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domingo, 25 de outubro de 2009

TRAJES DE SARGACEIRO E SARGACEIRA - APÚLIA , ESPOSENDE


A longa permanência dentro de água fria provoca, necessariamente, o arrefecimento do corpo.. Pensa-se que tenha sido esta a razão que levou o sargaceiro a adotar a fazenda de pura lã, na sua côr natural, para a confecção da indumentária que usa na faina do mar.
Branqueta é o nome que designa o casaco de abas largas, tipo saio romano, até meio da coxa, cingido ao corpo até à cintura e alargando para baixo, em forma de saiote, de modo a deixar inteiramente livres os movimentos das pernas. É abotoado de alto a baixo por pequenos botões do mesmo tecido, grosseiramente feitos em "boneca" e remata, no pescoço, com gola baixa. As mangas são compridas e justas ao braço. A gola, os punhos e as frentes são debruados com pesponto grosso e largo, geralmente duplo ou triplo, formando barra. Sobre o peito, à esquerda, alguns sargaceiros fazem bordar, sempre com a mesma linha grossa e forte do pesponto, a sua inicial, ou qualquer outra sigla que o identifica. À cintura o sargaceiro usa largo cinto preto, de cabedal.
A branqueta é toda confeccionada à mão, com linha resistente, para suportar o embate das ondas.
Na cabeça o sargaceiro usa o SUESTE , espécie de capacete romano, com copa de quatro gomos reforçados e duas palas: uma, curta, na frente, e outra, mais larga e comprida, atrás. Deste modo é-lhe possível "furar" as ondas alterosas sem que a água lhe molhe a cabeça e o pescoco, e lhe penetre nas costas. Feito do mesmo tecido da branqueta, passa por diversas fases de impermeabilização e é, por fim, pintado com tinta branca. No cimo da copa leva, pintada a vermelho, uma cruz, e dos lados o nome de Apúlia e qualquer outra referência ao gosto do proprietário, habitualmente uma data.
A textura da branqueta que, como já foi dito, é de pura lã, permite ao sargaceiro permanecer várias horas molhado mas conservando a temperatura normal do corpo, enquanto se mantém em atividade.

A mulher sargaceira assume um papel secundário durante a mareada, já que o trabalho árduo e perigoso de enfrentar as ondas é da exclusiva responsabilidade do homem. Por isso a sua indumentária é mais delicada e, normalmente, apenas entra no mar com água até ao joelho, para ajudar o homem a arrastar para terra o galhapão cheio de sargaço arrebatado ao mar. Assim, ela veste saia rodada, do mesmo tecido da branqueta, bem cingida à anca por larga faixa preta, sarjada, e blusa branca, de linho. Um colete adamascado preto, sem mangas, e bordado a linha de seda em cores garridas, envolve-lhe o tronco e protege-lhe o peito. Na cabeça usa lenço de merino.
Quando sai de casa põe, nas costas, um xaile de merino à moda do Minho e, na cabeça, um pequeno chapéu preto, de feltro, de copa baixa, redonda e de abas estreitas, que leva, na frente, uma pequena moldura de prata, habitualmente com um espelho. Mas, sempre que a sargaceira está "comprometida" ou casada, retira o espelho da moldura e, no seu lugar, coloca a fotografia do seu amado; se mantém o espelho no chapéu é sinal de que é livre e "descomprometida".







G.F. Sargaceiros de Apúlia: http://www.sargaceiros.com.pt/

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

8ª SEMANA CULTURAL AÇORIANA - CASA DOS AÇORES DE SÃO PAULO


8ª SEMANA CULTURAL AÇORIANA - OS SETE DONS DO DIVINO ESPIRITO SANTO A Casa dos Açores de São Paulo realizará de 20 a 24 de outubro de 2009 a sua 8ª Semana Cultural Açoriana.O objetivo destas semanas Culturais e o de aprofundar e propagar a cultura açoriana em nossa região e pesquisar os aspectos culturais e históricos convergentes entre a cultura do Arquipélago e a cultura brasileira e demais comunidades que emigraram para a nossa região, na cidade de São Paulo.A Semana Cultural deste ano vai aprofundar os aspectos religiosos de uma das maiores devoções e festas populares do povo açoriano – os festejos do Divino Espírito Santo. Para tanto contará com um ciclo de palestras que será ministrado por sete padres de nossa região, párocos das Igrejas Santa Marina, São João Batista, Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, Santa Isabel, Santa Terezinha, Regina Mundi e Santo Antonio de Lisboa. Alunos das Escolas: Colégio Santa Izabel, Escola Santa Marina e EMEI Bartolomeu Lourenço de Gusmão e da E.E. Coronel Pedro Arbues, atuarão com pesquisas sobre as festas do Divino no Brasil e interpretação de quadras açorianas sobre o tema, com dança, teatro e declamação.Todos os dias a Folia do Divino Espírito Santo vai cantar, no repente, a cada um dos sete dons do Divino Espírito Santo, conforme manda a tradição dos Açores. No encerramento no dia 24 teremos um encontro de Irmandades do Divino de São Paulo. Em todos os dias haverá a possibilidade de degustação de iguarias Açorianas, tais como, malassadas, queijos, favas à moda e outros. Todos os interessados em conhecer um pouco mais a cultura açoriana, os festejos do Divino no Brasil e especialmente os aspectos religiosos afins à devoção ao Divino Espírito Santo em especial no que tange aos seus sete Dons, estão convidados para o evento que terá entrada franca. Serviço: 8ª Semana da Cultura Açoriana - Os Sete Dons do Espirito Santo De 20 a 24 de Outubro de 2009, a partir das 20h00 - Entrada Franca: CASA DOS AÇORES DE SÃO PAULO: Rua Dentista Barreto, 1.282 – Vila Carrão - São Paulo - Brasil .Telefone: (+55 11) 2296 4890

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

1º ENCONTRO DE CANTADORES E CANTADEIRAS DOS RANCHOS FOLCLÓRICOS DA BAIXADA SANTISTA -BRASIL


O R.F. Tricanas de Coimbra da cidade de Santos realizará no próximo sábado dia 17 de outubro de 2009 o 1º encontro de cantadores e cantadeiras dos Ranchos Folclóricos da Baixada Santista.

Convites: 20,00 reais

Cardápio: Saladas , frango a tricanense e acompanhamentos, bebidas à parte.

Rua: Almirante Barroso , nº 24

Bairro: Campo Grande - Santos.

Horário: 20:00 horas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

TRAJE DE IR AO SARGAÇO OU FATO DE MAR (TRAJE DE TRABALHO) - AFIFE



Saia de "estopa" (linho grosso) de cor branca com "forro de riscado", estreito, aos quadrados azuis e brancos. Colete de pano cuja barra é preta e corpo de "riscado" florido, sem enfeites. Camisa de linho branco sem bordados e bastante decotada. Lenço de peito "franjado" de campo vermelho com ramagens e quadrados. Calçam "alpergatas", acalcanhadas, e sem meias. Este calçado grosseiro de lona, assente sobre corda ou borracha, tem também ps nomes de Alpargata, Alparca e Alparcata. Usam chapéu de palha de aba larga e sobre este uma trouxa de roupa para vestir depois da apanha do sargaço (função). Ao ombro trasportam o redenho (rede para colher sargaço).