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quarta-feira, 30 de abril de 2008

CORRIDINHO - ALGARVE.

No Algarve o ritmo é veloz e não há calor que faça abrandar, os fãs do corridinho. Vai de roda, vai de roda, vai de roda sem parar...

É dada a ordem pelo mandador e imediatamente os pares obedecem, como se o ritmo lhes corresse nas veias. É assim de uma ponta à outra do Algarve, onde quem dança também ri.

Das serras ao litoral, toda gente dança o corridinho. É assim desde há muitos anos. Não se sabe como começou a tradição desta marcação algarvia tão acelerada.

Há quem alvitre hipotéticas influências das danças lentas da Europa central, que o algarvio adotou e transformou de acordo com a sua maneira de ser e até com o ambiente em que vive.

Há ainda quem considere que essas influências podem ter chegado da Escócia. Isto porque na serra algarvia ainda é comum pedir - se um scot, nos bailaricos. Scot tem na região da serra precisamente o mesmo significado que corridinho, o que faz pensar na sua possível relação com a Escócia. Mas não passam de meras suposições.

O que importa é que o corridinho continua bem vivo na "guelra" dos algarvios. Sete passos para a frente três passos para a direita e três passos para a esquerda, volta e segue a dança.

Esta é a marcação básica do corridinho. É um baile mandado e uma dança de roda que começou por esta marcação simples e que depois foi evoluindo para outras mais complexas. Evolução que se começou a verificar a partir da chegada quase triunfal do acordeão. Os seus tocadores surgiram como pessoas cheias de habilidades, dando um novo impulso á dança algarvia.

Surgiram então as florestrias (espécie de floreados) e o corridinho foi ainda mais galvanizado.

Dessas florestrias fazem parte as 'escovinhas" que é quando os pares giram sobre si mesmos em "pião" ou em "moinho" (conseguido pela saia da mulher quando roda).

O nome de "escovinhas" supõe - se que tenha sido dado pelo facto do som emitido pelos pés em contato com o chão, se assemelhar a uma escova a escovar um fato. Os "sapateados" as "carreirinhas" ou a perna do homem por cima da anca da mulher são mais algumas "florestrias" que os bailadores algarvios mostram cheios de vida e energia.

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Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão - Algarve-
Alma Algarvia.

sábado, 26 de abril de 2008

FESTA DO SENHOR SANTO CRISTO DOS MILAGRES - AÇORES.


A festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres é uma festa vistosa e clássica. A imagem votiva, venerada no convento de Nossa Senhora da Esperança (edificado na primeira metade do século XVI ) concentra a grande devoção religiosa de todos os açorianos. Há já 300 anos que no quinto domingo depois da páscoa, muitos peregrinos visitam este santuário, participando na maior procissão dos Açores, que percorre as artérias da cidade, todas ornamentadas com tapetes florais ricamente trabalhados, onde a criatividade está presente.


A grande fé dos açorianos e de outros peregrinos expressa - se, também, através de ofertas beneméritas ao convento e ao Senhor Santo Cristo, sob a forma de jóias, das quais se destacam o Resplendor, o Cetro, a Coroa de espinhos, o Relicário e as Cordas, magníficos exemplares de joalheria portuguesa do Século XVIII. O fervor religioso dos açorianos pelo Senhor Santo Cristo está solidamente enraizado no povo, como símbolo de um forte elo de identidade cultural e religiosa.

Madre Teresa d´Anunciada, foi uma freira clarissa que se celebrizou como iniciadora da devoção ao Senhor Santo Cristo dos Milagres na cidade de Ponta Delgada, hoje a maior festividade religiosa dos Açores.

Morreu com fama de santidade, tendo sido oficialmente declarada venerável, decorrendo o processo de canonização.


quarta-feira, 23 de abril de 2008

FESTA DAS ROSAS - VILA FRANCA DO LIMA - VIANA DO CASTELO.


Todos os anos, no segundo fim de semana do mês de Maio, mês das flores e também mês de Maria, Vila Franca do Lima leva a efeito as suas festas seculares em honra de Nossa Senhora das Rosas. A festa das Rosas é, sem dúvida, uma das mais típicas e tradicionais da terra portuguesa.

Todos os anos, atrai multidões, milhares de forasteiros, vindos de todo o país mas também do estrangeiro, que aqui se deslocam para apreciar a verdadeira arte popular representada nos famosos cestos floridos de Vila Franca do Lima.

