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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

LENÇO DOS NAMORADOS.

O lenço dos namorados é um lenço fabricado a partir de um pano de linho fino ou de lenço de algodão , bordado com motivos variados. É uma peça de artesanato e vestuário típico do Minho, sendo usado por mulheres com idade de casar.
Era hábito a rapariga apaixonada bordar o seu lenço e entregá-lo ao seu amado quando este se fosse ausentar. Nos lenços poderiam ter bordados versos, para além de vários desenhos, alguns padronizados, tendo simbologias próprias: Rosa quer dizer mulher, coração é amor, lírios simbolizam a virgindade, cravos vermelhos são sinónimo de provocação, e os pombinhos significam os namorados como não podia deixar de ser. Isto, só para fazermos uma breve idéia destes sinais de amor, pois há muitos mais.
Se bordava com erros ortográficos, isso era pormenor insignificante, o que contava - e conta - são os sentimentos:

"Bai carta feliz buando nas asas dum passarinho , cuando bires o meu amor dále um abraço e um veijinho"

'Meu Manél bai pró Brasil ,eu tamem bou no bapor , gardada no coração ,daquele qué meu amor".

Era usado como ritual de conquista. Depois de confeccionado, o lenço acabaria por chegar à posse do homem amado, que o passaria a usar em público como modo de mostrar que tinha dado início a uma relação. Se o namorado (também chamado de conversado) não usasse o lenço publicamente era sinal que tinha decidido não dar início a ligação amorosa.
É provável que a origem dos "Lenços de Namorados", também conhecidos por "Lenços de Pedidos" esteja intimamente ligada aos lenços senhoris dos séculos XVII - XVIII, que posteriormente foram adaptados pelas mulheres do povo, adquirindo os mesmos, consequentemente, um aspecto mais popular.
Existe actualmente uma comissão técnica que funciona como órgão avaliador e de certificação deste tipo de artesanato regional.


terça-feira, 25 de novembro de 2008

PRÊMIO DARDOS


Agradeço ao Blog Além Guadiana pelo selo dardos.



"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."


1 – Quem aceitar o prêmio deve exibir a imagem acima,
2 – Linkar o blog do qual recebeu o prêmio
3 – Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.


Os meus blogs indicados são:
http://marlygoncalves.blogspot.com/
http://gentedofado.blogspot.com/
http://beijarosa.blogspot.com/
http://adeliapedrosa.blogspot.com/
http://trajesdeportugal.blogspot.com/
http://queijadas.blogspot.com/
http://marchavilafria.blogspot.com/
http://gcvf.blogspot.com/
http://humberto-fado.blogspot.com/
http://fadosecancoes.blogspot.com/
http://ogalaico.blogspot.com/
http://rendufe.blogspot.com/
http://minhas_ideias.blog.pt/
http://www.fadocravo.blogspot.com/
http://vianacasteloterraportuguesa.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

CAPA DE HONRAS - MIRANDA DO DOURO - TRÁS OS MONTES.

A "CAPA DE HONRAS" Mirandesa é uma peça de artesanato mui "SUI GENERIS" do planalto Mirandês, que tem por finalidade proteger os "boieiros" (guardadores de vacas) e pastores de todas as intempéries nos meses mais rígidos, nomeadamente no Inverno.Como é uma das peças de artesanato mais ilustres do planalto Mirandês, como é óbvio, é indispensável a sua utilização em qualquer tipo de cerimónias, sejam de que índole forem.É uma peça com grande valor etnográfico e que requer um trabalho minucioso por parte do artesão devido à sua grande complexidade.Em terra de Miranda diz a sua gente: "Há nove meses de Inverno e três de inferno". O Clima é áspero e variável, a paisagem agreste, apenas convidativa na Primavera e em alguns dias de Outono. No resto, tocam-se os extremos do frio e do calor.Por isso, o homem que tem vivido nesta terra criou a sua maneira de vestir para se defender no trabalho do campo, destes dois extremos.A sua vida toda ela de natureza agro-pecuária, levou-o a criar os trajes de certa maneira austeros, simples e belos, artesanais e domésticos, feitos à base dos recursos locais, o linho e a lã (Burel).É, pois, feita de lã, fiada, urdida, tecida e pisoada (pardo-burel) a capa de honras Mirandesa.É uma das peças do trajo popular Português, pesada, a mais imponente e a mais antiga.Deve ter origem na capa de "Asperges" gótica, de raiz medieval de algum mosteiro Leonês. "Muito ornamentada de lavores nas bandas, gola – carapuça sui generis e rabicho que, por detrás, pende até meio dela, dando ao todo o aspecto de capa de asperges eclesiástica medieval, como observa Trindade Coelho". É parecida com a capa de Burel de Aliste mais rica e mais solene.Como diz Ernesto Veiga de Oliveira, "Vemos em terra de Miranda numa categoria à parte a capa de honras, em Burel, a mais nobre peça do nosso traje popular, de capuz, honra e aletas, com aplicações recortadas e ponteadas, em cuja confecção se chegavam a gastar 60 dias e mais".De cor castanha, fabrico caseiro, ainda hoje se confecciona em Constantim (Miranda do Douro) e é utilizada por individualidades em actos célebres e por pastores e lavradores desta região transmontana, principalmente no inverno. De notar que cabeção "HONRA", pala, orlas das abas e da racha, atrás são ornadas com aplicações de burel finamente recortadas, cosidas à mão sobre o fundo intermédio de tecidos de lã preto. O cabeção e a honra rematam em franja. A pala do capuz é debruada por uma barra de tecido de lã preta.O nome "HONRA" não provém unicamente do seu uso por pessoas mais ricas e nobres, mas sim por muito trabalhada.Antigamente era usada pelas pessoas que possuíam um estatuto social mais elevado, "mais ricas". Era um traje domingueiro. Ao longo dos tempos passou a ser usada por pastores e lavradores da região.Hoje verifica-se grande procura por pessoas de fora e autóctones, o que vem confirmar a admiração, riqueza e beleza desta preciosidade do artesanato Português.Como se pode constatar por esta descrição pormenorizada isto premeia a grande dedicação, rigor e mesmo grande imaginação por parte do artesão.Isto faz com que seja uma peça de artesanato de grande exemplar da cultura Portuguesa e além disso constitui um grande orgulho do artesão.
Domingos Raposo


