas de verniz.

Trajo rico de festa, destacando - se o colete com suas abotoaduras de prata, numa clara afirmação do poder económico da rapariga.

Também o mantéu, com seus enfeites de veludo e galão idênticos aos da saia, é elemento imprescindível no trajo de luxo, coroado pelo magnífico chapéu, tão grande que se torna necessário usar presilhas, para segurar a aba á copa. As chinelas pretas e as meias brancas eram acessórios indispensáveis neste trajo.

A datação deste trajo é possível, devido ás representações pictórias deixadas por artistas como Francisco José Resende (1825 - 1893).
São dele algumas obras onde se podem observar mulheres vestindo este trajo.


Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.