Estas festividades têm início na sexta feira, mas é no sábado que atingem seu apogeu com o "cortejo das das rosas" onde, pela primeira vez, se podem apreciar os monumentais "cestos floridos" transportados à cabeça , durante todo o desfile, pelas mordomas que, no final do cortejo, os oferecem à Virgem Nossa Senhora.

Os cestos, ex - líbris da festa das rosas, são autênticas maravilhas floridas totalmente feitos à mão.

Geralmente construídos e revestidos com flores naturais acabadinhas de chegar do campo ou do jardim. Milhares de pétalas multicolores, caules, raízes e folhas.

Botões são fixados com pequenos alfinetes dando corpo a diferentes motivos bastante criativos.

Paisagens , brasões, monumentos, santuários , figuras, uma dedicátoria ou uma simples homenagem servem de fundo a estas magníficas criações.

A festa das Rosas é da responsabilidade da confraria de Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1622 por frades dominicanos, e dos seus estatutos constava que as mordomas levariam nos dias de festa, flores a Nossa Senhora. Assim, todas as mordomas caprichavam em levar as mais belas flores e em grandes quantidades e que se destinavam à decoração dos altares, e ao adorno do adro.

Os cestos são transportados à cabeça pelas mordomas na procissão de sábado,e que se repete na tarde de domingo. Cada uma das mordomas, pode recorrer à ajuda de colegas e amigas para ajudar na tarefa.

É que cada cesto pesa, em média, mais de cinquenta quilos, dificultando o equilíbrio das jovens raparigas da freguesia.

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Festa das Rosas em Vila Franca do Lima.

sábado, 19 de abril de 2008

TRAJE DE PAULITERO - MIRANDA DO DOURO.

Camisa, saias e colete.

Acessórios: lenços,chapéu, meias, botas e palotes(pequeno bastão de madeira rija e resistente, usado pelos pauliteiros nas suas danças.)

Camisa de linho branca de corte tradicional. Enáguas (saias) de algodão branco, de alturas desiguais, franzidas na cintura e guarnecidas com folho bordado a branco na orla.

Colete de saragoça( tecido de lã castanha ou branca, grossa. usava - se na confecção do trajo de trabalho.) recortada e pespontada, enfeitadas com fitas de várias cores e fios de ouro cosidos. Sobre os ombros, lenço estampado colorido e, presos na cintura, 4 lenços estampados, dobrados.

Na cabeça, chapéu de feltro preto de aba larga e copa decorada com fitas policromas, flores e penas. Calça meias de lã com riscas castanhas e brancas rendadas e botas de bezerro ferradas. Nas mãos segura um par de palotes.

As pesquisas efetuadas até hoje para explicar as origens deste traje, não têm sido consensuais. Várias hipóteses foram apontadas como prováveis, desde a sua filiação na tradição celta ou na herança greco - romana ou ainda na própria cultura ibérica medieval.

Este traje enigmático é vestido unicamente por homens, quando executam uma dança de caráter acentuadamente guerreiro, marcado pela coreografia dos passos e gestualidade agressiva dos componentes, reforçada pelo uso dos palotes, simulando as espadas.


Fonte: O trajo regional em Portugal, de Tomaz Ribas.

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Pauliteiros de Miranda


quarta-feira, 16 de abril de 2008

DESFOLHADAS.


A desfolhada tradicional é um duro trabalho agrícola em que se retira a espiga (ou maçaroca) da planta.

Antigamente, marcavam - se o dia das desfolhadas com os vizinhos, a família e os amigos. Durante o dia, juntavam - se os lavradores e cortavam o milho com uma foicinha.

À medida que se desfolha vai - se amontoando as espigas em cestos que, depois de cheios, são carregados no carro de bois para ser despejados no canastro ou espigueiro.

A palha do milho servia para a alimentação dos animais . Os jovens participavam entusiasmados nas desfolhadas, sempre na esperança de encontrar o milho rei (espiga vermelha) para poderem dar um beijo ou um abraço à namorada (é que o feliz achador tem a obrigação de gritar bem alto:Milho rei!- e o direito de dar uma volta a todos os trabalhadores, distribuindo abraços).Antigamente, esta era uma oportunidade única para se aproximar fisicamente das raparigas, das namoradas, até das noivas porque, na época as convenções sociais eram muitas e a vigilância por parte dos pais era muito apertada.