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Trajes tradicionais de Terra de Miranda.
Alfaiataria do artesão, Srº Aureliano Ribeiro, em Constantim, Miranda do Douro.

domingo, 9 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO ROSAS DO LENA - BATALHA - ESTREMADURA.


Instituição de Utilidade Pública, a acção do Rancho Folclórico Rosas do Lena foi diversas vezes reconhecida, tendo em 1963 obtido o 1º prémio de Grupos da Região de Leiria; em 1969, o 1º prémio do VII Festival de Folclore Nacional (Lisboa); em 1979 a medalha de prata do município da Batalha; em 1984, a taça da cidade francesa de Villeurbanne; em 1991 a medalha de ouro do município da Batalha e o medalhão de prata da Região de Turismo de Leiria/Fátima (Rota do Sol); em 1998, o globo de cristal da delegação de Leiria do INATEL; em 2002, o prémio INATEL para os melhores grupos de animação do turismo sénior e, em 2003, o diploma de mérito cultural da academia de letras e artes de Paranapuã (Brasil).É membro efectivo da Federação de Folclore Português. Participou em mais de 2000 festivais nacionais e internacionais em Portugal continental e nos Açores, e espectáculos, entre eles a bordo do transatlântico grego “Golden Odissey” e na EXPO’98.Fez 28 digressões no estrangeiro, participou em festivais internacionais na Alemanha, Áustria, Croácia, Eslováquia, Espanha, França, Holanda, Itália (Sicília), Lituânia, Polónia e Sérvia. Em 11 gravações discográficas, para várias editoras, editou 5 discos pequenos, 1 disco de longa duração (LP), 3 discos compactos (CD) e 3 cassetes desde 1967. Gravou diversos programas para a televisão. É promotor das Galas Internacionais da Batalha e do FestiBatalha. Promove, anualmente, uma acção de animação e cultura (8 dias) e reconstituições de tarefas agrícolas e de manifestações religiosas populares. Fundou e administra o museu Etnográfico da Alta Estremadura.



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Atuação do Rancho Folclórico Rosas do Lena.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

TRAJE DE NOIVOS NO SEGUNDO DIA DO CASAMENTO - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE.


Traje do noivo:

Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.


Traje da noiva:

Casaquinha de tecido de algodão branco e amarelo, lavrado; frentes cruzadas simulando romeira,guarnecida com renda; peitilho com pequeno cós; mangas estreitas, decoradas com renda.

Saia comprida, justa na cintura e alargando até à orla.

Segura na mão uma sombrinha, com o pano idêntico ao do vestido, e no braço uma bolsa contornada com renda.

Em muitas regiões de Portugal, os casamentos festejavam - se não só no dia em que se realizava a cerimônia religiosa, mas prolongavam - se , em especial pelo dia seguinte.

No Algarve, era tradição almoçar - se no segundo dia de casamento em casa dos pais do noivo, reunindo - se aí a família mais próxima. O noivo vestia o mesmo trajo do dia anterior , enquanto a noiva estreava um outro trajo, menos elaborado, mas também ele especial, quer no tecido, quer no corte e nos pormenores decorativos.

Se podia, usava acessórios, como neste caso a sombrinha, indispensável nas suas deslocações à cidade, para proteger a pele do rosto do sol.

Este fato revestia - se de maior importância nos conceitos estéticos de então. A pele trigueira ( morena ) significava a pele queimada , pela exposição ao sol durante os trabalhos no campo; pelo contrário a pele branca era sinónimo de vida recatada, poupada, um luxo de quem não precisava de se expor.

Esta diferença revelava por si só, dois mundos completamente distintos, que não deviam ser confundidos.

Fonte:O trajo regional em Portugal , de Tomáz Ribas.