À noite, à luz das candeias faziam - se grandes desfolhadas, dançava - se e cantava - se, ao som da concertina. Apesar do cansaço, as desfolhadas eram sempre motivos de grandes satisfações e alegrias para aqueles que nelas participavam.


As desfolhadas da aldeia
são cheias de vida e cor
até a luz da candeia,
suspiram versos de amor.

Ai as desfolhadas ,lindas desfolhadas
onde as raparigas vão todas lavadas,
saem de casa preparam - se bem
porque os seus amores lá irão também.

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Desfolhada à moda de Perre em Viana do Castelo.



domingo, 13 de abril de 2008

TRAJE DE NOIVOS - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - ALGARVE - INÍCIO DO SÉCULO XX.

Traje masculino:

Jaqueta, colete, calças e camisa.
acessórios: chapéu, cinta e botas.

Jaqueta de tecido de algodão preto digonal, com gola e bandas, frentes formando bico, com duas idas de botões e bolsos metidos.

Colete de trespasse do mesmo tecido, com gola de rebuço. Calças de tecido idêntico ao restante fato, terminando em boca de sino sobre o pé.
Na cabeça, chapéu preto de feltro de aba larga direita. Calça botas de pele preta.

Traje feminino:

Casaquinha e saia.
Acessórios: mantilha, bolsinha, meias e sapatos.

Casaquinha com aba, de tecido de algodão azul-céu, frente decorada com refegos, entremeios de renda mecânica, contornada com fita sugerindo peitilho; mangas tufadas em cima e justas a partir do cotovelo até o punho.
Saia do mesmo tecido azul, ligeiramente franzida, alargando para a orla, decorada com pregas sobre os panos laterais. Na cabeça, mantilha de renda de algodão creme, com as pontas traçadas caídas sobre os ombros. Calça meias brancas rendadas e sapatos pretos com presilha. Segura na mão uma bolsinha do mesmo tecido do fato.

Quando o branco não era ainda a cor escolhida pelas noivas nos meios rurais, optava - se para o fato de casamento por um tom claro, normalmente o azul-céu, a cor de pomba ou a cor de grão, que se pudesse vestir também em muitas outras ocasiões festivas.
Também o noivo opta pelo trajo negro que usaria, em todas as cerimónias ao longo da sua vida.
Tradicionalmente, não usava nem laço, nem gravata, a menos que já seguisse os padrões da moda citadina.
O chapéu de aba direita completava esta indumentária cerimonial.

Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DO CURRAL DAS FREIRAS - ILHA DA MADEIRA.

Fundada a 30 de agosto de 1973 , a casa do povo do Curral das Freiras passaria a representar para aquela freguesia um importante pólo de desenvolvimento cultural, o que se poderá comprovar pelos vários cursos que, desde essa altura, vem realizando.
Pelo seu papel na festa da castanha, que teve em 1984 a sua primeira edição.
O grupo folclórico da casa do povo do Curral das Freiras foi fundado a 1 de novembro de 1987 e conta com cerca de 40 elementos.
O modo como executa os seus bailes, representa a maneira como os antepassados tratavam das lides do campo. As letras das músicas falam sempre de aspectos relacionados com o campo ou de aspectos alusivos às romarias.

terça-feira, 8 de abril de 2008

TRAJE FEMININO DE SEQUEIRA - BRAGA.



Camisa, saia e colete.

Acessórios: lenço de cabeça, lenço de mão, avental, algibeira, chapéu, meias, chinelas e ouros.

Camisa de linho de corte tradicional, decote e punhos guarnecidos com folho bordado e bordados a fio vermelho e preto sobre o peito, ombreiras, cimo das mangas e punhos. Saia de tecido preto baetilha com ampla roda, franzida na cintura e aparelhada em baixo com larga barra de veludo, ladeada por bordados a vidrilhos e fita enfavada; termina com folho de cetim pregueado.

Colete preto de rabos ajustado na frente com cordão; costas bordadas com vidrilhos da mesma cor. Avental pequeno de tecido de lã manual, decorado com motivos geométricos executados por tirados poligromos; orla guarnecida com tira de lã preta recortada.

Algibeira oculta pelo lenço bordado. Na cabeça lenço de tule branco bordado, com as pontas soltas, coberto por chapelinho de feltro, guarnecido com fita preta de pontas pendentes atrás, pequeno espelho na frente e pluma ao lado.

Calça meias de algodão branco rendadas e chinelas pretas pespontadas a branco. Sobre o peito, as tradicionais peças de ouro, fio de contas, cordões, cruzes, medalhas e borboletas, não esquecendo os brincos à rainha.

Considerado pelos especialistas como uma variante do traje de Valdeste, a designação deste trajo provém da localidade de Sequeira, onde as tecedeiras imprimiram um cunho muito particular nos tecidos dos aventais.

São também muito singulares os chapéus com fitas, penas e o espelinho, usado pelas raparigas desde as terras do Rio Este, até perto de Vila do Conde.


(Fonte: O trajo regional em Portugal , de Tomaz Ribas.)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

RANCHO FOLCLÓRICO PEDRO HOMEM DE MELLO - SÃO PAULO - BRASIL.


Fundado em 27 de novembro de 1988, um agrupamento folclórico designado Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello, seus primeiros ensaios sucederam - se no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo - Brasil.

Nasceu com a pujança e alegria característica do folclore português, representa Portugal de norte a sul.

Adotou para si o nome de Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello para homenagear aquele que foi o maior folclorista que Portugal já teve.

Ao completar seu primeiro aniversário lançou seu primeiro LP e conta agora com três edições fonográficas editadas.

Já esteve em Portugal por quatro vezes levando o melhor do folclore português e o samba brasileiro, foi o primeiro Rancho do Brasil a dançar em Belmonte, terra natal de Pedro Álvares Cabral.

Tem diversos troféus como melhor Rancho e melhor Tocata, em 1999 foi premiado pela segunda vez consecutiva com a rainha do folclore português, a bailadeira Karina Brandão Portugal. Este Rancho é composto aproximadamente por 60 componentes entre eles portugueses, brasileiros e lusodescendentes.

Está sediado no Santuário de Nossa Senhora de Fátima - Sumaré - São Paulo - Brasil.

Promove almoços, "cozido a portuguesa"com datas agendadas anualmente.

É assim que sem ferir a autenticidade do puro folclore português, honra o nome de seu patrono e do nosso querido Portugal.
O Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello, prepara - se para a sua quinta digressão a Portugal no período de 19 de julho a 18 de agosto de 2008, levando o folclore de Portugal e o samba do Brasil.

Justiniano Lameiras Macedo - Presidente.

SITE: http://www.pedrohomemdemello.com.br/
EMAIL:rancho@pedrohomendemello.com.br
FONE:(011)32885479 OU (011)32410831
FAX:(011)32663622
ENDEREÇO: Av. Dr. Arnaldo , 1831 Sumaré - São Paulo - Brasil.

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Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello - Senhor da Serra.

terça-feira, 1 de abril de 2008

TRAJE DE BARCELOS.




Com o seu traje próprio, embora possuindo características comuns à região minhota, Barcelos apresenta um leque bem rico de trajes.
Após demorado estudo, conseguiu - se reunir o conjunto puramente característico da região barcelense, sem confusão possível com qualquer dos trajes da região de Viana, que são os mais conhecidos.
O traje apresentado é o traje regional de Barcelos , cuja a saia, como o avental, são fabricados em cobinações de várias cores, sempre dentro da tonalidade suave.


Traje feminino:


A saia de serguilha, como o avental, este mais claro com sua barra de cor preta, são totalmente diferentes das saias e aventais de Viana.
O colete de rabos, preto, com bordado a cores, é também inconfundivelmente barcelense, bem como a camisa de larga gola e ombros bordados a branco, característica original, pois nenhum traje vianês rigoroso tem camisa de gola larga bordada, como a barcelense.
Cruza o peito lenço de ramagens, um de fundo mais escuro, e outro de fundo mais claro, sendo característica inconfundível barcelense a combinação do lenço azul, este quase exclusivamente de uso barcelense.
Meias, chinelas, faixa, lenço de mão tudo obedece a escrupuloso rigor.
É dificil a reprodução das jóias do traje barcelense . Não faz parte dos adornos a filigrana, sendo apenas usada, e não muito, a chamada estrela (espécie de cruz de malta).
Características, as argolas e o coração de chapa, os cordões e a borboleta, assim como a cruz.


Traje masculino:


Vestiam calça de lã castanha, camisa branca de linho com baixo cabeção de renda no pescoço, em vez de colarinho, renda que guarnece a abertura até a cinta.
Chapéu preto de copa baixa e aba larga. Faixa preta de lã.
Calçavam sapatos de atarrado acastanhado, de sola e bico largo.